quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Mais promessas de Eduardo Paes

Começou aqui:

Tributos
Ø  Expandir os postos GNV;
Ø  Não aumentar o IPTU. Engordar a receita por meio da base de arrecadação;
Ø  Implantar a nota fiscal eletrônica, que permite acompanhar on line a emissão de comprovantes que geram arrecadação de ISS. O sistema é um meio de aumentar a arrecadação sem subir impostos;
Ø  Criar parcerias com os governos estadual e federal visando dar incentivos fiscais às empresas que empregarem o deficiente;
Ø  Reduzir o ISS das áreas de tecnologia, turismo e seguros. Dar benefícios tributários às cooperativas de táxi.
Educação
Ø  Acabar com a aprovação automática nas escolas da rede municipal de ensino;
Ø  Aumentar a rede de creches, triplicando o número de vagas. Oferecer 160 mil vagas nas préescolas, colocando todas as crianças de 4 e 5 anos;
Ø  Usar clubes e áreas afins para atividades extracurriculares de alunos da rede municipal;
Ø  Instituir aulas de reforço em todas as escolas municipais, contratar mais professores e investir em qualificação e remuneração;
Ø  Criar o Pró-Técnico, de bolsas em cursos técnicos;
Ø  Ampliar a rede de vilas olímpicas e criar programas de prevenção às drogas nas escolas;
Ø  Ampliar o Ônibus da Liberdade (transporte gratuito a alunos);
Ø  Criar o Fundo Municipal de Apoio à Pesquisa.

Lixo
Ø  Não levar o aterro sanitário para Paciência;
Ø  Criar um programa de reciclagem de lixo.

Digitado por JP, 28-10-08, às 16h50

Mineiro - Churrasco Tradicional Brasileiro

Na semana passada fomos ao restaurante (ou churrascaria) "Mineiro", a que fica em São Pedro de Sintra. São cinco unidades em Portugal, todas no distrito de Lisboa: Odivelas, Brandoa, Loures, Setúbal e Sintra.

"O conceito consiste nos mesmos moldes, embora possam existir diferenças, a nível de serviços, preços, decoração, apresentação, etc...

Gerências diferenciadas e autônomas. Cada Mineiro fideliza a sua clientela."

Print Screen: JP
Ah, se eu gostei? Gostei. Sabe?, é daqueles locais "buffet" ou "a quilo", com muita quantidade, mas, qualidade nem tanta. Do que eu mais gostei foi do frango grelhado, umas linguíças tipo aquelas que as churrascarias serviam (ainda servem?) como "entrada"... No mais, nem lembro. Só da companhia, obviamente!

E aí, cariocas, lembram das promessas de Eduardo Paes?

Eduardo Paes, 05-10-2008. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Do Jornal “O Globo”, página 12, segunda-feira, 27 de outubro de 2008:
Para cobrar de Paes – Prefeito do Rio de Janeiro
As principais promessas feitas pelo candidato durante a campanha

Transporte
Ø  Implantar o bilhete único, que permite ao usuário pegar mais de uma condução pagando só uma tarifa. Mas o sistema terá de se sustentar sozinho. “Não vou subsidiar empresas de ônibus”;
Ø  Licitar as cerca de 400 linhas de ônibus do município e reorganizar o sistema;
Ø  Legalizar e licitar as linhas de vans, e regulamentar o transporte complementar:
Ø  Ajudar o estado a implantar a linha 4 do metrô, da Barra a Botafogo (orçada em R$ 1,2 bilhão);
Ø  Ajudar o estado a implantar o novo trajeto da linha 2 do metrô, para evitar baldeação no Estácio;
Ø  Fazer a ligação entre a Barra e os subúrbios de Madureira e Penha, por meio de ônibus articulados, o projeto T-5;
Ø  Pôr limites de velocidade diferentes à noite em áreas consideradas de risco. Também substituir os pardais por lombadas eletrônicas, visíveis. Sincronizar os sinais de trânsito;
Ø  Renovar a frota de ônibus para dar acesso aos deficientes;
Ø  Ajudar a Supervia a adquirir novos trens;
Ø  Regulamentar os pontos de embarque e desembarque e reduzir a taxa do Darn (Documento de Arrecadação Municipal) das vans;
Ø  Dar meia-passagem a universitários. Criar passe livre para pessoas com tratamento continuado na rede municipal de saúde.
Digitado por JP, 28-10-08, às 16h50
Continua aqui

Heini Winter, um verdadeiro chefe de matilha!

