segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Parolos e ceguinhos

João Pereira Coutinho

Vitória de Costa na TAP é pôr os privados a mandar na companhia.

Quando o assunto era a TAP, o excelentíssimo parolo indígena sentia o hino dentro dele e jurava de peito feito que a TAP era uma questão de ‘soberania’. Como era possível que os privados decidissem rotas de aviação que poderiam colocar em causa ligações fundamentais à lusofonia? Sem a TAP, diziam os parolos, nunca mais seria possível visitar os ‘resorts’ da Baía, as praias de Cabo Verde ou os esgotos de Luanda. António Costa, o nosso cavaleiro andante, enfrentou a besta.

E conseguiu a proeza de torrar 1,9 milhões para ter 50% da companhia. Além disso, o Estado ainda nomeia 6 nulidades não-executivas e o presidente do conselho de administração. Os privados, coitados, limitam-se a ter os 50% restantes e ainda sofrem a humilhação de serem eles a mandar de facto na companhia. Se isto não é uma vitória para Costa, que eu seja como o parolo indígena: ceguinho. 
Título e Texto: João Pereira Coutinho, Correio da Manhã, 7-2-2016

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