Nota: eu e meu filho votamos nesse senhor, para presidente, no primeiro turno em 1998...
quarta-feira, 30 de maio de 2018
Pois é, pois é... eis Ciro Gomes:
Nota: eu e meu filho votamos nesse senhor, para presidente, no primeiro turno em 1998...
terça-feira, 29 de maio de 2018
[Aparecido rasga o verbo] STOP geral e ponto
Aparecido Raimundo de Souza
EUCLIDES DA CUNHA,
EM SEU LIVRO, “Os
Sertões”, afirmava que o sertanejo era antes de tudo um forte. Esse
desmilinguido ao qual ele fazia referência seria, por extensão, o brasileiro de
hoje? Com certeza! Sertanejo, brasileiro, é tudo uma coisa só. Igual a um
caminhão cheio de japoneses.
O que muda é o nome, de um lugar ou de uma região para outra. Se
peneirarmos toda essa galera, chegaremos à conclusão de que o brasileiro de
nossos dias se constitui no mesmo quebrantado de não sabemos quantos janeiros
atrás.
Em nada diferiu acreditem, daquele abrandecido de Euclides dos idos de
1901. Os habitantes do nordeste, do agreste dos interiores paulistas, o matuto
do Paraná, o caipira das Minas Gerais, toda essa leva, sem exceção, não importa
a denominação que se dê. Não vão esses consanguíneos de meu Deus além de um
punhado de bosta fedorenta elevada ao quadrado.
Zeros à esquerda, como dizem os metidos a fazerem as quatro operações
matemáticas sem precisarem de calculadoras. Para esse povo, portanto, do norte,
do sul, do leste, ao oeste, tudo está nos trilhos como uma locomotiva cansada
num desvio esquecido da linha.
Em outras definições mais brandas. A putaria e a seriedade ao redor
desses Manés se aspecta a um início de carnaval. Melhor dito, se iguala, diríamos
sem medo de errarmos o chute, a uma partida de futebol de um clássico qualquer.
Pelo futebol a multidão de bobocas para. Ao contrário, para outros assuntos
prementes... não precisaremos ir longe para corroborar o que afirmamos.
Daremos, como exemplo, a palhaçada da greve dos caminhoneiros. Como tantas
outras manifestações acontecidas, redundaram em quê? Em 90 minutos de jogo.
Voltando ao foco, sobrestaram em que? Em nada. Em porra nenhuma. Só no
aumento de uma conta grandiosíssima que logo baterá em nossa fúmbia
imbecilidade. O brasileiro de agora é antes de tudo o escachelado de ontem. Um
ninguém. Um Otário. Ele tem medo de lutar por seus direitos, por aquilo que
realmente acredita. Sente um mórbido agravante por represálias. Foge como a Cruz do Diabo (não seria o
Tinhoso da Cruz??!!) quando ouve falar em punições.
Sabe, de antemão, que para ele, o Povinho, a justiça existe. É robusta e pegajosa. Além de cara e
temerária. Carrega na consciência a ideia certeira de que para ele (o lado
fraco), a borracha descerá nos costados. As algemas se fecharão. As portas das
cadeias se abrirão como paraquedas. Como malas velhas. Percebe se não cagar um
quilo certinho presidioszinhos e masmorras porão fim as suas alegrias. Regalo
de pobre dura pouco tempo. Existe com hora certa para começar e hora incerta
para nunca chegar a uma definição.
Uma análise a propósito da paralisação dos caminhoneiros
De pacato a feroz, em que grau o brasileiro
está hoje?
“Os pacatos toleram tudo, exceto que se lhes perturbe a pacatez. Pois então facilmente se fazem ferozes…”
Com estas palavras
Plinio Corrêa de Oliveira, há 36 anos, encerrava seu artigo na “A Folha de São
Paulo” (14 de dezembro de 1982).
No artigo, considerado uma das
peças históricas da sociologia e análise da Opinião Pública, ele discorre a
respeito da pacatez tão característica do povo brasileiro, fazendo, entretanto,
um alerta logo no título: “Cuidado com os pacatos!”.