Recebi este vídeo, um homem "passeando" com os seus 16 cachorros. Adorei a disciplina e a felicidade destes lindos animais. Aliás, como eu sempre pensei: "cachorro cansado é um cachorro feliz!".
Mas algo me dizia que não se tratava de um mero passeio, mas de um treinamento entremeado de "prêmios" e carinhos. Pois então, pelo que pude concluir, Heini Winter é um renomado treinador (e condutor) de cães de corridas de sleds. 

Foto retirada daqui
Heini Winter é o primeiro à esquerda. Daqui
Heini Winter biking with his 16 sleddogs in town
http://www.youtube.com/user/martehei
Colaboração: Pierre Pereira
Edição: JP

O Brasil que trabalha...

Plínio Sgarbi
Estado
Quanto paga ao governo federal
Quanto recebe do governo federal
Em vermelho ficou devendo e verde fica sobrando
Maranhão
1.886.861.994,84
9.831.790.540,24
-7.944.928.545,40
Bahia
9.830.083.697,06
17.275.802.516,78
-7.445.718.819,72
Pará
2.544.116.965,09
9.101.282.246,80
-6.557.165.281,71
Ceará
4.845.815.126,84
10.819.258.581,80
-5.973.443.454,96
Paraíba
1.353.784.216,43
5.993.161.190,25
-4.639.376.973,82
Piauí
843.698.017,31
5.346.494.154,99
-4.502.796.137,68
Alagoas
937.683.021,32
5.034.000.986,56
-4.096.317.965,24
Pernambuco
7.228.568.170,86
11.035.453.757,64
-3.806.885.586,78
Rio Grande do Norte
1.423.354.052,68
5.094.159.612,85
-3.670.805.560,17
Tocantins
482.297.969,89
3.687.285.166,85
-3.204.987.196,96
Sergipe
1.025.382.562,89
3.884.995.979,60
-2.859.613.416,71
Acre
244.750.128,94
2.656.845.240,92
-2.412.095.111,98
Amapá
225.847.873,82
2.061.977.040,18
-1.836.129.166,36
Rondônia
686.396.463,36
2.488.438.619,93
-1.802.042.156,57
Mato Grosso
2.080.530.300,55
3.864.040.162,26
-1.783.509.861,71
Roraima
200.919.261,72
1.822.752.349,69
-1.621.833.087,97
Mato Grosso do Sul
1.540.859.248,86
2.804.306.811,00
-1.263.447.562,14
Goiás
5.397.629.534,72
5.574.250.551,47
-176.621.016,75
Amazonas
6.283.046.181,11
3.918.321.477,20
2.364.724.703,91
Espírito Santo
8.054.204.123,90
3.639.995.935,80
4.414.208.188,10
Santa Catarina
13.479.633.690,29
5.239.089.364,89
8.240.544.325,40
Minas Gerais
26.555.017.384,87
17.075.765.819,42
9.479.251.565,45
Paraná
21.686.569.501,93
9.219.952.959,85
12.466.616.542,08
Rio Grande do Sul
21.978.881.644,52
9.199.070.108,62
12.779.811.535,90
Rio de Janeiro
101.964.282.067,55
16.005.043.354,79
85.959.238.712,76
São Paulo
204.151.379.293,05
22.737.265.406,96
181.414.113.886,09

Maranhão - O que recebe mais esmola, seguido da Bahia e do Pará.
São Paulo - O que dá mais esmola.
Agora você entendeu o porquê da popularidade dele lá em cima e de sua impopularidade aqui embaixo???

Dos 26 Estados da Federação:
18 = Dão Prejuízo (Recebem pra Viver)
08 = Dão Lucro (Pagam pra Viver)
Dos 8 que pagam (317.118.509.459,69) 1 só (São Paulo = 181.414.113.886,09) paga mais que os outros 7 juntos (135.704.395.573,60)!
O Estado de São Paulo BANCA o resto do Brasil

