domingo, 7 de janeiro de 2018

[Discos pedidos] France Gall


Morreu a cantora France Gall

Cantora tinha 70 anos e era um dos principais nomes do yé-yé dos anos 1960.

France Gall, cantora francesa, morreu este domingo, aos 70 anos, em Paris, França, vítima de cancro. A notícia foi avançada pelo porta-voz da artista, Geneviève Salama, num comunicado emitido ao jornal Le Fígaro.

"Há palavras que nunca se querem pronunciar. France Gall regressou ao ‘Paraíso Branco’ dia 7 se janeiro", começou por explicar o próprio. A francesa encontrava-se hospitalizada desde o final de dezembro do ano passado devido a uma infeção grave. O também amigo da artista, revelou que a morte aconteceu depois de "dois anos a desafiar, com discrição e dignidade, o reaparecimento do cancro.

"O maior sucesso da cantora foi o tema Laisse Tomber les Filles, em 1964. O êxito permitiu-a participar e vencer o Festival da Eurovisão, em 1965, com a composição Poupée de Cire, Poupée de Son, escrita por Serge Gainsbourg. A artista ficou ainda conhecida do grande público por se ter tornado numa das principais vozes da música Yé-yé, de 1969.
Texto: Correio da Manhã, 7-1-2018



QUIZ: Aliança em 1882

Que nome tem a aliança que, em 1882, o Império Alemão estabeleceu com o Império Austro-Húngaro e o Reino de Itália?

A  – Dupla Aliança
B  – Tríplice Aliança
C  – Tríplice Entente 
D  – Aliança Germânica

Charada (473)

O que faz
um homem
virar a 
cabeça?

sábado, 6 de janeiro de 2018

[Ferreti Ferrado suspeita...] A filha

Haroldo P. Barboza


Título, Arte e Texto: Haroldo P. Barboza, 6-1-2018

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Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima

Um local por onde sempre gosto de passar quando me desloco para o Norte de Portugal, e desta vez não foi diferente. Foi a primeira parada na viagem ao Norte que fizemos em dezembro de 2017.

Santuário de Fátima, dezembro de 2017, foto: Vitor Grando
O Santuário de Fátima, formalmente intitulado pela Igreja Católica como Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, é um santuário mariano dedicado a Nossa Senhora de Fátima, localizado na Cova da Iria, na cidade de Fátima, concelho de Ourém, em Portugal.

O Santuário de Fátima é, por excelência, um local de peregrinação cristã e devoção católica, preservando a memória dos acontecimentos que levaram à sua fundação, nomeadamente as aparições de Nossa Senhora aos três pastorinhos – Lúcia dos Santos, Francisco e Jacinta Marto – em 1917. A sua magnitude e relevância do ponto de vista religioso é de há muito consensualmente reconhecida, nacional e internacionalmente. Por vontade expressa da Santa Sé Apostólica, este é um Santuário Nacional. É também um dos mais importantes santuários marianos do mundo pertencentes à Igreja Católica e de maior destino internacional de turismo religioso, recebendo cerca de seis milhões de visitantes por ano. Foi distinguido com três rosas de ouro papais e visitado pelos Papas Paulo VI (1967), João Paulo II (1982, 1991 e 2000), Bento XVI (2010) e Francisco (2017).

A sua edificação iniciou-se em 1919 com a construção da Capelinha das Aparições; ao longo dos anos o santuário foi sendo expandido, contando hoje com duas basílicas, o que representou um aumento significativo da capacidade de acolhimento de peregrinos em recinto coberto. Contudo, os diversos planos urbanísticos criados para ordenar seu crescimento tiveram pouco efeito prático, e o complexo que se vê atualmente é fruto mais de intervenções pontuais que atendiam a necessidades do momento do que de um planeamento unificado e de longo prazo. Por outro lado, o poderoso impulso gerado pelo Santuário de Fátima foi responsável pelo crescimento exponencial de uma zona do país até aí muito pouco desenvolvida.

[Aparecido rasga o verbo] Fios desencapados

Aparecido Raimundo de Souza

“Todas essas coisas nos levam a concluir que, a cada dia, morremos um pouquinho dentro da nossa trajetória de existência”.
Eduardo Arouche – poeta – Aeroporto Salgado Filho, Porto Alegre.

