sábado, 3 de maio de 2014

Velhinhos e Velhinhas...


Valdemar Habitzreuter

As sombras, parece, que a nós se impõem,
No chão desenham a curvatura das costas
Nos acompanham com dificuldade nas encostas
Subir já não é uma boa ideia então.

Será que o que nos faltou durante os oito anos para atrás
Por culpa de alheios juristas e políticos oportunistas
Nos deixará inertes sem mais ânimo para conquistas?
Ou reuniremos ainda forças para uma luta tenaz?

Não é hora ainda de abandonar a esperança benfazeja
Ela é por incrível que pareça a única arma para uma vitória
Que nos garantirá grandiosos e benditos dias de glória
Com ela não haverá demônio ou intruso que nos tire aquilo que nossa alma almeja

Façamos um pacto de união
Mesmo que as sombras sejam sombrias
E nos queiram esconder a luz da alegria
Só assim seremos campeões.

Vida longa ainda meus amigos companheiros, velhinhos e velhinhas!
A vida é bela ainda enquanto não se apagar aquela chama luzente da velinha.
Título e Texto: Valdemar Habitzreuter, 03-05-2014

Na defesa do trabalhador

Odoaldo Vasconcelos Passos

Resposta à deputada Jandira Feghali.
O texto abaixo, acabou de ser publicado no site diariodopoder.com.br, como meu comentário à coluna da deputada federal Jandira Feghali, do PCdoB do Rio de Janeiro, intitulada ‘Na defesa do trabalhador’.
Aconteceu um fato muito estranho. Quando acabei de postar o comentário, estranhamente, a coluna e o comentário, misteriosamente, desapareceram do site.
Fiz um pequeno texto no mesmo site, na bronca geral, (abaixo) perguntando o que aconteceu e ainda não tive resposta. Será que já estamos sofrendo censura?


 "Onde nasce uma pauta trabalhista, o PCdoB atua de forma consistente e corajosa."
"A bancada comunista no Congresso Nacional tem sido a voz de milhões de brasileiros no combate às desigualdades."
"Nossa bancada vem lutando por uma pauta positiva em inúmeras fontes."
"Participação na articulação pela votação do piso dos agentes comunitários de saúde." "Redução de jornada de 30 horas para enfermagem."
"Ampliamos a voz dos trabalhadores na luta contra a terceirização e a redução da jornada dos caminhoneiros."
"Para a economia de uma nação ser forte, é preciso que Parlamento e Executivo se atentem aos apelos de sua massa trabalhadora. É preciso cuidá-la com atenção e respeito."

Palavras da Deputada Federal do PCdoB do Rio de Janeiro e líder da bancada na Câmara, Jandira Feghali. Tudo isto seria muito valioso se correspondesse à verdade do nosso país, tão prejudicado pela falsidade dos nossos políticos que compõem o nosso Congresso Nacional.

Falar é fácil, o difícil é cumprir aquilo que se diz. A Deputada Jandira Feghali defendeu os interesses de várias categorias, dizendo que faz parte do programa do seu partido, o PCdoB.

Depois de tudo que li, eu pergunto à ilustre Deputada: a senhora é filha de um toco? Não teve pai, mãe, avôs avós, tios, etc.? Sim, a minha pergunta faz sentido, porque ela em momento algum se lembrou da classe de ex-trabalhadores idosos (aposentados e pensionistas) da Previdência Social RGPS Urbano, que recebem benefícios acima de um salário mínimo, abandonados pelo governo federal comandado pelo Partido dos Trabalhadores, o qual o seu PCdoB apoia.

Bienvenidos!

O Estádio da Luz recebe, a 24 de maio, a final da Liga dos Campeões em futebol, que vai juntar o Real Madrid e Atlético de Madrid, naquela que será a primeira final totalmente espanhola e a primeira entre equipas da mesma cidade. 

Hotel Intercontinental

A indústria do futebol
Hotéis em Lisboa já esgotados a vinte dias da final da Champions entre o Real Madrid e o Atlético de Madrid . Os preços mais do que duplicaram. Junte-se-lhes todos os outros gastos pessoais em turismo e a verba é significativa. Além disso, Lisboa vai ser falada e vista por milhões de pessoas em todo o mundo. Não há outro  programa de publicidade de uma cidade com esta envergadura . E quantos voltarão a Lisboa e quantos decidirão conhecer Lisboa? Boa ajuda para a economia.
Luis Moreira, Banda Larga, 03-05-2014

Relacionado:

Logotipos

Este foi o primeiro:









Depois veio o da Agência:

Coincidentes, me parece. 