Título e Formatação: Plínio Sgarbi, 02-11-2011

A verdade nua e crua

Esperava-se uma comoção nacional...
Coturno Noturno

Não há notícias de romeiros chegando a São Bernardo do Campo. Não espoucaram novenas nas missas dominicais e nem romarias aos santuários populares. Nem mesmo a tag "Força Lula" decolou no twitter, mesmo disseminada por políticos de primeira grandeza e por jornalistas e blogueiros chapa-branca. Nem mesmo o papa mandou uma carta, mas apenas um recado educado de pleno restabelecimento através do embaixador. Ao contrário: a exigência nas redes sociais que não podem ser censuradas por uma imprensa cínica foi que Lula seja tratado como um comum mortal, agora ainda mais mortal, recebendo o seu tratamento em algum hospital do SUS, onde, segundo ele, " a saúde é quase perfeita" ou em alguma UPA tão fantástica que"até da vontade de ficar doente para usar".  O clamor foi tão grande que a imprensa reagiu, tratando o fato como covardia, desumanidade, insanidade, creditando tais manifestações aos instintos mais selvagens de uma minoria de trogloditas virtuais. Censurou as manifestações e deu espaço apenas para a análises comportamentais equivocadas. A verdade tirada do episódio é que Lula não é a unanimidade que pregam. Também é verdade que Lula está pagando o preço da sua gabolice e arrogância ao fazer afirmações mentirosas sobre a Saúde no Brasil, verbalizadas na forma de tiradas de efeito para obter dividendos políticos e eleitorais. Mais verdade ainda é que a imprensa e a militância petista esperavam e desejavam uma comoção nacional.


A guerra dos mundos

Criação: Gon
Não é o PR preocupado com a Constituição que fala: é o criador do 'monstro'
Filipe Luís
A divisão entre portugueses está na berlinda. Os políticos e dirigentes da sociedade civil, que tanto fazem por dividir a sociedade entre exploradores e oprimidos, trabalhadores e patrões, esquerdistas e reacionários, madeirenses e continentais, benfiquistas e o resto do mundo, puxam agora do seu saco de lágrimas de crocodilo para baterem no peito contra a tentativa governamental de "dividir os portugueses" entre funcionários públicos e empregados do setor privado. E tudo porque os próximos orçamentos de Estado cortam os subsídios de Natal e de férias aos primeiros - sabendo-se, de antemão, que acabará por sobrar para os segundos...
Cavaco Silva insurgiu-se contra a quebra do princípio de equidade fiscal a que a Constituição obriga. Mas não é o Presidente preocupado com as regras constitucionais que fala: é o criador do "monstro", o mentor da progressão nas carreiras e o autor dos célebres "direitos adquiridos". Para já, Cavaco cataloga de "fiscal" uma medida que, tecnicamente, não é apresentada como tal. Mas dando isso de barato... Vejamos onde está a iniquidade.
A esmagadora maioria, senão a totalidade, dos 800 mil desempregados tem origem no setor privado e não no setor público. As empresas privadas falidas fecham. Mas as do Estado mantêm-se abertas, agravando o défice e a dívida, enquanto os seus trabalhadores continuam a receber 14 meses, a tempo e horas. Por falar nisso: o setor privado está crivado de salários em atraso. No setor público, há uns meses, houve uma tempestade por causa de um atraso de um dia(!) no pagamento de vencimentos da responsabilidade do Ministério da Defesa. O regime de reformas é muito mais favorável na administração púbica, na idade e no salário, e os funcionários dispõem de uma ADSE inexistente nos privados.O setor privado está há três anos a efetuar muitos dos reajustamentos que só recentemente o setor público vem fazendo: baixa de salários, negociação com perdas de regalias (folgas pagas por trabalho em feriados, horas extraordinárias, etc.). Um doce, portanto, a quem provar que existe equidade entre público e privado. Um doce algarvio, neste caso, para Cavaco Silva.
A inevitável perda de subsídios (que aí vem, sob a chantagem dos alternativos despedimentos...) vai sacrificar muito mais os já indefesos trabalhadores do setor privado. Que, diga-se de passagem, na prática, nem sequer podem fazer greve. Nem nisto há equidade com o setor público...

O desmame


Com esta crise e com este Orçamento, as regras mudam claramente. Resta saber se o Governo e o País se conseguem manter em jogo

