terça-feira, 5 de junho de 2018

France Inter dénonce CNews: la chaîne serait trop pluraliste

Pascal Praud a osé inviter André Bercoff dans son émission

Martin Pimentel

Pascal Praud et Sonia Devillers. ©Captures d'écran Youtube 
On le sait, France Inter a du mal avec le pluralisme. Alors quand l’animateur de CNews, Pascal Praud, ose inviter le journaliste André Bercoff dans son émission, l’occasion est trop belle de dénoncer cet affront fait à la liberté d’expression. Et, en passant, de crier au Bolloré…

Du lundi au vendredi de 9h à 10h, Pascal Praud anime – attention jeu de mots – « L’heure des pros » sur CNews. De Vincent Lagaf’ à Elizabeth Martichoux, toute la profession salue l’excellence de ce titre. Ce n’est toutefois pas assez pour dérider France Inter. En lançant, jeudi dernier, sa chronique « médias », Léa Salamé a précisé que l’émission « marchait bien ». Et visiblement, c’est un problème.

« Pascal Praud et CNews permettent tout désormais ! C’est inquiétant. »

Le contenu de « L’heure des pros » fait débat. S’il prend la forme d’un joyeux pugilat façon village d’Astérix, ce « talk » accepte les opinions les plus diverses. Pour tout vous dire, Pascal Praud a même l’outrecuidance d’inviter régulièrement Elisabeth Levy, et de la laisser parler avec toute la sérénité qui la caractérise. Vous voyez un peu le genre…

Sonia Devillers, qui lui reproche ces vilaines choses, est la décrypteuse de médias de la station. Comme Jean-Marc Morandini, mais en plus féminin, plus chic, et sur le service public. Consciente qu’elle fait sonner son réveil chaque matin pour remplir le noble devoir d’informer le citoyen, elle dénonce sans ambages les dérives de « L’heure des pros » : « Pascal Praud et CNews permettent tout désormais ! C’est inquiétant. » Bigre, ça a l’air grave. Tendons l’oreille, ma bonne dame…

« Un verrou vient de sauter »

Ce qu’elle reproche à son confrère ? Avoir mis en place un « grand déversoir » de fake news et de théories du complot. Original. En cause, une séquence sur Mamoudou Gassama où le journaliste droitier, André Bercoff, a déversé façon camion poubelle les théories trainant sur le Net au sujet du jeune Malien sauveur d’enfant. Si la rumeur relayée chez Praud par Bercoff est complotiste, elle était à la mesure de l’intense campagne pro-migrants coproduite par l’Elysée et les médias la semaine dernière.

A Petrobras é nossa!

Domingos Sávio Pereira

Enquanto a Petrobras for “nossa”, estaremos condenados a comprar uma das gasolinas mais caras do mundo. No dia em que ela deixar de ser nossa, tudo mudará.

Foi assim com as teles – quando eram “nossas”, o telefone era artigo de luxo, privilégio de poucos. Quando deixaram de ser “nossas” e foram entregues aos “capitalistas malvados”, o telefone chegou ao alcance de todos, inclusive os mais humildes.

Ainda assim há quem se declare contra as privatizações.
Texto: Domingos Sávio Pereira, veja, 2585, 6-6-2018

domingo, 3 de junho de 2018

Ordem e Progresso

Almir Papalardo

Quando será que o slogan “Ordem e Progresso” inserido na nossa bandeira, voltará a reconquistar total credibilidade e orgulho do povo brasileiro, que se ufana ao vê-la tremular, bela e soberana, no pico de uma haste?

Este símbolo, atualmente, já não espelha mais aquela patriótica e encorajadora mensagem, notadamente, se relacionado a aposentados e pensionistas. Vamos justificar essa triste constatação:

A palavra... ORDEM...

Não funciona na nossa Previdência Social fundada para dar sustentação ao trabalhador brasileiro, não só aos ativos como aos inativos também. Mas, infelizmente, reina uma acomodação e visível incompetência administrativa causando uma desordem generalizada naquela Instituição.

