sábado, 2 de julho de 2016

Seis bandidos fazem arrastão em rua de Botafogo

Gustavo Goulart

PM teria sugerido à vítima, que rastreou celular, 'ir por meios próprios até o local'

Seis bandidos armados com pistolas, entre eles uma mulher, fizeram um arrastão na manhã desta sexta-feira em Botafogo, próximo ao Cemitério São João Batista, deixando apavorados os motoristas que estavam presos em um congestionamento. Os criminosos, em três motocicletas, agiram por volta das 7h30m, na altura do número 18 da Rua Pinheiro Guimarães. Pelo menos seis pessoas foram assaltadas, entre elas o administrador de empresas Rodolfo Aguiar, que teve a moto, avaliada em R$ 30 mil, o celular e documentos roubados. Outra vítima, o oficial de justiça Ricardo Mamede ficou sem o celular e a carteira. Os dois registraram a ocorrência na 10ª DP (Botafogo).

"O ESTADO ESTÁ FALIDO"

Além do susto de ter uma pistola apontada para a cabeça, após o crime, Rodolfo Aguiar ainda se deparou com uma surpresa desagradável, ao pedir ajuda à Polícia Militar. Ele contou que seu pai rastreou o telefone roubado, que tinha um sistema de localização, e descobriu que o aparelho estava em um apartamento no bairro do Rocha. Ao descobrir isso, de acordo com Rodolfo, ligou para o 190, mas não obteve ajuda:

— A sugestão que nos deram foi ir até perto do local onde estava o celular, por meios próprios, procurar um carro da PM e tentar ir ao imóvel. Achei totalmente descabido e não fiz isso. Fui somente à delegacia. O estado está falido.

Em nota, a Secretaria estadual de Segurança informou que houve um mal-entendido por parte do atendente. O funcionário já foi identificado e passará por reciclagem.

Na delegacia, Rodolfo e Ricardo contaram que um dos assaltantes chamou a atenção das vítimas: uma mulher, de aproximadamente 25 anos, de calça jeans e camiseta, com uma pistola preta. Ela estava na garupa de uma das três motocicletas usadas pelo bando.

— Eu estava indo para um exame médico e fui fechado por um moto com duas pessoas, um homem e uma menina, os dois de capacete. Ela desceu com uma pistola, me rendeu e gritou “sai, sai, sai”. Eu entreguei tudo e vi mais duas motos com mais quatro ocupantes assaltando as pessoas no trânsito — contou Rodolfo.

Vítimas de arrastão em Botafogo, foto: Gustavo Goulart/Agência O Globo

Ricardo estava de carro e foi abordado pela mesma mulher:

— Ela bateu no vidro, querendo que eu fosse mais ágil, que abaixasse o vidro do carro. Aparentava saber o que estava fazendo.

Penáltis: Televisão espanhola capta 'pilha de nervos' de Ronaldo

Em Espanha, não há um órgão de comunicação social que não olhe para o português e a forma como viveu, ontem, quinta-feira, as grandes penalidades frente à Polónia foi captada de forma única pelo canal Cuatro.



Cristiano Ronaldo é, sem dúvida, uma das maiores figuras da seleção portuguesa. Os seus passos e gestos são escrupulosamente seguidos por jornalistas, analistas e adeptos.

Ontem, quinta-feira, durante as grandes penalidades frente à Polónia, o jogador português foi focado pela canal espanhol Cuatro, que mostra o avançado a sofrer, a incentivar os colegas de equipa e, alegadamente, a exigir a Moutinho para ser marcador de uma grande penalidade.

Lembre, com a alegria da vitória alcançada, estes momentos de tensão e tente não ser contagiado.
Título e Texto: Desporto ao Minuto, 1-7-2016

Vou ver gente normal

Mario Sabino

Hoje embarco para Paris.

A minha Paris não tem nada a ver com a Paris dos ladrões que vão torrar o nosso dinheiro por lá. Eu vou a Paris para ver gente normal.


Gente normal conversa sobre assuntos que não sejam apenas dinheiro e compras.

Gente normal lê livro.

Gente normal não vai a restaurante de boné, nem se veste como prostituta (a não ser que seja prostituta).

