sexta-feira, 8 de abril de 2011

A Vale (do Rio Doce)

Peter Wilm Rosenfeld
É extremamente triste e grave o que aconteceu com a Cia. Vale do Rio Doce.
Por um lado, o que está acontecendo é uma das conseqüências de uma privatização mal feita.
Mal feita porque as regras para a privatização deveriam ter estabelecido que nenhum fundo de pensão de empresa estatal poderia ser admitido como acionista, exatamente para evitar que acontecesse o que aconteceu.
Além disso, jamais deveria ter sido criada uma “golden share” que permitisse ao governo ter um peso decisivo em determinadas deliberações da empresa.
Esses dois fatores permitiram que o governo interferisse e fizesse sua vontade prevalecer. Aliás, esses e o fato de outros interesses do Bradesco estarem em jogo.
O que aconteceu poderia ser esperado do infeliz e ignorante Sr. da Silva, quando presidia o País e declarou sua inconformidade com as demissões de 1500 empregados que a empresa desligou quando a situação de mercado sofreu uma deterioração há não muito tempo.
O então Presidente da República, que nunca entendeu de administração de empresas, acostumado a ser irresponsável com os dinheiros públicos, queria que a Vale fosse irresponsável com o dinheiro dos acionistas.
Aliás, nunca se manifestou quando a empresa, não muito depois, admitiu novos 5000 empregados, amplamente compensando as demissões. As admissões foram efetuadas porque o mercado se havia recuperado.
Outra evidência da irresponsabilidade do Sr. da Silva foi quando ameaçou taxar a exportação de minério para tentar induzir a Vale a investir mais em siderurgia (mais grave ainda, quando o infeliz Ministro Mantega encampou a ameaça. Que economista de araque é essa “otoridade”!)

A Polícia é sempre de tudo culpada

Archimedes Marques
Estamos a viver em uma sociedade cada vez mais exigente quanto aos seus direitos e cada vez mais intransigente quanto aos direitos e deveres dos policiais.
A frase popular de autor desconhecido sempre é vivenciada tristemente por todas as Policias do Brasil: “Quando alguém está em perigo, pensa em Deus e clama pela polícia. Passado o perigo, se esquece de Deus e execra a polícia”.
É dentro deste contexto que a Polícia termina levando desvantagem em tudo, sendo considerada culpada por aquilo que fez, pelo que não fez, pelo que poderia fazer ou pelo que não pode fazer.
O povo ainda não entendeu que a Polícia só pode prender em flagrante delito ou por ordem judicial. Se a Polícia não consegue prender um marginal qualquer numa dessas duas condições é incompetente. Se fora do flagrante e sem mandado judicial não prende o criminoso, então compactua com o crime ou protege o marginal.
Se uma representação feita pela Polícia Judiciária, solicitando a prisão preventiva para determinado criminoso demora a sair ou é indeferida pela Justiça, a culpada é a Polícia que não soube arrecadar provas suficientes para sustentar o pedido.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Ignorantes de bom coração. Ou: quem pode queimar o quê?

1933: Grande queima de livros pelos nazistas. Foto: AP

A quantidade de besteira que o caso Bolsonaro vem suscitando é um espanto! A questão essencial, para mim, já disse, diz respeito à liberdade de expressão. Por mais detestáveis que sejam as suas opiniões, fazer o quê? A liberdade existe também para pessoas que dizem coisas detestáveis. Citei aqui o caso da Igreja de lunáticos nos EUA que invade velórios de soldados americanos que serviam no Iraque e no Afeganistão para agradecer a Deus pelas mortes: seriam punições porque os EUA são condescendentes com o homossexualismo! Pode? A Suprema Corte diz que sim! Um pastor decidiu queimar um exemplar do Corão, e o Taliban usou isso como pretexto para desencadear atos terroristas. Há gente por aqui achando que é tudo culpa do… pastor! Em breve, vamos ter de perguntar aos clérigos afegãos o que se pode desenhar, queimar, falar ou pensar no Ocidente. Além de politicamente corretos, teremos de ser “islamisticamente” corretos. A tese seria mais ou menos esta: a era das liberdades individuais esgotou o seu ciclo de virtudes. Vão se danar!
Eu acho correto ou aceitável que se perturbem velórios ou se queimem livros religiosos? Eu não! Essa gente é asquerosa! E daí? Mas não reconhecerei os sectários islâmicos do Afeganistão como tribunal competente para decidir o que se pode ou não se pode fazer no Ocidente!
Aos cretinos salta-pocinhas do multiculturalismo chinfrim, lembro que a liberdade que queima livros imprime milhões de livros. No Afeganistão, onde não se imprimem livros, só não se pode queimar um livro!