Vemos o absurdo de um sistema inábil, incompreensível, injustificável, injusto e estapafúrdio, que são os percentuais diferenciados na atualização das aposentadorias (??).

A Previdência trabalha há dezoito anos com dois tipos de reajustes nos proventos dos segurados. Aos aposentados que ganham apenas um salário mínimo é concedido o mesmo percentual usado na correção anual deste piso. Portanto, é aplicado o mesmo índice do salário mínimo, até porque a lei assim determina. Já para quem ganha três, quatro ou cinco salários mínimos, considerados “marajás” pelos insensatos, recebem como punição um índice de reajuste bem inferior ao determinado para o salário mínimo, com a desonesta e torpe intenção de nivelar no futuro todas as aposentadorias do RGPS ao pífio valor do salário mínimo!

A palavra... PROGRESSO...

Impossível para cerca de oito milhões de aposentados que a cada ano sentem a regressão achatando a sua aposentadoria. Estão proibidos de receberem o mesmo percentual de aumento dado ao salário mínimo, que sabemos ser o menor valor da moeda referencial do nosso sistema financeiro.

[Ferreti Ferrado suspeita...] Diesel

Haroldo P. Barboza

Título, Arte e Texto: Haroldo P. Barboza, 3-6-2018

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Ainda seremos um grande País!

Marcos Machado


Terminada a greve dos caminhoneiros, o Brasil vai retomando as suas atividades a fim de normalizar o seu dia-a-dia. Não vou tratar dos aspectos já salientados pela mídia — com maior ou menor objetividade — tantas vezes com nota de sensacionalismo.

Conheço alguns caminhoneiros, pais de família, homens dedicados ao trabalho e ao bem do Brasil. De algum tempo para cá eles vêm sendo até vítimas de assaltos de quadrilhas. Classe operosa que desempenha importante função num país onde prevalecem as rodovias.

Parece de bom senso que um país-continente como o Brasil, e com enormes recursos naturais, tivesse um sadio equilíbrio entre ferrovias, rodovias e hidrovias. Os nossos grandes rios e a nossa imensa costa marítima sugerem naturalmente o tráfego fluvial e marítimo.

Comenta Marcelo Toledo1, que as ferrovias transportam somente dois em cada dez quilos de carregamentos no país, ou seja, 20%. O sistema aquaviário, aéreo e dutoviário, por sua vez, conduz 18,2%, deixando o grosso das cargas para o transporte rodoviário, ou seja, 61,1%.

Acrescenta o articulista que em 1922, portando há quase 100 anos, as ferrovias brasileiras possuíam 29 mil quilômetros de trilhos, usados no transporte de cargas e passageiros, mesma extensão atual, conforme a CNT — com uso basicamente para cargas.

Pisando no freio da revolução

Ana Paula Henkel

Depois do Brasil ter parado, literalmente, e enfrentado dias venezuelanos devido à greve dos caminhoneiros, o país começa a voltar ao normal nas estradas e rodovias, mas não nas redes sociais. As vias virtuais continuam tumultuadas, motoristas ainda exaltados e muitos dirigindo embriagados. Se beber, não dirija nem use as redes sociais, vai dar PT.

Declaração de Independência dos EUA, quadro de John Trumbull, 1819
De todos os cantos das redes (cada dia menos) sociais, o que mais me espanta é aquele que ainda tenta relacionar as estradas bloqueadas da histórica greve dos caminhoneiros, as prateleiras vazias dos mercados, a intimidação muitas vezes violenta de quem quer trabalhar (um caminhoneiro infelizmente foi agredido e faleceu), as escolas sem aulas, os hospitais sem remédios, as propriedades rurais ilhadas, com a Revolução Americana. Posso não entender de muita coisa na vida, mas quero, se me permitem, esclarecer um ponto ou outro sobre o que aconteceu aqui nas terras do Tio Sam no final do séc. XVIII e evitar revisionismos históricos que beiram a insanidade.