Gente normal mantém distância regulamentar de quem não conhece. Não cutuca você ou o chama de “tio” ou “amigão”.

Gente normal diz “por favor”, “com licença” e “obrigado”.

Gente normal respeita fila.

Gente normal, ao volante, dá seta quando vira à direita ou à esquerda (e a seta está sempre no sentido certo).

Gente normal freia o carro para deixar o pedestre atravessar na faixa.

Gente normal não padece com atrasos de ônibus e trens (e é informada dos horários e itinerários nos pontos e estações).

Manifesto Antitotalitário

Ernesto Ribeiro
A decisão de voto de metade do povo — o britânico pela saída da União Européia e o americano por eleger Donald Trump — fez a imprensa vagabunda reagir de forma histérica, numa chantagem imoral criminosa e ainda mais descarada.

Agora o termo "extrema-direita" saiu do gueto dos neonazistas carecas tatuados para ser aplicado a qualquer eleitor que desobedecer o "establishment" político-midiático-educacional.

Agora, “xenofobia” virou palavrão — como se todo mundo tivesse a obrigação moral de gostar de muçulmanos.
Sendo que eles próprios não se suportam.

Agora, os vagabundos da corrente principal da mídia estão xingando todos os cidadãos que não votam como eles mandam de ser iguais àquele doente mental assassino em massa que atirou contra uma multidão de afro-americanos em uma igreja.

Entendeu? Agora, quem apoiar Donald Trump à presidência dos EUA ou apoiar a saída da Inglaterra da União Europeia será classificado pelos jornalistas como alguém demente, degenerado, psicopata, sub-humano, que tem que ser preso e morto ou excluído da sociedade.

Mais uma razão para PROCESSAR os grandes veículos de imprensa por danos morais e discurso de ódio contra pessoas culpadas por “crime de pensamento” como George Orwell previa em 1984.

É o mesmo discurso calunioso do apresentador de TV sensacionalista Datena e de Olavo de Carvalho, que fazem o mesmo discurso de ódio sobre todos os ATEUS.

É a mesma chantagem de assédio moral que o esquerdistas faziam nos anos 90: "Se não votar em Lula e não apoiar a revolução socialista, você é um neoliberal, assassino de trezentos milhões de crianças pobres." 

O europopulismo: a marcha da insensatez!

Cesar Maia

1. Após a segunda guerra mundial, o populismo passou a ser marca registrada do chamado terceiro mundo, na África, na Ásia e especialmente na América Latina. O ciclo populista da América Latina com destaques conjunturais para este ou aquele país, já dura setenta anos, e oscila entre caudilhos ditatoriais, autoritários e formalmente democráticos. Formalmente, porque afirmam-se democráticos em ciclos favoráveis e sem nenhum pejo, tornam-se autoritários em situações adversas, apontando o dedo para um “inimigo do povo”, que por muitas décadas foi o “imperialismo norte-americano”.

2. O populismo religioso ascende ao poder em vários países – em geral africanos – lastreado num fundamentalismo que não deixa espaço para religiões distintas e, por isso mesmo, avança sempre para regimes autoritários teocráticos. Na Europa a desintegração da União Soviética democratizou as repúblicas do leste que se integraram de corpo e alma à Europa Ocidental e progressivamente à União Européia.

3. Nas últimas duas décadas construiu-se na Europa, de forma progressiva, um Populismo que se torna tipicamente europeu. Populismo de direita e de esquerda, dependendo da força motriz de impulsão. Três vetores impulsionaram este euro-populismo, basicamente simultâneos. O primeiro foi a crise financeira dos derivativos na segunda metade dos anos 2000. Em fins de 2010, a avaliação do presidente do PPE ex-primeiro ministro belga, (que há anos controla o Parlamento Europeu), em reunião da IDC em Marrrocos, era que a crise financeira lastreada numa especulação desenfreada, era sobretudo uma crise de valores. Acertou na mosca.

Quero andar a pé! Posso?

Rua das Janelas Verdes e Rua da Voz do Operário


Via Passeio Livre, 30-6-2016

Charada (261)

Indique,
pelo menos,
cinco
anagramas
da palavra 
Costa.

