terça-feira, 31 de outubro de 2017

Parabéns a Rajoy

José António Rodrigues Carmo

Rajoy, a quem muitos acusaram de tibieza, jogou com impressionante maestria política.

Alcançou o seu objetivo sem quase se mexer, sem humilhar, sem cenografias de poder, sem usar a força mais do que o estritamente necessário.

Mesmo os tenebrosos "900 feridos" da "grande repressão" do referendo, foram apenas 4.

Os independentistas, apanhados em contrapé, saíram pela porta dos fundos, confundidos, nus, absolutamente vencidos no jogo dos tronos.

Dois dias depois de terem declarado a independência, já estavam, uns a fugir, outros a aceitar a autoridade de Rajoy e as eleições por este convocadas.

A Presidente do Parlamento chegou hoje, viu e rendeu-se.

O comandante da polícia foi despedido e saíu.

O folclore independentista foi patético e a "calle", apanhada de calças na mão, está afundada nas mais profundas depressões políticas.

E Rajoy conseguiu tudo isto sem pestanejar, sem levantar a voz, sem se irritar, sem ostentar.
Goste-se ou não do homem, o modo como lancetou o independentismo foi genial.

Até a extrema-esquerda Podemista reconhece:

Iglesias: “Rajoy por una vez tuvo reflejos y actuó de manera audaz”

Rajoy por una vez tuvo reflejos y actuó de manera audaz”. El halago no procede de las filas del PP, ni siquiera de las de Ciudadanos o el PSOE. Es un piropo que Pablo Iglesias le ha lanzado al presidente español esta tarde por haber convocado elecciones en Catalunya para el 21 de diciembre y haber evitado así un largo periodo de intervención de la autonomía catalana.
La Vanguardia, 30-10-2017
Título e Texto: José António Rodrigues Carmo, Facebook, 30-10-2017

2 comentários:

  1. Moral da História
    Para que um processo de independência seja bem-sucedido nada é mais importante que a natureza dos líderes que o vão protagonizar. Obviamente com Puidgemont dotado daquele ar atolambado de quem está a fazer uma traquinice tudo aquilo só podia acabar numa anedota.

    Os belgas que o aturem (desde que não fale da Flandres, claro) mais aos conselheiros com que abandonou a Catalunha num processo não de independência mas sim de monumental irresponsabilidade: a próspera Catalunha é agora uma região donde as empresas fugiram, profundamente descredibilizada e que paga um preço caríssimo pela leviandade de umas criaturas que resolveram brincar às independências. Se o senhor Puidgemont e seus comparsas tivessem estudado mais História nomeadamente a de Portugal saberiam em primeiro lugar que Portugal já era reino antes de 1580 e sobretudo perceberiam que não há independências grátis.
    Helena Matos

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  2. Idiota útil e cobardolas
    Depois de ter ateado um incêndio na Catalunha, o Senhor Puidgemont pôs-se a monte e fugiu para a Bélgica, acompanhado de alguns dos seus comparsas. Mais que um idiota político ao serviço dos movimentos extremistas que lideraram a luta pela "independência", um verdadeiro cobarde.

    Agora, outros que resolvam o problema que deixou.
    Pinho Cardão

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