DURANTE TODA A MINHA VIDA, nunca pensei, confesso, nunca me passou pela cachola, sinceramente falando, que um dia fosse me cansar. Cansar, no sentido de entediar do cotidiano.  Comigo foi um pouquinho pior. Cansei de viver. Hoje, aos sessenta e quatro, compreendo, a gente se cansa sim. Na verdade, o corpo se amola, se afia se carcome de tudo. De tudo e de todos. Entretanto, de viver, de viver é quase utópico, surreal, inimaginável e insano. Apesar disso, aconteceu comigo. Vampiro de alma negra sigo pois sem rumo no poente estremecido.

Talvez, um dia ocorra com vocês meus caros amigos leitores. Vocês se entojarão de estar aqui. Geralmente a gente se sente fatigado pelo árduo do trabalho, de pegar a condução sobrecarregada, tanto para ir, como para voltar, de segunda a sexta, trezentos e sessenta e cinco dias por ano. Rotina estressante e comum, todavia, se contínua, acaba pesando na carcaça, se avança, se desembesta, segue em frente. Nessa refrega, aos trancos e barrancos, sem parar, sem desistir, seguimos adiante. Decadência sobe à tona, sistematicamente destoada no normal.

Logo adiante, num bater de asas de um passarinho que acabou de ser aprisionado numa gaiola, a gente se vê estranhado da casa. Dos cômodos, dos banheiros, das escadas, da garagem, da empregada, da mulher, dos filhos, dos problemas que eles arranjam na escola com os coleguinhas. A certa altura da corrida, não importa a localidade em que estejamos na estrada. Bate sem que se espere, a sensação de enfraquecimento.  A faina de todo dia toma conta. Causa sofrer vermos os mesmos rostos, os mesmos amigos. Amigos chatos, companheiros desagradáveis, simpatizantes inconvenientes. Almas desvairadas, sem eira, nem beira.

Em peso similar, aborrece o parar no boteco da esquina, de almoçar sempre no restaurante mantido pela empresa...  aperreia sentar a bunda na mesa de todas as refeições, de mandar para o bucho o prato de ontem, namorar a garçonete loirinha, de pernas perfeitas (apesar de linda e gostosa, acondicionada numa sainha curta que faz dela um pedaço de mau caminho, o que leva a gente a pensar sem pensar, num amontoado de ideias pecaminosas). Ideias que não alçam voo e se perdem em galáxias que não vejo.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

[Ferreti Ferrado suspeita...] Bolsas-famílias

Haroldo P. Barboza


Título, Arte e Texto: Haroldo P. Barboza, 4-1-2018

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“É hora de partir!”

Cadu Vigilia

Rio de Janeiro, 04-01-2018, Flamengo, 17h. Um minuto após ter tomado um excelente açaí com meu pai, caminhando para casa, me vejo deitado com ele no chão da Rua Senador Vergueiro esquina com a Barão do Flamengo, no bairro que passei boa parte dos meus 35 anos.

Do nosso lado, gente de todos os tipos, vestidas para diferentes compromissos e reunidas ali para uma breve pausa pela sobrevivência no meio de suas rotinas.

Enquanto isso, os estampidos dos tiros vindo de um carro branco em fuga pela contramão seguido por cinco viaturas da PM se misturavam aos gritos que aumentaram quando, segundos depois, uma granada jogada pelos bandidos na fuga estourou.

Tudo isso não é nada do que já não tenha acontecido antes, muito menos do que ainda vai acontecer. Mas eu ali, deitado no chão, ao lado do meu pai de quase 70 anos, com pessoas nos olhando assustadas sem saber como agir, me fez refletir. É hora de partir!

Quem puder, vai embora. Isso não vai mudar tão cedo, pelo menos enquanto estivermos aqui.

Cada buraco deixado por uma bala é um olho mágico onde conseguimos enxergar que do outro lado não há luz no fim do túnel. E torcer para que uma bala encontre uma banca de jornal como foi o caso, do que a nossa cabeça, não me parece algo a se aceitar. 
Imagem e Texto: Cadu Vigilia, Facebook, Rio de Janeiro, 4-1-2018

Ano Novo, Vida Velha

Cristina Miranda

Depois das bebedeiras da passagem de ano, o choque com a realidade logo no dia seguinte: o ano iniciou-se envolto em polémicas e aumentos no seguimento do ano anterior, mas para pior. Pela calada, enquanto os tontos dos cidadãos festejavam, nos últimos dias do ano, os políticos aumentaram o ISP, aumentaram financiamento aos partidos e, imaginem só ainda tiveram o desplante de criarem uma taxa de aquários para fins lúdicos, didáticos, de pesquisa científica ou consumo próprio!! Ou seja, ir buscar mais dinheiro a quem acumula dinheiro desta vez em… aquários!  Mas o que vem a ser isto?