O médico e o cangaceiro

Archimedes Marques
A minha avó Helena Motta Marques, quando ainda com vida e lúcida, contava uma história ocorrida em Nazaré das Farinhas, cidade do sertão da Bahia, na madrugada do dia 27 de maio de 1929, época em que ela e o meu avô Archimedes Ferrão Marques, então médico, naquele município residiram por alguns anos.
O meu avô que era médico daqueles que de tudo fazia para ajudar as pessoas, além de ter um cargo estadual como sanitarista possuía também uma farmácia tipo drogaria onde atendia aos doentes e ali mesmo quase sempre manipulava e vendia os remédios que ele próprio receitava. A farmácia que servia de aprendizado e de complemento de renda familiar lhe dava outros bens de consumo, além da satisfação de curar doentes e salvar vidas, vez que, quando os seus pacientes não podiam pagar com dinheiro, presenteavam-no com galinhas, patos, cabritos, porcos e outros animais. Assim eles viveram uma vida dura e simples em Nazaré das Farinhas naquele tempo de muito trabalho, mas também de boas realizações e excelentes lições de vida.
O meu avô Archimedes era muito caridoso e atendia qualquer um a qualquer hora, independente da pessoa ter ou não como pagar pela consulta ou pelo medicamento utilizado. Bastava bater na porta da sua casa que ficava anexa a sua farmácia, que ele medicava, fazia curativos, pequenas intervenções cirúrgicas, engessamento em traumatismo de pernas e braços e até partos realizava com o maior prazer possível. Era médico por vocação, amava a sua profissão e tentava seguir fielmente o Juramento de Hipócrates.

O político brasileiro e o cadáver da honra

José Cândido de Castro
Ao abordar um tema de tamanha verdade e alcance social como este, em nome da justiça e da própria honradez, devo estabelecer as devidas ressalvas que ponham a salvo os autênticos e honrados políticos de nossa sociedade. A bem da verdade, tais políticos são poucos, mas ainda existem e merecem nosso respeito como fecundas sementes que aguardam a oportunidade de melhores tempos para germinarem e produzirem os sazonados frutos de honradez com os quais sempre sonhamos. Os sonhos são atividades do espírito em estado de repouso e não de aniquilamento.
José de Alencar, político brasileiro que viveu longos anos em companhia de seus conterrâneos, dizia, com freqüência e com semblante carregado, que não tinha medo da morte física, mas da desonra como sucumbência da moralidade e da honra. Ele devia ter bons motivos e, mais do que motivos, bons conhecimentos diretos, colhidos da convivência política para externar tal preocupação. Com efeito, a desonra é uma morte, a pior das que mediam entre nós porque é morte da moral. E já que me atrevo a responsabilizar nossos políticos por tão ignominiosa morte, cumpre-se o dever de traçar aqui, o perfil moral destes políticos bem como trazer a público o diagnóstico cadavérico dos mesmos.
As doenças sociais, verdadeiras epidemias que infestam a classe política do Brasil são: 
1 - O EGOÍSMO, amor extremado e exclusivo dos próprios bens e interesses. É a egolatria ou a adoração de si mesmo. Entre os bens da natureza entregues por Deus a todos só há lugar para eles, para os políticos meterem sua mão de gato. 

