domingo, 5 de fevereiro de 2012

Juca Kfouri: Mundial 2014 será um mundo de “elefantes brancos”

Filipe Escobar de Lima
O Campeonato do Mundo volta a casa em 2014. O país do futebol vai entrar em festa, que se prolonga até 2016 com os Jogos Olímpicos. Todo o brasileiro satisfeito. Todos, menos Juca Kfouri.
Durante dois anos, o Brasil vai receber as duas provas desportivas mais importantes do planeta. O país do futebol vai entrar em festa com o Campeonato do Mundo em 2014 e continua até 2016 com os Jogos Olímpicos. É todo um samba feito desporto e deixa todo o mundo satisfeito. Todo o mundo não, Juca Kfouri, o jornalista mais polémico do Brasil é contra e aponta o dedo à corrupção.

Juca Kfouri, foto: Miguel Manso/Público
Fala em entregar a soberania de um país à FIFA, o organismo que controla o futebol mundial. A isenção de impostos, os convidados VIP, publicidade enganosa, as bebidas alcoólicas de volta aos estádios. "Tudo isso já está no caderno de encargos", conta Juca. Quem?
Juca Kfouri (lê-se "quifuri") é um homem contra o sistema, uma voz isolada que grita no meio do silêncio, palavras que são balas disparadas aos "cartolas", os engravatados. Fá-lo na sua coluna no jornal Folha, de São Paulo; no seu programa na rádio CBN ou na TV (ESPN). São diárias as suas declarações contra a política da FIFA e a Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol.

É preciso ter mãos para conduzir o novo Ferrari


A Ferrari apresentou nesta sexta-feira o seu novo modelo de Fórmula 1. O F2012 foi revelado através da Internet por causa da intensa neve que caiu em Maranello e que inviabilizou a cerimónia de apresentação do monolugar perante uma plateia de inúmeros jornalistas. Mas talvez tanto quanto a nova silhueta do bólide italiano, o volante do novo Ferrari também impressiona.
Fonte: Público, 03-02-2012

Manifestantes fazem topless em protesto contra touradas na Colômbia

Dezenas de pessoas da associação Anima Naturalis decidiram promover uma ação de protesto em Medellín.
Os participantes protestaram contra a realização de touradas e deitadas no chão formaram a palavra Stop e pintaram o corpo com tinta vermelha a simular ferimentos.


Mãe Neinha ensina

Simpatia para prender a pessoa amada:
 1 - Ponha 1 Kg de maconha na mochila da pessoa; 
2 - Ligue 190

Colaboração: Celeste Higa

O coro dos ricos envergonhados

Carlos Alberto Sardenberg
Carlos A. Sardenberg
Ricos envergonhados são assim: quanto mais dinheiro ganham, mais adotam posições políticas contra o capitalismo em geral e o sistema financeiro em particular. O patrono da categoria é George Soros, que, aliás, continua lucrando com seus fundos especulativos, mas há representantes espalhados por toda parte. O número cresceu exponencialmente depois da erupção da crise global.
É como se fosse uma defesa antecipada. Reparem: a era de prosperidade do final do século passado e início deste trouxe um aumento da desigualdade. Centenas de milhões de pessoas deixaram a pobreza, formaram-se novas classes médias nos países emergentes, mas os ricos se deram melhor no mundo todo. Ganharam mais, aumentaram sua participação no bolo na fase de expansão e, se perderam muito no auge da crise, conseguiram melhor recuperação.
Logo, se os ricos foram os principais beneficiários disso tudo, então necessariamente são os culpados ou pelo menos os principais suspeitos, certo? Errado, respondem seus representantes. O problema está no sistema capitalista, explicam, apresentando-se como apenas uma peça da engrenagem. Vai daí, engrossam o coro anticapitalista e clamam por reformas.
Exagero? Pois então leiam sobre os debates no Fórum Econômico Mundial, em Davos, o tradicional encontro de líderes globais, públicos e privados, para ajustar os rumos da economia de mercado. O modelo faliu, procuram-se alternativas – foi o mote principal.
Terminou sem respostas. Ocorre que a alternativa ao capitalismo, o socialismo, morreu antes. Em rigor, há apenas um regime socialista sobrevivente, o de Cuba, estagnado, pobre, com imensa dificuldade de crescimento. Por isso, está em reformas, mas em qual direção mesmo? Pois é, redução do Estado, incluindo demissão de funcionários públicos, e ampliação de áreas abertas à iniciativa privada estrangeira. A brasileira Odebrecht, por exemplo, vai produzir açúcar e etanol na ilha, com a bênção da presidente Dilma.
A presidente não foi a Davos. Foi a Porto Alegre, para o Fórum Social, a versão socialista, e lá lançou mais um ataque ao neoliberalismo, que não é bem um sinônimo de capitalismo, mas é quase.