O atual do SNA:



Minuto do dia – 172

VOCÊ, que é pai, é a criatura mais feliz sobre a face da terra.
Levante os braços aos céus e agradeça a Deus a misericórdia que lhe concedeu.
Mas lembre de que não basta dar aos filhos o sustento e a instrução.
Algo existe mais importante que tudo isso: é o exemplo.
Dê a seus filhos o exemplo do trabalho, da honestidade, da dignidade em toda a sua vida.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Salve o dia 1º de maio!

Almir Papalardo
Bravos cidadãos brasileiros, sintamos-nos orgulhosos e ufanemos-nos por sermos trabalhadores de um grande país! Esqueçamos que o governo brasileiro, na realidade, não nos valoriza como trabalhadores. Haja vista que o nosso salário mínimo é de apenas 740 reais, o que valoriza ainda mais o trabalhador brasileiro mostrando toda a sua resignação e paciência de Jó! Mostremos todo o nosso patriotismo, a nossa disciplina, porque um erro não justifica outro. Esqueçamos que este governo é injusto, insensível e incompetente. Temos afinal o respeito de duzentos milhões de cidadãos.

O Brasil, como todo ano acontece através das Centrais de Trabalhadores e Sindicatos, no dia 1º de maio, homenageia com ênfase o povo ordeiro, trabalhador, incansável e honesto. Tornou-se até tradição o presidente da república fazer um discurso hipócrita homenageando o trabalhador. E com que garra o cidadão brasileiro desempenha a sua tarefa rotineira. Cumpre fielmente a sua lida do dia-a-dia no mercado trabalhista, garantindo ao Brasil o slogan reluzente da nossa bandeira: "Ordem e Progresso".


O trabalhador brasileiro realmente merece a consideração e o respeito a ele dedicado pelos frutos gerados do seu suor na labuta dedicada com amor ao Brasil, solidificando-o cada vez mais e colocando-o entre as grandes e respeitadas nações do mundo.

Getúlio Vargas: 60 anos do Brasil sem rumo

Miguel Castelo Branco

Cumprem-se em 2014 seis décadas sobre a morte de Getúlio Vargas. Pediu-me um amigo, docente numa universidade brasileira, que sobre Getúlio escrevesse umas linhas, destacando as similitudes (hoje muito contestadas) entre o Estado Novo de Vargas e o Estado Novo de Oliveira Salazar. Contentar-me-ei em enviar-lhe dentro de dias umas quantas linhas sobre as relações luso-brasileiras no período que medeia entre o pré-guerra e a primeira saída de Getúlio do poder, em 1945.

Quando, por força das perseguições hitlerianas, Stefan Zweig se estabeleceu no Brasil, foi tomado de verdadeiro entusiasmo por aquele país de dimensões continentais e riquezas inexauríveis que o condenavam ao melhor dos futuros. Em homenagem ao país-irmão, escreveria Brasil, País do Futuro. O entusiasmo de Zweig era claramente suscitado por Getúlio Vargas, estadista a quem o Brasil terá ficado a dever a finalização jurídica e administrativa do Estado, até então jugulado pelo apetite das oligarquias localistas. Autoritário e ditatorial na sua fase inicial (1930-45), Getúlio - que gozava de apoio popular incontestado - voltaria ao poder democraticamente em 1950. Foi graças a Getúlio que o Brasil, até aí uma enorme plantação de café e borracha, ascendeu à plena independência económica. A criação da siderurgia e, mais tarde da PETROBRAS, caboucos da industrialização em programa de nacionalismo desenvolvimentista, permitiriam àquele país furtar-se da colonização económica norte-americana. Se as grandes realizações materiais incluíram as obras públicas, a criação da indústria pesada, a rede hidroeléctrica, a agro-indústria e a mineração voltadas para o mercado mundial, nas realizações imateriais ou intangíveis poderão elencar-se o modelo de ensino aplicado, o estímulo à investigação científica e tecnológica, a criação de um corpo de quadros técnicos que dispensaram a ingerência da assessoria estrangeira. Vargas assinalou o caminho. Infelizmente, o Brasil parece não ter tido capacidade para acompanhar o visionarismo daquele homem de excepção.