A vida é muito curta para morar no Rio

Mariliz Pereira Jorge
Eu era a paulista mais carioca que meus amigos conheciam. Tinha a tal alma, roupas coloridas, conta na barraca do Leandro, no Posto 12, mesa cativa no Jobi, chamava os garçons pelo nome, tomava cerveja na calçada, banho de mar à noite no verão. Estava com uma mala sempre pronta, e a poltrona 8F no avião religiosamente reservada para ver lá de cima a cidade chegando.

A vida é muito curta para não morar no Rio, diziam. Eu ria, mas voltava feliz para o meu caos organizado em São Paulo, às segundas pela manhã. Até que uma proposta de trabalho me trouxe de mala e mudança.

Depois do primeiro mês, a lua de mel com a cidade acabou e eu me perguntava: como as pessoas moram aqui?

Demorou, mas não sou mais solitária nesse questionamento. Vejo amigos e conhecidos compartilhando em redes sociais uma pesquisa feita pela ONG Rio Como Vamos, que mostra que 56% da população tem vontade de ir embora da cidade. Em 2011 esse percentual era de 27%.

Foto: Daniel Marenco/Folhapress

O que faz os moradores quererem fazer as malas é o aumento da violência. Roubos na rua assustam mais as classes mais altas, enquanto as balas perdidas são o terror na vida da população menos favorecida. Mas os problemas do Rio vão muito além disso, e é um espanto que apenas tiro, porrada e bomba tenham acendido o alerta de que a Cidade Maravilhosa é uma farsa. Uma paisagem espetacular, recheada de problemas escandalosos.

Essa visão de que o Rio é o melhor lugar do mundo para se viver é um tanto provinciana e romântica, além de cega, de uma maioria que mora e trabalha na zona sul – e parte da zona oeste – e só de vez em quando tem o doce cotidiano chacoalhado pela violência que atravessa o túnel Rebouças. Gente que vive numa bolha, que eventualmente estoura num assalto com morte.

Em despacho histórico, Juiz destroça ‘doutrina inovadora’ de Dias Toffoli

Helder Caldeira
O juiz federal Paulo Bueno de Azevedo, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, responsável pela Operação Custo Brasil, foi obrigado pelo ministro Dias Toffoli [foto], do Supremo Tribunal Federal (STF), a soltar bandidos de colarinho-branco acusados de saquear R$ 100 milhões num esquema de corrupção no Ministério do Planejamento dos (des)governos Lula e Dilma, mas que possuem ‘amigos’ influentes no cenário nacional.


No entanto, com enorme dignidade, o juiz Bueno de Azevedo, em seu despacho, fez questão de destroçar a ‘doutrina inovadora’ do ministro Dias Toffoli e mandar recados duríssimos aos monarcas-companheiros e suas togas negras, chamando-os, inclusive, de levianos e acusando-os de só prender pobres. Cito alguns trechos emblemáticos:

→ ‘Preliminarmente, causou estranheza a reclamação no sentido de que este Juízo teria usurpado a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme consta no relatório da decisão. É preciso lembrar que os presentes autos somente foram distribuídos a este Juízo Federal por determinação expressa do próprio Supremo Tribunal Federal. A alegação de usurpação de competência da Corte Suprema, nestas circunstâncias, parece, no mínimo, leviana.’ [Pág. 02]

→ ‘Quanto à questão da fundamentação da prisão preventiva, obviamente irei acatar, porém respeitosamente discordo, continuando a achar que a expressiva quantia do dinheiro não localizado pode sofrer novos esquemas de lavagem, ao menos por ora. O risco concreto se deve aos indícios dos pagamentos feitos por intermédio do advogado Guilherme Gonçalves.’ [Pág. 04]

“Quem ignora a realidade choca de frente com ela”

PSD
Pedro Passos Coelho afirmou que o atual Governo não está “a aproveitar as oportunidades”, está a maximizar “os riscos”.

“Ao nível político, começou a desenvolver-se nos parceiros europeus a percepção que podemos estar num caminho de incumprimento. E volta e meia aparece isso em declarações públicas de forma directa ou indirecta. O Governo tem respondido, renovando o seu compromisso de cumprir. Mas a desconfiança instalou-se”, referiu o Presidente do PSD esta quinta-feira, 30 de junho, no almoço/debate “Portugal-Perspetivas de Futuro” promovido pelo International Club of Portugal.