"Todos contra a não tolerância de ponto na terça-feira de Carnaval..." é a chamada que vai passando no telejornal da RTP Informação

Imagem: Dimitri Legay (?)
Assistindo ao telejornal da RPT Informação (rede pública, paga com impostos) chego à conclusão: é um singular país, é tão democrático e tão democrata que não precisa (embora a tenha) de "Direito de Antena", aqueles horários dos partidos políticos para debitar as suas promessas e etc..., pois aqui "todos" são ouvidos, especialmente se criticam o Governo. Para ser mais claro, a rede pública de televisão, ouviu e transmitiu TODOS os que são contra a não tolerância de ponto na terça-feira de Carnaval decidida pelo Governo. Todos foram mostrados, menos o Governo, percebe? 
Seria a mesma coisa, generosos leitores do Brasil, se a cada medida da presidente do Brasil, fossem ouvidos José Serra, Marina Silva, Ivan Valente, Ciro Garcia...
É impressionante! Porra! O Carnaval, ou melhor, a terça-feira de carnaval não é feriado e o Governo decide não dar tolerância de ponto haja vista o estado atual do país, em cacos e de joelhos, pronto! a malta se indigna - ai que saudades de uma batata quando se está com fome!
Voltando à mídia, também vai ser um trabalho de Hércules desaparelhar e desinstrumentalizar esta mídia complexada com o antes do 25 de abril...
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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Aerus e Direitos Humanos

José Carlos Bolognese
Prezado senador Paulo Paim,
Concordando com suas observações em artigo publicado pelo jornal Zero Hora, (reproduzido abaixo) agradeço por mencionar o caso dos aposentados do Aerus. De fato, não só os ex-trabalhadores da Varig, mas também a maioria dos aposentados, somos tratados e retratados como palhaços, mas a culpa não é dos cartunistas. De quem será então?
Ao falar em direitos humanos em Cuba (numa parte em que, com todo o respeito, discordo do seu artigo no ZH), a presidente falou no “plano geral, aspecto universal” dos direitos humanos ou sei lá que em categoria de pensamento isto esteja incluído. Para quem é razoavelmente esclarecido, (ser capaz de) ver o geral no particular, ver o galho e perceber a floresta, é uma das qualidades essenciais. Não esqueçamos que ela também disse que nós brasileiros também temos telhado de vidro, admitindo assim a não imunidade do país às violações de direitos humanos.
Não seria o caso então, em sendo a presidente incisiva no aspecto geral dos direitos humanos e sendo realista em admitir que temos nosso “telhado de vidro”, estar vendo neste particular, o aspecto geral, universal dos problemas de direitos humanos? E assim ao dominar o conceito, não seria possível também, de maneira oposta, visualizar a partir do plano geral, o detalhe, o particular que permite abrir os caminhos do pensamento conduzindo ao entendimento integral das coisas?
Acredito que a presidente pense assim, pois é requerido para a sua função.
Ora, Senador, nós, ex-trabalhadores da Varig e aposentados do Aerus, somos uma sofrida parte desse “telhado de vidro” que ninguém, mesmo sabendo de sua existência e quanto nos é doloroso, mesmo tendo poder e conhecimento dos fatos, quer resolver. Aliás, este problema do Aerus e dos demitidos da Varig ter, para a sua solução, chegado ao nível do Executivo, é uma dessas vergonhas alheias com que temos de nos acomodar.
Mas o grande paradoxo deste país e seus governantes é que reconhecer a existência de problemas, não leva necessariamente a medidas eficazes para suas soluções. E todos sabemos que o tempo (de vida) das pessoas passa igualmente batido sobre problemas resolvidos quanto não resolvidos.
Nós já estamos há quase seis anos sofrendo, e o senhor sabe, vendo colegas definhando e morrendo pelas mais variadas mazelas provocadas pelo fim da Varig, o calote no Aerus e sobretudo, a inoperância da justiça e a indiferença do governo.