Por brevidade, não
reproduziremos aqui o artigo em sua íntegra, que pode ser lido aqui.
Mas, como aplicá-lo para o dia de hoje? Não falamos de amanhã, do futuro, dos
próximos anos. Não. Vamos falar do dia de HOJE.
Enquanto a grande mídia
procura focar seus comentários sobre o que chamam de “greve dos caminhoneiros”,
desabastecimento dos supermercados, impedimento de mobilização por falta de
combustível, efeitos sobre a economia, sobre a saúde e a educação, como se
aplica a análise do ilustre pensador católico e líder da autêntica direita —
quiçá única — da época?
De 2014 para cá o pacato povo brasileiro
viu desvendado pela Lava Jato uma torrente de denúncias de corrupção ocorridas
nos últimos treze anos de governo da esquerda. Isso mesmo, daquela esquerda que
gostava tanto dos pobres que procurou saquear o país para aumentar o número
deles. Cartéis monumentais de corrupção operando com organização e desfaçatez
mesmo durante as investigações e inquéritos da Lava Jato. Algum fator
misterioso lhes dava essa segurança.
Para onde vai Pedro Passos Coelho?
Rui A.
![]() |
| Pedro Passos Coelho |
Acresce ainda que todos os
momentos de direita que o país teve, desde o começo do século passado, foram
pouco agradáveis e quase sempre terminaram muito mal. Sidónio quis implantar
uma ditadura e pagou-a com o próprio sangue; Salazar criou um regime de
repressão e de isolamento asfixiante do país e das pessoas; Marcello Caetano criou
expectativas que não cumpriu, e acabou dentro de uma chaimite empurrado pela
populaça; Sá Carneiro morreu sem ter concluído um ano de governo da AD; dos
governos seguintes de Balsemão e Freitas o melhor é nem falar; Cavaco Silva
recebeu toneladas e toneladas de dinheiro de Bruxelas para criar o novo «homus
cavaquensis», um irredutível e intrépido empresário lusitano que nos deixou
um governo liderado por António Guterres; Barroso comprometeu-se a tirar o país
do socialismo e pôs-se a andar para Bruxelas assim que pode, legando-nos, em
seu lugar, o seu delfim e ex-presidente do Sporting Clube de Portugal, Pedro
Santana Lopes.
Greve dos caminhoneiros e eleições presidenciais: quem ganha e quem perde?
Cesar Maia
1. A reação
dos pré-candidatos a presidente da República à greve dos caminhoneiros foi um
festival de oportunismos. Flavio Rocha, dono da Riachuelo, postou sua opinião
totalmente favorável à greve. Ainda mais à direita que ele, Bolsonaro fez a
mesma coisa em suas postagens.
2. Mas, no
extremo oposto, a esquerda fez o mesmo, com postagens de líderes do PSOL e PT.
Em geral, os candidatos a governador dos Estados preferiram manterem-se
omissos, a maioria reclamando que não querem participar da "vaquinha"
promovida pelo governo federal com seus tributos. Mas há uma estranha e
paradoxal exceção: Pezão, que encaminhou projeto de lei reduzindo o ICMS do
óleo diesel de 16% para 12%, uma redução significativa de 25%.
3. Em geral,
foi tudo como se a greve dos caminhoneiros e suas consequências gerassem um
consenso ideológico. As imagens da greve, com milhares de caminhões parados nas
beiras das estradas ou as obstruindo, teve uma cobertura geral da mídia, em
tempo integral, e em tempo real.
4. Isso apavorou
os candidatos que, a menos de três meses das convenções, resolveram tirar uma
casquinha eleitoral da greve. Nos jornais, as suas declarações tiveram pouco
espaço. A TV entrevistou as autoridades e os atores da greve – patrocinadores e
vítimas, mas não os candidatos.
5. Mas, nas
redes sociais, os pré-candidatos deitaram e rolaram. Pré-candidatos e seus
porta-vozes, em todos os níveis políticos, postaram seus vídeos, suas
declarações e seus memes. Todos na mesma direção. Num extremo, Bolsonaro. Em
outro extremo, o PSOL e o PT, passando pelo empresário Flavio Rocha – protoliberal.