No caminho que está a ser seguido, Pedro Passos Coelho só vê maus sinais. “O investimento parou”, “o crescimento não vai ser tão elevado quanto o Governo esperava”, as “reversões de medidas” não param, as exportações não crescem, a escolha pelo incentivo da procura interna é um caminho que já viu “no passado e já se sabe no que dá”. Tudo junto: “não pode dar bom resultado. (...) O resultado só pode ser mau, não pode ser bom”.

“Quem ignora a realidade choca de frente com ela. E nós hoje temos o benefício de o Governo ter uma clarificação muito grande da situação política, económica e social. De um lado o caminho do Governo, que não me cabe evitar e do outro lado temos uma percepção das nossas limitações e um plano”, defendeu.

No horizonte do líder do PSD está a necessidade de restabelecer a confiança, porque ela “é a base para quase tudo”.

“Quando está perdida, as piores profecias tendem a realizar-se. Estamos perigosamente a aproximar-nos dessa confiança poder estar em causa e o trabalho para a reconstruir pode ser demorado”, disse. 
Título, Imagem e Texto (e Grifos): PSD, 30-6-2016

PF deveria olhar no site de Dilma, diz líder do DEM

Luciano Henrique
Essa vaquinha de Dilma não está cheirando bem. Conforme o Radar on-line, o líder do DEM quer investigar a origem do fedor:

Para o líder do DEM na Câmara, Pauderney Avelino [foto], a possibilidade de se fazer doações via boleto bancário na ‘vaquinha virtual’ que está sendo feita por Dilma Rousseff é algo que deveria ser observado de perto pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.


Pelo sistema, basta se colocar um número qualquer de CPF ou CNPJ (há vários na internet) para que um boleto seja gerado.

Num caso como esse, o boleto pode ser pago sem que se saiba efetivamente quem está doando e de que cofre veio o dinheiro.

Isso realmente está muito, mas muito esquisito. 
Título e Texto: Luciano Henrique, Ceticismo Político, 30-6-2016

Quero um déficit pra chamar de meu

Rodolfo Amstalden
Temer tenta emplacar seu parlamentarismo de facto, com déficits bilionários, tolerados pela Fazenda de notáveis.

De minha parte, preferia fazendeiros intransigentes, desconhecidos – e fazedores de superávit.

Como parlamentares não pagam dívidas, nós é que vamos pagar o mandato de Temer até 2018, como de praxe.

Por isso é que as melhores novidades econômicas continuam vindo dos cadernos policiais.

A ridícula aplicação da Lei Rouanet rodava tranquila há tempos, bem embaixo dos narizes da nação, e nada.

Toda Inkjet I tem Inkjet II.

Quadrilhas falsificando origem de dinheiro, escrituras de apartamentos e sítios e termos de posse – alguma novidade?

Dilma prometeu e deixou vinte mil obras inacabadas, ao alcance do seu nariz.

Não é segredo, você anda na rua, vê.

De novo, nada acontecia.

Senadora critica agressão verbal à advogada Janaína Paschoal


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Temer travestido de Dilma? Cadê a austeridade fiscal?

Valdemar Habitzreuter
Parece que mais uma vez assistimos a uma farsa política: o populismo para agradar a fulano e a sicrano. Temer já começa a se portar como tal. Ao assumir o governo como presidente interino, posicionou-se por uma austeridade fiscal séria para tirar o país do caos econômico. Mas agora vemos que não resiste à arma do populismo de fazer agrados a setores da população para não ser alvo de impopularidade, mesmo que isso implique em mais dificuldades de sair da crise econômica.

Assim, deu o aval para um aumento substantivo de salário do judiciário, um aumento do Bolsa-família acima do proposto pelo governo anterior e outros mais que virão, já que abriu a brecha para que outras categorias também tenham seus reajustes salariais.

O rombo de cento e setenta bilhões das contas públicas do governo Dilma e que foi tão alardeado como catastrófico por sua equipe econômica, parece não ter mais importância alguma. Logo, logo teremos o anúncio de aumento de impostos, podem crer, pois a conta não vai fechar, vai faltar dinheiro – CPMF em cima dos trouxas cidadãos, então... esperem para ver. 
Título e Texto: Valdemar Habitzreuter, 30-6-2016

Pré e pós impeachment

Cesar Maia

1. É uma unanimidade entre os politólogos que a relação de representação entre o eleitor e o parlamentar é muito baixa. Aí estão as pesquisas de memória do voto que demonstram isso. E as pesquisas que mostram que os eleitores não se sentem representados pelos deputados e senadores.

2. Dizem os deputados federais seniores que o Congresso não vota contra a opinião pública. Bem, se é assim, sempre que a opinião pública se cristaliza em ampla maioria em torno de uma decisão, a relação de representatividade dos parlamentares é muito alta. Não importa qual a causa e qual o efeito. Nesses casos ocorre uma alta correlação.

3. O processo de impeachment é uma clara demonstração disso. Quase milimetricamente a proporção de votos de deputados e senadores a favor do impeachment é igual à proporção dos eleitores que apoiam o impeachment de Dilma. Os números da Câmara 71,5% igualam os das pesquisas pró-impeachment. A projeção dos votos dos senadores pró-impeachment é a mesmíssima.

4. Nesse sentido em relação ao impeachment há uma lua de mel entre representantes e representados – nessa ordem ou na ordem inversa – não importa. As voláteis redes sociais que se mobilizaram pelo impeachment se sentem representadas pelo voto dos parlamentares e o impedimento de Dilma.

5. Mas a partir do dia seguinte ao impeachment o quadro certamente não será o mesmo. A começar do PT/PCdoB/CUT/MST. A sincronização entre todos está na campanha “é golpe” em defesa do mandato de Dilma e, é claro, de seus empregos e subsídios. Mas estão longe de ter unidade em relação ao dia seguinte. Uns querem se afirmar nitidamente à esquerda, voltar às origens e radicalizar o discurso, a postura de oposição e mobilizarem-se nesta direção.

Atentado inexplicável

Vitor Cunha
Não se fala do assunto. Ainda não sabemos muito sobre as vítimas, não as conseguimos caracterizar. Vai ser difícil uniformizar para determinar que as 41 vítimas do atentado no aeroporto de Istambul foram vítimas de uma fobia a combater.

Em Orlando foi a homofobia. Não se falava de outra coisa excepto da forma como esta fobia deve ser combatida. Os bares gays discriminam, claro: soubemos imediatamente que nenhum não-gay estava dentro do edifício pela notícia da morte de 50 gays.

Culpa dos não-gays, que não frequentam estabelecimentos destes.

Este atentado na Turquia, originando menos vítimas, é um rodapé. Não foi homofobia. Terá sido aerofobia? Será um caso da mais rara aeroportofobia? Nunca saberemos. Também não é assunto.

Podíamos encontrar algo em comum entre Orlando e Istambul, como uma religião, mas não vale a pena: o primeiro foi homofobia, este é inexplicável. E assim será, pernas rechonchudas em skinny jeans, buraco lisboeta, enquanto quisermos. Felizmente, queremos. Amém.
Título e Texto: Vitor Cunha, Blasfémias, 30-6-2016

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Fascistas!

José Carlos Sepúlveda da Fonseca


A esquerda, quando confrontada com os fatos, com a lógica ou com a verdade, costuma recorrer a uma arma na qual é mestra, a invectiva e o insulto pessoal que, nos últimos tempos, no Brasil, ganhou uma nova forma: a cusparada!

Entre esses insultos freqüentes, esvaziado de significado mas prenhe de rancor, está o de “fascista”. Sim, se alguém tem convicções que não alinham com a cartilha do “politicamente correto” ou da militância engajada, será facilmente tachado de “fascista”.

Insulto gratuito e desonesto

O insulto é gratuito, desonesto e visa tolher pela ofensa o debate que não se vence pela ideia.

“Os fascistas do futuro se qualificarão a si mesmos de antifascistas!”, teria dito o grande Churchill.

Afinal, o fascismo é mesmo tão oposto ao marxismo, o qual, nas suas diversas formas e mutações, povoa mentes e corações de esquerdistas, que usam o termo “fascista” como insulto fácil contra seus adversários?

Polêmica?
Recentemente eclodiu em Portugal uma interessante polêmica nos meios jornalísticos a esse respeito.

José Rodrigues dos Santos, um destacado jornalista, autor de romances com grande tiragem, escreveu e comprovou em suas obras que o fascismo tem origens marxistas, o que, por contradizer ideias feitas, “parece ter incomodado algumas almas, incluindo políticos que, à falta de melhores argumentos, recorreram ao insulto baixo”, nas palavras do próprio autor.

No jornal “Público” (25.5.16), de Lisboa, Paulo Pena (*), tentou refutar a relação entre fascismo e marxismo, com falta de rigor, com imprecisões e inconsistências toscas.

[Estórias da Aviação] General libera a mala

Alberto José

Em junho de 1975, ao pegar a "escala" eu vi que iria fazer o meu segundo voo para Roma. Então, um colega me disse que eu poderia ganhar uma gratificação para trazer uma encomenda de Roma. Mais tarde, uma pessoa me ligou e confirmou a proposta. Eu teria que pegar uma peça de carro na loja Fiat Olio.

Quando cheguei lá, pensei em desistir. Eram várias peças. Para manter a palavra (e a gratificação) assumi a tarefa. Quando cheguei ao hotel carregando quatro bolsas de material encontrei uma turma de comissários fazendo AFA. Eram os "expertos", que já tinham feito aquilo várias vezes! Eles começaram a rir e debochar... vai se dar mal, etc.

Eu perguntei qual era a razão da gozação. Me responderam que o voo não iria para o Rio, iria para Frankfurt. Calmamente, preparei tudo para chegar em Frankfurt. Fomos para o hotel, e lá havia o mistério da próxima etapa.

Dois dias depois avisaram que nós iríamos para Barcelona. Como eu lia os jornais, entendi qual seria a nossa missão: transportar o "homem forte" do governo, o General Golbery [foto], que havia se submetido a uma cirurgia naquela cidade.



Na tarde em que embarcamos para o Rio, entramos em um B-707 configurado para viagem presidencial. A Primeira Classe havia sido convertida em um espaçoso quarto com cama grande, mesa, poltronas, cortinas, etc.

Quando chegamos em Barcelona, a equipe que acompanhava o General perguntou quem trabalhava na PC. No caso, era eu e uma Comissária. Eles informaram que a Comissária seria dispensada e, pediram educadamente que os demais comissários passassem pelo pequeno corredor lateral e evitassem entrar na cabine para não perturbar o descanso do General.

Charada (260)

Ana, Cláudia, Tomé, Paula e Lucas
encontraram-se num bar
para comemorar o aniversário de Paula.
Analisando as seguintes premissas,
indique a ordem de chegada
dos cinco amigos:
a) Ana chegou ao bar antes de Paula e de Tomé;
b) A aniversariante chegou antes de Lucas;
c) Cláudia chegou antes de Ana; 
d) Lucas não foi o último a chegar.

Não se deixe abater

Nelson Teixeira
Às vezes procuramos agir com paciência diante daqueles irmãos de difícil convivência, que não raro se encontram debaixo do mesmo teto que o nosso.

Procuramos agir da melhor maneira possível, auxiliando nos momentos de dor, de dificuldades, e quando menos esperamos recebemos como recompensa a ingratidão e o menosprezo. Sabemos que não é fácil não se deixar abater e se entristecer com tais atitudes.

Primeiramente, jamais façamos o bem esperando recompensa. Façamos o bem em qualquer situação. A recompensa não nos será dada aqui na Terra, mas sim por Deus nosso Pai que tudo sabe e que tudo vê.

Mantenhamos a paciência, pois esses irmãos despertarão um dia e sofrerão inevitavelmente a dor do remorso. Nada passa aos olhos de Deus. Portanto, utilizemos tudo como lição para nós e principalmente para aprendermos como não devemos agir.

Continue a trabalhar pelo bem infinitamente e chegará o dia em que terá a benção de viver em mundos mais felizes. Desse modo, não se deixe abater pelos acontecimentos e atitudes negativas dos outros. Esses irmãos ainda estão engatinhando na escala evolutiva. Lembre-se, um dia já fomos assim! 
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 2-7-2016