Aparecido Raimundo de Souza

ACREDITAMOS PIAMENTE que os verdadeiros ladrões, e por convizinhos dessa
palavra, os que se desviaram da retidão moral,
os pilantras, os amaldiçoados, os larápios, os denegridos, os sem noção,
os infectos mais peçonhentos, os ratos de esgotos, as serpentes venenosas e
malditas, precisam, ou melhor dito, precisariam, além de três colhões, se
fazerem cozidos aquela coragem dos “Destemidos com D maiúsculo”, e além disso,
serem mais estrênuos que os veados que dão seus cus por prazeres, os rabicós
que entraram nas danças frenéticas dos
paus e rebolam, e gozam com as picas dentro, os que gritam, esperneiam e
choram. Todavia, em seguida saem rindo, embora tenham a consciência dos
peidantes arrombados. Esses paspalhões, para englobarem tudo o que acima
enumeramos e mais um pouco, estabelecem, sobretudo, os pontos chaves dos
destemidos e aguerridos, dos denodados e, grosso modo, se declaram “de buzanfas
sorridentes para paus e cacetes de todos os tamanhos e grossuras dispostos
efetivamente para servirem como “cordeirinhos-marionetados” a todas as
estripulias existentes”.
Mesmo norte, os indivíduos para enganarem os povos sofridos, as massas
desvalidas, os descamisados, os manés, os bobocas e os babacas, os “bocas
abertas”, os sem eira nem beira, os portadores dos fedegosos sujos de merda e
os bobalhões e, de contrapeso, os analfabetos e ainda os apalermados, os
“mocorongos” e abobalhados de pai e mãe que acreditam nas leis existentes, na justiça falha, nos
juízes e promotores, nos ministros comprados da pocilga STF, nos parlamentares
e nos códigos superados e existentes. Esses sujeitos todos, precisariam, a bem
da verdade, enfrentarem, de peitos abertos, as caras lavadas e prontas para
tapas e tabefes, recepcionarem sem medo os riscos futuros sabendo que não
poderão, ou melhor escrito, não poderiam voltar atrás. Conscientizarem, que
para conviverem com as bandas “dos contras”, bem ainda terem consigo as
convicções de que não poderão voltar jamais a serem honestos, haja o que
houver.
Mesmo caminho, esses antipáticos deveriam rezar as cartilhas dos absurdos
e terem em mente (ainda que desistissem da empreitada), jamais, fossem ou em
que circunstâncias surgissem, em hipóteses nenhuma terem a chance de
retrocederem, ou darem meia volta, menos ainda, sonharem com as renúncias e
pleitearem ser íntegros de novo honrados ou probos. Também terem avivadas na
porra da consciência a certeza das escolhas feitas. Por conta da própria
sobrevivência, lutarem de unhas e dentes, lembrando sempre que adotaram, por
vontades próprias e sem coações e do mesmo modo, manifestaram os desejos de
pontilharem por trilhares obscuros, sujos, cagados, portanto entenderem que
pugnaram por sendas sem os regozijos do perdão e da volta, como via outra, por
estradas sem retornos, ou ainda por veredas distanciadas das benesses das
civilidades.