Flávio Rocha fez sua estreia no oportunismo político-eleitoral, mostrando o
quanto é igual aos demais e à média política brasileira.
6. Mas quem
perde e quem ganha -política e eleitoralmente – num ano crítico e estratégico
como 2018? De nada adiantam as postagens, as entrevistas e os discursos? O
fundamental é o perfil e a imagem acumulados, de cada um dos pré-candidatos.
Mídia Continua Incentivando a Violência do Hamas?
Alan M. Dershowitz
Se esta tivesse sido a
primeira vez que o Hamas provocou deliberadamente Israel a tomar medidas de
autodefesa que acabaram com a morte não intencional de civis em Gaza, a mídia
poderia ser desculpada por fazer o jogo do Hamas. As mais recentes provocações do
Hamas, ao posicionar 40 mil moradores de Gaza na fronteira com o propósito de
destruírem a cerca e penetrarem em território israelense com coquetéis Molotov
e outras armas improvisadas, fazem parte de uma tática recorrente do Hamas que
eu chamo de "estratégia do bebê morto". O objetivo do Hamas é fazer
com que Israel mate o maior número possível de habitantes de Gaza, de modo que
as manchetes sempre comecem e muitas vezes terminem com a contagem de corpos. O
Hamas envia deliberadamente mulheres e crianças para a linha de frente,
enquanto seus próprios combatentes se escondem atrás desses escudos humanos.
Os líderes do Hamas há muito
confirmam o uso dessa tática. Fathi Hammad, membro do Conselho Legislativo
Palestino do Hamas, declarou já em 2008:
"Para o povo palestino a morte virou uma indústria na qual as
mulheres se destacam, assim como todas as pessoas que vivem nesta terra. Os
idosos se destacam nisso, bem como os mujahidin e as crianças. É por isso que
eles formam escudos humanos de mulheres, crianças, idosos e dos mujahidin, com
o propósito de desafiar a máquina de bombardeio sionista. É como se estivessem
dizendo ao inimigo sionista: "almejamos a morte assim como vocês almejam a
vida".
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Este Governo é um lixo
Cristina Miranda
É todos os dias isto. Notícias
atrás de notícias a dar conta de mais trafulhices, de mais roubalheira, de mais
corrupção. Um fartote de ilegalidades à descarada a que chamam depois de
descobertos, “lapsos e percalços”
(estão a gozar literalmente conosco) como se fossemos todos mentecaptos! Não há
pachorra para tanto abuso de poder à luz do dia enquanto se movimentam como se
tudo isto fosse perfeitamente normal num Estado de direito. Só numa semana (sem
mencionar os casos acumulados durante os três anos de governação) foi uma
catadupa de acontecimentos vergonhosos que nos coloca ao lado dos países mais
subdesenvolvidos! É a indecência a governar como na Venezuela! Siza Vieira é
agora o protagonista do “filme” (mais um) onde contracena com Ivo Rosa e
António Costa. É isso mesmo. Um no MAI, outro na Justiça, outro como 1º
Ministro. Que fantástico!
Esta semana foi a notícia de
que António Costa fez especulação imobiliária (sim ouviu bem). Usando o seu
status de Primeiro-Ministro comprou a um casal de idosos uma casa no Rato por 55 mil,
valor muito abaixo do preço de mercado, vendendo dali a 10 meses pelo dobro
insinuando que era para a filha, coitadinha, que queria morar ali pertinho do
café do irmão. Que ternura! Nada disto teria tido grande importância se não
tivesse este mesmo condenado até à exaustão estas práticas nos privados (essa
“raça” de gente que ele persegue). Vamos recordar o que foi dito por ele: “O
PSD e CDS criaram uma lei das rendas injusta e desumana que nem os idosos poupa
a especulação imobiliária”. Está a ver o carácter desta criatura? Pior: usou a
confiança depositada pelo casal, que tinha melhor proposta, por ser o Ministro
de Portugal. Abominável. Ora a transação deveria ter sido comunicada ao TC em
60 dias. Só o foi passados 287 e a venda 71 dias depois. Costa alegou lapso.
