Morsi terá que definir se fará
ou não as mudanças verdadeiras que o Egito necessita...
Beatriz W. de Rittigstein
Por estes dias aniversaria a
rebelião ocorrida no Egito que derrubou o regime opressivo de Muhammad Hosni
Said Mubarak, após mais de trinta anos de ditadura.
De fato, o levante que levou
para as ruas centenas de milhares de pessoas que pediam Democracia e um Estado de
Direito, não deu frutos, pois o movimento foi arrebatado pelos islamitas
radicais que, deixando de lado as aspirações de liberdade do povo egípcio,
estão pondo em vigor outra forma de opressão ainda pior da que afligia o país,
a do fanatismo religioso; por esse motivo, os egípcios reagiram com uma série
de protestos e distúrbios que mostram uma grave crise.
Recentemente, o Ministro da
Defesa, Abdel Fattah al-Sisi, advertiu que "os conflitos políticos,
econômicos e sociais que sacodem agora o Egito, se constituem numa ameaça à
segurança do país". E afirmou que as Forças Armadas são "o pilar
sobre o qual se baseia o Estado", o que significa que a se seguir a frágil
situação, os militares terão que tomar o poder, deitando por terra a possibilidade
de uma evolução democrática.

.jpg)