Pedro Camacho
Não existe deputado, governante, dirigente político, economista, gestor ou qualquer outro profissional da área económica que não soubesse, há já inúmeros anos, que este dia negro chegaria. Talvez não o imaginassem tão trágico como este Orçamento do Estado para 2012 o torna, mas não ignoravam, seguramente, que o dia do acerto de contas teria de chegar.
Sabiam-no os de esquerda e sabiam-no também os de direita. Nas áreas da Saúde, da Segurança Social, do Ensino ou das Obras Públicas, toda a gente sabia que em matéria de parcerias público-privadas, do setor empresarial do Estado ou da dimensão e do custo das administrações públicas, vivíamos numa trajetória insustentável, aplicando aquela máxima de que, em política e, sobretudo, em democracia, há coisas contra as quais não vale a pena lutar, porque apenas se ganha um rótulo de "comuna", de "fascista" ou de "louco". E, pior, no fim, perde-se as eleições. É por isso muito mais cómodo alinhar com as maiorias do momento e com as forças de sempre, estejam elas ligadas ao influente patronato financeiro ou aos poderosos lóbis político-sindicais. E foi assim, com plena consciência do que vinha acontecendo nos últimos anos, que chegámos ao momento de bater na parede, ficar sem alternativa e apanhar com este Orçamento do Estado.
Mais corte, menos corte, mais injustiça, menos injustiça, mais IVA aqui ou acolá, há já muito tempo que se sabia que tínhamos ultrapassado a barreira da crise para mergulhar no buraco da catástrofe. Andámos a viver anos a fio acima das nossas possibilidades. E fizemo-lo durante tanto tempo, e por força de tantas variáveis, que é injusto tentar descobrir os autores deste "crime" - salvaguardando, claro está, situações em que a Justiça assim o exija e a palavra crime deva ser lida literalmente.

O campeonato da credibilidade

Passos Coelho provavelmente saberá, tão bem como todos nós, que este tipo de "tratamento" é insustentável se aplicado num prazo prolongado


Pedro Norton
Estátua romana em bronze,
"Hércules do Teatro de Pompeu", 
Museus Vaticanos, Roma.
Foto: Marie-Lan Nguyen, 2003
Comecemos pelo fim. Para variar. Um adicto que consumiu demais durante 20 anos não se desintoxica nem fica curado em seis meses. Que é como quem diz, a receita imposta a Portugal pela troika não vai dar bom resultado. Olhando o problema do estrito ponto de vista dos credores (que a troika representa, convém não esquecê-lo), pode até perceber-se a tentação de forçar o País a um esforço de desalavancagem brutal, num curtíssimo espaço de tempo. Mas a terapia é demasiado ortodoxa e o doente morrerá da cura. A menos que, versão otimista, alguém acabe por perceber isto a tempo (talvez depois da primeira fatalidade grega) e a receita se amenize.  
Dito isto, convém perceber o seguinte: Portugal compete no terrível campeonato da credibilidade. Genericamente percebido como mais um laxista país do Sul, merece tanta condescendência por parte da Europa civilizada como a que nós, cubanos, temos pela Madeira de Jardim. Zero. Ninguém se comove com os males de um país, desgraçadamente irrelevante, que viveu décadas acima das suas possibilidades. A nossa primeira tarefa - hercúlea, é certo - é, pois, a de recuperar um mínimo de credibilidade que nos permita depois, e só depois, reivindicar, na reconquistada qualidade de bom aluno europeu, condições e prazos para fazer um ajustamento financeiro minimamente realista.
Pedro Passos Coelho, estou convencido, entendeu isto. O momento é de aplicar cegamente a ortodoxa receita da troika. Com sangue, suor e lágrimas. Provavelmente saberá, tão bem como todos nós, que este tipo de "tratamento" é insustentável, se aplicado num prazo prolongado. Provavelmente saberá que o País se arrisca a ficar pelo caminho. Com uma classe média esmagada, uma economia em recessão profunda, um desemprego galopante. Mas sabe também, e nós temos obrigação de reconhecê-lo, que a alternativa, neste momento, é nenhuma. Precisamos de dar sinais inequívocos de que temos capacidade de sacrifício, de que somos governáveis, de que não somos os meliantes que os vários populismos europeus vão sugerindo.
Chegará o momento, se restar um mínimo de esclarecimento às elites europeias, em que se reconhecerá o óbvio. Talvez, repito, a Grécia tenha de soçobrar para que esse óbvio se torne ululante. Mas, no dia em que isso acontecer, Portugal terá de ter recuperado um estatuto de respeitabilidade mínima para reivindicar o direito a uma cura minimamente realista.
É nisso, julgo, que aposta o primeiro-ministro. Não me lembro de um orçamento tão brutal. E devo, aliás, confessar, porque tenho a sorte de fazer parte dos privilegiados deste país, que não consigo imaginar sequer o nível de sacrifício implícito para algumas das famílias mais desprotegidas e mais afetadas por tão draconianas medidas. Mas não me lembro também de um discurso tão frontal e tão corajoso como o que Passos Coelho proferiu ao País, na passada semana. E isso, deixem-me que vos confesse, surpreendeu-me pela positiva. O homem merece o benefício da dúvida.
Título e Texto: Pedro Norton, revista Visão, nº 972, 20 a 26-10-2011