Pois está claro. Esse “senhor lapso” tem as costas largas.
Nada de novo.
Seguiu-se outro artista, Siza Vieira, aquele advogado cuja Sociedade de Advogados, a Linklaters, assessorou o contrato do SIRESP assinado por Costa e Constança em 2006 e o
transformou naquilo que é hoje: um negócio que iliba a empresa de qualquer
responsabilidade em caso de catástrofe. Não é digno de gênio? E que depois
foi contratada de novo por Constança para dar um parecer sobre essa mesma cláusula!!
Ou seja, contrataram a “raposa” para verificar a segurança do “galinheiro” cujo
sistema foi implementado por essa mesma “raposa” e fazer assim uma análise
“independente”. Veio agora a público que este camarada tinha constituído 24h
antes de tomar posse como membro do governo de António Costa, uma sociedade
imobiliária – que não possui desde então qualquer registo de atividade –
vocacionada para a administração de bens próprios e alheios, assim como atividades
de consultadoria, da qual se esqueceu de desvincular por ignorar as incompatibilidades. Assim como se esqueceu que um
advogado não pode ser detentor de empresas de imobiliário. Sim porque há que
lhe dar desconto. Não é por ser advogado que tem de ter a legislação toda na
ponta da língua, não é? Pois. Soubemos ainda que se esqueceu de mencionar que
também era presidente da Mesa da Assembleia Geral da Metro e Transportes do Sul S.A. enquanto ministro! Também se esqueceu, coitadito, que fez uma reunião com os chineses em particular antes da OPA, os mesmos
que tinham sido seus clientes na Linklaters e pediu só mais tarde escusa do
processo. Há 4 meses que o Parlamento espera por respostas a esta trapalhada
toda onde se verificou para cúmulo que além dos “lapsos” por
“ignorância”, atualizou o seu histórico de atos societários alterando datas. Olha só que
interessante.
segunda-feira, 28 de maio de 2018
sábado, 26 de maio de 2018
[Versos de través] É o que temos para hoje!
Paizote Marques
Um sábado,
Um frio...
Um solzinho,
Um vinho!
Um cão,
uma saudade.
Um irmão...
Sozinho!
Anteriores:
Sobrevivência
Carina Bratt
O GATO PRETO andava com uma fome tremenda. Danada mesmo. Uma fome
de três dias ou mais. De repente, viu seu almoço suculento em forma de
passarinho. Era um desses caseiros que, fora da gaiola, não enxergam um palmo
adiante do bico.
Esfomeado, armou o bote para
pegá-lo. Calculou milimetricamente o pulo. Voou às cegas...
Chuapppp...
Entretanto, ao tentar abocanhá-lo,
outro bichano, de pelos brancos, igualmente espreitava a mesma iguaria. Que
azar! O gato preto não o vira. Foi seu
erro. Mais safo e despachado, o tal gato branco chegou de mansinho. Veio em
sentido contrário e, numa pirueta certeira, se adiantou. Viajou no acaso...
Chuapppp...
Deu certo. Vitorioso, arrebatou
o saboroso almoço quentinho daquele dia.
O gato preto, coitado, ao se
deparar com esse imprevisto, arregalou os olhos e se estatelou, a ver a gaiola
vazia. Não só isso. Seu dejejum (seria o primeiro) cobiçado tomando outro rumo
na boca sorridente de um desconhecido companheiro de desdita. A maldita fome, nessa
hora, como por desencanto, aumentou mais.
Além de crescer, passou a doer com mais insistência e desconforto.
Oportunismo partidário e descrença popular
Maria Lucia Victor Barbosa
O oportunismo partidário e a
descrença popular com relação aos políticos, não constituem novidade. Apenas se
acentuaram e ampliaram atualmente. Porém, nada mudou em essência, como analisei
em meu livro O Voto da Pobreza e a
Pobreza do Voto – A Ética da Malandragem.
