segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Suíça: 80,5% dos migrantes magrebinos foram acusados ​​de um ou mais crimes


Paulo Hasse Paixão

Segundo a Secretaria de Estado para as Migrações do governo suíço (SEM), cerca de 80,5% dos requerentes de asilo de países do Norte de África foram acusados ​​de um ou mais crimes no país dos relógios de cuco. Os dados evidenciam a enorme criminalidade perpetrada por este segmento da população estrangeira.

Para os requerentes de asilo em geral, a taxa de criminalidade é muito mais baixa, com apenas 12,5% a terem sido acusados ​​de um ou mais crimes. Os cidadãos da Argélia, Marrocos e Tunísia estão, por isso, extremamente sobre-representados em comparação com outros grupos de requerentes de asilo.

Os magrebinos também têm poucas hipóteses de ver os seus pedidos de asilo aceites pelas autoridades suíças, sendo que 99% de todos os pedidos foram rejeitados.

Em 2024, foi introduzida uma regra de “24 horas” para procedimentos de asilo acelerados para os países do Norte de África, que permite às autoridades suíças processar pedidos de asilo com baixa probabilidade de sucesso mais rapidamente. Os requerentes podem ainda recorrer das decisões, o que pode aumentar significativamente o atraso na tomada de uma decisão final.

O porta-voz do SEM, Daniel Bach, afirmou a este propósito:

“Os criminosos devem deixar a Suíça rapidamente. Esta é uma prioridade da estratégia de asilo.”

No entanto, o processo é frequentemente atrasado pelas acções dos requerentes de asilo, incluindo a recusa em fornecer impressões digitais e a não comparência a entrevistas de deportação.

As autoridades estão a trabalhar para implementar novas medidas para deportar rapidamente os requerentes de asilo, incluindo a “utilização sistemática de medidas coercivas contra os autores de crimes repetidos”. O governo suíço planeia ainda introduzir regras mais rigorosas para a detenção administrativa.

O SEM quer também aumentar a cooperação com os países do Norte de África e assinou recentemente um acordo com Marrocos para acelerar o regresso dos requerentes de asilo com ordem de deportação e ajudar a facilitar o seu regresso.

Título, Imagem e Texto: Paulo Hasse Paixão, ContraCultura, 14-9-2026

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