A contaminação e o envenenamento que impregnam a política em Portugal

Meu querido amigo A. G.,
Obrigado pelo e-mail.

Pois é, fazes referência ao textinho “Gente, é ph… o que acontece em Portugal…”. O problema não é que muitos ainda não quiseram perceber que o país é (está) mais pobre do que devia, mais pobre do que parece. O problema está naqueles que fazem dessa crença uma "verdade" e saem disseminando-a por aí, sempre que podem e onde podem com claras intenções pouco nobres. Além do excelente viveiro que é a Assembleia da República eles vão podendo inoculá-la na mídia. A mídia que os apresenta como “jornalistas” ou “comentadores” quando, na verdade, eles são militantes ou dirigentes partidários disfarçados naqueles. Não há problema nenhum, dirás, em ser militante ou dirigente partidário e expressar a sua opinião. Claro que não há problema, é legítimo. O que é ilegítimo e desonesto é esconder dos cidadãos a verdadeira função (e intenção) do “jornalista” ou do “comentador”.

“Jornalista” escreve sobre o "asco" e "nojo" que sente pelo atual PM, “comentador” fala do "embuste" que é este governo, aqueloutra insinua que um ministro é travesti, o galambeiro e o horta são meros arruaceiros pavonescos, o líder comunista – o mesmo que se retirou do parlamento quando este votava uma moção de pesar pela morte de Vaclav Havel – repete à exaustão o slogan do “pacto de agressão” e a ameaça de que o povo vai derrubar este governo, um outro líder da esquerda, que senta perto do primeiro, vai para a estação de Metro protestar contra a recusa desta empresa em aceitar publicidade de um site de encontros homossexuais… e pede explicações ao governo...

Daí a contaminação e o envenenamento que impregna a política nacional, com os cidadãos, em mimese, a ampliar em fóruns, redes sociais, nas seções de comentários de jornais e revistas, a prática da suspeição, do insulto e da ofensa. Não existe debate de ideias. A conflitualidade não é intelectual é pessoal e insultuosa.

Passo a citar Alexandre Franco de Sá, no artigo “Democracia” in XXI – Ter opinião  2012, página 103:

… ao contrário do que por vezes se afirma, discute-se muito e há muitos fóruns de discussão política no país. O problema é que as discussões se restringem quase sempre a exercícios de dejá vu nos quais os mesmos protagonistas e argumentos, expostos e reexpostos mediaticamente, fecham o mundo político na presumida segurança de uma redoma feita de opiniões previsíveis, em vez de precisamente o ampliar nos seus horizontes e possibilidades. … as discussões políticas em Portugal reduzem-se quase sempre ao esboço de argumentação pré-formatada por parte de protagonistas vinculados aos partidos de sempre, chamados a expressarem-se em público em função justamente dessa previsibilidade.”

Cuba - até quando o silêncio?