Num sermão proferido em 1750 em Boston, o pastor graduado em Harvard, Jonathan Mayhew disse: “nenhuma taxação sem representação” (“no taxation without representation”), frase que logo se tornou um bordão na costa americana banhada pelo Atlântico. Anos mais tarde, também em Boston, a frase ecoava como fonte de inspiração para os colonos da coroa britânica através de James Otis, um político local, que a adaptou para “taxação sem representação é tirania”. Os colonos americanos acreditavam que, como cidadãos britânicos, não estavam suficientemente representados no parlamento londrino e que, portanto, este não teria legitimidade para governar a colônia. A coroa britânica estava longe de ser um império totalitário e ditatorial para os parâmetros da época, mas com os elevados gastos das guerras travadas contra a França entre 1754 e 1763 houve a necessidade de fazer caixa e a colônia era vista como um enorme caixa eletrônico para saques.

Muitas decisões unilaterais foram tomadas pela Inglaterra, chegando às “Leis Intoleráveis” de 1774 que tornaram a Guerra de Independência inevitável. O que diferencia a Revolução Americana de praticamente todas as outras, especialmente da Revolução Francesa ocorrida poucos anos depois, é que em vez de rios de sangue nas ruas, cabeças guilhotinadas e todo tipo de barbárie bestial contra tudo e todos, os Pais Fundadores da América entenderam que estavam sendo tratados injustamente como súditos de segunda classe do Rei e que precisavam de um plano bem executado para se libertarem das injustas imposições da coroa britânica.

Sequestrados

Percival Puggina

Nos dias 25 e 26 deste mês percorri 600 km de rodovias no Rio Grande do Sul. Cruzei por dezenas de barreiras montadas pelos caminhoneiros. Nunca tive problema para seguir em frente. Então, pergunto: a quem estavam destinadas as chicanes pelas quais passei livremente? Pois é. Aos milhares, elas foram montadas em todas as estradas do país com o intuito de impedir a passagem dos veículos de carga. Ponto.


Esta simples constatação mostra que o colossal movimento dos caminhoneiros, que botou o Brasil no acostamento, não era expressão de uma homogênea e plenipotente vontade, como foi entendido pela população. Quantos caminhoneiros teriam aderido à greve se lhes fosse dado o direito de ir e vir? Quantos estacionaram com receio de possíveis represálias aos veículos, às suas cargas e a si mesmos? Em quase tudo na vida há o que se vê e o que não se vê.

A imensa maioria da sociedade, longe do acostamento, viu homogeneidade e obstinação da categoria numa situação em que a intimidação de uns convivia com a prudência de outros. Os caminhões que agora trafegam com combustível são acompanhados de escolta militar para dar segurança a um transporte que, sem proteção, não ocorreria ou ocorreria sob inaceitável risco.

As demandas dos caminhoneiros são compatíveis com uma situação plena de equívocos. A frota cresceu excessivamente; a prolongada sequência de recessão e lento crescimento da atividade econômica reduziu a demanda por frete, os custos com diesel subiram demais e o rendimento de seu trabalho secou. Merecem, hoje e sempre, nosso inteiro respeito esses bons brasileiros. São empreendedores. Com coragem, sacrifícios e dívidas adquiriram seu veículo e ganham a vida na insegurança das estradas, trabalhando árdua e honestamente.

[Discos pedidos] Desejos de um apaixonado

Olá todos os parentes e amigos.

Estou postando este clipe da minha participação no Show do Carlos Magalhães, na Geração TV Canal 17 de Teresópolis-RJ, em 21 de abril de 2018, onde apresentei a Canção “Desejos de Um Apaixonado”, faixa 4 do álbum "Bom de Brega", de minha autoria com parceria do Poeta e Escritor Aparecido Raimundo de Souza, com arranjos instrumentais de Luiz Gareau e Ed Galdino.

Por favor, peço ajuda de todos para divulgarem junto a seus parentes e amigos.

Peçam pra tocar nas rádios e programas de TV’s e divulguem também pelo WhatsApp e no Facebook.

Não deixe de expressar seus comentários aqui no YouTube e clique também na “Mãozinha” (Like). Desde já agradeço de coração.


