sexta-feira, 25 de maio de 2018

Os fact-checkers ignoraram as “fake news” espalhadas pelo PT contra a senadora Ana Amélia?

Marlos Ápyus

Uma das agências contratadas pelo Facebook chamou de "deboche" a notícia falsa espalhada até por perfis verificados

No 17 de abril de 2018, Gleisi Hoffmann deu publicidade a um pronunciamento feito à TV Al Jazeera. No texto lido, uma longa sequência de mentiras sacadas pelo PT para tentar se safar da Justiça brasileira. Preocupada com a imagem do país lá fora, Ana Amélia usou a tribuna da casa que a acolhe para repudiar a postura da petista. No dia seguinte, contudo, a senadora do PP tornou-se o alvo dos militantes virtuais, que a acusavam de ter confundido “Al Jazeera” com “Al-Qaeda”, o grupo terrorista. Uma postagem de Manuela D’Ávilla, presidenciável pelo PCdoB, teve mais de 11 mil compartilhamentos e segue no ar mais de um mês após a publicação.


Mas teria sido isso mesmo?

Sem qualquer preocupação com a veracidade, o Congresso em Foco, e toda uma sorte de blogs sujos que nem merecem citação, ajudaram a espalhar a versão da comunista. Mas uma visita ao vídeo do discurso, ou às notas taquigráficas daquela sessão, confirmaria que, nas cinco vezes que Ana Amélia citou o referido canal, usou a expressão “TV Al Jazeera”, deixando claro compreender que se trata de um veículo de comunicação, e não um grupo terrorista. Mais: que havia apenas duas citações à Al-Qaeda, ambas da senadora Regina Sousa, do PT:

“Estão confundindo Al Jazeera com Al-Qaeda.”
“Al-Qaeda, sim, é um movimento cuja história vimos.”

No 19 de abril, um dos perfis oficiais do PT ajudou a reverberar a notícia falsa, também sem qualquer prejuízo à conta, ou mesmo retratação pela mentira espalhada.


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