Prova disso foi a pesquisa de
opinião pública, realizada entre 17 de junho a 16 de julho de 1985, feita pela
Toledo & Associados. O relatório da pesquisa concluiu que: “a imagem do
político estava desacreditada e vinculada à corrupção, empreguismo, promessas
não cumpridas, falta de seriedade e incompetência”. Entre os vários resultados
obtidos apareciam os seguintes: 42% dos entrevistados afirmaram não acreditar
em políticos e 57% desprezaram o discurso político, seja em palanques, seja na
mídia.
Se o desencanto com os
políticos vem de longe, os partidos nunca foram levados em conta pelo povo, que
voto mesmo é no candidato. Mesmo porque, especialmente de 1986 para cá, o
oportunismo partidário, a ausência de qualquer ideologia, princípio ou disciplina
por parte dos partidos políticos, só fez aumentar. E se nossos partidos não
podem deixar de guardar as características brasileiras como o predomínio do
jeitinho tão conhecido, esses clubes de interesses fazem lembrar o tipo catch-all-parties ou partidos
agarra-tudo, surgidos na Europa na década de sessenta. Essas agremiações tinham
como objetivo captar o máximo de votos, atraindo eleitores diversos ou até
contraditórios, não assumiam uma ideologia precisa e eram dirigidos por grupos
que não saíam das bases.
Tal evolução, que transformou
os partidos de massa europeus em partidos agarra-tudo, na Inglaterra atingiu,
inclusive, o Labour Party. Para enfrentar os conservadores, este partido
originalmente operário penetrou nos meios sociais mais diversos e hoje sua
clientela eleitoral apresenta caráter heterogêneo, com defecção de parte dos
trabalhadores, apoio das classes médias e adesão crescente de quadros
intelectuais. Traços que lembram o PT, exceto pelo nível de corrupção e
oportunismo em que mergulhou esse partido, apresentado no passado como
ideológico e representante da pureza das massas operárias, mas que na realidade
é um misto de máfia e seita.
sexta-feira, 25 de maio de 2018
Greve gravada
Haroldo Barboza
![]() |
| Caminhoneiros bloqueiam a Rodovia dos Imigrantes, em São Paulo (SP), durante o quarto dia de greve – 24 de maio de 2018. Foto: Miguel Schincariol/AFP |
Este movimento de parada dos caminhoneiros
agora no auge brotou em outubro de 2017. Vejamos a breve cronologia:
Outubro 2017 – diversos sindicatos de transportes se reuniram na
Casa Civil (onde pouca produtividade “si viu” ao longo de sua existência como
cabide de empregos) exibindo tópicos que alertavam para o estrangulamento
coletivo dos sacrificados entregadores de mercadorias em função dos sucessivos
aumentos dos combustíveis. Aumentos estes para recuperar o rombo que vinte ou trinta
pilantras integrantes das trinta e cinco quadrilhas “oficiais” (não exibem
armas de fogo; só de tintas) causaram à Petrobras.
Como a característica de
nossos governantes é cuidar apenas do próprio umbigo, largaram o abacaxi verde
(de forma criminosa) para lá.
14 de maio de 2018 – documento entregue pelos solicitantes
comunicando parada geral programada para o dia 21 caso o desinteresse dos governantes
continuasse no mesmo nível oito (sendo nove o menos importante de todos) ao
longo da semana.
16 de maio de 2018 – uma cópia deste documento foi levada à
imprensa, que por ter 90% dos canais comprometidos com a turma de mutreteiros
do poder, não deram o merecido destaque à matéria. Fingiram não enxergar o
abacaxi amarelado.
21 de maio de 2018 – O abacaxi ficou vermelho e foi dado início ao
processo de parada da nação. E mesmo nos dois primeiros dias (ainda de baixo
pânico), os gestores do caos estavam preocupados com “lançamento de candidatos
às próximas eleições”.
3º Encontrão: Vídeo oficial (+ Bacana no Frango do Bonjardim)
Ronaldo Lima, "Bacana", animando o happy hour – já no restaurante – do 3º Encontrão Europeu de ex-trabalhadores da Varig, Familiares e Amigos... 17 de maio de 2018:
Relacionados:
Greve dos caminhoneiros e a responsabilidade de Dilma Rousseff
Lucas Berlanza
Quando o país se viu aturdido por uma paralisação nacional dos caminhoneiros e começou a se desenhar um cenário de protótipo de Venezuela, com desabastecimento de mercados, postos e até aeroportos, tudo parecia confuso e nebuloso.
