domingo, 5 de julho de 2026

[As danações de Carina] Não inflói, nem contribói - Mas diverte muito!

Carina Bratt

COMPREI ONTEM numa banca de revistas aqui em Vila Velha, um livro de frases de um escritor meio esquisito. O nome dele, Jorge Perciano de Oliveira. Algumas tiradas (frases) criativas, outras nem tanto. O leitor precisará estar ligado e esperto, e raciocinar rápido para entender o verdadeiro sentido do que o sujeito quis realmente dizer em cada uma dessas frases. Logo à guisa de prefácio Perciano explica que faz ‘jogo de palavras’, com as ‘palavras’, usando a imaginação, tipo ‘artesanal’, vira ‘arte sanal’.


Barbie (possivelmente a boneca Barbie, na frase grafada como ‘a esposa de um amigo, prefere os ‘malabarismos do garagista ‘Cue’, o que nos leva a ‘barbicue’, aquele termo em inglês para ‘churrasco’. Algumas dessas pérolas entendi, outras sequer me dei ao trabalho de tentar decifrar. Das mais de mil, escolhi, apesar 30, ou seja, as que achei, digamos assim, ‘mais cria sem as tivas’.

Na fazenda
A GALINHA foi tão maltratada dentro do galinheiro pelo galo, que ao botar seu ‘ovo’ logo pela manhã, ele saiu ‘cozido’.

Safadinha
Chiquinho era tão levado, mas tão levado que só fazia ‘arte sanal’, já a irmã dele, a Filomena, gostada de praticar a ‘arte anal’.

Mudança de personalidade
Tia Ermelinda só ‘canta aquela música chata e repetitiva do ‘Ti’, mas quando está ‘lá, PIA’.

Gosto não se discute - 1
Roberto faz a ‘barbe’ com o amigo Alexandre e a ‘Barbie’, esposa dele, prefere os malabarismos do garagista, ‘Cue’.

Cada um na sua
A Lu gosta de assoviar sentindo o vento no rosto, já o marido dela, o Elizio, estrepitosamente ‘ri’ feito uma besta quando encontra os irmãos ‘Cardos’.

Gosto não se discute - 2
A ‘Linfo’ se desmancha em um bocado de ‘manias’ quando está com seu namorado.

E o amigo indiscreto, abre o jogo
— Minha amiga ‘Va só vai de boa, se for com a ‘Nessa’.

Pelo telefone, a notícia inesperada:
— Meu amigo ‘Jin se deu mal:
— O que houve com ele?
— Foi em ‘cana’.

Indiscreto
—Tenho uma amiga, a Simone, muito engraçada.
— Como assim?
— Ela gosta de apreciar o ‘mar’ e o namoradinho dela, se amarra nas proezas do ‘Telo’.

Rápido e rasteiro
— Vim aqui avisar a você que a nossa amiga ‘Gali’ escreveu e sem que fosse preciso, também ‘leu’.

Comparação miserável
— A minha genitora é boa, mas a de meu vizinho é uma ‘má mãe’.

Imprevisto
Ao perder o meu relógio, a minha vida ficou ‘sem hora’.

Fim da linha
A ‘caixa velha’ de tanto ser usada, se transformou num ‘papelão’

Cada uma...
A ‘Lisandra’ foi tão alisada, mas tão alisada e esfolada naquela sua parte traseira, que acabou, de vez, toda estropiada, dando o que restou do caneco, em ‘Cuiabá’

Isso lá e nome?
O pai, chamando o filho:
— Vem ‘cá, Noa’.

Diferentemente do normal.
— Eu fui ‘chocado’ e meu irmão, ‘jogado’.

Ponto de toque
— O que houve com a ‘Vera?’
— Está triste, chateada...
— E por qual motivo?
— Perdeu a ‘vara’.

Sexual
— ‘Pi..’. ei, ‘Pi’
— O que é?
—Vem ‘cá’.

Questão de gosto
— Eu leio tudo o que me cai nas mãos...
— Legal. E a sua irmã?
— Ela só ‘lê gado’.

Finalmente
— O que houve com o nosso amigo ‘Po?’
— Casou com a ‘Lícia’.

Diferenciado
— Você ‘doa?’
— Claro.
— Mas doa o quê?
— ‘A ção...’

Explicado
— Quem levou a ‘Ga pra casa?’
— Nosso amigo ‘Tuno!’.

Fatal
— ‘Março’ ‘abril’ o mês, o ‘Maio’, amigo de ‘Julho’, quase se matou de raiva.

Obviamente
Existe uma enorme diferença entre uma mulher ‘banguela’ e uma moça ‘pinguela’.

Indiscreto
— Você ‘tem?’
— Tenho o quê?
— ‘Po!’.

Desentendimento entre colegas
— O que houve com seu amigo ‘Pan?’
— Até onde sei, tomou uns belos tapas de ‘Fleto’

Pura sorte
— Quase morri afogado... cheguei a chorar de tanto pedir por ‘socorro...’
— E como conseguiu, afinal se ‘salvar?’
— Uma moça linda e prestativa apareceu do nada e me devolveu à ‘vida...’
— Nós a conhecemos?
— Não.
— Pelo menos pegou o telefone dessa filha de Deus?
— Sim!
— E como ela se chama?
— ‘Socorro’.

Questão de pronúncia
— Você ‘trem’ cigarros?
— ‘Trenho’
— Me vê dois ‘moços’, por favor...
— Com ou sem os ‘trilhos?’

E aquele idoso chamava a quem?
Decida você, caro leitor
— Vem cá, ‘neta’, vem ‘cá neca!’

ELA
— O que houve?
— Estou com ‘ELA...’
— Namoradinha nova?
— Não.
— Não? Então explique. Quem é ‘ela’, quem é essa musa? Vai, responda, quem é ‘ELA?’.
— Ela é a magnânima e inquestionável ‘Esclerose Lateral Amiotrófica...’.

Título, Imagens e Texto: Carina Bratt, de Vila Velha, ES, 5-7-2026

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