“Ninguém queria pôr a mão na tal da cumbuca da corrupção na Varig”

Denise Abreu: “Eles [PT] à revelia dos nossos pareceres e notas técnicas introduziram no Congresso Nacional uma emenda para colocar o tal artigo 199 na Lei de Recuperação Judicial. Ora, a Lei de Recuperação Judicial, que é cópia da ‘Chapter 11’ (…) não previa, nem poderia fazê-lo… prever que uma concessão de serviço público se estivesse (…) vamos dizer, mal das pernas, se fosse quebrar… o que você faz é cassar a concessão e dar essa concessão para outra empresa com a mesma qualificação.
Não fazia o menor sentido você criar um arcabouço jurídico para salvar em recuperação judicial qualquer concessão de serviço público, você quebra a regra geral das leis das concessões. Apesar de tudo isso, você sabe que o governo tem a truculência do trator para passar no Congresso Nacional, este dispositivo foi incluído na Lei da Recuperação Judicial e a Varig imediatamente passa a ser a primeira empresa a pedir recuperação judicial na justiça do Rio de Janeiro. A gente não entendi muito bem o porquê… (que) se era o Partido dos Trabalhadores e nós já íamos com a medida extrajudicial imediatamente pagar todas as indenizações trabalhistas… por que o Sindicato Nacional dos Aeronautas presidido pela Graziella Baggio, da CUT, e amiga íntima do Lula, não queria de maneira nenhuma!... E ficava divulgando na imprensa um monte de mentiras para inviabilizar o projeto que nós estávamos apresentando… por que era obra de Fernando Henrique? Bobagem! Os trabalhadores então deveriam ser muito mais protegidos pelo PT do que qualquer disputa… se a ideia brilhante veio ou não do Fernando Henrique ou se era do próprio governo Lula… enfim, o Aerus também, o Aerus acabava por ser prejudicado, porque enquanto a gente fazia a proposta de utilizar 300 milhões de dólares para pagamento dos aposentados o governo estava fazendo uma intervenção no Aerus… colocando um interventor lá que acabou liquidando o caixa do Aerus…”
Tem mais, muito mais!

O depoimento de Denise Abreu, independentemente da sua opinião sobre ela, deve ser assistido por todo aquele que preze a sua independência político-ideológica. A referência ao diretor da Philips Morris, que teve a sua reputação assassinada pela imprensa a serviço DE, lembra-nos tantas matérias que vamos lendo por aí, globalmente. Pegou?

O vídeo completo aqui.

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Teatro em Brasília

AERUS, O GRANDE TEATRO ENCENADO EM BRASÍLIA.

Graziella e Fentac foram pra Brasília pedir a Dilma solução.
Dilma foi logo dizendo:
"'Cumpanheiros' não me falem em Aerus, não,
Quero que os velhinhos e velhinhas se virem de montão."


O Teatro, com atores bem treinados continua.
Direção: Governo Federal.
Assistente de Palco: AGU e seu Ministro.
Atores: Graziella Baggio e Direção da FENTAC.
Ator convidado: o Exmo. Senador Paulo Paim.

José Paulo de Resende, 02-05-2014

A reeleição 'da' intragável joio

Valmir Fonseca Azevedo
A maioria é contra a tal de reeleição. Mas, é um bando de tolos silenciosos.
No Brasil, o concorrente à reeleição tem 90% de possibilidades de reemplacar, e pouco interessa à população idiotizada que a sua gestão tenha sido uma boçal porcaria.
Sabemos do afastamento do detentor do cargo por algum tempo, para que não interfira no processo a seu favor, contudo só imbecis desconhecem que ele utilizará o seu cargo anterior para conseguir a reeleição, pois no imaginário popular e muito mais entre os pilantras, “é preciso levar vantagem em tudo”.

Ainda mais que a nossa jeitosa população e os empedernidos puxa-sacos continuarão a chamar o candidato de “excelência”, como se ele não tivesse se afastado da função, conforme a Constituição.

Eventualmente, vemos um candidato à reeleição que não obteve êxito, e juramos que não foi por falta de sua interferência no processo, e de fato foi tão ruim na sua gestão, que apesar de todas as maracutaias, o péssimo candidato foi devidamente expurgado.

Breve, teremos novas eleições e lá estará a “falta de sintonia verbal” concorrendo. Embora a campanha não tenha começado, em breve o ícone da patifaria e responsável pela eleição da inútil, irá percorrer o País em campanha pela sua reeleição.

