segunda-feira, 2 de julho de 2012

Foie gras proibido na Califórnia


Os últimos patos da maior produtora americana, a Artisan.Foto: Kimihiro Hoshino/AFP
Entrou em vigor este domingo na Califórnia a proibição de venda em restaurantes de um afamado produto francês: o foie gras. A partir de agora, todos aqueles que insistirem em vender fígado gordo de pato ou ganso ficam sujeitos ao pagamento de uma multa de mil dólares (789 euros).
A 1 de Julho entrou em vigor uma lei que proíbe a produção e venda de foie gras na Califórnia. Este produto consegue-se através da alimentação forçada de patos ou gansos, que desenvolvem um fígado muito gordo, uma prática considerada desumana pelas autoridades californianas.Esta proibição tinha já sido decretada em 2004 pelo então governador Arnold Schwarzenegger, mas só agora entrou em vigor, uma vez que as autoridades decidiram dar à principal produtora estatal de foie gras – a empresa Artisan Sonoma Foie Gras – alguns anos para poder reconverter o seu negócio.
Muitos dos proprietários de restaurantes afirmam que nos dias anteriores à proibição houve um grande aumento do consumo de foie gras, em jeito de despedida daquele produtogourmet.
Esta é a única proibição do género nos EUA, apesar de Chicago também já ter tido uma semelhante durante alguns anos, antes de a reverter.
Defensores dos animais satisfeitos
A medida deixou, como seria de esperar, os defensores dos animais muito satisfeitos. Jennifer Fearing, da organização Humane Society, indicou à ABC que apoia esta lei californiana porque considera que alimentar animais à força através de um tubo a fim de aumentar o fígado é “fundamentalmente desumano”.
A organização PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) colocou recentementeonline uma listadas cinco principais razões para se banir o foie gras em todo o território norte-americano. A lista é acompanhada de uma série de fotografias que dão conta da crueldade a que são sujeitos os animais que dão origem a este produto gourmet.
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No Público, 02-07-2012

FC Porto iniciou a pré-época com 24 jogadores


Imagem: Fernando Veludo
O FC Porto, bicampeão nacional de futebol, regressou nesta segunda-feira ao trabalho, com 24 jogadores, num treino marcado pela ausência do romeno Sapunaru, além dos vários internacionais que estiveram ao serviço das suas selecções.
Sem qualquer explicação até ao momento, o defesa direito não participou na primeira sessão da época 2012-13, ministrada por Vítor Pereira, em cuja equipa técnica também já não se encontra José Semedo, que transitou para a equipa B, que será dirigida por Rui Gomes e que disputará a Liga de Honra.
Os internacionais que estiveram ao serviço das suas selecções, e que farão mais uns dias de férias, são Rolando, João Moutinho e Varela (Portugal), Hulk, Danilo e Alex Sandro (Brasil), James Rodríguez (Colômbia), Álvaro Pereira (Uruguai) e Mangala (França).
Dos que transitam da época passada, estiveram presentes Helton, Bracalli, Kadú (guarda-redes), Maicon, Otamendi (defesas), Fernando, Lucho González, Defour (médios), Kléber, Iturbe, Janko e Djalma (avançados), além do defesa Emídio Rafael, que ainda se encontra em fase de recuperação da lesão que o afastou toda a anterior temporada.
A única novidade foi a presença do guardião sérvio Stefanovic, recentemente contratado ao Santa Clara, que treinou com um plantel “reforçado” com mais uma dezena de jogadores que estiveram emprestados ou que vieram da formação: Sereno (Colónia), Castro (Gijón), David e Edu (Trofense), David Addy, Abdoulaye (Académica), Kelvin e Atsu (Rio Ave), Mikel (juniores) e Pedro Moreira (Gil Vicente).
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No Público, 02-07-2012

