quinta-feira, 7 de março de 2019

[Atualidade em xeque] O Paulo Preto e o Aerus negro

José Manuel

Abaixo, transcrição da revista Consultor Jurídico (Conjur) do dia 6 de março de 2019.
"Desta vez, Paulo Preto foi condenado por ter comandado um esquema que desviou de mais de R$ 7 milhões destinados às indenizações de moradores impactados pelas obras do entorno do trecho sul do Rodoanel e ampliação das avenidas Jacu Pêssego e Marginal do Tietê, o réu teve a segunda condenação no âmbito da operação "lava jato" em São Paulo. A pena também inclui o pagamento de R$ 13,4 milhões — 4320 dias-multa de cinco salários mínimos da época."

Vou repetir: foi condenado por ter comandado um esquema que "DESVIOU MAIS DE R$ 7 MILHÕES DESTINADOS ÀS INDENIZAÇÕES DE MORADORES IMPACTADOS PELAS OBRAS DO ENTORNO SUL DO RODOANEL"

Voltemos ao AERUS: para onde foram desviados os milhares de reais da venda dos ativos da VARIG, que até agora seus funcionários só receberam migalhas e nem as suas rescisões trabalhistas foram executadas?
Quantos mais de SETE milhões tudo isso significa? Quem pode responder a este questionamento?

A justiça, é claro, e é por ela, que devemos somar esforços para que encontre, condene e resolva as questões abandonadas dos funcionários da VARIG.

E nós vamos correr atrás, porque se uns são condenados, outros também têm que ter o mesmo tratamento. Isso chama-se ISONOMIA, para o bem ou para o mal.

Devo lembrar mais uma vez a todos os funcionários da VARIG, beneficiários ou ativos:

1) ACABOU a enrolação que os criminosos do PT patrocinaram no caso VARIG, para se safar dos crimes que cometeram contra a empresa e seus funcionários...

2) Temos um novo Presidente, que quer consertar o Brasil e que fomos nós em peso que o colocamos no poder. Ele tem conhecimento total do que se passa conosco, pois em anos passados esteve presente em nossas manifestações.

3) Temos definitivamente o que podemos chamar de UM MINISTRO DA JUSTIÇA, na pessoa do Excelentíssimo Doutor Sérgio Moro, que certamente conhece TUDO o que os criminosos a quem ele condenou, fizeram com VARIG e à semelhança com a Petrobras. Isso, inclusive, é a meu ver motivo para uma "lava jato” do setor aéreo com relação à VARIG.

4) A parte VARIG, que nos toca no AERUS "NÃO" tem nada a ver e não quer imiscuição "SOB HIPÓTESE NENHUMA" de organizações tipo Fentac, Cut, Sindicatos ou assemelhados, uma vez que a ação "defasagem tarifária" pertence tão somente à VARIG, ao AERUS e a NÓS. Compreendido?

[Para que servem as borboletas?] A aventura da vida…

Valdemar Habitzreuter

A vida por si só é uma aventura, é puro movimento que integra o passado, o presente e o futuro numa duração ininterrupta. Ela nos proporciona acontecimentos mil em sua progressão. Em seu desenrolar presenciamos coisas inusitadas, sempre coisas novas.

Não ficamos estagnados na mesmice da vida. Os dias e anos que se sucedem são irrepetíveis, sempre outros e a nos oferecer novidades. E isso nos faz pensar e indagar: o que vale a pena aproveitar nessa aventura da vida? Talvez, não questionar seu sentido, pois ela não tem pretensões finalistas, mas um simples desenrolar de si mesma.

Querer que ela atenda a algum capricho nosso é querer tirar-lhe a liberdade de seu simples desenrolar e querer imprimir-lhe algum rumo a nosso favor. Ela não se presta a ser submissa, é pura liberdade.

Assim, devo ter em mente: estou aqui para viver e basta sentir isso, comungando de sua liberdade. Para onde ela me leva não importa. Importa avançar com ela e construir um mundo belo ao meu redor.

Pois é... VIVER! Que coisa enigmática! Para uns uma aventura fantástica! Para outros uma aventura angustiante! Fantástica quando se aceita e não se receia o porvir, sabendo levar somente o necessário útil de carga para esta aventura.

Querer acumular muitos penduricalhos de todos os tipos (metafísicos, dependência de crendices supersticiosas, materialidade supérflua) ao longo dessa aventura não nos dá condições de curtir a beleza da aventura. Quanto mais leves de espírito, mais prazerosa a aventura. E o que nos torna leves? Pesar a vida com a balança do pensamento: pensar a vida.