Os senhores políticos incomodados com a revolta nas redes sociais e ao estilo já velho do “engana tolos” a que nos habituaram, vieram depois desmentir o que está clarinho como a água na Portaria dos peixinhos que eles mesmo redigiram e que não deixa margens para dúvidas. Veja aqui a Portaria. Mais: como não têm um pingo de vergonha na cara, desfilaram ainda no parlamento a vomitar pós-verdades para justificarem a lei do financiamento a partidos vetado e bem pelo Presidente. Vejam só que até já apareceram as atas. Ficamos então a saber que o vídeo que TODOS vimos sobre a votação do dito decreto secreto vergonhoso é mera construção da nossa imaginação coletiva. Os partidos (exceto o CDS e PAN) não estiveram unidos na aprovação dessa vergonha nem andaram a elogiar-se uns aos outros por esse magnífico feito, nem o fizeram às escondidas. Ora vão mas é dar banho ao canito se faz favor!!

Como se não bastasse esta falta de respeito grosseira pelos contribuintes, vimos todos os bens essenciais aumentar significativamente: rendas, luz, água, transportes, pão, gás, alimentação, depois de andarem o ano todo de 2017 a propagandear aos quatro ventos um aumento de rendimentos com a reposição de cortes de alguns, e uns míseros euros nos salários mínimo e pensões de outros!!! Ora, para começar o dito aumento de rendimentos só abrangeu salários mais altos da função pública que a partir de 1500€  sofreram cortes já no PEC de Sócrates e foram mantidos no Memorando de Entendimento com a Troika assinado também pelo ilustríssimo José das Fotocópias! E o resto da população viu uns míseros eleitos na conta bancária que desaparecem só com uma ida às bombas de gasolina ou supermercado. Ou seja, tudo igual para pior em 2018. Ah! espera! Tudo igual não! Há mais 708 dirigentes neste governo “Costrático” a viver às nossas custas.

A licença aquícola

Rui A.

Durante muitos anos o regime democrático português sorriu, com ironia mais do que justificada, da velha licença de utilização de isqueiro que o Estado Novo pusera em vigor em novembro de 1937, pelo Decreto-lei nº 28219. A coisa tinha o seu ridículo, sobretudo quando vista com mais de quarenta anos sobre a data daquele diploma, ainda que se pudesse arguir, em defesa do mesmo, que a generalização do hábito de fumar era, nessa época, muito recente e que a proliferação de meios incendiários, que usavam produtos petrolíferos para a combustão, nas mãos de milhares de fumadores, poderia envolver riscos ainda desconhecidos. Quem usasse isqueiro para fumar ficava, assim, sob a tutela do estado, não fosse dedicar-se a atividades subversivas, e isso teria necessariamente um custo…

Ora, por mais que puxemos pela cabeça não conseguimos atingir as razões substantivas que levaram o governo português em funções a aprovar a recente taxa anual de 50,00 € para «autorização da detenção de espécies aquícolas em cativeiro para fins ornamentais», que foi publicada no último dia 28 de Dezembro, no Diário da República, Iª Série – nº 248. Serve esta taxa, entretanto já popularizada pela «taxa aquário» para quê? Que custo social tem um dono de um aquário de pagar ao estado? O facto das águas donde essas espécies vem – na maioria tropicais – ficarem sem os bichanos? Mas o que tem o estado português a ver com isso? A necessidade de pagar um custo pelo benefício de se contemplarem as maravilhas da natureza aquícola «detidas» em cativeiro privado? Ninguém sabe, ao certo. Todavia, se quisermos taxar usos menos apropriados por parte dos seus responsáveis e beneficiários, poderemos considerar as seguintes possibilidades, que deixamos ao superior critério governamental:

1ª Taxa do preservativo marginal, a incidir sobre cada unidade desse produto consumida a mais na mesma relação sexual. É sabido que o látex e o petróleo poluem o ambiente, e que um cidadão consciente das suas obrigações sociais não deverá usar mais do que o necessário para satisfazer os seus instintos primitivos, isto é, uma única unidade por relação. As demais serão desnecessárias e devem ser taxadas.