Uma comparação entre os amores de Ares, o deus da guerra, e Lampião, o rei do cangaço



Achimedes Marques
Ares, na mitologia grega é o deus da Guerra. Alegrava-se com a luta e se animava com o calor das batalhas. Sempre esteve presente nos maiores conflitos, nas guerras mais horrendas e se rejubilava com a carnificina e o sangue humano. Usando da sua força bruta derrotava e matava impiedosamente os seus inimigos. O jovem deus guerreiro, devido ao seu vigor físico e sua fama de vitorioso e impiedoso sanguinário, conquistou o coração de Afrodite, a deusa do Amor e do Desejo, que apesar de casada com Hefesto, deus do fogo, terminou por cair nos encantos do Senhor da Guerra. Do caso proibido representando o Amor e a Guerra nasceu a Harmonia. Três palavras tão importantes no contexto da história que parecem nunca se separar.
Lampião, na história nordestina é o rei do cangaço, o Senhor das Guerras das caatingas. A exemplo de Ares, era animado com o calor das batalhas, se rejubilava com a carnificina e o sangue humano e também esteve presente nos maiores conflitos com as polícias volantes ou com as populações armadas que dispunham enfrentá-lo. O destemido rei guerreiro, devido a sua fama de vitorioso e impiedoso sanguinário, conquistou o coração de Maria Bonita, a linda cabocla sertaneja do Amor e do Desejo, que apesar de casada com Zé de Neném, sapateiro afamado, terminou por cair nos encantos do Senhor dos Sertões passando então a ser o seu eterno amor, a sua louca paixão. Do Amor e do Desejo em meio a Guerra vividos por Lampião e Maria Bonita também havia a mesma Harmonia nascida de Ares e Afrodite.
Lutar e derrotar vendo os seus inimigos caindo aos seus pés era dos maiores atributos de Ares e de Lampião, verdadeiros guerreiros, verdadeiros líderes de batalhas diversas. Embora os seus exércitos tenham na maioria das vezes cometido atrocidades e barbaridades atrozes com assassinatos, estupros, torturas e demais crimes praticados até mesmo contra pessoas indefesas em ataques ou lutas desumanas e desiguais, eles viviam dos seus amores entre as guerras.
Foi nesse meio de sangue e morte em constantes batalhas que o guerreiro Ares se fez o deus da Guerra a viver intensa paixão com a sua deusa do Amor e, foi nesse meio fervilhante de sangue, poeira e sofrimento a lutar nas veredas dos sertões em constantes batalhas que a figura de Lampião se fez o Rei do Cangaço a viver intensa paixão com a sua linda e destemida cabocla, Maria Bonita.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A descompostura de Dilma no ex-ministro dos Esportes


Indicação de Jorge Cunha

Eles são f...! Eles utilizam e exploram TUDO!


Fotógrafo oficial da Presidência faz um vídeo em que Lula mistura sua doença com política. Silenciem os covardes a respeito, mas é um mau momento do doente e do político.
Reinaldo Azevedo
O fotógrafo Ricardo Stuckert gravou um vídeo, com a assinatura do Instituto Lula, em que o ex-presidente fala sobre a sua saúde e sobre política. Stuckert é o fotógrafo oficial da Presidência. Ignoro a sua situação contratual. Talvez tenha uma empresa que lhe permita também fazer trabalhos particulares para entidades privadas, como é o Instituto Lula. O que sei é que os canais ficam, obviamente, um tanto misturados. Lula não é mais presidente da República para ser retratado ou filmado pelo fotógrafo oficial da Presidência. Pode parecer normal no Brasil, mas não é corriqueiro nas repúblicas democráticas mundo afora. Assistam a vídeo. Volto em seguida.


Voltei
Eu não tenho motivo nenhum para alterar uma linha do que escrevi no meu primeiro post a respeito da doença do ex-presidente, ainda no sábado. Recomendando serenidade aos leitores, expressei a minha convicção:
“O câncer não é instrumento de vingança política, não é uma lição de vida, não é um livro didático! Ele só ensina que é preciso vencê-lo. Nada mais!”
E avisei que coibiria manifestações agressivas ou que fizessem votos de que Lula fosse malsucedido em sua batalha. Fui ainda mais claro:
“Em síntese: Lula não está doente porque quer, não está doente porque merece, não está doente para ter uma lição de vida. Estará hoje nas minhas orações. Doenças não tornam a gente nem melhor nem pior. Elas só nos ensinam que é preciso vencê-las.”
Continuo a acreditar nisso.
Mas também expressei o temor, naquele texto, de que o próprio PT usasse politicamente a doença de Lula, como usou a de Dilma. Não deu outra. A exploração está em curso. Se o câncer não existe para punir ninguém, também não existe para paralisar a inteligência e a crítica.