 
Sergio Fausto
A viagem da presidente Dilma Rousseff a Cuba expressou não apenas limites da diplomacia brasileira quanto à defesa dos direitos humanos, mas também a contraditória relação que parte importante da esquerda - em grande medida representada pelo PT - tem com o tema quando ele se coloca em países ditos socialistas, Cuba em particular. Pode-se até entender, embora seja difícil justificar, a "prudente cautela" diplomática do Brasil no trato das "questões internas" de Cuba. Sob esse aspecto, a presidente Dilma segue uma linha que vem desde o retorno do Brasil à democracia e o restabelecimento das nossas relações com aquele país.
Mais difícil é aceitar o silêncio da maior parte da esquerda brasileira, muito especialmente de intelectuais, artistas e escritores, acerca da violação de direitos pelos quais muitos deles se bateram aqui, no Brasil. Se o governo está limitado por considerações diplomáticas - até que ponto é legítimo manifestar-se sobre a política interna de outro país, até que ponto é contraproducente fazê-lo? -, o silêncio de pessoas cuja atividade está vitalmente ligada à liberdade de pensamento e expressão só se explica por uma espécie de dupla moral que os faz aceitar lá o que condenaram aqui.
No passado, isso se fez em nome da revolução socialista. O argumento apoiava-se na inegável redução das desigualdades sociais nos primeiros dez anos do regime de Fidel Castro e da política obtusa e agressiva dos Estados Unidos em relação a Cuba. Eram outros tempos, haverá quem diga. Mas houve quem enxergasse as feições reais do regime cubano ainda em meio à névoa ideológica da guerra fria. E percebesse que a maior igualdade tinha como preço nenhuma liberdade.
Em 1971 se deu o primeiro rompimento público da intelectualidade de esquerda com o regime da revolução. Nesse ano se prendeu o poeta Heberto Padilla. Submetido a tortura, Padilla foi forçado a se retratar publicamente, no pior estilo das autocríticas forjadas pelos regimes totalitários. Na época Fidel sentenciou: "El arte es una arma de la revolución". Em repúdio, Octavio Paz, Julio Cortázar, Mario Vargas Llosa, para citar apenas os escritores latino-americanos mais conhecidos, assinaram um manifesto denunciado a ação do governo cubano.

Telhados de vidro

Havana, foto: Nav Amole
O regime de Cuba merece condenação implacável dos democratas de todo o mundo: a família Castro está encastelada no poder há mais de 50 anos, os cubanos não têm liberdade para se manifestar nem para sair do país, os direitos humanos são desrespeitados, os homossexuais são perseguidos e o povo se sente oprimido. Ainda assim, é compreensível que a presidente Dilma Rousseff tenha optado por não criticar seu anfitrião durante a visita que fez esta semana ao país caribenho. Por mais que tal atitude pudesse agradar a dissidentes e inimigos da ditadura caribenha, seria uma indelicadeza e uma gafe diplomática. Apenas os argumentos utilizados pela presidente para fugir da pressão é que merecem reparos: é verdade que todos têm telhados de vidro, inclusive o Brasil, mas nas democracias os desvios podem ser questionados. Nos regimes autoritários, não.
Guantánamo é realmente uma excrescência no coração da democracia ocidental. Embora tenha feito um evidente jogo para a torcida, ao lembrar em Havana que os Estados Unidos patrocinam uma prisão em que indivíduos permanecem detidos por mais de 10 anos sem qualquer julgamento, nisso a presidente brasileira foi coerente com sua própria biografia de ex-presa política. Aliás, as violações dos direitos humanos na base norte-americana são tão absurdas, que o próprio presidente Barack Obama assumiu o compromisso de fechá-la – o que ainda não cumpriu e, por isso, está sendo cobrado até mesmo pela Organização das Nações Unidas.
Mas Guantánamo não pode servir de argumento permanente para justificar outras arbitrariedades. Apesar da tênue abertura anunciada recentemente pelo presidente Raúl Castro, Cuba ainda representa o pior do socialismo de Estado, especialmente em decorrência da supressão das liberdades individuais dos habitantes da ilha. O partido único, a imprensa oficial e o controle do pensamento e da expressão deixam em segundo plano os avanços em saúde e educação conquistados pelo regime ditatorial da família Castro.

