Paulo Hasse Paixão
Uma investigação da BBC revelou uma próspera rede de
consultores de imigração está a instruir os imigrantes a fabricar pedidos de
asilo, identificando-os falsamente como homossexuais e até ajudando-os a obter
registos médicos falsos que comprovam que estão infectados por VIH
A investigação da estação pública britânica expôs
escritórios de advogados e consultores de imigração que cobram milhares de
dólares para ajudar os imigrantes a fabricar pedidos de asilo, alegando
falsamente serem homossexuais. Os imigrantes eram instruídos a inventar histórias
de vida, forjar documentos comprovativos e até obter registos médicos falsos
para fortalecer os seus pedidos.
A investigação revelou que um escritório cobrava até 8.900 dólares por um pedido de asilo fabricado, enquanto outros ofereciam serviços que variavam entre 1.900 e 3.800 dólares para a produção de provas falsas. Os migrantes foram aconselhados a alegar falsamente que corriam o risco de perseguição em países como o Paquistão e o Bangladesh, onde a homossexualidade é criminalizada. Alguns foram instruídos a fingir depressão ou até mesmo a alegar serem seropositivos para obter resultados favoráveis. Um alegado evento para requerentes de asilo LGBT foi frequentado sobretudo por migrantes que admitiram não ser homossexuais, com um deles afirmando:
“Ninguém aqui é gay. Nem 1%
é gay. Nem 0,01% é gay.”
As descobertas destacam a
perversidade e o decaimento ideológico do sistema de asilo britânico, ao mesmo
tempo que expõem aqueles que lucram com ele. O Ministério do Interior afirmou,
entretanto, que vai tomar medidas contra aqueles que abusam do sistema.
As autoridades da Grã-Bretanha
e de outros países ocidentais, como a Alemanha e a Holanda, já identificaram
padrões de requerentes de asilo que alegavam falsamente perseguição com base na
orientação sexual ou fingiam conversões religiosas, particularmente ao
cristianismo, para fortalecer os seus pedidos de asilo. Em alguns casos, os
migrantes terão sido instruídos sobre como descrever práticas religiosas,
memorizar passagens bíblicas ou demonstrar conhecimento da cultura LGBT para
parecerem mais credíveis durante as entrevistas de asilo.
Título, Imagem e Texto: Paulo Hasse Paixão, ContraCultura, 24-6-2026

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