segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Os conflitos entre milícias e os Black Lives Matter: “Cenas do Velho Oeste”

Dylan Stevens, líder do Angry Viking, argumenta que seu grupo está preenchendo um vácuo de segurança “após um verão de violência”

Branca Nunes

Dezenas de homens e mulheres armados com espingardas e fuzis, vestindo roupas pretas ou camufladas. Poderia ser um campo de batalha. Era uma rua qualquer de Louisville, no Kentucky, Estados Unidos. De um lado, militantes do movimento de esquerda Black Lives Matter. Do outro, integrantes de milícias de direita, como os Angry Viking. Surpreendentemente, a polícia não estava presente.


Uma reportagem da ITV News, rede inglesa independente de televisão, afirma que desde que explodiram os protestos antirracismo nos Estados Unidos, “as milícias estão se sentindo fortalecidas e encorajadas e estão saindo das sombras de uma forma nunca antes vista”, afirmam da descrição do vídeo. “Era como uma cena do Velho Oeste, mas sem um xerife na cidade”, acrescentam, ao destacar a ausência da polícia, da Guarda Nacional e dos líderes civis.

Dylan Stevens, líder do Angry Viking, argumenta que seu grupo está preenchendo um vácuo de segurança “após um verão de protestos e violência em várias cidades dos EUA”. Por outro lado, Nadia Ford, dos Black Lives Matter, rebate: “Nós tentamos a paz por anos, mas isso não nos levou a nada. Eles nos assassinaram por sermos pacíficos”, diz. “Apenas quando nos levantarmos eles nos levarão a sério e é o que vamos fazer”. Tanto Stevens quanto Nádia estavam armados quando deram essas declarações.

Em seu artigo publicado na mais recente edição de Oeste, Frank Furedi começa relatando uma viagem que fez pelos Estados Unidos em 2019, na qual uma garçonete no Maine afirma que em breve o país viveria uma guerra civil. “Na época, achei que ela estivesse exagerando”, escreve Furedi. “Os eventos dos últimos dois ou três meses indicam que a mulher meio que tinha razão. Infelizmente, as divisões dentro dos Estados Unidos endureceram a ponto de pessoas demais sentirem que a violência é um meio aceitável de fazer uma manifestação política”.

O vídeo abaixo mostra que infelizmente as coisas parecem estar indo para esta direção.


Título e Texto: Branca Nunes, revista Oeste, 13-9-2020, 17h13

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