Immaculate Intervention: The Wars of Humanitarianism

George Friedman
There are wars in pursuit of interest. In these wars, nations pursue economic or strategic ends to protect the nation or expand its power. There are also wars of ideology, designed to spread some idea of “the good,” whether this good is religious or secular. The two obviously can be intertwined, such that a war designed to spread an ideology also strengthens the interests of the nation spreading the ideology.
Since World War II, a new class of war has emerged that we might call humanitarian wars — wars in which the combatants claim to be fighting neither for their national interest nor to impose any ideology, but rather to prevent inordinate human suffering. In Kosovo and now in Libya, this has been defined as stopping a government from committing mass murder. But it is not confined to that. In the 1990s, the U.S. intervention in Somalia was intended to alleviate a famine while the invasion of Haiti was designed to remove a corrupt and oppressive regime causing grievous suffering.
It is important to distinguish these interventions from peacekeeping missions. In a peacekeeping mission, third-party forces are sent to oversee some agreement reached by combatants. Peacekeeping operations are not conducted to impose a settlement by force of arms; rather, they are conducted to oversee a settlement by a neutral force. In the event the agreement collapses and war resumes, the peacekeepers either withdraw or take cover. They are soldiers, but they are not there to fight beyond protecting themselves.

Cancelamento da Dignidade e da Honra das Forças Armadas

Geraldo Almendra
“Saibam, os que nos condenam, muitos deles ex-terroristas e ex-guerrilheiros, hoje ocupando altos postos da república, e que jamais defenderam ideais democráticos, que nossa paz teve um preço. Ela é um legado daqueles que cumpriram sua missão e não fugiram ao dever, nem à luta.”
General Augusto Heleno
Augusto Heleno, General do Exército, Comandante Militar da Amazônia - Fabio Rossi / O Globo
Um dos poucos militares que ainda dignificavam a farda de um comandante pelo rigor no exercício de suas atribuições, o general Augusto Heleno, depois de proibido de fazer uma palestra – “A Contrarrevolução que salvou o Brasil” –, entrou para a reserva.
Infelizmente o general Augusto Heleno, embora não tenha pactuado com a transformação das Forças Armadas em reféns dos comunistas e sindicalistas que as dominaram de forma definitiva durante os desgovernos petistas, não teve a iniciativa – ou a coragem patriótica – de se unir aos seus companheiros insatisfeitos com a absurda degeneração moral do país transformado em Paraíso dos Patifes, para dizer NÃO à mutação petista na direção de uma ditadura civil fascista.
Nesse mesmo clima de humilhação das Forças Armadas veio uma ordem do Covil de Bandidos para que fosse cancelada uma solenidade de militares para comemorar o dia 31 março de 1964. O direito à lembrança pública desse movimento digno e libertador foi enterrado de forma definitiva, coincidindo com o início de uma série de programas contra as Forças Armadas, que serão exibidos em uma rede de televisão, cujo dono permitiu que seu braço financeiro provocasse um rombo de alguns bilhões no sistema.
Depois dos elogios em um programa da TV Globo para um canalha-porco-assassino de milhares de pessoas – “Che” –, agora vão ser glorificados os terroristas que lutaram contra o Regime Militar no Brasil.

O Fascismo do Bem

O fascismo gay e os seus aliados toleraram as "brincadeiras" de Lula sobre "a exportação de veados de Pelotas"
Neste artigo, intitulado “O Fascismo do Bem”, o jornalista Ricardo Noblat defende o direito do deputado Jair Bolsonaro expressar o que pensa a respeito do fascismo gay, apontando a contradição que existe entre os protestos atuais contra o parlamentar carioca e a passividade que cercou as declarações de Lula em relação ao que o próprio presidente do PT chamou de “veados de Pelotas”. 
Clique aqui para ver e ouvir as chulas expressões de Lula, em Pelotas, que fez os chistes enquanto amarrava o nó da gravata do seu companheiro de Partido, o atual deputado Marroni, que não pareceu contrariado com as “brincadeiras”. Os mesmos personagens, tipo ministra Maria do Rosário e Manuela D'Ávila, que atacam Bolsonaro, desejando cassar-lhe o mandato e enfiá-lo na cadeia, calaram obsequiosamente diante das declarações politicamente incorretas (e grosseiras) de Lula.