Chegaram a ser aventadas
pautas positivas por parte de alguns dos “grevistas”, como o cumprimento da lei
do voto impresso e a liberdade de negociação com o governo sem a tutela de
nossos lamentáveis sindicatos. Porém, deixando de lado certos métodos de
reivindicação universalmente condenáveis, como bloqueios de estradas e queimas
de pneus, o movimento parece ter alcançado uma proporção tal que fica difícil
determinar uma única substância de princípios e pautas por trás de tudo.
Ainda assim, é forçoso
reconhecer que os últimos sinais, no momento em que escrevemos estas linhas, do
ponto de vista do caráter das bandeiras defendidas, não são muito animadores.
Uma reunião com representantes do governo e dos caminhoneiros – no caso,
sindicatos, contrariando a tal pauta da “livre negociação sem tutela” – definiu
um acordo mediante o qual o governo congelará (isso mesmo, congelará!) os
preços do diesel por trinta dias e promoverá um subvencionamento à Petrobrás
pelos enormes prejuízos que isso causará à empresa.
Em outras palavras, a velha
receita intervencionista do Estado-empresário: o governo controlará a economia
através da força da caneta e equilibrará as contas de uma empresa através da
verba do pagador de impostos. Até quando isso se sustentará, não sabemos;
talvez uma estratégia de um governo virtualmente acabado para empurrar tudo com
a barriga até as eleições.
O único grupo representativo
de caminhoneiros que se retirou da reunião e declarou insistir na paralisação
também não alegou nenhum grande motivo virtuoso para assim agir. Disse
simplesmente que só normalizarão as atividades quando a decisão de zerar a
alíquota do PIS-Cofins virar lei – o que será compensado, naturalmente, com
mais tributação em outras áreas, conforme a proposta apoiada pelo irresponsável
presidente da Câmara, Rodrigo Maia, prevendo “reoneração” da folha de pagamento
em diversos outros setores.
Pacto de governo entre o M5S e a Liga, na Itália
Cesar Maia
1. O Movimento Cinco Estrelas (M5S), um partido antissistema, e a
Liga (nacionalista) concluíram hoje um programa de governo conjunto que inclui
a expulsão massiva na Itália de imigrantes e um "imposto único",
anunciou o líder do M5S, Luigi di Maio [foto]
2. Num vídeo divulgado através da sua conta de Facebook, Di Maio
convidou os militantes do partido a votar o pacto de governo através da
Internet até às 20h00.
3. O texto do pacto tem 57 páginas e 23 pontos de programa de
Governo, embora deixe em aberto a decisão sobre quem será o presidente do
Governo.
4. Ambos os partidos, que defenderam na campanha eleitoral o
reforço dos controles fronteiriços para travar a imigração ilegal, propõem a
expulsão de meio milhão de imigrantes ilegais e a construção de centros para os
acolher quando chegarem ao país e onde ficarão enquanto estiverem irregulares.
5. O programa comum inclui também a alteração do sistema de pensões
para facilitar o acesso à reforma e à renovação de gerações, através de um
sistema, designado 'quota 100', que permitirá a reforma quando a soma dos anos
de idade e de descontos some 100, se bem que por enquanto não há uma idade
mínima para a aposentadoria.
[Aparecido rasga o verbo] Retrospectivando
Aparecido Raimundo de Souza
ESTIVEMOS ONTEM, DE
PASSAGEM por Vila
Velha, no Espírito Santo. O Espírito Santo é um estado fantasma. Nunca ninguém
viu cara a cara o Espírito, nem tête-à-tête o Santo. Apesar disso, a cidade de
Vila Velha, região da Grande Vitória, completou 483 anos. Vila Velha, diga-se
de passagem, é uma metrópole de tirar o fôlego de gregos e troianos e até mesmo
daqueles que já bateram com as doze e aparentemente (como, aparentemente?!)
dormitam tranquilamente o sono eterno dos justos.