Por vezes, ficamos meditando sobre o que a “metamorfose” falará para prestigiar a incompetente dama, pois ela nada fez, e encontramos o seu débil tirocínio numa série de fracassos em todos os campos.

Dilma na TV em rede nacional: pálida e sem emoção. E a Copa do mundo, hein?

Cesar Maia

1. Seria repetitivo lembrar que TV é antes de tudo imagem. Mais importante do que se diz é ‘como’ se diz. A rede nacional de TV que Dilma usou antes das 20h30, véspera de 1º de maio, deve ser analisada de duas formas: Primeiro, quanto à imagem; segundo, o impacto do conteúdo. 


2. A leitura de Dilma do texto no teleprompter foi feita sem nenhuma emoção, sem nenhuma interpretação. Foi uma leitura de porta-voz. Assim foi o tempo todo, terminando com um “Viva o Brasil”, para baixo. Imagine-se que o diretor da gravação deve ter pedido a Dilma que repetisse vários trechos – puxando emoção. Não conseguiu. O final dos “vivas”, então, foi deprimente.

3. A imagem de Dilma estava pálida. A primeira sensação é que a maquiagem tinha carregado demais. Porém a sequência de imagens vai mostrando que a maquiagem procurava encobrir um rosto deprimido reduzindo a depressão pálida.

4. O conteúdo foi redigido de forma a antecipar o tema da campanha eleitoral: defesa dos fracos e oprimidos contra a voracidade das elites, e – o clássico discurso – de criar insegurança nos eleitores. Ou seja, mudar significa colocar abaixo todos os programas sociais e a defesa das estatais.

Humildade...

Nelson Teixeira
Humildade não é aquele menos favorecido financeiramente, humilde é aquele que se despe de toda a roupa do orgulho e da vaidade faz-se transparente diante dos olhos espirituais de quem o vê.

Humildade é o amor agindo em nosso coração. Por muito tempo desperdiçamos forças e energias em assuntos, pensamentos e ações que nos tiram o discernimento de quem somos.

Há um momento da vida em que todos nós, sem exceção, vamos nos questionar do que fizemos e do que somos diante da vida. As ilusões da matéria cegam-nos do que realmente vale a pena viver e tiram-nos do caminho correto, nos deixando muito mais vulneráveis onde nossos defeitos ficam mais aparentes.

Sejamos humildes diante de todos que se apresentarem a nós, não importa o que vamos viver ou o que já vivemos, o que importa é agir sempre guiado pelas boas intenções para com o outro e para conosco.

Seja qual for a ocasião tenhamos firmes em nossos sentimentos os valores morais do amor, da caridade e do perdão. Nenhum de nós está livre da prestação de contas de nossos atos, se hoje a vaidade e o orgulho estão muito fortes em nossa vida é hora de refletir sobre o que estamos plantando, porque a nossa colheita será certa.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 02-05-2014

A APRUS precisa de dinheiro

Associação dos Participantes e Beneficiários do AERUS 
Reunião Ordinária do Conselho Deliberativo:
Caros amigos e amigas, companheiros desta luta infindável chamada AERUS.
No dia 30-04-2014, aconteceu a primeira reunião do Conselho Deliberativo da APRUS eleito para o triênio 2014/2016. Agora, sob a Presidência do nosso colega Sérgio J. R. Prates.

Estavam presentes os Conselheiros eleitos: Nelson P. Ribeiro, Orlando O. da Gama e Beniamin Bondarczuck. A conselheira Dra Carmen Astolfi Pedro não compareceu por motivo de doença.

Presentes também, os membros eleitos para o Conselho Fiscal:  Gilberto Brito e José Ruel. O onselheiro Geraldo Brito, também não compareceu por motivo de doença.

Presentes também, o Diretor Presidente, Thomaz Raposo, quando apresentou os demais colegas, indicados por ele, conforme nosso Estatuto, que comporão a Diretoria Executiva no triênio 2014/2016; são eles: Osmar Falco, Diretor Administrativo, Guerrino Antônio Andreani, Diretor Financeiro, que foram nomeados e empossados pelo Conselho Deliberativo, de acordo com o parágrafo 1º Art. 27 do Estatuto Social, ficando em aberto o cargo de Diretor Social que será informado posteriormente. 