[Versos de través] Batalha das oito

Haroldo P. Barboza

(2º lugar no 3º Prêmio Brito Broca de Poesia – Guaratinguetá/SP – dez/2003)


Sou VERMELHA cor de sangue
Parecendo belo tomate
Pelas regras da batalha
Saio no início do combate.

Com a saída da colega
De nossa notória aquarela
Passo a receber pancada
Logo eu, modesta AMARELA.

Quando ambas estão fora
Logo assumo a liderança
Me confundem com o cenário
Sou da cor da ESPERANÇA.

Me chamam de Alcione
Ou então de CHOCOLATE
Para não gerar polêmica
Que continue este empate.

189 bandeiras: a última é de Seychelles!


A última chegou de Seychelles.

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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

[Aparecido rasga o verbo] Paradoxos metafísicos e as conspurcações de 2017

Aparecido Raimundo de Souza

HOJE, SENHORAS E SENHORES, seremos curtos e grossos em nossa “rasgação de verbo”. Mais grossos que curtos. 2018 chegou. Viva! A primeira pergunta que vem à tona na velocidade da nossa imbecilidade galopante. O que temos para comemorar neste início de ano velho -, perdão -, NOVO??!! Aos nossos olhos, nada. Como nada??!! Não é possível!

O “brasil” está nos trilhos, puxado a locomotiva resfolegante, a economia progride à civilidade palpável, a educação é impecável, notadamente nas sarjetas e bueiros, a segurança nada deixa a desejar, é o retrato em preto e branco da balburdia em sua melhor forma de entendimento. Não há pobreza, nem mendicância, trabalho não falta, não há distorções dignas de apontamentos. Mesmo pacote, a nação é um exemplo para o mundo, apesar de viver algemada a uma garabulha ideológica objetivando destruir as famílias ou o que restou delas. Como, então, nada a comemorar??!! 

Pensemos com seriedade caros leitores. No grande penico do “brasil”, brasília (tudo em letras minúsculas, para destacar), os 513 deputados continuarão roubando em favor de suas gargantas profundas. Roubando não, que coisa feia! AFANANDO. Pobre rouba, parlamentar afana. Os 81 senadores também frentearão, como eixo guiador, larapiando, ou surrupiando sem que nada ou coisa alguma os impeçam.

Entendam pelo amor de Deus, nenhuma ligação espúria com ladroando. Repetindo, pobre, rouba, parlamentar escorcha.  De mais a mais, só para abrirmos a cabeça dos menos desavisados, o senado representa, com decoro ímpar, as 27 unidades federativas (26 estados e o Distrito Federal). Ao contrario da Câmara dos Deputados, que expressa, que personifica, que pugna, que briga pelos direitos essenciais do POVO. O POVO EM PRIMEIRO LUGAR. SEMPRE. KIKIKIKIKIKI...

Norte idêntico, o ilustre rei-malandrão, doutor Michel Jackson Temer, enleado, enfurnado e encapotado numa roupagem nova, todavia suja, imunda e estercada, usque estratégia feita nas coxas (e por debaixo das colchas), tentará se reeleger para continuar metendo as mãos e os pés por mais quatro ou oito anos. Ou seja: prosseguirá aferrado de unhas e dentes, se prevalecendo dos seus podres poderes para, sem interrupções se conservar “mamando” soberbamente a nossas custas e expensas.
 
O PODER, senhoras e senhores, se assemelha a maconha, ao LSD, ao NBOM, ao MIAU MIAU e aos SALT BATHS, entre outras substancias estimulantes. Drogas, no geral. Essas merdas, apesar dos nomes esquisitos, dão alento, animação, coragem e hombridade. O ecstasy de Temer (a futuro próximo), por exemplo, é não deixar fugir da ponta de seu nariz, a cadeira confortável do Palácio do Planalto.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

QUIZ: Chanceler de Ferro

Quem foi o “Chanceler de Ferro”, o principal artífice da criação do II Império Alemão após a vitória sobre os franceses na guerra franco-prussiana de 1870?


A  – Frederico II
B  – Helmut von Moltke
C  – Otto von Bismarck
D  – Guilherme II

Charada (472)

O que
foi parar
ao meio 
da rua?

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Vamos falar desta revista?


Entramos no oitavo ano de existência deste blogue. Sim, nasceu em abril de 2010.
Entretanto, e ao longo do tempo, afirmou-se como revista virtual.