Chega a 28 os homicídios em Salvador... Se fosse em São Paulo...

Ai... se isso estivesse acontecendo em São Paulo…
O Mascate
Próximo ao carnaval a PM da Bahia resolve entrar em greve.
O resultado é o que vemos nestas duas fotos:
 
Loja de eletrônicos é arrombada e saqueada em Salvador. Foto: Arestides Baptista/Agência A Tarde

[Pegadinha] Olha só o tamanho do...


Facebook pode valer US$ 100 bilhões...

Mark Zuckerberg, foto: Justin Sullivan/Getty Images/AFP
Rodrigo Constantino
O Facebook realizará este ano sua esperada abertura de capital. A empresa deve ser avaliada, segundo analistas, na casa dos US$ 100 bilhões. Há, em seu valor de mercado, muita expectativa de crescimento futuro nos lucros. O potencial é realmente fantástico quando se leva em conta seus quase um bilhão de usuários, todos voluntariamente expondo ao site seus gostos e preferências. Ainda há formas hoje desconhecidas para se explorar este gigantesco banco de dados com propaganda e outros serviços.
Não é possível afirmar ainda se este valor elevado fará jus aos lucros futuros ou se o Facebook sinaliza uma nova etapa de bolha tecnológica. O que se pode dizer é que seu crescimento meteórico é um fenômeno que ilustra bem o dinamismo capitalista na era da informação. Várias empresas nasceram em garagens ou em dormitórios de universidades, usando capital limitado e escasso no primeiro momento, para depois se tornarem concorrentes de peso que ameaçam gigantes estabelecidos.
A tecnologia é um dos setores com menor intervenção estatal, com mais concorrência, e com forte presença de capitalistas ávidos por retornos fantásticos. Uma combinação interessante, que por tentativa e erro (e inúmeros defuntos no caminho) acaba produzindo os novos vencedores que mudam a cara da modernidade. A “destruição criadora” de que falava Schumpeter encontra neste setor seu ambiente mais fértil. Por isso há tanta novidade, tanto crescimento, tanto avanço e, pasmem!, preços declinantes para os consumidores. É o capitalismo em sua essência funcionando para melhorar a vida das pessoas.

Casa da democracia ou da indigência?

Os deputados discutem fantochadas. O contrário é que seria de espantar
 

António Ribeiro Ferreira
O país anda de mão estendida por culpa dos governos, dos políticos e dos crânios que pastoreiam a pátria há anos a fio. Seria natural que perante esta desgraça os senhores e senhoras que atiraram os portugueses para este inferno mostrassem algum pudor, alguma vergonha, ou que, em alternativa, optassem por um prudente silêncio, para não despertarem nas vítimas desejos e sentimentos que naturalmente não estão de acordo com os bons costumes e o relacionamento civilizado entre seres humanos. Ora nada disso acontece. Indiferentes a tudo e a todos, particularmente ao que fizeram, continuam a falar de alto, como se fossem pessoas de bem indignadas com as malfeitorias. E procuram sempre disfarçar os assuntos que interessam aos portugueses, às suas vidas e aos seus bolsos com polémicas esotéricas, imbecis, daquelas que dão muita parra e pouca uva, em nome de sagrados princípios de que obviamente se esquecem na primeira esquina do poder. Uma é a inevitável censura, o velho e tenebroso lápis azul salazarento, o atentado à liberdade de opinião, de expressão, a sagrada defesa da não menos sagrada liberdade de imprensa. Nada melhor para as almas podres deste regime darem azo à imaginação, berrarem como cabritos, exigirem inquéritos, audições e punições exemplares para os criminosos que ousaram violar a santíssima democracia.
É ver António José Seguro entre o indignado e o compungido a debitar lugares-comuns no parlamento e a perguntar ao primeiro-ministro se não estava incomodado com a demissão da direcção de informação da rádio do Estado. Passos Coelho não lhe podia ter respondido melhor, ao dizer que o assunto não o preocupava mesmo nada. É um facto. Em nome do Rosa, o mais recente asfixiado do regime democrático, o parlamento perdeu tempo que Portugal não pode desperdiçar com assuntos idiotas. Acabou um programa que ninguém ouvia, ponto final. Mas a indignação não podia parar. Outra vez Seguro, com a mesma voz indignada e compungida, a clamar contra Vasco Graça Moura, que erradicou do Centro Cultural de Belém um aborto chamado Acordo Ortográfico.