Ricardo Noblat não compartilha das opiniões de Jair Bolsonaro, mas defende o direito que ele tem de expressá-las.
Recebido de Gracialavida, via Resistência Democrática
Relacionados:

[Mensaleiros] Carta ao ministro (do STF) Joaquim Barbosa

Senhor Ministro Joaquim Barbosa:
Na qualidade de cidadão comum, aposentado, brasileiro, RG 1064544016-RS, nascido há quase 80 anos (1931/10/21), aposentado mas cônscio de meus deveres para com a Nação, quero ufanar-me de meu País mas, por vezes, isso não é nada fácil.
Refiro ao famoso caso dos chamados “mensaleiros”, equiparados pelo então Procurador-Geral da República a Ali Babá e seus quarenta ladrões.
Dentro de poucos meses o processo terá que ser encerrado por ter prescrito. Se isso ocorrer, estaremos diante de um crime maior do que o cometido por todos os que participaram do esquema montado para assaltar os cofres públicos.
Nossos códigos penal e de processo civil já são lenientes em demasia, razão pela qual vemos tantos criminosos à solta.
Não me pareceria justo para com nosso sofrido povo que os criminosos do “mensalão continuem impunes como ate agora, prontos para praticarem novos delitos (o que, aliás, muitos já estão fazendo), e está exclusivamente em suas mãos, Senhor Ministro, evitar que isso aconteça.
Por essa razão, concito Vossa Excelência a não permitir que tal injustiça ocorra.
Atenciosamente,
Peter Wilm Rosenfeld

A herança socialista

O socialismo foi um desígnio constitucional, tendo o CDS sido o único partido que se lhe opôs em 1976. Muitos só hoje reconhecem o que nos coube em herança. Hoje o CDS, como único Partido não socialista, deve afirmar-se como a verdadeira Alternativa e a Responsabilidade de que Portugal precisa.
(Vídeo inspirado na campanha eleitoral dos conservadores britânicos) 



A Herança Socialista
Àqueles que nos sucederem não deixamos dinheiro. Só dívida, impostos e os cortes mais violentos de que há memória.
Deixamos mais de 2 milhões de pobres e 600.000 desempregados. Um em cada quatro jovens não tem emprego!
Deixamos um País onde os mais novos não conseguem ficar. Há 40 anos que não se viam tantos obrigados a partir e a deixar a sua terra, casa, família e amigos.
Deixamos um País envelhecido onde as crianças não nascem.
Um País que não produz, não cresce e que se afunda num fosso longe da Europa. Sem indústria nem agricultura. Desordenado e abandonado, cada vez mais desigual.
Deixamos uma despesa sem controlo que devora todo o vosso esforço de trabalho. Que exige mais e mais e mais impostos.
Em cinco anos aumentámos a dívida externa para o nível mais alto dos últimos 160 anos. Cada português, homem, mulher ou criança herda uma dívida do Estado de 15.000 Euros.
Esbanjámos o vosso dinheiro, vendemos a vossa independência.
Com mais tempo, podemos fazer mais.
Não temos desculpa. Nem remorsos. Nem vergonha.
Esta é a herança que vos deixamos.

Colaboração: Paulo Resende
Edição: JP

O passado nos ensina, mas lá deve ficar

Percebo pessoas tristes, arrependidas, e outras felizes e orgulhosas, ao se lembrar de seu passado. São posições muito distintas, e, mesmo quando a reação é semelhante, noto que o mesmo sentimento pode ser de intensidade variada.
Infâncias e juventudes mais ou menos abundantes, seja de amizades, namoros, carinho, amor, aproveitamento escolar, ou mesmo de bens materiais, fazem com que cada um, no futuro, sinta esse passado de modo diferente, e isso é normal, pois, como as impressões digitais, todos somos diferentes.
Não somos como produtos industrializados, fabricados em série, numa linha de montagem robotizada, controlada por computadores, onde os humanos participam somente do liga e desliga das máquinas e robôs, ou da colocação de peças específicas nas esteiras rolantes.
Fomos, cada um de nós, gerados em locais, momentos, situações, e por pais e mães diferentes, que nos educaram com maior ou menor rigidez. Crescemos cada um em uma casa, rua e cidade. Estudamos em escolas e tivemos professores e amigos diferentes. Durante o crescimento tivemos algumas doenças, caímos, nos machucamos, sofremos acidentes, tomamos determinados remédios, e, por afinidades, opções, praticamos esportes diferentes uns dos outros.
Assim como o ferreiro tradicional, aquele que molda uma ferramenta a ferro e fogo, de modo rústico, e que mesmo trabalhando no mesmo local, e com as mesmas marreta e bigorna, não consegue fabricar duas peças idênticas, apesar de produzi-las muito parecidas, essas diferenças na geração, criação, educação e crescimento, dos menores aos maiores detalhes, são a nossa moldagem pela vida, que nos tornam seres humanos inigualáveis.

