sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Reflexões sobre as lições do Egito ao mundo

José Cândido de Castro
Com uma história que remonta ao quarto milênio e que, no ano três mil antes de Cristo, iniciou a era dos Faraós, o Egito continua firme em dar lições ao mundo, muitas delas, relacionadas com o povo de Deus e com a obra messiânica da implantação do Cristianismo e da libertação da humanidade do tronco que a retém presa ao jugo das injustiças e do servilismo.
Para citar apenas um destes episódios históricos da história egípcia, reporto-me à EPOPEIA da libertação do povo de Deus que, a partir do Egito, sob a liderança profética de Moisés, rasgou o mar vermelho e abriu o caminho para a liberdade. O MAR VERMELHO de hoje tenta reagrupar as águas sujas e lamacentas de suas ideologias e os Modernos FARAÓS perfilam seus carros de guerra para garantirem suas ditaduras. Eles se esquecem, contudo de que o povo de Deus continua vivo e que cada membro deste povo representa um profeta da fé que secará mares e entortará a ferragem das charangas bélicas, bem como apontará aos tiranos o caminho de outros mares e de outras terras que matem sua sede e saciem sua fome no exílio que os espera.

É assim, tal como os egípcios acabam de nos ensinar, magistralmente, não pela violência física, mas pela radicalização na defesa do direito e da justiça que entendemos reduzir à prática o que acabamos de defender. Aquele povo saiu às praças, bateu o pé e jurou que dali não sairia enquanto o DITADOR estivesse no poder. Bela, belíssima atitude esta que precisa e que já está sendo imitada por várias outras NAÇÕES oprimidas pela prática selvagem da corrupção, das injustiças, inclusive da escravidão das consciências dos cidadãos. Nós brasileiros não podemos nos contentar em bater palmas para os egípcios. Temos que bater o pé como eles o fizeram. Nossa situação aqui no Brasil é idêntica à do Egito. Corrupção, roubalheira, perseguição aos aposentados, aos pensionistas, aos trabalhadores, em geral, prática de uma DITADURA que, sorrateiramente procuram implantar e legalizar via assalto ao parlamento.
Tenho dito, em outras oportunidades, que o PODER vem diretamente de Deus para o povo que, pelo voto, o delega aos governantes para exercê-lo em seu nome e em seu benefício. Quando estes governantes se revelam incompetentes, incapazes, indignos da confiança popular e até mesmo cúmplices dos inimigos do povo, simplesmente, devem ser alijados pelos cidadãos que lhes delegaram este poder.
É precisamente isto, ao pé da letra, que estamos presenciando no mundo que nos cerca. O povo brasileiro, sem ficar à espera de uma convocação especial, precisa vir para as praças, fincar os pés no chão da pátria e gritar a plenos pulmões que este chão tem dono, não é propriedade de ladrões, de ditadores, de uma minoria de aproveitadores e de violadores dos mais sagrados direitos. Vamos pô-los para tomar banho no mar vermelho e para comer gafanhotos na mesa dos Faraós da vida, ou, se preferirem, para serem comidos pelos gafanhotos, aqueles mesmos que devastaram o império faraônico por castigo de Deus.
A propósito de alguns comentários e trocas de farpas entre irmãos que li ultimamente recomendo a união porque o inimigo prega e pratica a discórdia como arma de quem não tem argumentos.
Pensem neste diálogo travado entre dois amigos surdos. Um encontrou o outro à beira do rio de anzol na mão e lhe perguntou se estava pescando. Ele respondeu que não, porque estava pescando. O amigo concluiu: - Desculpe-me, pensei que estava pescando. Somos pescadores da verdade e devemos admitir que não poderá haver equívocos entre nós. Eu amo a todos vocês e preciso da verdade de todos e de cada um para não correr o risco de me converter em franco atirador. Os defensores da verdade são todos atiradores de elite e apontam para o alvo certo. Desculpem este velho amigo e procurem amarem-se uns aos outros como amam o ideal que nos une.
Título e Texto: José Cândido de Castro

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