Texto e Vídeo: Luiz Gareau, 2-6-2018

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A dor do vazio

Nelson Teixeira

Ouvimos muitas pessoas dizerem que sentem um vazio na alma, uma tristeza que não conseguem entender a razão, tampouco como preencher este buraco que trazem dentro de si.

Talvez, essas pessoas ainda não descobriram o quanto é bom estar vivo, respirando, se movimentando, recebendo novas oportunidades de crescimento em todos os instantes da vida.

Não perceberam ainda que existe um Pai amoroso, bom e justo que as ama infinitamente e que está acima de tudo e de todos, pois é o nosso Criador.

O vazio é a falta de crença e de fé. O vazio que sentem traz a dor da incerteza e da solidão. Se estivermos sempre ocupando o nosso tempo com coisas úteis, auxiliando o próximo, amenizando a dor do outro, praticando a caridade, uma paz imensa e alegria invadirão nossa alma, preenchendo o vazio.

Fomos feitos para vivermos uns pelos outros, pois somos irmãos, filhos de um mesmo Pai.

Temos tudo na vida para vencermos as dificuldades e principalmente vivermos com alegria, pois aquele que tem fé e confiança em Deus não tem o que temer.

Não deixe que o vazio e a dor se apoderem de você. Há muito o que fazer por você mesmo e pelos outros.

Abra-se para o mundo, viva intensamente cada momento com alegria e acima de tudo, ame a Deus, a você mesmo e ao próximo, como nos ensinou Jesus, nosso querido Mestre. Assim, não haverá espaço para o vazio.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 3-6-2018

sábado, 2 de junho de 2018

Querem falar de machismo?

Helena Matos

Monedero, fundador do Podemos, mete as mãos nos ombros da até agora vice-presidente do governo espanhol, Soraya Sáenz de Santamaría. Os jornalistas destacaram a frase de Monedero: “Me alegro de que os vayáis”.

Mas a questão não é essa. Monedero nunca primou pela educação. E não é agora que vai começar. O que choca é a forma como mete as mãos nos ombros de uma mulher e em perfeita posição dominante desata a falar.

As feministas lá do burgo estão caladitas claro. Porque aos chefes de esquerda elas obedecem com alegria e subserviência. E calam, claro.


Título e Texto: Helena Matos, Blasfémias, 2-6-2018

Os artistas

A moléstia pega-se. Mais um Partido socialista chega à chefia do governo sem ganhar eleições. Em nome da democracia, claro está. 

Depois admiram-se da forte abstenção em atos eleitorais. Bem vistas as coisas, a continuar assim, para que servem as eleiçoes?
Título e Texto: Pinho Cardão, 4R – Quarta República, 2-6-2018

Presidente da APRUS apela para filiação

Caros associados, aposentados assistidos, pensionistas, participantes assistidos dos planos I e II da VARIG, participantes ainda não assistidos, ou melhor, ATIVOS dos planos I e II da VARIG:

Desde 2011 procuramos administrar os problemas que cercam todo o ambiente do AERUS que não são poucos.

Nossa população é constituída de aproximadamente nove mil famílias de aposentados e pensionistas, e de igualmente oito mil famílias de participantes considerados como ativos, hoje em grande maioria já em idade de aposentadoria.

Em meados de 2016, a pedido do interventor liquidante, procuramos viabilizar uma solução para o problema AERUS, que foi elaborada e apresentada na época solicitada, a qual resolvia a maioria dos problemas hoje existentes no AERUS.

A solução, infelizmente, considerava e estimava um valor da nossa garantia real em aproximadamente dez bilhões e meio em 2016, o que permitiria o pagamento de todos os fundos existentes, e assim até o fechamento do AERUS. Como não poderíamos, como associação séria nos seus compromissos, ficar com uma suposição, contratamos no princípio do corrente ano, um perito judicial (que havia no passado sido nomeado pela juíza e calculado o valor da ação pretendida), o qual, respeitando todos os parâmetros definidos pela juíza, refez o cálculo, chegando a sete bilhões e seiscentos e vinte e cinco milhões de reais, que ficou muito aquém de nossas necessidades.