[Varig/Aerus] Valeu, Janda!

Obrigado, Janda!
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CGTP considera inadmissível que o Governo não dê tolerância de ponto no Carnaval, impedindo assim os "trabalhadores" de se mascararam de Pierrots e Colombinas...

Ontem, ou hoje de madrugada, escrevi uma pequena nota sobre Ana Drago, do Bloco de Esquerda, ser contra a não tolerância de ponto neste Carnaval. Julguei que era mais uma das patetices do Bloco de Esquerda. Não, não! Qual não foi a minha surpresa ao ler esta manhã as reações a essa decisão (!?). Só pode estar falido um país que tem este tipo de agentes políticos ou intervenientes sociais!
Se quiser, leia algumas dessas reações:


Mário Soares sem reacção lembra dificuldades de Cavaco quando retirou tolerância (Claro, o "I see dead  people" não poderia deixar de juntar-se à malta e injetar o seu venenozinho padrão)


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Vasco Graça Moura: esse cara tem que ser demitido, já!

Mais uma idiotice para o cínico bolinha socialista brincar de “Olha, Mãe, como eu sou opositor!”

Segundo o jornal “Público”, Vasco Graça Moura mandou distribuir, na tarde de ontem, uma circular interna, ordenando que os programas informáticos que convertem e adaptam os textos ao acordo ortográfico fossem removidos dos computadores.

Numa directiva datada de Setembro de 2011, o anterior conselho de administração adoptara o acordo em toda a documentação produzida pela instituição.

A nova decisão, que revoga a anterior, foi tomada mediante uma proposta do próprio Graça Moura.
Resta agora saber a medida é legal, uma vez que desde Janeiro de 2011 todos os serviços do Estado e entidades tuteladas pelo Governo são obrigados a utilizar o acordo ortográfico.


Resumo da festa: embora eu tenha apreciado uma das intenções de Vasco Graça Moura, qual seja a de não manter o CCB - Centro Cultural de Belém como só espaço de “vanguarda”- entendi perfeitamente - mas, ir para o CCB e forçar, ou impingir, uma medida que advém de uma opinião pessoal, superada, tem que ser contrariada, desautorizada.
Na minha modesta opinião, esse cara tem que ser demitido por quem o colocou lá.

Não haverá tolerância de ponto no Carnaval. O Bloco de Esquerda, adivinha, é contra!

O primeiro-ministro disse aos jornalistas que não haverá tolerância de ponto no Carnaval. Não teria sentido neste período de austeridade, e muito menos quando o Governo propôe o corte de quatro feriados...
O Bloco de Esquerda, diz Ana Drago, é... contra!

Panelaço em frente ao Palácio Guanabara

Hoje, sexta-feira, 03 de fevereiro, familiares de Bombeiros e Policiais realizaram um panelaço em frente ao Palácio Guanabara, sede do poder executivo. Eles se concentraram no Largo do Machado e caminharam até o palácio. A população apoiou. Os mobilizados apoiaram os PMs da Bahia. Fiz dois vídeos, um de 40 segundos, que julgo representar muito bem a união Bombeiros e Policiais, e outro de 10 minutos com o ato completo.
União Policiais e Bombeiros (40 seg)

"Por duas ou três vezes estive, como Portugal, falido"


