Marcelo Guterman
No próximo dia 4 de outubro,
estaremos escolhendo dois senadores. Todo mundo presta atenção nos candidatos,
mas não se liga em algo igualmente importante: os seus suplentes. Segundo
reportagem do G1 no mês passado, nada menos do que 42 suplentes assumiram as
vagas dos titulares desde 2019, de maneira provisória ou permanente. Isso é
mais da metade do Senado. Hoje, são 10 os senadores que ocupam vagas de senador
de maneira permanente, ou 12% das cadeiras.
Vou falar sobre o caso de São Paulo, cada um que procure as informações de seu próprio Estado. Um dos dois senadores em fim de mandato é um tal de Giordano, do Podemos, que ocupou a vaga do Major Olímpio, quando este faleceu, em 2021. Ou seja, dos 8 anos em que o eleitor achou que o Major Olímpio ocuparia o Senado, 6 foram ocupados pelo Giordano.
Temos também o caso de suplentes que
ocupam a vaga de senadores que saem para ocupar ministérios. Nesta legislatura
temos 3 casos: Flávio Dino (MA), que saiu para o ministério da Justiça, Camilo
Santana (CE), ministro da Educação e Renan Filho (AL), ministro dos
Transportes.
Em São Paulo, essa discussão é
importante porque, dos cinco principais candidatos, três ocupam ou já ocuparam
ministérios (e podem ocupar novamente), e um, Derrite, é pule de 10 para ser
ministro da Segurança Pública de Flávio se este for eleito. Vejamos.
- Simone Tebet (MDB): o suplente é
Laio Morais, do PT, advogado do Prerrogativas. Ou seja, o eleitor escolhe Tebet
como se fosse uma alternativa de centro, e leva pra casa um advogado petista,
no caso de Lula ganhar a eleição e Tebet permanecer no ministério.
- Marina Silva (Rede): o suplente é o professor da rede estadual Djalma Nery, do PSOL, um eco-ativista. Pelo menos aqui, temos coerência na chapa.
- Guilherme Derrite (PP): o suplente é
Vicente Santini, do Republicanos, advogado, foi secretário executivo da Casa
Civil no governo Bolsonaro.
- André do Prado (PL): o suplente é
Fernando Fiori de Godoy, que foi prefeito de Holambra entre 2013 e 2020. Godoy
era aliado do ex-governador Rodrigo Garcia, hoje pertence ao mesmo PL de André
do Prado.
- Ricardo Salles (Novo): o suplente é
o produtor rural Frederico D'Ávila, do PL, mesmo partido de André do Prado. Foi
deputado estadual na legislatura 2019-2022.
É isso. Espero que ajude a definir
escolhas.
Imagem e Texto: Marcelo
Guterman, Facebook,
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