Projeto de Cesar Maia propõe autorizar o sepultamento de animais domésticos em jazigos e covas de cemitérios públicos e privados do Rio
Quintino Gomes Freire
Famílias do Rio de Janeiro poderão ter a opção de sepultar seus animais de estimação em jazigos ou covas destinados a seres humanos. A possibilidade está prevista no Projeto de Lei nº 2609/2026, do vereador Cesar Maia, que propõe autorizar a prática em cemitérios públicos e privados da cidade, respeitadas as exigências sanitárias e ambientais.
O texto, datado de 25
de agosto de 2026, condiciona o sepultamento à autorização do titular do
direito de uso do jazigo, quando aplicável. Também exige que o animal seja
colocado em urna ou invólucro apropriado, sem contato direto com
restos mortais humanos.
Na justificativa, Cesar
Maia afirma que a proposta busca reconhecer o lugar ocupado pelos
animais de estimação nas famílias e dar segurança jurídica a quem deseja
realizar esse tipo de sepultamento.
“A relação entre as pessoas
e seus animais de estimação ultrapassa, há muito tempo, o conceito de mera
propriedade, constituindo verdadeiro vínculo afetivo e familiar”, escreveu
o vereador.
Restrições sanitárias e
regras dos cemitérios
O projeto proíbe o sepultamento de animais cuja causa da morte represente risco sanitário, conforme a regulamentação vigente. A realização do procedimento também dependeria do cumprimento das normas expedidas pelos órgãos competentes.
Os cemitérios privados poderiam
estabelecer regras complementares, desde que compatíveis com a legislação
aplicável. Ao Poder Executivo caberia regulamentar a lei no
que fosse necessário.
A proposta trata a medida como
uma opção para as famílias. Na justificativa, Cesar Maia sustenta
que o texto não impõe obrigações ao poder público nem gera aumento de despesas,
pois disciplina uma possibilidade de uso dos jazigos.
“A presente proposição
busca conferir segurança jurídica à prática no Município do Rio de Janeiro,
permitindo que famílias que assim desejarem possam realizar o sepultamento
conjunto, preservadas a dignidade dos sepultamentos, a saúde pública e as
normas técnicas aplicáveis”, afirma Cesar Maia.
Título e Texto: Quintino Gomes Freire, Diário do Rio, 10-9-2026, 18h55

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