PAP- Partido dos Aposentados e Pensionistas (?)


JP
Aposentados e pensionistas:
Companheiros, recebo e envio diariamente vários e-mails sobre as nossas passeatas, fóruns, movimentos, reivindicações, abaixo-assinados, petições etc…
Acompanho e procuro ler os trabalhos da nossa confederação, muito bom mesmo, só devemos agradecer, sempre nos defendendo juntamente com as Federações e Sindicatos. Tenho lido os blogues, associações e sites em defesa do AERUS e da VARIG (companheiros em todo Brasil e no exterior).
Companheiros, ao longo do tempo temos recebido apoio, ajuda, defensores etc… da nossa causa, mas pouco somos ouvidos, dependemos da boa vontade dos outros. Devemos mudar a história, ou seja, fazer a nossa história. DEVEMOS CRIAR O NOSSO PARTIDO POLÍTICO, para colocarmos nossos deputados e senadores para defender a nossa classe e os nossos projetos. Tempos atrás um sindicalista metalúrgico fundou um partido político, hoje é governo e fazendo a história.
No site da nossa confederação tem dicas para criarmos uma associação, mas acredito que devemos criar o nosso partido político, o Partido dos Aposentados e Pensionistas (PAP), temos excelentes lideranças: Warley, Dr. Castagna, Alcides, Yedda, etc... Prefeito de São Paulo está criando o dele…
A população brasileira está vivendo cada vez mais, portanto nosso partido terá mais eleitores e defensores da nossa causa... pensem nisso!
Devemos fazer coligações com os partidos que defendam a nossa causa. E devemos lembrar que continuaremos a ter a nossa confederação, federações e sindicatos... sem falar nos blogues, Associações, etc...
PENSEM NISSO, CHEGA DE PEDIR, DEVEMOS FAZER A HISTÓRIA.
Por favor repassem a todos e vamos ouvir as opiniões (Todos os e-mails acima foram os que recebi diretamente ou indiretamente dos companheiros).
Luiz Machado

Amores desencontrados

Ele acorda já de tarde, abre os olhos lentamente, olha em redor, está sozinho. Vê-se ao espelho na casa de banho, passa a mão pelo queixo áspero da barba por fazer, deixa-a ficar assim. Toma um duche demorado, veste-se, calças de ganga, t-shirt, sapatos de ténis, um casaco grosso por cima. Sai de casa, entra no carro, arranca em direcção ao mar.
Praia do Guincho. Foto: Dias dos Reis
Senta-se numa esplanada no Guincho, com uma garrafa de cerveja na mão, a ver a praia vazia, assaltada pelas ondas. Apesar do Inverno, está um dia bom. O sol aquece. Na água, por entre a espuma da rebentação selvagem, saltam as velas das pranchas que ganham velocidade com o vento forte, para lá e para cá, sem dificuldade aparente. Ele coloca os pés em cima de uma cadeira em frente e deixa-se ficar a observar as manobras das pranchas. Pode ficar uma, duas horas assim, a admirar a praia, as pranchas, as velas, até o pôr-do-sol chegar.
O telemóvel anuncia uma mensagem. Levanta os óculos de sol para ler melhor o texto. Larga o aparelho em cima da mesa sem responder à mensagem. É de uma mulher com quem não lhe apetece falar. Mais uma, tem várias semelhantes que lhe foram sendo enviadas durante o dia por outras mulheres. Não lhe apetece nenhuma delas. A única que quer já não lhe envia mensagens, nem telefona. Nem sabe bem porquê, só sabe que desistiu dele sem qualquer explicação. E a culpa não é de ninguém, não há culpa, há só aquele vazio da saudade de alguém que já não está.