Por duas ou três vezes estive, como Portugal, falido, com o acesso ao crédito negado. Com razão, pois havia estourado todos os limites. Paguei as consequências…
Vou contar uma dessas vezes que estive na m… por me parecer a que melhor pode ajudar a entender o caso de Portugal.
Em setembro de 1997, o meu contracheque veio negativo em 12 mil e tantos reais. Eu ganhava uns 1.350 reais. Por que cheguei a essa situação? Por várias razões, claro. Mas, o que quero ressaltar, é o elevado valor negativo do meu contracheque. Porque naquela época, a empresa onde trabalhava não tinha um limite aos descontos nos salários, isto é, ia descontando em folha tudo o que lhe era apresentado pelas associações. De certa forma, reconheçamos, ela ia financiando o meu descalabro financeiro. Eu dirigia uma das associações e através de uma empresa financeira com a qual tínhamos convênio eu ia pegando empréstimo sobre empréstimo… Como Portugal, eu ia agindo como se estivesse tudo normal, me “distraía” e me envolvia nas minhas atividades na associação.
Até aquele setembro, quando aconselhado por um colega, Fadel Santos, procurei a Assistência Social da Fundação Ruben Berta. E, como Portugal, fui ajudado. Foi através de uma Assistente Social da Fundação Ruben Berta que consegui o “impossível”: o instituto Aerus (é, esse mesmo) pagou a minha dívida com a Varig e parcelou esse total em 36 meses. Isso me permitiu voltar a receber salário já no mês seguinte.
É evidente que foi um período de cortes mandatórios e poupanças lógicas. Um período bem severo.
Então, como Portugal, fui pagando o que me emprestaram. Ah, muito importante, jamais culpei quem me emprestou dinheiro, quem me vendeu a crédito e quem foi aceitando todos esses descontos em folha. Pelo contrário, só tenho a agradecer a esses agentes, eu é que não fui correto, fui eu que não cumpri as minhas obrigações.

Os cúmplices do Irã na América Latina escondem seus números

Apesar de esquerda, o governo Dilma parece ter tido o bom senso de pular fora da ratoeira “Cuba-Venezuela-Irã” 
 
Maibort Petit
Alguns governos da América Latina serviram ao Irã como ponte para passar por cima das sanções do Conselho de Segurança da ONU, e os embargos estadunidenses. Ou seja, concordaram em facilitar seus espaços geográficos e seus recursos naturais para satisfazer uma aliança tripartite formada por Hugo Chávez, os irmãos Castro e Mahamud Ahmadinejad. 
 
Rafael Correa e Ahmadinejad no Equador. Foto: Google
Equador, Bolívia, Nicarágua e outros países com os quais o Irã estabeleceu acordos comerciais são meros instrumentos do projeto político de Chávez, que costuma comprar os apoios de seus servis seguidores com dinheiro, projetos faraônicos que nunca são concluídos, e jogos políticos, tudo a custa do dinheiro do petróleo que pertence ao povo venezuelano e que deveria estar sendo empregado no país para melhorar a sua vida.
Também são peças do xadrez político que joga Ahmadinejad, cujos objetivos e propósitos outros não coincidem com os interesses dos povos latinoamericanos.
A última visita de Ahmadinejad à região deixou para muitos a dúvida sobre a verdadeira natureza da aliança tripartite (Irã, Cuba e Venezuela), e dos benefícios que poderiam ser obtidos dos tais intercâmbios comerciais que foram e ainda estão sendo firmados.
Muitos fizeram o papel de inocentes úteis, peças do jogo que são movidas por Ahmadinejad para cumprir seus propósitos anti-norteamericanos, que, diga-se de passagem, não são muito saudáveis e recomendáveis aos interesses sulamericanos.
Vários analistas têm afirmado que a última viagem de Ahmadinejad à América Latina foi um fracasso total e que a aliança não tem futuro. Primeiro, porque o câncer de Chávez congelou os planos comunistas da Venezuela e atrapalhou os de Cuba; segundo, porque o Irã não cumpriu com os desembolsos previstos e, terceiro, porque os governos da região continuam mantendo vínculos comerciais e políticos com os Estados Unidos e não lhes convém se tronar inimigos da primeira potência mundial.