Infelizmente, também,  por motivo de doença, o colega Osmar Falco não compareceu. Além dos diversos assuntos discutidos conforme a pauta da reunião, ficou decidida a anistia geral a todos os associados da APRUS, que estão em débito com a associação; estes poderão retornar como associados, ficando dispensados das parcelas vencidas anteriores à maio de 2014. Para isto, poderão entrar em contato com a APRUS, telefone (21)2205-9692 ou através de email: aprus@aprus.com.br ; esperamos, assim,  aumentar o quadro de associados.

A estória da carochinha sobre a queda dos EUA

Andrés Oppenheimer
Quando li o documento sobre a “crise do capitalismo” publicado na semana passada pelo partido governante na Venezuela, não pude evitar de me perguntar se seus autores vivem neste planeta, ou se têm estado a ler as notícias nos últimos anos. O documento é tão disparatado que se deve inquirir se o problema da Venezuela é político ou psiquiátrico.


Não há dúvidas de que o capitalismo é um sistema perfectível (*) e que se ajusta de forma constante para adquirir a capacidade de beneficiar um número cada vez maior de pessoas, principalmente as mais desprotegidas, desde que os governos não interfiram diretamente no processo. Mas, crer que o capitalismo e sua face mais visível, os Estados Unidos da América, está sofrendo uma queda inexorável — tal como dizem acreditar os socialistas bolivarianos da Venezuela e um surpreendente número de venezuelanos, argentinos, bolivianos e outros latino-americanos — é o que se pode chamar de uma negação flagrante da realidade. Na verdade, o que está a ocorrer é exatamente o contrário.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que abriu o III Congresso do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) – que produziu o documento intitulado “Documento Ideológico e Pragmático: a crise do capitalismo e seus aspectos mais relevantes” – ignora ou opta por ignorar vários fatos que pressagiam uma significativa ascensão econômica dos Estados Unidos da América nos próximos anos.

O fato mais imediato é a revolução energética em curso na maior potência do mundo. Graças a novas conquistas tecnológicas chamadas genericamente de “fracking”, ou “fraturização”, ou ainda de perfuração ou prospecção horizontal, a produção energética dos EUA segue vertiginosamente ladeira acima. O país, que até 2008 era um importador líquido de mais de 20% do petróleo que consumia, deverá muito provavelmente superar a Arábia Saudita e a Rússia para se converter no maior produtor de combustíveis fósseis do planeta no final da década em curso, segundo relatos e estudos minuciosos de avaliação da Agência Internacional de Energia.

O preço a pagar

João Távora
Qualquer boa notícia que o Governo lançasse por estes dias, seria rotulada de eleitoralista e naturalmente vilipendiada pela rua. É o preço a pagar por três anos de execução de um duríssimo programa de ajustamento em democracia – estou em crer que nestas circunstâncias não haveria malabarismo ou truque de retórica que aligeirasse significativamente o inevitável ambiente de crispação que se atingiu.

Podia ter sido melhor? Podia, claro - esse tema dava uma longa crónica. Mas convém não menosprezar o facto de estarmos a poucos dias de terminar com sucesso o nosso resgate, cuja execução todos sabiam colocava seriamente em risco a paz social e o próprio regime.
Título e Texto: João Távora, Corta-fitas, 02-05-2014

O poeta asseteado por amor

Ó Céus! Que sinto n'alma! Que tormento!
Que repentino frenesi me anseia!
Que veneno a ferver de veia em veia
Me gasta a vida, me desfaz o alento!

Tal era, doce amada, o meu lamento;
Eis que esse deus, que em prantos se recreia,
Me diz: – “A que se expõe quem não receia
Contemplar Ursulina um só momento!»

Insano! Eu bem te vi dentre a luz pura
De seus olhos travessos, e cum tiro
Puni tua sacrílega loucura:

De morte, por piedade hoje te firo;
Vai pois, vai merecer na sepultura 

À tua linda ingrata algum suspiro.”