Para você!...


Confronto e Cura



Velvet Poison
A primeira pessoa próxima de mim que vi sofrer um câncer, lutar contra ele, e perder a parada foi um amigo, nos idos dos anos 80. Éramos do grupo de jovens da nossa paróquia, e bastante chegados. Morávamos bem perto, uma de suas irmãs havia estudado comigo, dos 7 aos 11 anos, e não saíamos da casa uns dos outros, além das atividades na igreja que frequentávamos. Era câncer de laringe. Enfrentou-o dos 19 aos 22 anos. Quando iniciou a radioterapia, seu pescoço ficou cheio de linhas, marcas, e daí ganhou, por um cunhado, justamente o namorado da minha amiga, o apelido de "Colorido". Ninguém, a partir daí, o chamava pelo nome, mais. Nem a família. Era a forma bem-humorada de compartilharmos com ele tanta dor, tristeza e temor. Colorido apelidou meu pai, Seu Antônio, de Toizim Ceroula, porque papai, na porta do seu bar, mandava ver na churrasqueira, cheia de espetinhos, sempre usando bermudas. Descia o Colorido a praça em direção à sua casa, e era "Oh, Toizim Ceroula!" de um lado e "Eh, Colorido!" em resposta, de outro. Saudade de ambos.
Colorido tratou-se no Hospital Hélio Angotti, o chamado Hospital do Câncer, na minha cidade. Teve a sua fase de remissão, o que alegrou a todos. Mas de repente, do nada, sofreu uma parada cardiorrespiratória e ficou duas semanas internado. Quando saiu do hospital, muito debilitado, seu cunhado, que era muito amigo meu também, contou lá em casa, para o papai, que o câncer havia se espalhado para o esôfago e sei lá mais para onde. Ele estava sofrendo bastante. Uma noite, contou-nos a mãe dele logo depois, entrando em seu quarto, ela pediu à Nossa Senhora, fosse para que seu filho sofresse tanto, que ela o encaminhasse para Deus. Uma súplica desesperada de mãe. Colorido não acordou mais. Morreu dormindo. Era véspera do dia que ficou marcado na história do Brasil como a data em que morreu Tancredo Neves.
Muitos defensores do ex-presidente e de tudo o que ele representa me provocaram, nesses dias, no Twitter e em comentários (aqueles, sempre da baixura de suas existências) se eu não desejaria a morte de Looola. Que falar de Chavez, Fidel e outros era fácil porque estariam longe. Bem, vamos lá. Não sou covarde, e apenas esperei passar o primeiro furor inicial para eu mesma tocar nesse tema. Afinal, já há gente por demais falando, falando, louvando, idolatrando o tumor na laringe do ex-presidente bufão. E, menos ainda, não sou hipócrita. Não mudei em um milímetro o que penso do ExPirado porque ele foi diagnosticado com uma doença cruel, invasiva, assustadora, e que acomete milhares de outros brasileiros, famosos e anônimos, das mais diversas formas. Aos fatos!

Touradas: tradição ou barbárie?


Realizou-se ontem, 31 de outubro de 2011, no Programa “Você na TV”, da TVI, um debate sobre a realização de touradas em Portugal.
O canal, no Youtube, Somos Anti Tourada, disponibilizou os três vídeos desse debate.

Todos os Santos


Na Igreja Católica, o dia de "Todos os Santos" é celebrado no dia 1 de novembro e o de "Finados" no dia 2 de novembro.
Wikipédia

1.030 acessos. Obrigado!

Ontem, segunda-feira, 31 de outubro, Dia das Bruxas, este singelo blogue teve 1.033 acessos/visitas. Não batemos, ainda, o recorde que é de 1.066, mas valeu! Ah, se valeu!


O post (de ontem) que registrou mais visitas foi:
Repórter da Globo é brutalmente interrompida!

Penso que o fato de três pessoas (que eu saiba) terem compartilhado o link no Facebook (2) e reenviado por e-mail para os seus amigos "explica" o número de visitas. Seja como for, ou porque foi, muito obrigado!
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