Paulo Hasse Paixão
Segundo a Secretaria de Estado
para as Migrações do governo suíço (SEM), cerca de 80,5% dos requerentes de
asilo de países do Norte de África foram acusados de
um ou mais crimes no país dos relógios de
cuco. Os dados evidenciam a enorme criminalidade perpetrada por este segmento
da população estrangeira.
Para os requerentes de asilo
em geral, a taxa de criminalidade é muito mais baixa, com apenas 12,5% a terem
sido acusados de um ou
mais crimes. Os cidadãos da Argélia,
Marrocos e Tunísia estão, por
isso, extremamente sobre-representados em comparação com
outros grupos de requerentes de asilo.
Os magrebinos também têm
poucas hipóteses de ver os seus pedidos de asilo aceites pelas autoridades
suíças, sendo que 99% de todos os pedidos foram rejeitados.
Em 2024, foi introduzida uma
regra de “24 horas” para procedimentos de asilo acelerados para os países do
Norte de África, que permite às autoridades suíças processar pedidos de asilo
com baixa probabilidade de sucesso mais rapidamente. Os requerentes podem ainda
recorrer das decisões, o que pode aumentar significativamente o atraso na
tomada de uma decisão final.
O porta-voz do SEM, Daniel
Bach, afirmou a este propósito:
“Os criminosos devem deixar
a Suíça rapidamente. Esta é uma prioridade da estratégia de asilo.”
No entanto, o processo é frequentemente atrasado pelas acções dos requerentes de asilo, incluindo a recusa em fornecer impressões digitais e a não comparência a entrevistas de deportação.
As autoridades estão a
trabalhar para implementar novas medidas para deportar rapidamente os
requerentes de asilo, incluindo a “utilização sistemática de medidas coercivas
contra os autores de crimes repetidos”. O governo suíço planeia ainda
introduzir regras mais rigorosas para a detenção administrativa.
O SEM quer também aumentar a
cooperação com os países do Norte de África e assinou recentemente um acordo
com Marrocos para acelerar o regresso dos requerentes de asilo com ordem de
deportação e ajudar a facilitar o seu regresso.
Título, Imagem e Texto: Paulo
Hasse Paixão, ContraCultura,
14-9-2026

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