Bocage

1º de maio sem apoio popular

Luis Moreira
Já vi a Alameda apinhada de gente, onde não cabia mais ninguém. Este ano foi como a imagem mostra. Eu vi, estive lá até às 18 horas. A UGT reuniu umas centenas de militantes. Muito menos gente. Alguns dirão que o problema é a falta de dinheiro, outros, que é falta de credibilidade e de confiança. Porque os sindicatos também fazem parte da governação do país. Co-governam há 40 anos e a situação a que chegamos também é da sua responsabilidade.
Braços armados dos partidos, mais do que a defesa dos interesses dos trabalhadores, fazem política.
Claro que quando há casos concretos de trabalhadores em luta é fácil aparecer nos telejornais, o difícil, é encontrar soluções nacionais para problemas nacionais. E, aí, os sindicatos não oferecem nada de novo. Seguir a ideologia partidária, seja ela qual for, só faz ruído.


Título, Imagem e Texto: Luis Moreira, Banda Larga, 02-05-2014 

Pois, pois… uns são braços armados de partidos, outros são mais do que braços, são corações…

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Insensibilidade de António Costa


John Wolf
Irei tentar ser brando e comedido no uso das palavras, quando, em abono da verdade, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML) mereceria ser insultado.

As famílias lisboetas bateram com a cara no portão do Parque Recreativo do Alvito neste 1 de Maio. Em pleno dia do trabalhador (ou o raio que o parta), António Costa demonstra inequivocamente (e mais uma vez) que não tem nível para interpretar o sentimento colectivo.

O "povo" já muito zangado, cabisbaixo e frustrado com o estado da nação, não tem margem de manobra para aturar idiotices autárquicas. Como ousa a CML fechar o Parque Recreativo do Alvito neste dia, quando tantas famílias aí encontram o seu refúgio gratuito, a sua tranquilidade, o seu descanso? Dia do trabalhador? Ou Dia do Autarca Atrasado Mental?

Provavelmente a resposta do chefe Costa seria qualquer coisa do género: "Há que respeitar o descanso do trabalhador neste dia com forte carga política e ideológica". Ah, sim? E que tal o respeito pelas crianças e as respectivas famílias? Não arranjam um porteiro e dois assistentes? Então façam uma requisição civil de dois ou três funcionários para abrir o parque do Alvito neste esplendoroso dia de piqueniques e convívio familiar.

O presidente da CML demonstra grande insensibilidade. Francamente. Quanto custa um beberete nos Paços do Concelho para receber um dignatário vindo do reino da Noruega? Quanto custam as belas projecções luminosas da Praça do Comércio?

[MH-370 versus PP-VLU] Primeira parte: As aeronaves

José Manuel
Faz-se necessário, devido ao tamanho do texto e para melhor compreensão, que o mesmo seja publicado em três partes.

Os fatos a serem relatados aqui, são parcialmente hipotéticos, apenas os quero contar, trinta e cinco anos depois, porque assisti pessoalmente e vivenciei coincidências das quais nunca pude me desvencilhar e entender  plenamente.
Pouquíssimas pessoas têm o conhecimento destes relatos, e neste momento em que uma nova tragédia se abate sobre a aviação comercial no mundo, a similaridade com a perda do nosso avião e dos nossos colegas  me  induziu a este relato meramente histórico.
Fica a cargo de cada um que o vier a ler tirar as suas próprias conclusões.

Na noite de 31 de maio para 1º de junho de 2009, o Airbus-330 da Air France, efetuava o voo nº 447, do Rio de Janeiro com  destino a Paris, quando após três horas e já ultrapassando o limite de vigilância dos radares  brasileiros, desapareceu da tela dos controladores, mergulhando no meio do oceano Atlântico, infelizmente com 228 pessoas a bordo.

Neste triste episódio, dois dias depois, ou seja, no dia 2 de junho, foram avistados os primeiros destroços, sendo que no dia 3 foram confirmados como pertencentes ao avião francês.


Lamentavelmente este é o resumo de uma tragédia, mas com causa e efeitos conhecidos,  porque não pode ser diferente em hipótese alguma, a não ser que a mão do homem esteja presente e intencional ao evento fatal.

Aeronaves gigantes como o B-777 e mesmo o B-707 menor, são alvos muito grandes para simplesmente desaparecerem sem deixar vestígios.

Para corroborar esta afirmação, o AF-447, quarenta minutos  antes de ser detectado pelos radares senegaleses, o que não ocorreu, iniciou o procedimento do sistema ACARS ou  sistema dirigido de comunicação e informação da aeronave, enviando sinais intermitentes de rotina, ou "pings" como são conhecidos  hoje em dia, em casos de problemas em voo.