Vamos explicar. A indagação “como, aparentemente?!” salta à baila, em
vista dos cemitérios locais estarem depredados, devastados, às moscas,
notadamente ao descaso de um prefeito pilantra e um poder público, por trás
dele, embaçadamente ferro-velhado. Para os senhores terem uma ideia mais ampla,
conversamos com alguns “defuntos” em seus respectivos jazigos (e acreditem, as
reclamações foram as mais diversificadas).
Na verdade, pulularam como pipocas nos carrinhos frente a um ajuntamento
de pequerruchos. Destacamos as que nos chocaram de imediato.
Reparem. Sepulturas quebradas, carneiros sem as proteções necessárias,
campas e ossuários esbodegados, sepulcros abandonados, cheios de lixo e matos
em volta, muros pichados, capelas (para as famílias velarem seus entes
queridos) vandalizadas, servindo a maioria, de banheiros improvisados e
residências clandestinas para “noiados”, moradores de ruas, além de uma centena
de usuários de drogas e sem teto.
Sem mencionarmos os casais de desocupados que praticam sexo, e nesse
cavaquear, reviram os olhinhos a céu aberto, em plena luz do dia, e, à noite
(principalmente à noite), sob o dossel fulgurante das estrelas.
Nessa peregrinação, um falecido recente, nos revelou que, após ter
sido enterrado, teve seu buraco (perdão, senhores, sua cova), arrombada.
Arrombada não, assaltada. Levaram um cordão de ouro, um relógio de pulso e mil
e quinhentos reais em dinheiro, que guardava nos bolsos para lanches durante a
viagem até seu destino final. Tentou um Boletim de Ocorrência na delegacia
local, mas sem êxito.
O delegado de plantão alegou que “não poderia atender a uma criatura
que havia passado desta para melhor. Que ele, o “extinto”, reclamasse com São
Pedro, ou outra entidade canonizada, tendo em vista, em sua pocilga (desculpem,
de novo) tendo em vista, em sua delegacia, jamais ser importunado para
registrar um BO, onde a vítima se constituía num morto vivo em carne e osso”.
Os fact-checkers ignoraram as “fake news” espalhadas pelo PT contra a senadora Ana Amélia?
Marlos Ápyus
Uma das agências contratadas pelo Facebook
chamou de "deboche" a notícia falsa espalhada até por perfis
verificados
No 17 de abril de 2018, Gleisi
Hoffmann deu publicidade a um pronunciamento feito à TV Al Jazeera. No texto
lido, uma longa sequência de mentiras sacadas pelo PT para tentar se safar da
Justiça brasileira. Preocupada com a imagem do país lá fora, Ana Amélia usou a
tribuna da casa que a acolhe para repudiar a postura da petista. No dia
seguinte, contudo, a senadora do PP tornou-se o alvo dos militantes virtuais,
que a acusavam de ter confundido “Al Jazeera” com “Al-Qaeda”, o grupo
terrorista. Uma postagem de Manuela D’Ávilla, presidenciável pelo PCdoB, teve
mais de 11 mil compartilhamentos e segue no ar mais de um mês após a publicação.
Mas teria sido isso mesmo?
Sem qualquer preocupação com a
veracidade, o Congresso em Foco, e toda uma sorte de blogs sujos que nem
merecem citação, ajudaram a espalhar a versão da comunista. Mas uma visita
ao vídeo do discurso, ou às notas taquigráficas daquela sessão, confirmaria que, nas
cinco vezes que Ana Amélia citou o referido canal, usou a expressão “TV Al
Jazeera”, deixando claro compreender que se trata de um veículo de comunicação,
e não um grupo terrorista. Mais: que havia apenas duas citações à
Al-Qaeda, ambas da senadora Regina Sousa, do PT:
“Estão confundindo Al
Jazeera com Al-Qaeda.”
“Al-Qaeda, sim, é um
movimento cuja história vimos.”