Forte Álamo

"As pessoas que nós amamos são aquelas que tratamos simultaneamente melhor e pior"
Ilustração: José Carlos Fernandes
João Miguel Tavares
De um modo geral, eu prefiro casais que discutem a casais que mantêm a compostura em todas as ocasiões. A capacidade de manter um ar gélido mesmo quando as entranhas estão num vulcão deixa-me sempre um bocadinho desconfiado, porque convém que a vida a dois não seja propriamente um teatro onde cada um de nós exibe o seu talento de actor. A postura "estava capaz de te estrafegar mas repara como continuo a exibir este sorriso cínico na minha cara" não costuma resultar em nada de bom, e sei de casais que se separam sem nunca terem levantado a voz um para o outro.
Não é o caso cá em casa. As pessoas que nós amamos são aquelas que tratamos simultaneamente melhor e pior. Melhor, porque gostamos imenso delas; e pior, porque estamos demasiado à vontade com elas. O amor é um abrir de portas e nem todas as divisões do nosso interior estão bem mobiladas e são bonitas de ver, e por isso há conflitos, palavras duras, por vezes até mesmo crueldade. Suponho que seja assim com todos os casais – é com certeza assim comigo e com a Teresa.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Resgate e Reencontro emocionantes - Ban reencontra os donos após três semanas

Cadela e dono voltam a juntar-se três semanas depois do sismo do Japão
Ban
Chama-se Ban, é uma cadela, e foi encontrada num telhado de uma casa destruída, rodeado de água, após o sismo de dia 11 de Março, no Japão. O seu dono não sabia que tinha sido salva, nem sabia dele desde então. Os dois voltaram-se a juntar agora num final feliz no meio da tragédia, contado pela BBC News.
Ban, de dois anos, foi encontrada numa das zonas mais devastadas pelo tsunami de dia 11, em Kesennuma. Foi salva e acolhida num centro de abrigo para animais abandonados. Mas só agora é que os donos souberam que estava a salvo, graças a uma reportagem onde se via o momento em que resgatavam Ban de um telhado que usou para sobreviver.
“Nunca mais nos vamos separar”, disseram os donos após o reencontro com o animal que reconheceu de imediato os donos e não parava de abanar a cauda de contente.
O abrigo onde Ban foi acolhida guarda 19 cães e vários gatos resgatados no meio da tragédia e separados dos seus donos.

Texto: Público, 05-05-2011
Título e Edição: JP

Apagões e jatos de água não apagam nem lavam o mérito do FC Porto

Daqui a muitos anos ainda iremos continuar a ouvir de inúmeros portistas: “Eu vi o FC Porto ser campeão na Luz”. O último título fica na história do futebol português por várias razões, incluindo as demonstrações de força e de qualidade de uma equipa treinada por um jovem técnico. Mas também ­­‑ acrescenta o redactor principal do PÚBLICO, Bruno Prata - pela falta de “fair play” de um Benfica que pensou poder apagar e lavar o mérito alheio com apagões e jactos de água. A máscara caiu a alguns responsáveis benfiquistas, que continuam a tentar copiar a pior faceta do rival.
Realização: Joana Bourgard
Público, 04 de abril de 2011

domingo, 3 de abril de 2011

Desde 1982 na presidência do FC Porto, Pinto da Costa já soma 51 títulos

Imagem: Jornal Record
2 Taça dos Campeões Europeus/Liga dos Campeões1986/87 e 2003/04
Treinadores: Artur Jorge e José Mourinho
2 Taças Intercontinentais1987 e 2004
Treinadores: Tomislav Ivic e VictorFernández
1 Taça UEFA2002/03
Treinadores: JoséMourinho
1 Supertaça Europeia1987/88
Treinadores: Tomislav Ivic
18 Campeonatos Nacionais1984/85, 1985/86,1987/88, 1989/90, 1991/92, 1992/93, 1994/95, 1995/96,1996/97, 1997/98, 1999/00, 2002/03, 2003/04, 2005/06, 2006/07, 2007/08, 2008/09 e 2010/2011
Treinadores: Artur Jorge (3), Jesualdo Ferreira (3),CarlosAlberto Silva (2), Bobby Robson (2), António Oliveira (2), José Mourinho (2), Tomislav Ivic, Fernando Santos, Co Adriaanse e André Villas-Boas
11 Taças de Portugal1983/84, 1987/88,1990/91, 1993/94, 1997/98,1999/00, 2000/01, 2002/03,2005/06, 2008/09, 2009/10 e 2010/2011
Treinadores: Artur Jorge (2), Fernando Santos (2), Jesualdo Ferreira (2), Tomislav Ivic, Bobby Robson, António Oliveira, José Mourinho e Co Adriaanse
16 Supertaças1983/84*, 1985/86, 1989/90, 1990/91, 1992/93, 1993/94, 1995/96, 1997/98, 1998/99, 2000/01, 2002/03, 2003/04, 2005/06, 2008/09 e 2009/10
Treinadores: Artur Jorge (3),Bobby Robson (2), Fernando Santos (2), José Maria Pedroto, António Morais, Carlos Alberto Silva, António Oliveira, Octávio Machado, José Mourinho, Victor Fernández, Rui Barros, Jesualdo Ferreira e André Villas-Boas
*A edição de 1983/84, discutida a duas mãos, foi dirigida por José Maria Pedroto (1.ª mão) e António Morais (2.ª mão).
Jornal Record, 03-04-2011

