terça-feira, 29 de setembro de 2026

[Aparecido rasga o verbo] Batendo frontalmente nas bases dos “ladrões do povo” haveriam diferenças gritantes desses “enganadores” para os demais “maquiavélicos” e “safardanas” que enlameiam os eternos carentes de proteção?

Aparecido Raimundo de Souza

ACREDITAMOS PIAMENTE que os verdadeiros ladrões, e por convizinhos dessa palavra, os que se desviaram da retidão moral,  os pilantras, os amaldiçoados, os larápios, os denegridos, os sem noção, os infectos mais peçonhentos, os ratos de esgotos, as serpentes venenosas e malditas, precisam, ou melhor dito, precisariam, além de três colhões, se fazerem cozidos aquela coragem dos “Destemidos com D maiúsculo”, e além disso, serem mais estrênuos que os veados que dão seus cus por prazeres, os rabicós que entraram nas danças  frenéticas dos paus e rebolam, e gozam com as picas dentro, os que gritam, esperneiam e choram. Todavia, em seguida saem rindo, embora tenham a consciência dos peidantes arrombados. Esses paspalhões, para englobarem tudo o que acima enumeramos e mais um pouco, estabelecem, sobretudo, os pontos chaves dos destemidos e aguerridos, dos denodados e, grosso modo, se declaram “de buzanfas sorridentes para paus e cacetes de todos os tamanhos e grossuras dispostos efetivamente para servirem como “cordeirinhos-marionetados” a todas as estripulias existentes”.

Mesmo norte, os indivíduos para enganarem os povos sofridos, as massas desvalidas, os descamisados, os manés, os bobocas e os babacas, os “bocas abertas”, os sem eira nem beira, os portadores dos fedegosos sujos de merda e os bobalhões e, de contrapeso, os analfabetos e ainda os apalermados, os “mocorongos” e abobalhados de pai e mãe que acreditam  nas leis existentes, na justiça falha, nos juízes e promotores, nos ministros comprados da pocilga STF, nos parlamentares e nos códigos superados e existentes. Esses sujeitos todos, precisariam, a bem da verdade, enfrentarem, de peitos abertos, as caras lavadas e prontas para tapas e tabefes, recepcionarem sem medo os riscos futuros sabendo que não poderão, ou melhor escrito, não poderiam voltar atrás. Conscientizarem, que para conviverem com as bandas “dos contras”, bem ainda terem consigo as convicções de que não poderão voltar jamais a serem honestos, haja o que houver.

Mesmo caminho, esses antipáticos deveriam rezar as cartilhas dos absurdos e terem em mente (ainda que desistissem da empreitada), jamais, fossem ou em que circunstâncias surgissem, em hipóteses nenhuma terem a chance de retrocederem, ou darem meia volta, menos ainda, sonharem com as renúncias e pleitearem ser íntegros de novo honrados ou probos. Também terem avivadas na porra da consciência a certeza das escolhas feitas. Por conta da própria sobrevivência, lutarem de unhas e dentes, lembrando sempre que adotaram, por vontades próprias e sem coações e do mesmo modo, manifestaram os desejos de pontilharem por trilhares obscuros, sujos, cagados, portanto entenderem que pugnaram por sendas sem os regozijos do perdão e da volta, como via outra, por estradas sem retornos, ou ainda por veredas distanciadas das benesses das civilidades. 

Igualmente, amamentarem as mamadeiras do bom senso e pelejarem aguerridos para não fraquejarem pelas escolhas feitas, sabendo, de antemão que essas opções os levariam para os recônditos dos abismos sem volta. Conscientizarem que uma vez mergulhados nos cafundós dos despenhadeiros, nunca mais serão estimados pela sociedade onde viveram, ou melhor, onde sujaram com as suas imundícies. Mesmo tapa nas ventas, por terem como fantasmas os assombramentos que os fizeram cair no lodaçal e as suas vergonhas por conta das escolhas que atiraram nos monturos das sujidades os caminhos das seriedades e das fidedignidades se fecharam para sempre.

Entenderem, mesma furada nos sacos escrotais, o que por adesão a esse favoritismo, se verão no “para sempre” destituídos de vez das convivências dos homens honestos, dos mansos e calmos de espirito. Enfim esses desgraçados jamais deverão se esquecer que se envolveram no lodaçal das negritudes por livre e espontânea vontade, sem serem submetidos a quaisquer imposições ou regras, e, por conta disso, colocarem outras pessoas inocentes em alerta de perigos iminentes. Esses crápulas que se venderam, (ainda generalizando), necessitarão ter sempre na consciência o bom senso para sumirem do mapa e viverem como putas entre os enxovalhados e por lá ficarem até o fim de seus dias.

Mesmo horizonte, deixarem para os que têm vergonha em suas faces, a construção de um mundo melhor, de um amanhã que prospere e se agigante bem longe desses carniceiros que somente pensam em desconstruírem pisoteando os menos desfavorecidos da sorte. Obviamente se essas desgraças se conscientizarem dos seus estragos, as futuras gerações, conseguirão se agigantar num estágio de dias positivos. No fundo, a bem da verdade, os homens de caráter ilibado, carecem de uma boa dose de coragem acima de qualquer suspeita. Se imbuírem daquelas “forças hercúleas” para serem usadas a serviço do bem comum. O que muda tudo é a direção que os fortes de espírito deverão dar aos seus anseios.

Se os prezados leitores acharem que a coragem sem ética ainda prospera, ou se ela só faz sentido quando está a serviço de algo vergonhoso, melhor enfiar a cabeça num vaso cheio de titica e puxar a descarga. Cabe aqui uma pergunta bastante oportuna. O que é preciso para seguir sendo ladrão e vagabundo? Dito de outra forma, os fora da lei, os sem escrúpulos e princípios teriam chances de se reinventarem em sendas futuras? As respostas a nosso entendimento, continuam simples. Para alguém se tornar um ladrão, um corrupto ou um desprezado, não basta somente mostrar “coragem”. É preciso agrupar uma combinação de escolhas e características que na verdade revelarão cristalinamente a verdadeira falta de todos os requisitos conhecidos.

Normalmente esses parasitas que pensam em oposto, ou diretamente em foder os outros, acabam em pouco tempo bailando os verdadeiros jogos que têm em mãos. E que jogos seriam esses?  Para começar, os desprezos pelas regras e pelas boas éticas. Esses vermes ou essas pessoas que decidem ignorar as leis e os princípios morais deveriam ser banidas da sociedade. Por fim, as ausências das vergonhas ou os remorsos, ou ainda as vontades férreas de vomitarem aquelas desculpas esfarrapadas de não sentirem culpas pelos danos causados. É importante destacar que essas “qualidades” acima alinhadas não são virtudes, são desvios. Os mesmos impulsos das ousadias ou das inteligências poderiam ser empregados ou usados para empreenderem, criarem ou ajudarem aos mais carentes, e aí sim, seriam atos ou ações notadamente admiráveis para a nova construção de um Brasil sem desonras, fistulas e máculas. 

Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, Sorocaba, interior de São Paulo, 29-9-2026 

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