A grande maioria dos Variguianos, já tem idade suficiente para entender a dificuldade quanto à representatividade com a ausência demonstrada, seja na falta de sua associação à APRUS, seja no comparecimento e participação na CPI implementada na ALERJ pelo nosso amigo e representante, Deputado PAULO RAMOS.

Just a marxist cause, nothing else


A ganância

Nelson Teixeira

A ganância corrompe nosso caráter.
Através dela passamos por cima de conceitos morais e não nos damos conta do grande dano que estamos causando a nós e aos outros.

Cometemos muitas faltas, queremos tudo para nós, achamos não existir o depois, o que conta é o agora. Enganamos-nos pensando assim, desta forma nos tornamos egoístas e deixamos para trás ensinamentos morais que poderiam nos ajudar, diante de tantas provas que a vida nos oferece.

A ganância nos leva ao desatino, onde temos como companheiros inseparáveis o orgulho e a vaidade, assim sendo vamos nos isolando do certo e caminhamos ao erro que nos trará muita dor e arrependimento em nossos corações.

Deixemos de lado a aquisição do poder a qualquer preço, tudo é passageiro, nada é concreto, tudo o que conquistamos materialmente é apenas um empréstimo, não somos donos de nada, busquemos sim, diariamente, nossa dignidade em tudo que formos fazer, desta forma estaremos dando-nos a chance de não nos arrependermos mais adiante. 
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 2-6-2018

sexta-feira, 1 de junho de 2018

[Aparecido rasga o verbo] Filêmon e Báucis. Quando a história se repete

Aparecido Raimundo de Souza

VISLUMBRO A IMENSA MODÉSTIA que o envolveria nesta hora, meu caro e saudoso amigo Audálio Ferreira Dantas, ou simplesmente Audálio Dantas (jornalista, nascido em oito de julho de 1929 em Tanque D’Arca, no agreste das Alagoas), se pudesse ler esta crônica em sua homenagem.

O dever de admiração e gratidão fala e grita bem mais alto em nossos corações (no meu, particularmente), porque a sua pessoa irradiava pureza e simplicidade, amor e, sobretudo aquela paz de espírito que sempre foi o apanágio dessa invejável e preciosa existência de mais de oitenta anos.

De gratidão porque este reconhecimento envolve, igualmente, a sua esposa dona Vanira Kunc, tão identificada com sua pessoa e a qual você, Audálio, dedicou sem sombras de dúvidas, os melhores vinte e seis anos de sua vida.

É confortável, é admirável, é belo ver um casal cumprir através de tantos anos o “conjugo vobis” pronunciado aos pés do altar, e não o simples e corriqueiro “até que a morte os separe”, todavia algo mais sério, como “In aeternum”.

Ilustrando esta união imorredoura, Ovídio, o grande poeta latino legou-nos uma joia rara de suas célebres Metamorfoses: “Philemon et Baucis annis”.

Conta-nos aquele vate que Júpiter, em forma humana, baixou a terra, e após perambular por muitos lugares, e já noite alta, encontrou, num bosque, região montanhosa de Frígia, uma choupana muito humilde. Lá habitava um casal de venerandos anciãos.

Querendo experimentar as virtudes e a hospitalidade daqueles velhinhos, pediu pousada numa morigebada casinha. Bondosamente Filêmon e Báucis, sem saber de quem se tratava, acolheu o pai dos deuses. Ambos desdobraram-se em gentilezas, oferecendo o único pedaço de presunto que tinham, bem como as frutas que se encontravam sobre uma pequena mesa tosca. Retribuindo a acolhida tão amiga e desinteressada proporcionada pelo casal Filêmon e Báucis, Júpiter deu-lhes a recompensa.

Normalidade carioca

Porque sou Bolsonaro

Claudia Wild


Tenho visto – vindo inclusive de alguns lados de pessoas que, a princípio, dizem não sentir simpatia alguma pela esquerda, uma situação desagradável, desnecessária e politicamente pouco inteligente.