FC Porto sagra-se campeão nacional (por antecipação) ao vencer o Benfica na Luz por 2-1

O FC Porto garantiu hoje o seu 25º título nacional de futebol, ao vencer o Benfica por 2-1 no Estádio da Luz, em Lisboa, em jogo da 25ª jornada da Liga, a cinco do final do campeonato.
Quando o jogo acabou as luzes do Estádio da Luz - do Benfica - se apagaram!
Leia no Público »

Bem-vindo, Ricardo Gama! Se cuide, por favor!

Do blog de Ricardo Gama:


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Não toquem em blogueiros! - Ricardo Gama segue se recuperando
Ricardo Gama vai melhorando
Ricardo Gama: o Atentado, a Imprensa e a Democracia

Blogueiro Ricardo Gama sofre atentado em Copacabana

Movimento Acordo JÁ! convida todos os ex-trabalhadores da Varig, Aposentados e Pensionistas do Aerus, Familiares e Amigos: 12 de abril de 2011, Cinelândia!




Vídeo realizado por Paulo Resende
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A FARSA da Recuperação Judicial da VARIG
Varig ficou à mercê de conveniências políticas, revela WikiLeaks

Cliques por uma cadeira de rodas!



O Guaraná Antártica lançou esta simpática e solidária campanha:


“Cada 1000 cliques no botão 'gostei'deste vídeo valem uma cadeira de rodas a uma instituição beneficente. Avise seus amigos, chame sua família e conte para todo mundo: faça parte dessa história!
Queremos entregar cem cadeiras! Vamos juntos?!"
Acesse o vídeo no Youtube e clique em GOSTEI.

Ó Sócrates, lê isto aqui! (2): "o demissionário José Sócrates tudo fará para não pedir ajuda externa, nem que para isso Portugal tenha de vender a Torre de Belém."

João Pereira Coutinho
Sem governo e sem dinheiro, a festa acabou no país que vive das aparências
Portugal está sem dinheiro. E, pensando bem, sem governo. Mas, nas ruas e nos jornais, a preocupação é a mesma: o país tem um problema de "imagem".
Desconfio que, para a vaidade dos nativos, a "má imagem" é mais importante do que a má realidade, um raciocínio que se entende: nos últimos anos, o país viveu para as aparências.
Não apenas em obras faraônicas e ruinosas de diferentes governos, que se endividaram loucamente para oferecer ao mundo exposições universais e luxuosos estádios de futebol; mas também entre particulares, para os quais o acesso ao crédito barato, só possível pelo euro, não era apenas uma possibilidade de vida para ser usada com parcimônia. Era uma obrigação patriótica.
A festa acabou: com uma economia moribunda, uma dívida pública sem paralelo nos últimos 160 anos e a maior taxa de desemprego de sempre, os mercados financeiros deixaram de emprestar dinheiro ao país a juros razoáveis; neste momento, praticam extorsão pura e simples, em parte também por não acreditarem mais na capacidade do governo para corrigir as contas públicas.
Nenhum espanto: em 2010, ano em que os países periféricos da zona do euro entraram em grave crise, a obrigação era cortar nos gastos de forma decidida. Todos cortaram, exceto Portugal.
E agora?
Agora, o país vai para eleições a 5 de junho e, nos dois meses que faltam, duas hipóteses que sobram.
Primeira: o demissionário José Sócrates tudo fará para não pedir ajuda externa, nem que para isso Portugal tenha de vender a Torre de Belém.
Torre de Belém