Não é blogue porque não é pessoal, não obedece a uma temática específica, não aborda um só assunto... nem é uma vitrine deste ou desse, disto ou daquilo.

É uma revista – virtual – porque aborda vários temas e publica diversos assuntos.

Queremos saber a SUA opinião, a SUA sugestão, crítica ou recomendação...

Qual a coluna que mais, ou menos, lhe satisfaz?
Qual o tema/assunto preferido?
De onde você acessa? Visita-nos de manhã, à tarde ou à noite?


Enfim, faça a SUA pergunta e divida conosco a SUA resposta. 

Muito obrigado!

Abraços e beijos de carinho./-
JP

[Pernoitar, visitar, comer e beber fora] Livraria Lello

A Livraria Lello é uma pequena livraria na cidade do Porto. Tem dois pisos. Uma escadaria neogótica em madeira dá acesso ao primeiro piso. (As escadarias da Lello também são conhecidas por ser a inspiração da livraria onde Harry Potter conheceu Gilderoy Lockhart no livro "Harry Potter e a câmera dos segredos", já que J.K. Rowling chegou a morar na cidade do Porto.)


A livraria fica na Rua das Carmelitas, nº 144. A um passo e meio da Torre dos Clérigos.

Para entrar é cobrado ingresso, custa 4€ (dezembro de 2017). O valor do ingresso é descontado do total de compras feitas na livraria. Isto é, se comprar um livro que custe 20€ pagará 16€.

Foto: Vitor Grando, dezembro de 2017


Eu comprei o clássico da literatura portuguesa “As pupilas do senhor Reitor”, de Júlio Dinis.

A cobrança de ingresso tornou-se obrigatória quando o afluxo de visitantes impedia a entrada e circulação dos compradores.

Relacionados:

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A Padaria Portuguesa, o Pingo Doce, o Banco Alimentar, etc...

Henrique Pereira dos Santos

Há um grupo muito vocal de pessoas que reagem facilmente a qualquer coisinha menos ortodoxa relacionada com a Padaria Portuguesa, o Pingo Doce, o Banco Alimentar e mais uns quantos, havendo uma espécie de acordo geral em considerar, à partida, estes, e outros do mesmo tipo, como malandros moralmente desqualificados.


Por mais que os factos demonstrem que não é verdade que a Padaria Portuguesa trate os seus empregados pior que os seus concorrentes, por mais que não seja verdade que o Pingo Doce não pague os seus impostos em Portugal, por mais que não seja verdade que Isabel Jonet faça qualquer tipo de negócio com a pobreza, nada disso interessa a uma boa parte das pessoas que se declaram adversárias destas três entidades (e quem as representa) até porque jamais deixarão que os factos influenciem a sua opinião.

Isto é possível, e grande parte da imprensa funciona como caixa de ressonância dessas ideias erradas, apenas por uma circunstância: responsáveis máximos destas entidades resolveram dizer, em alguma altura, o que pensam, tendo o azar de o que pensam não encaixar no que grande parte da esquerda considera admissível.

O interessante é que estas pessoas não pretendem discutir os argumentos usados pelos responsáveis por estas organizações, o que querem é mesmo que ninguém diga e, se possível, ninguém pense, o que eles disseram.

Panegírico do comendador Nicolau

Nicolau Santos é homem para se ambientar aos que forem, em cada momento, os donos disto tudo.

Eduardo Cintra Torres

Começou auspiciosa a nomeação do novo presidente da agência de notícias LUSA — com uma notícia falsa. Sem citar as fontes, que pareciam governamentais, o governamental ‘Público’ dava como certa a escolha dum deputado do PS. A "fake news" servia para o governo se desmentir quando, no dia seguinte, sossegava a opinião pública ao nomear, sem escancarar carga partidária, Nicolau Santos [foto], diretor-adjunto do ‘Expresso’ e animador do ‘Expresso da Meia-Noite’, na SICN.

Com 35 anos de jornalismo e muitos de direção, Santos sabe da poda. É cordato, um democrata e exibe gosto pela cultura. Há anos que reproduz um poema na sua página de opinião no ‘Expresso’. Não gosta, porém, apenas de poesia, aprecia também o aroma do poder. É homem para se ambientar aos que forem, em cada momento, os Donos Disto Tudo. É dos jornalistas que mais bem demonstraram nestas décadas a grandeza de estar próximo dos poderosos. A sua extensa obra jornalística revela esse olhar a sociedade de cima para baixo. Para a apimentar com preocupações sociais, Santos era e é um "homem de esquerda", nacional virtude santa que retoricamente desinfeta da proximidade com os poderosos e embala os leitores.