A eleição presidencial no Brasil não está tão longe como se imagina. O ano de 2018 está logo ali. O Brasil tem apenas um nome que não representa mais do mesmo. Este nome é Jair Messias Bolsonaro.

Ele com sua simplicidade já identificou os problemas do Brasil e sabe a profundidade da nossa crise. Sinto-me muito à vontade para falar dele, pois nunca fui “Bolsonarete“, nunca enxerguei Bolsonaro como “mito” ou coisa do tipo.

A minha apreciação é meramente política e pessoal. Acompanho seu trabalho nas Comissões do Parlamento há muitos anos, sei sobre seu trabalho honesto, árduo e gosto da sua valentia. Bolsonaro identificou que a nossa desgraça político-institucional reflete muito mais do que o atraso econômico, a corrupção e o pífio desenvolvimento (de um país que poderia ser uma potência). Ele sabe que, por trás de cada crise e da problemática nacional, está a ideologia que nos destruiu e nos aniquilou como nação pensante.

Ele sabe que, para tirar ou limpar o país desta gosma infecta, precisaremos adotar medidas sérias, duras e direcionadas a combater os valores invertidos que regem nossa sociedade enferma. Sociedade essa, impregnada pelo atraso socialista e suas bandeiras.

The Suicide of Europe

Ben Shapiro

Photo by Mike Kemp/In Pictures via Getty Images
On Friday, the British police arrested Tommy Robinson, founder and former leader of the English Defence League, a far-right anti-Islam group. Robinson is a controversial character, to be sure, a sort of Milo Yiannopoulos lite. His chief focus is on the threat of radical Islam, which he believes threatens the integrity of the British system.

You don't have to like Robinson. But whatever you think of him, his arrest is absurd by any measure. You see, Robinson was arrested for standing outside a court building and reporting on a trial involving the alleged grooming of young girls for sexual assault by radical Muslims.

Now, what would be illegal about that, you ask? It turns out that Robinson was given a suspended sentence last year for filming outside another court building, where a trial for alleged gang rape by radical Muslims was taking place. He wasn't inside the courtroom. Nonetheless, the judge believed he was somehow biasing the jurors. According to the judge, Robinson was sentenced thanks to "pejorative language which prejudges the case, and it is language and reporting ... that could have had the effect of substantially derailing the trial."

This time, Robinson was again arrested for prejudicing a case, only he wasn't inside the court building. He was outside. And the media were originally banned from reporting on his arrest so that his trial wouldn't be biased. In other words, Britain has now effectively banned reporting that actually mentions the Islamic nature of criminal defendants for fear of stirring up bigotry — and has banned reporting on reporting on such defendants. It's an infinite regress of suicidal political correctness.

[Ferreti Ferrado suspeita...] Tráfico nas estações

Haroldo P. Barboza


Título, Arte e Texto: Haroldo P. Barboza, 31-5-2018

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[Para que servem as borboletas?] Excesso de democracia ou anarquia?...

Valdemar Habitzreuter

É fantástico! Estamos numa democracia plena! Viva!... Infelizmente é isso que achamos. Mas nós brasileiros, a rigor, não sabemos o que é um regime democrático; no entanto, parece que nadamos no absoluto de uma democracia. Mas, que democracia é essa em que as leis republicanas constituintes da boa convivência em sociedade são irrelevantes e subjugadas às leis de baderneiros anárquicos que conseguem se impor e deixar sem reação as instituições legítimas que deveriam zelar pela ordem social? O contrato social em que a vontade geral do povo deve ser exercida por governantes eleitos é simplesmente menosprezado e rasgado.

Queiramos ou não, todos nós somos responsáveis por esse contrato ao colocarmos lá em cima pessoas ineptas que não sabem gerir a vontade do povo. Só teremos uma verdadeira democracia se soubermos escolher homens/mulheres honestos para fazer valer esse contrato social.

Nos últimos dias assistimos ao espetáculo de uma greve que paralisou o país. Embora fosse uma greve legítima de caminhoneiros (cansados de tanto menosprezo por parte do governo), descambou-se para a baderna com agressões e de quebra-quebra. Os baderneiros infiltrados nesse movimento grevista eram de todos os tipos, desde empresários graúdos que só enxergam seu próprio umbigo a políticos oportunistas e corruptos valendo-se de pobres desmiolados para bagunçar a ordem social.