A história e a capacidade humana

João Bosco Leal 

A sociedade capitalista e consumista em que vivemos é dividida em três grupos: uma minoria que possui muito e corre para administrar seu enorme patrimônio, a grande maioria que busca adquirir mais do que possui, e os muito poucos que, sem pressa, apreciam cada detalhe da vida.
Pessoas acostumadas com dias muito agitados, repletos de compromissos, reuniões, debates, cursos e palestras podem ser imediatamente, ou quando menos esperarem, obrigadas a mudar radicalmente seus costumes e o ritmo de suas atividades.
Diversos motivos, doenças ou acidentes, podem levar a impedimentos, imobilidades e isolamentos que possibilitarão uma autoanálise e a revisão de quais os valores realmente devem ser observados.
Os que passam por isso normalmente mudam o foco sobre diversos pontos da vida antes imaginados importantes, agora tidos como insignificantes, e passam a valorizar coisas que antes não conseguiam enxergar.
A beleza de um ipê totalmente desfolhado, antes do início de sua floração, com um pássaro colorido em um de seus galhos é algo jamais visto e admirado, por quem está correndo para não chegar atrasado a uma reunião de negócios.
O registro fotográfico de um por do sol, de um local bonito por onde passou, ou do pássaro no ipê, para posteriormente ser compartilhado com quem não estava presente naquele momento, passa a ser extremamente gratificante por quem o realiza.
As cenas espetaculares e inesquecíveis de um acasalamento equino, o nascimento de um de um animal no campo, o canto de um pássaro livre e o som isolado do vento nas folhas, só podem ser vistas e ouvidas por quem possui tempo e se dispõe a uma vida diferente da levada nos grandes centros urbanos.
As sementes das maiores árvores, que não conseguem crescer à sua volta por causa da falta de raios solares provocado por sua sombra, precisam ser consumidas pelos pássaros que depois as transportam em seus intestinos até outros locais, onde brotarão e crescerão longe da sombra da árvore mãe, assim como os humanos, entre os quais podemos notar o maior amadurecimento daqueles que já se afastaram dos pais, e a maior imaturidade – e muitas vezes irresponsabilidade -, dos que, por qualquer motivo, continuam dependentes deles.

[Aerus] jornais não publicam cartas de aposentado

José Jordão
No dia 12 deste mês ocorreu mais uma reunião em Brasília para tratar do "assunto" Varig/Aerus.
Alguns dias antes escrevi para os jornais O GLOBO e FOLHA DE SÃO PAULO, uma carta para cada um com o objetivo de chamar a atenção para o nosso problema (problemão que vem se arrastando).
Como são jornais com ampla penetração social no país pensei que alguém lá em BSB poderia ler a matéria. Que nada! As cartas não foram publicadas. O título das cartas era: VARIG/DILMA/AERUS.
É um tal de bater em portas que não se abrem que até nos desestimulam.
Abaixo as cartas: 

Srs. e Sras. de O GLOBO:
Não sei se estou escrevendo para o endereço certo.
Sou uma pessoa idosa, morador da cidade de Santos/SP.
Meu objetivo é que o escrito abaixo seja publicado na sessão de cartas do leitor.
Com a imensa penetração na sociedade brasileira que O Globo tem, acredito que se tal ocorrer, ajudará e muito, milhares e milhares de pessoas espalhadas pelo Brasil.
Publicado no O Globo, com certeza algum benefício nos trará.
Meu nome: José Gomes Jordão.
Segue o texto que lhes peço encarecidamente que seja publicado:
Presidente Dilma, há seis anos, nós, ex-empregados da Varig e aposentados do Fundo de Pensão Aerus a ela ligado, aguardamos ansiosamente por uma solução para a nossa causa.
Estamos passando por sérias dificuldades emocionais e financeiras desde a retirada da nossa querida Varig dos céus brasileiros e internacionais.
Mais de 700 colegas e amigos de trabalho faleceram, muitos devido a isso, sem falar nos suícidios.
Ficamos órfãos daquela que era um exemplo e orgulho nacionais.
Estamos no aguardo pelo resultado de processos que nos ajudariam e que se encontram engavetados em arquivos em Brasília.

Politização do "preconceito"

Valfrido Chaves

Todos têm juízos formados sobre dados da realidade e nos decidimos com base nessas concepções formadas anteriormente. Se a Psicologia me diz que todo ladrão mente e que quase todo mentiroso furta, eu não acredito no ladrão e me cuido contra o mentiroso, do mesmo modo que aquela conclusão da Psicologia é feita com base em observações anteriores. Ou seja, é um conceito formado antecipadamente, com base em informações verificadas.As expressões “preconceito”, “preconceituoso”, entretanto, tem como significado definir um afastamento da realidade, uma deturpação agressiva contra pessoas, grupos ou mesmo idéias, partidos ou religiões. Seria uma generalização injusta, agressiva, destrutiva e sem base na realidade e que tem como resultado a desqualificação daquele objeto do preconceito. Sabe-se que pessoas, grupos mais fechados e diferenciados são mais facilmente vítimas de preconceitos, ou seja, dos preconceituosos. Mas não há preconceito sem preconceituoso e, afinal, quem é ele? Novamente a Psicologia nos acode para dizer: seria alguém que não gosta de aspectos que tem dentro de si e usa, para se aliviar, do mecanismo de ver, depositar no outro o que, nele mesmo é indesejável, incômodo. Se o cara tem sentimentos de inferioridade, ele sempre acha alguém para definir como inferior. Hitler, por exemplo, um pintor fracassado, vítima de abusos na infância, descobriu “raças inferiores” e responsáveis pelas desgraças da Alemanha. Mas como ninguém é perfeito, geralmente quem menos se enxerga é mais useiro e vezeiro do preconceito. Imperfeitos, por melhores que sejamos, volta e meia somos preconceituosos.
Neste ponto, leitor, quero me referir ao uso político que hoje se faz da palavra “preconceito”, geralmente quando faltam argumentos àquele que, com essa palavra amaldiçoada, tenta paralisar o outro e encobrir a própria falta de argumentação. Escreveu, não leu, tome “é preconceito”. Acabamos de ver, em SP, um “exemplo exemplar”: Haddad, candidato a prefeito da maior cidade brasileira, um caldeirão de etnias e culturas, diz que as administrações do PT foram objeto de “preconceito”, razão pela qual não se mantiveram no poder. Veja, leitor, o que há por trás dessa afirmação: primeiro, a maioria dos paulistanos seria preconceituosa; segundo: o juízo crítico que alguém faz contra o PT é preconceituoso, portanto, infundado, injusto; terceiro: o juízo crítico do petista sobre quem quer que seja, paulistano ou não, não é preconceito. “É juízo crítico”. Veja leitor, como pessoas ou grupos se vêem e se colocam acima da crítica, acima do bem e do mal, verdadeiros deuses, simplesmente usando como instrumento uma palavra mágica: preconceito. Assim, uns necessitam ser preconceituosos. Outros necessitam sentirem-se deuses. Dá uma boa trela, esses dois.

domingo, 1 de julho de 2012

[Aerus] Empurrando com a barriga...

Paulo Resende
Dezenove dias se passaram. Hoje é o 19º dia depois da tal reunião com o Ministro da AGU - Senhor Luiz Inácio Adams, onde também estiveram presentes a senhora sindicalista Graziella Baggio, o senador Paulo Paim e a senadora Ana Amélia. Nesta reunião o problema do AERUS/VARIG foi empurrrado com a barriga, mais uma vez, por pessoas que compõem o Governo do PT. Foi informado depois pelo site do SNA que haveria uma nova reunião com o Ministro Gilberto Carvalho e reunião também com a Ministra Cármen Lúcia. Dezenove dias fazem hoje e nada vezes nada. Ninguém nos informa nada e continuamos em compasso de espera. Nestes dezenove dias todos nós sabemos que faleceram mais quatro colegas nossos da Varig. Nestes seis anos e quase três meses desta difícil situação já temos 641 falecidos. Vergonhoso tudo isto. Um sindicato atrelado até à alma ao Governo do PT, uma direção deste mesmo SNA que só promete e fica só nas promessas de solução. Enquanto isso o dinheiro do AERUS vai acabando aos poucos. O atual senhor Interventor do AERUS não explicou a nós, do Plano I, até hoje, como apareceu mais dinheiro para nos pagar até dezembro de 2012. O dinheiro acabaria para os beneficiários do Plano I do AERUS/VARIG em junho, de repente aparece mais dinheiro para nos pagar até dezembro de 2012. Como apareceu este dinheiro? Surgiu de onde? Empréstimo é que não foi. E a grande maioria do nosso grupo continua esperando milagres e não comparece a manifestações que poderiam ajudar. Muitos dizem que as manifestações que são feitas há muito tempo por pequenos grupos de ex-trabalhadores da VARIG não levam a nada e que deveriamos ter atitudes mais fortes. Mas na hora de tomarmos estas atitudes mais fortes só pequena parte dos prejudicados apareceria. Senhores e Senhoras não dá para acreditar em "Salvadores da Pátria" que estão muito bem. Ou nós tomamos realmente (todos nós ex-trabalhadores da VARIG) atitudes fortes e bem fortes ou seremos engolidos pelo trator que passou e continua a passar em cima de todos nós desde o fatídico dia 12 de abril de 2006.
Atenciosamente,

Roaming mais barato na Europa a partir deste domingo

As chamadas telefónicas em "roaming" na União Europeia passam a ser mais baratas a partir deste domingo, com Bruxelas a estimar uma poupança para os clientes na ordem dos 75% em relação às tarifas de 2007.

Imagem: Miguel Madeira
De acordo com a Comissão Europeia, que já vinha há algum tempo a defender uma redução no preço cobrado pelas chamadas no estrangeiro, este ano os europeus vão gastar cerca de cinco mil milhões de euros em serviços de '"oaming", uma poupança de 14 mil milhões de euros face ao valor praticado há cinco anos.
Os novos preços, acordados recentemente entre o Conselho de Ministros da União Europeia e o Parlamento Europeu, estipulam um limite de 29 cêntimos por minuto nas chamadas feitas, valor a que acresce a taxa de IVA.
Nos serviços de dados, passa a haver um limite de 70 cêntimos por megabyte.
Estas medidas são as primeiras de uma série que visa reduzir progressivamente as tarifas máximas, acabando por conduzir a um sistema que introduzirá no mercado possibilidades de escolha, concorrência e novos acordos vantajosos em matéria de "roaming", segundo a Comissão Europeia.
Até 2014, os preços sofrerão mais cortes: o custo máximo do carregamento de dados baixará para 20 cêntimos por megabyte, mais IVA, representando uma poupança de 90 por cento em relação a muitas tarifas atuais.
Título e Texto: Agência Lusa/Público

Seguro: Patuá p’ra debiloides


O nosso Seguro, qual bispo de igreja evangélica neopentecostal, está seguro que sabe para quem fala, transformando o PS numa IURD política: Por que o Governo, tal como a multiplicação bíblica dos pães, não multiplica os euros? pergunta Seguro.
Por que esta “receita” do Governo? Por que os sacrifícios exageradíssimos?
Bem, austeridade a sério seria défice zero. Mas este ano alguém nos vai ter que emprestar +- 10 mil milhões de euros. E, pelo que sei, emprestam-nos o que foi antecipadamente combinado com o PS.
A pergunta que Seguro deveria fazer não era: “para que pediram tantos sacrifícios?”, mas sim, “POR QUE pediram tantos sacrifícios? Porque os sacrifícios antes de terem um objectivo, são consequência de um endividamento descontrolado que em menos de 6 anos aumentou mais de 90 mil milhões de euros.
Esse dinheiro despejado na economia e nos bolsos dos habituais “alegadamente” suspeitos, não reduziu o desemprego, nem proporcionou crescimento
O pensamento racional, seria: “temos que adaptar a despesa à receita”
O pensamento “Seguriano-socialista”, está ao nível da “twilight zone”: “que apareça dinheiro para a despesa que aparecer”… e se o PS ou qualquer outro partido delirante, estivesse no poder, como um passe de mágica: o dinheiro apareceria. Ou, sem mágica, utilizando o celebrado “Princípio Soares”: que se imprima!
Mas, pelos comentários, a “Igreja” é prenhe de Crentes. E, quem não crê, é cabra marcado p’ra morrer na fogueira dos hereges… perdão, na fogueira dos neoliberais.
Título e Texto: Alberto de Freitas