Aprendido o ofício na agência ANOP, Nicolau lançou-se no jornalismo económico quando o vento começava a soprar para o nosso capitalismo descapitalizado pelo PREC. Acalentado por Cavaco e Soares, arrebitava o capitalismo amante do Estado que o DDT mais que tudo, esse, o Espírito Santo, benzia.

Feliz Ano Novo

Nelson Teixeira

Hoje iniciamos um novo ano, ou seja, mais um período onde teremos a oportunidade de recomeçar.

Aproveitemos que hoje é o primeiro dia de um novo ano para colocarmos em prática algumas metas e planos que estamos adiando há muito tempo.

Vamos zerar tudo dentro de nós e começar de um jeito diferente. Vamos zerar tudo o que for negativo em nós, como sentimentos de tristeza, mágoa, ressentimento, desânimo, falta de fé e confiança.  Iniciemos o novo período com sentimentos positivos, como confiança, fé, paciência, tolerância, amor e acima de tudo pratiquemos a caridade.

Tenhamos a certeza de que quando nos transformarmos interiormente seremos os primeiros beneficiados, pois uma paz nunca sentida invadirá todo o nosso ser.

Vamos iniciar um novo plantio somente com sementes do bem, para que no futuro só tenhamos bons frutos a colher.

Tenhamos fé, esperança e coragem neste ano que se inicia para mudarmos em nós tudo o que for necessário, pois somente assim criaremos um mundo melhor ao nosso redor.

Em outras palavras, se queremos um mundo melhor, a mudança para que isso ocorra deverá começar dentro de cada um de nós. A responsabilidade é nossa.

Todo o bem que pensarmos e fizermos em relação ao próximo retornará a nós mesmos em forma de bênçãos.

Que ao nesse ano que se inicia possamos sentir a consciência tranquila pelo dever cumprido, e, que estamos melhores e mais próximos de Jesus, nosso Mestre querido, modelo de virtudes e amor.

Como disse Jesus há mais de dois mil anos: “Brilhe a vossa luz”!

Muita paz a todos! Feliz 2018 com muitas realizações!
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 1-1-2018

[Pernoitar, visitar, comer e beber fora] Sopa de pedra n’O Pinheiro

Sopa da pedra ou sopa de pedra é uma sopa típica portuguesa, em particular da cidade de Almeirim, situada no coração da região do Ribatejo, considerada a capital da sopa da pedra. Cidadezinha com quase doze mil habitantes, no distrito de Santarém.

A lenda:
Um frade pobre, que andava em peregrinação, chegou a uma casa e, orgulhoso demais para simplesmente pedir comida, pediu aos donos da casa que lhe emprestassem uma panela para ele preparar uma sopa – de pedra...

E tirou do seu bornal uma bela pedra lisa e bem lavada. Os donos da casa ficaram curiosos e, de imediato, deixaram entrar o frade para a cozinha e deram-lhe a panela. O frade colocou a panela ao lume só com a pedra, mas logo disse que era preciso temperar a sopa...

A dona da casa deu-lhe o sal, mas ele sugeriu que era melhor se fosse um bocado de chouriço ou toucinho. E lá foi o unto para junto da pedra.

Então, o frade perguntou se não tinham qualquer coisa para engrossar a sopa, como batatas ou feijão que tivessem restado da refeição anterior...

Assim se engrossou a sopa “de pedra”. Juntaram-se cenouras, mais a carne que estava junta com o feijão e, evidentemente, resultou numa excelente sopa.

Comeram juntos a sopa e, no final, o frade retirou cuidadosamente a pedra da panela, lavou-a e voltou a guardá-la no seu bornal... para a sopa seguinte!


Pois bem, nós fomos comê-la, a sopa, no restaurante O Pinheiro. (São dezenas de restaurantes que servem essa iguaria). 

Charada (471)

O que se parece
com a metade 
de uma maçã?

QUIZ: Museu Guggenheim

A que corrente pertence o edifício do Museu Guggenheim de Bilbao, famoso pela sua arquitetura de vanguarda?


A  – Desconstrutivismo
B  – Organicismo
C  – Racionalismo 
D  – Funcionalismo