O resquício de democracia que ainda nos resta está em perigo e caminha para um regime anárquico. Não há mais respeito ao judiciário; não há mais representatividade no Congresso; não há mais força do Executivo para exercer seu poder. As Forças Armadas são forças desarmadas, sem a visão do que fazer, por falta de líderes autênticos para impor a ordem. A anarquia está à vista, e se ela vier a se instalar, salve-se quem puder.
Título e Texto: Valdemar Habitzreuter, 31-5-2018

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E agora, não pintam nada?

Helena Matos



Pelas paredes surgiram pinturas de fino recorte e em frente à AR houve manifestações. Os ativistas do costume fizeram uma carta aberta contra a vinda de Merkel a Portugal , Jerónimo de Sousa garantia «Quem manda em Portugal não é a senhora Merkel» Jerónimo de Sousa diz que quem manda em Portugal é o povo português».


Fizeram-se inquéritos com as respostas do costume:

Já está comprometido o nosso futuro


Péricles Capanema

O Direito Penal considera culposa conduta em que seja evidenciada negligência, imperícia ou imprudência. E dolosa a conduta em que esteja presente a má intenção. O leitor, no fim do artigo, julgue como classificaria posições abaixo caracterizadas.

Recebi de médico amigo texto elucidativo de José Batista Pinheiro, coronel da reserva (não o conheço). A matéria me prendeu a atenção bem mais que final de Copa do Mundo, o Brasil jogando. Não sou especialista no tema ventilado — a gigantesca expansão do agronegócio no Brasil — nem conheço bem os acontecimentos narrados. Só sei que houve o barateamento dos alimentos e o setor tem sido a salvação da economia do Brasil — anos a fio. Apenas digo, os fatos constantes no mencionado escrito, relatados com minúcias, são verossímeis. Têm efeito pedagógico.

O alto oficial conta que — provavelmente por ter ouvido boas referências — o presidente Ernesto Geisel quis conversar com Alysson Paulinelli [foto ao lado], jovem secretário da Agricultura de Minas Gerais. Professor em Lavras, o engenheiro agrônomo Paulinelli ali teve brilhante carreira universitária. Geisel se impressionou com as concepções expressas no encontro e fez dele seu ministro da Agricultura (1974-1979).

Agora é o coronel que escreve:

“[Paulinelli] chamou o presidente da adormecida Embrapa, Irineu Cabral, e o diretor de Recursos Humanos Eliseu Alves e estabeleceram o rumo das ações. Não queremos cientistas para resolver problemas da ciência, mas para resolver os problemas da produção da nossa agricultura. Pegaram uma verba de US$200 milhões e escolheram nas melhores universidades brasileiras 1.600 recém-formados e os mandaram para fazer mestrado ou doutorado nas melhores universidades do mundo: Califórnia nos Estados Unidos, França, Espanha, Índia, Japão e outras. Plantaram a semente da maior revolução na agricultura já realizada na América Latina. Eliseu Alves que havia chegado dos Estados Unidos com bagagem mundial como cientista e como gestor de ciência e tecnologia assumiu a presidência da Embrapa e implantou as linhas de trabalho: 1) criou 14 centros de pesquisa em 14 regiões do País para pesquisar 14 produtos […] soja em Londrina e em todo o Paraná, mandioca e fruticultura em Cruz das Amas na Bahia […] gado de corte em Campo Grande e seringueira em Manaus. 2) Criou quatro centros de pesquisas de recursos genéticos para o cerrado, em Brasília. […] Trinta anos depois, explodiu a agricultura brasileira.”

Em apenas um campo, a agropecuária, o ensino e a pesquisa executados de forma sistemática, séria e inteligente, geraram esse efeito espetacular. Fui então procurar o que comentava a respeito o próprio Alysson Paulinelli. Em janeiro de 2011, notava ele: