quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Sócrates e a má educação

Imagem: wehavekaosinthegarden.blogspot.com

Alexandre Soares dos Santos, empresário que nunca dependeu do Estado nem se agachou perante os poderes instituídos, constatou a evidência de que Portugal está em recessão e considerou inadmissível o Governo não esclarecer com verdade os portugueses quando deles reclama tão severos sacrifícios.
Limitou-se, pois, a denunciar o facto e a verberar o seu escamoteio. O Primeiro-Ministro ripostou descabeladamente, apodando-o de ‘rico mal-educado’, ‘mal-educado rico’ ou coisa que o valha. Como se sabe, o conceito de ‘boa educação’ de Sócrates é superlativo, plasmado, aliás, em expressões e comportamentos que integram um interminável acervo de impertinências e jactâncias. Acresce que o Senhor Soares dos Santos alertou, unicamente, para a ‘mentira’. Ora, afirmar-se que este Primeiro-Ministro mente é uma banalidade.
No Parlamento, nos jornais, na rua. E o Senhor Soares dos Santos, que assegura milhares de empregos e que insufla na economia nacional competitividade e competência, terá tanta legitimidade como qualquer dos seus concidadãos para qualificar um governante como mentiroso se acaso o mesmo exibir uma incontrolável propensão para negar a evidência e faltar à verdade.
Com o respeito devido, julgo que o Senhor Soares dos Santos não tem razão. Acho que Sócrates já não mente. Pior. Sócrates acredita ser verdade a mentira que profere…!
José Luís Seixas, Destak, 22-02-2011

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