Pequenina

A Maria Helena Falcão Risques

És pequenina e ris...  A boca breve
É um pequeno idílio cor-de-rosa...
Haste de lírio frágil e mimosa!
Cofre de beijos feito sonho e neve!

Doce quimera que a nossa alma deve
Ao Céu que assim te fez tão graciosa!
Que nesta vida amarga e tormentosa
Te fez nascer como um perfume leve!

O ver o teu olhar faz bem à gente...
E cheira e sabe, a nossa boca, a flores
Quando o teu nome diz, suavemente...

Pequenina que a Mãe de Deus sonhou,
Que ela afaste de ti aquelas dores
Que fizeram de mim isto que sou!


Florbela Espanca

Minuto do dia – 171

QUEM é corajoso não foge da batalha da vida.
Todos temos nossas lutas, mas só quem sabe suportá-las pode ser classificado de herói, de Homem em toda a extensão do termo.
Saiba merecer o título de Homem, saiba ser herói, não desanime diante das dificuldades.
Enfrente a vida, tal qual se apresenta, com suas alegrias e dores, e jamais pense em fugir covardemente.

Galinhas, Acordo... bananas... velhinhos e velhinhas...

Valdemar Habitzreuter
Não nos resta outra coisa senão pisar e repisar certos assuntos que nos afligem como cidadãos, cumpridores que somos de nossos deveres, mas abandonados pelo poder público. Gostaríamos de ver algo diferente e positivo brotando desse solo fértil de nossa Pátria que não seja só a ‘banana’ que o governo nos dá. (Aqui o termo ‘banana’ é usado carectarizando aquele gesto desrespeitoso com o braço, e nada a ver com o assunto atual de racismo sofrido por atletas negros com arremessos de bananas por torcedores ensandecidos de pele diáfana).

Pois é... até agora, os velhinhos e velhinhos aposentados do Aerus, só receberam ‘bananas’ do governo, mesmo depois de a Justiça ter proclamado que foram injustiçados. Estes velhinhos e velhinhas, ao longo de suas vidas, não fizeram outra coisa que laborar por um Brasil melhor. Mas, ao fim e ao cabo, vivem sem rumo e sem prumo para poder equilibrar-se na vida, pois lhes foi tirado a economia que acumularam com o suor de seu trabalho. Cadê o respeito e reconhecimento? ‘Banana pra eles’, é este o gesto do governo.  


Tudo é reflexo de políticas fajutas. Analisemos o que ocorre no Brasil que se diz emergente: Emergir, aqui, tem o significado de sair de uma situação sócio-econômica insustentável e caótica que mina e refreia o progresso de uma nação. É como quando o sujeito, que está se afogando, consegue emergir da água e salvar-se da morte certa. No entanto, a meu ver, este termo de ‘país emergente’ dado ao Brasil, não se adéqua à situação atual, está longe de ter seu significado real. A ele serve antes o termo ‘país imergente’, pois imerso no caos social, econômico e político. Tudo aqui caminha para o afogamento, o país afundando-se no lodaçal das políticas erradas e mal-intencionadas.

Passageiros da agonia...


Jonathas Filho
Em meus pensamentos sempre incluo uma longa lista de vidas que se misturaram à minha. Estou velho, mas vivi como poucos poderiam viver. Vi coisas deslumbrantes e vi horrores. Vi a vida germinar e vi a morte vir buscá-las.

Fui UM TRABALHADOR e dei muito do melhor de mim, muito mesmo. Ainda estou aqui apesar do meu passaporte já ter o visto de saída do corredor da vida sem direito a retorno... só não sei o dia da partida. Enquanto isso não acontece espero, sem me desesperar. Pelo menos, para isso... não tenho pressa.

Afinal, a vida é feita de esperas. Esperamos para nascer, esperamos para crescer, esperamos para viver a juventude, esperamos para aprender, nos graduar e formar, esperamos para trabalhar, esperamos encontrar o amor de nossas vidas, esperamos para ter nossos filhos, esperamos para viajar, esperamos pela ansiada aposentadoria e até esperamos o nosso fim.

Embora tenhamos certeza do fim, que é inexorável, durante a vida esperamos outra série de situações serem resolvidas. Esperamos que respeitem nossos direitos, esperamos pela justiça, esperamos que nos entendam e nos atendam, esperamos que nossas causas legítimas sejam reconhecidas, esperamos por julgamentos, esperamos por resultados, esperamos por acordos e esperamos por pagamentos devidos.