Presidente Dilma, a senhora não tem vergonha?

João Bosco Leal
Sim “Presidente”! Uso esta palavra porque estudei em ótimas escolas públicas, que já não existem mais, e nelas, como todos aprendíamos, independentemente do sexo de quem o exercia, essa é a palavra certa para esse cargo, apesar da senhora ter tentado, no início de seu governo, por mero capricho, ser chamada de Presidenta.
Os puxa-sacos de plantão – apesar de saberem que a palavra presidente é um substantivo de dois gêneros, válida tanto para o masculino quanto para o feminino – até tentaram ajudá-la a mudar a nossa língua, mas não conseguiram, pelo menos não na prática, pois, por coerência, teríamos que começar a chamar uma pedinte de pedinta e assim por diante. Mas os novos “doutores”, Presidente, estão saindo das centenas de universidades particulares sem sequer saberem conjugar corretamente os verbos empregados no seu teste para o primeiro emprego.
Nunca votei e jamais votarei em alguém do seu partido político e menos ainda em uma pessoa com o seu passado, pois as ideias defendidas por seus “companheiros” já foram desmoralizadas em todo o mundo, inclusive pelo ditador e assassino Fidel Castro, de Cuba, onde a senhora esteve agora. As ditaduras de esquerda só destruíram países e populações, com a ideia utópica de estatização geral e de que o Estado supriria a todos igualitariamente.
Mas este não é o tema central que pretendo abordar aqui. O meu questionamento refere-se ao fato amplamente noticiado de que em sua viagem a Cuba, o Brasil emprestou dinheiro àquele país.
Em sua volta não deve ter sentido nenhum problema de aterrissagem com seu avião, pois como Presidente teve o espaço aéreo temporariamente bloqueado para que o fizesse sem demora ou riscos. Mas não foi o que ocorreu com os outros brasileiros que naquele momento estavam voando com o mesmo destino e que por incapacidade do aeroporto já estavam circulando sobre a cidade esperando sua vez de aterrissar.
Já em nosso solo, mudou de aeronave e, de helicóptero, dirigiu-se tranquilamente à sua residência oficial, pois, caso contrário, teria sentido na pele o que é transitar pelas ruas e estradas brasileiras, todas esburacadas ou repletas de remendos de péssima qualidade, pois a diferença de dinheiro entre o bom e o mau produto teve de ser repassada aos corruptos de seu governo.

"Uma nação com amor-próprio não anda de mão estendida, nem a lamentar-se"

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, defendeu hoje que ao executar o programa de assistência está a fazer o que se pede ao governo "de um país honrado" e que se os compromissos forem cumpridos, Portugal "volta-se a erguer".
"A cada 15 dias destes debates, começa a faltar imaginação para pôr questões e mostrar pontos de vista", afirmou Passos Coelho, depois de ter sido confrontado no debate quinzenal no Parlamento pelo líder do PCP, Jerónimo de Sousa, com o "calvário para as populações" que representam as medidas de austeridade.
Na abertura do debate quinzenal, Jerónimo considerou que "a vida está a dar razão" ao PCP e que as consequências para o país "do pacto de agressão" são "um calvário para as populações".
Destak, 03-02-2012


Um país honrado não anda sempre a pedir fiado e a falar mal de quem empresta. Um país honrado trabalha para pagar as suas dívidas. Um país honrado  tem amor-próprio e orgulho de se ter reerguido. Um país honrado dá um tempo às medidas de cortes e às poupanças até ter a certeza dos seus resultados, isto é, até constatar se sim ou não elas resultaram. Enfim, um país honrado torce em favor, não contra, dele próprio.