quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Mensagem de Natal

Almir Papalardo

Já entramos no derradeiro mês de 2015!
Embora estejamos apenas no início de dezembro, já se pode respirar o clima natalino...

É o principal evento mundial onde se reverencia o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, tornando a humanidade mais solidária e sensível, quando todos presenteiam seus familiares queridos e amigos mais próximos, festejando com ênfase o mágico momento da Ceia de Natal.  Todas as famílias e amigos então se confraternizam, se beijam, se abraçam com desejos recíprocos de muitas alegrias, muita paz, muito amor, tonificando o coração em um momento livre de sentimentos rancorosos e vingativos!

Enfim, é uma festa cristã que revigora o ser humano, forçando um esquecimento momentâneo das agruras diárias e reacendendo as esperanças de todas as criaturas por  dias melhores. É assim a vida, uma verdadeira escada comprida, onde todos almejam galgar o degrau de cima, o que na realidade representa maior prosperidade com melhor qualidade de vida.

Quantos mais degraus o homem puder subir, melhor será a sua existência na face da terra. Este ciclo natural na existência humana, vividos por todos os cidadãos, não é permitido que seja estendido aos velhinhos aposentados. Estes são relegados a uma expectativa de vida inferior, longe da ação protetora do governo, dos poderes públicos, sendo descartados e esquecidos por não constarem mais nos planos da União. São entregues a própria sorte, quando ao contrário, deveriam ser cuidadosamente preservados, amados e respeitados.

Que neste Natal de 2015 todos que prestam serviços aos nossos Três Poderes, contrários a que se conceda um pouquinho mais de justiça aos aposentados e pensionistas, que felizes comemoram com seus familiares e amigos contando sempre com uma ceia natalina farta de nobres e caras iguarias, abra um pouco a sua pesada consciência perante Deus, agradecendo com humildade por toda a bonança e privilégios recebidos e, que façam, aproveitando o momento sublime, uma confissão íntima e sincera de culpa:

-“Eu, que tenho poderes para criar, modificar ou anular leis voltadas para o bem-estar do povo, não permiti que o velhinho aposentado subisse mais um degrau da escada, obrigando-o sim, ao contrário, a descer um degrau, atual realidade na desdita do previdenciário, que a cada ano tem que sujeitar-se a um retrocesso e a um Natal inferior! Isto porque o seu poder de compra se deteriora ano após ano, não por culpa obrigatória da inflação e sim por subtrações indevidas e forçadas nos benefícios, covardia que vejo mas finjo não enxergar.

Realmente, a bem da verdade, longe dos microfones e flash do plenário, dos focos dos refletores que me envaidecem, intimamente, reconheço que o aposentado é o único que não tem aumentos reais em seus proventos, e sim, perdas verdadeiras, por minha máxima culpa! E a cada corte anual na sua aposentadoria, é mais um degrau da vida que preconceituosamente e de modo perverso o obrigo a descer...

Reconheço a minha covardia por acomodar-me a essa deslealdade, não procurando de acordo com a minha consciência, justiça e dever solidário, romper as barreiras enraizadas dessa discriminação, para anular tamanha e perversa má vontade com um cidadão fragilizado e indefeso”.-

Deveria ser esta, no fundo do seu ego, a verdadeira contrição a ser feita perante Deus.

Deputados, senadores e demais autoridades dos poderes públicos, ainda está em tempo de se redimirem deste ato indigno que desabona, enlameia e desonra a justiça social brasileira. Lembrem-se que estarão defendendo um ato nobre e justo, principalmente se considerarem a idade avançada desses ex-trabalhadores, muitos já ultrapassando a casa dos 80 anos de idade. Ao retornarem do recesso das festas do fim de ano, coloquem na pauta de votação nos nossos Pls. 01/2007 e 4434/2008, que se encontram mofando no fundo das gavetas da Câmara dos Deputados!!

Um Feliz Natal para todos, inclusive para os que não gostam de aposentados, e um Ano Novo próspero com muita paz, muita saúde, felicidades e muita clarividência cerebral nas votações plenárias, para que aberrações e sandices como essa não se espalhem vitimando outras categorias... 
Título e Texto: Almir Papalardo, 2-12-2015

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