No 19 de abril, um dos perfis oficiais do PT ajudou a reverberar a
notícia falsa, também sem qualquer prejuízo à conta, ou mesmo retratação pela
mentira espalhada.
Alegria da alma
Nelson Teixeira
Você não deve se sentir alegre
somente quando as coisas lhe são favoráveis. Sua alegria deve ser constante, e
não decorrente de algum acontecimento ou de alguém. Procure não depender de
ninguém e de nada para ser alegre.
Saiba que se isto ocorrer,
estará sempre dependente de algo ou alguém. A alegria deve estar na verdade é
dentro de você constantemente. Sua alegria não pode depender de algo externo,
mas estar contida na sua alma.
Seja alegre e viva sempre com
alegria. Ser alegre antes de mais nada é como se fosse uma sabedoria da alma.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz,
25-5-2018
quinta-feira, 24 de maio de 2018
Não cabe ao governo decidir o preço do combustível: a solução é o liberalismo
Rodrigo Constantino
Entendo a
revolta dos caminhoneiros e de todos em geral com a alta da gasolina. Afinal, o
brasileiro “malandro”, que grita “o petróleo é nosso” e condena a privatização
da Petrobras, paga o combustível mais caro do planeta. Eu posso abastecer meu
possante beberrão aqui em Weston pagando metade do preço por
litro pago pelo brasileiro, que ganha, na média, quatro a cinco vezes menos do
que um americano. Faça as complexas contas do custo extra em terras tupiniquins…
Mas
compreender a revolta é uma coisa, aceitar a forma de reagir é outra, bem
diferente. Novas greves? Paralisação? Estradas fechadas? O PT apoiando os
caminhoneiros, logo o PT, que não mediu esforços para retira-los das vias
quando era governo? Achar que a intervenção do governo é a solução para o
problema da alta dos preços? Aí não, gente. Tem um livrinho que fala do
fracasso das políticas de controle de preços há 40 séculos. Isso mesmo:
quarenta séculos! Ainda não aprendemos?
Em
sua coluna de hoje,
Alexandre Schwartsman fala dessa insistência no erro, e foca no efeito perverso
dessas medidas pontuais do governo, cedendo à pressão de grevistas: enfraquecer
nossas instituições, as regras do jogo, a confiança dos investidores. Diz ele:
Por fim, muito embora os R$ 5,7 bilhões/ano arrecadados pela Cide
representem parcela irrisória (cerca de 0,5%) da receita do governo federal, o
quadro fiscal é grave o suficiente para não justificar medidas de renúncia
tributária, ainda mais no caso da gasolina, que beneficiaria
desproporcionalmente a parcela mais rica da população.
Mesmo que essas propostas não se concretizem, essa discussão é
reveladora da fragilidade do ambiente institucional brasileiro.
Regras existem precisamente para dar previsibilidade, e não apenas
econômica, para quem vive em sociedade. Se formos discutir mudança de regras em
reação a cada evento que nos contrarie, não é difícil concluir que o quadro
institucional não é estável.
E ainda há quem procure a razão do baixo investimento no país…
O editorial do GLOBO
também condenou o caráter populista da reação do governo, chamando de
“insanidade” essa decisão de reduzir preços na marra para agradar grevistas:
Norte-coreanos consumidos por parasitas e doenças
ABIM
No Natal de 2017, dois
soldados da Coreia do Norte comunista fugiram para a Coreia do Sul. Um deles,
ferido gravemente, foi hospitalizado e se recuperou. Estava cheio de vermes,
até mesmo de uma espécie exclusiva de caninos, e padecia de hepatite B – todas
doenças resultantes da falta de saneamento básico.
O Dr. Lee Cook-Jong [foto
ao lado] disse que em 20 anos “só havia visto um caso
assim, num livro de texto médico”.
O Dr. Choi Min-ho,
especialista em parasitas e professor na Universidade de Seul, afirmou que 50%
da população da Coreia do Norte têm parasitas. Mais uma comprovação de que a
vida miserável é uma constante nos regimes comunistas, sendo o caso mais
recente o colapso do sistema de saúde da Venezuela.
Título, Imagem e Texto: ABIM,
24-5-2018
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