terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Como evitar o golpe que Dilma quer dar junto com Rosa Weber no TSE?

Luciano Henrique

No café da manhã, eles conversam sobre como dar um golpe. No almoço, o tema principal também é como aplicar mais golpes. Na janta, o tema principal é… enfiar golpes nos outros. Enquanto sonham, o tema onírico recorrente é aplicação de golpes. Esta é a vida de um petista: vivendo de dar golpes um atrás do outro e acusando os adversários de “golpistas”, na mais explícita tradição do “acuse-os do que fazemos”.

O golpe planejado para o momento tem destino certo: a ação de cassação de mandato que segue no TSE. O Coturno Noturno dá mais detalhes da treta sendo armada:

O Palácio do Planalto e o PT apostam em mudanças na composição do plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para arrastar a análise dos processos de cassação da presidente Dilma Rousseff e de seu vice, Michel Temer, e beneficiá-los no julgamento.

A primeira dança das cadeiras esperada é a saída do atual presidente do TSE e ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli. A outra é uma possível mudança na relatoria do principal pedido de perda de mandato, o que prolongaria a conclusão do caso.

Toffoli deixará o comando da Justiça Eleitoral no dia 13 de maio, e o TSE no fim do mês, quando será substituído pela ministra do STF Rosa Weber, considerada mais técnica e menos afeita a “paixões partidárias”, nas palavras de auxiliares da presidente.

No TSE, espera-se que os petistas tentem empurrar a votação de processos ao menos até essa troca. A estratégia seria pedir depoimentos e diligências, atrasando com isso a conclusão das ações.

Dilma e Temer são alvos de quatro processos que podem levá-los à perda de mandato. A oposição os acusa de abuso de poder econômico e político e aponta suspeitas de que a campanha da reeleição tenha usado recursos desviados da Petrobras.

Nos bastidores, membros do governo reclamam de que Toffoli teria se afastado do Planalto e de que ele faz dobradinha com o colega Gilmar Mendes, que é um dos principais críticos das gestões petistas e assumirá a presidência da Justiça Eleitoral neste ano.

Para o governo, o afastamento de Toffoli cresceu desde o julgamento do mensalão, em 2012. Na ocasião, o ministro, que foi advogado-geral da União no governo Lula, votou pela condenação do ex-presidente do PT e ex-deputado federal José Genoino (SP).

Pelos cálculos governistas, a Aime (Ação de Impugnação de Mandato Eletivo), principal ação contra Dilma e Temer, deve trocar de relatoria antes de ir a plenário.

O mandato da ministra Maria Thereza Moura, que é responsável por três processos, termina em setembro. O relator substituto ainda terá que ser discutido pelo TSE. Os ministros decidirão se as quatro ações tramitarão juntas e se ficarão ligadas à Corregedoria ou ao gabinete da ministra.

Ok, sabemos que há um golpe na alça de mira. A pergunta é: o que fazer? A resposta é simples: antecipem na pressão.

Felipe Moura Brasil fez um trabalho espetacular ao ser muito detalhista no desmascaramento do golpe dado pelo ministro do STF Barroso.

Se algo for feito nessa linha – não digo que tenha que ser exatamente o Felipe Moura Brasil, mas qualquer pessoa focada em uma argumentação constitucional e jurídica mais embasada, como aquela usada por Felipe em seu vídeo -, já podemos fazer pressão antecipada para que Rosa Weber não tenha vida fácil na ocasião em que talvez decida tentar se fazer de besta.

Em tempos de petismo, a coisa é assim: ou pressionamos as “instituições” ou elas valerão menos que um peido. Pensando bem, estão fedendo muito mais do que a um peido ultimamente…
Título, Imagem e Texto: Luciano Henrique, Ceticismo Político, 16-2-2016

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