segunda-feira, 2 de maio de 2016

O Impeachment no Senado

Almir Papalardo

Prezados Senhores Senadores:

Indagamos aos indecisos que ainda não sabem como irão votar no impeachment da presidente Dilma o porquê de tamanha indecisão? Não têm plena certeza se irão apoiar ou descartar o triste e desgastante processo que envergonha uma nação que se preza? É triste, realmente, mas vossas excelências terão de votar, não devendo fugir do problema optando pela abstenção!

Realmente, a vida que está sempre testando a nossa sensibilidade e tirocínio, colocou-os sabiamente numa grande encruzilhada, onde um voto equivocado colocará vossas excelências como incapazes e ineptos para direcionarem os passos de milhões de inocentes e humildes cidadãos comuns, que os colocaram no poder para representá-los! O povo deseja muito confiar em governantes certos, que se façam merecedores dos seus votos!

Já que estão inseguros quanto ao voto que darão na hora de votar, que graças a Deus será ao vivo para toda a população tomar conhecimento e procedimentos futuros, analisem desde o início da crise porque tal situação chegou a este auge insuportável, num ponto incontrolável, roubando-nos a paz, a segurança e a tranquilidade! O Brasil está parado...

Baseiem-se somente na vontade do povo que é a "voz de Deus", como ensina-nos um sábio e acertado ditado popular. Analisem com sabedoria o número de manifestantes que são favoráveis ao impeachment e os que são contrários. Ainda assim estão confusos? Não confiam no senso de responsabilidade e justiça de 367 deputados que optaram pelo impeachment? Analisem a conduta e a espontaneidade dos manifestantes das duas facções. Procurem descobrir na Cartilha Constitucional o que "é verdade e o que é mentira", e quem dos dois grupos realmente instiga o confronto e à violência!

Chequem com inteligência os pronunciamentos dos seus organizadores, o histórico e a performance apresentados nos protestos. Enquanto uma facção marca suas manifestações aos domingos, sem nada receberem como recompensa, a outra marca as suas reuniões em dias úteis, regadas a pão com mortadela e mais alguns outros benefícios financeiros.

Enquanto uma faz os seus protestos pensando em acabar com a galopante corrupção, recessão e desemprego, dando um rumo mais digno para o país, o outro, quer convencer a todo custo aos incautos de que está havendo um golpe", com a ambição somente de continuarem agarrados ao poder mamando eternamente nas tetas da mamãe Brasil! Analisem os argumentos de defesa da tropa do governo (inclusive ministros), tachando a todos que irão votar a favor do impeachment como "golpistas", numa forma arrogante de intimidação! São incapazes de demostrarem alguma humildade...

E por fim, mudem agora uma estratégia viciada e intolerante, visando libertar uma categoria esquecida e injustiçada, a qual postergaram por discriminação e preconceito, que são os mais de dez milhões de aposentados, que a cada novo reajuste salarial cerca de 250 a 300 mil segurados caem para a vala do salário mínimo, existindo a torpe e criminosa intenção deste governo de nivelar todas as aposentadorias ao piso mínimo da Previdência Social.

Isto lá é hora de se falar em aposentados, quando todos estamos tensos, num momento de muita reflexão, para afastar-se ou não um presidente da república? É... talvez não seja esta a hora mais indicada! Mas é por causa dessa política anti-aposentados, que estamos já há dezoito anos esquecidos, constrangidos, prejudicados e humilhados sem ter recebido um único projeto ou alguma medida favorável a nossa descartada categoria. São cidadãos idosos, senhores senadores...

Todos os aposentados atingidos e perversamente massacrados, querem como não poderia deixar de ser, é óbvio, o impeachment da presidente Dilma, a inimiga número um dos previdenciários do RGPS. Até pode ser que para a categoria dos aposentados, considerado como eterno "patinho feio" da sociedade, esquecidos pela quase totalidade dos parlamentares, nada mude com a troca na presidência.

Mas, pelo menos as tornozeleiras de ferro que tolhem os passos dos aposentados, com a troca de equipes econômicas possam ser abertas, possibilitando os desprotegidos segurados terem alguma esperança de que uma nova gestão nos dê uma trégua, restituindo-nos alguns direitos usurpados, o que jamais acontecerá com a permanência da presidente Dilma, que sempre, perversamente, veta artigos favoráveis aos aposentados, quando eles mesmo em doses homeopáticas, são aprovados pelo Congresso.

Votem, para o desagravo dos aposentados, "SIM PARA O IMPEACHMENT"...
Título e Texto: Almir Papalardo, 2-5-2016 

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