O rumo está certo!

Affonso Taboza


Os descontentes com a eleição de Bolsonaro por motivos mínimos o criticam. Inclusive uns poucos que nele votaram, mas que ora se mostram excessivamente apressados e exigentes e nem sempre bem focados em sua percepção dos fatos. Vejamos duas críticas comuns.

Virou moda taxar o Presidente de “limitado”, como se limitação não fosse um atributo natural de todo ente humano. Diz-se também que foi eleito não por habilidade sua, mas porque se tornou o estuário dos votos de quantos odiavam o PT.

Lembremos só que ele fez uma revolução política neste país: Enfrentou e expôs as fraquezas e mazelas do marxismo cultural que dominava a sociedade, expôs a chaga aberta da formação perniciosa dada às crianças nas escolas, deu à DIREITA face e a chance de sair do armário, desmoralizou o politicamente correto, enfrentou a mídia “mainstream” com raça e coragem, conseguiu se eleger sem dinheiro e sem estrutura partidária, e, de quebra, levou nas costas um respeitável contingente de políticos para o Congresso. Imaginem o que mais teria feito se fosse inteligente, ou, para se contrapor melhor ao adjetivo usado, se fosse “ilimitado”...

A candidatura de Bolsonaro não nasceu da noite para o dia. Ela se formou desde o instante em que ele, jovem capitão, chegou à Câmara dos Deputados. Numa época em que defender a contrarrevolução de 64 era coisa impensável, ele se postou, firme, na defesa de suas crenças e valores. Nunca deixou sem resposta um ataque de adversários.

Colapso chavista arrasta casal de ditadores associados na Nicarágua

Cesar Maia

(Editorial de O Globo, 05) Derretimento da Venezuela de Maduro corta oxigênio de Daniel Ortega e de Rosario Murillo

O colapso da ditadura venezuelana tem reflexos diretos na Nicarágua. Sem o fluxo de petrodólares mantido por Caracas, durante duas décadas, e cercado pelas sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos, o casal Daniel Ortega, presidente, e Rosario Murillo, vice, esgotou as possibilidades de continuar com seu regime despótico e, comprovadamente, corrupto.

As punições ao casal de ditadores foram adotadas como resposta à ferocidade da polícia e de grupos paramilitares na repressão aos protestos de civis em todo o país, nos últimos dez meses. Contam-se mortos às centenas, presos aos milhares — muitos torturados, segundo a Igreja Católica e organizações de direitos humanos. Uma estudante brasileira foi fuzilada na capital nicaraguense.

Ortega e Murillo perderam não apenas o rumo, e agora tentam uma saída negociada com a oposição, algo que vinham rechaçando.

Eles transformaram a Nicarágua, um dos países mais pobres, em Estado falido. A administração opera com alto nível de corrupção. O sistema financeiro se deixou contaminar por suspeitas de lavagem de dinheiro vinculado ao narcotráfico.

Há um déficit fiscal estimado em 15% do PIB. Desapareceram os suprimentos de petróleo e de dólares chavistas. Estão bloqueadas as fontes externas de financiamento, inclusive as do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

C’est la lâcheté de l’Église qui a vidé les églises

Sainte colère contre la Sainte Église catholique

Alain Nueil

Foto: Vicenzo Pinto/AP/SIPA

Déritualisation de la messe, dialogue irénique avec l’islam, démagogie tiers-mondiste: depuis Vatican II, la papauté tombe dans tous les pièges du monde moderne. Pendant que les églises se vident, Rome décourage les vocations en s’obstinant à refuser le mariage des prêtres. 

Désespérante période pour les catholiques de France ! Pas un seul jour sans que le rouge de la honte nous monte au front en lisant ou écoutant les médias. Et quand ce n’est pas le rouge de la honte, c’est celui de la colère. En bonne théologie classique, un docteur de la foi dirait que nous sommes punis pour nos péchés. Aujourd’hui, situation neuve en deux mille ans de chrétienté, les catholiques sont punis pour les péchés, les erreurs et les lâchetés de l’Église.

Car cette femme qui se traîne sur les pavés de Jérusalem, couverte de crachats et de moqueries, c’est notre mère l’Église, l’épouse du Christ, et nous ne pouvons pas la renier, dire qu’elle ne nous est rien. Mais que Dieu me pardonne, nous n’avons même pas envie de lui tendre un verre d’eau, même pas envie de nettoyer sa face souillée. Parce que nous savons par quelles bêtises et quels aveuglements elle en est arrivée là. Alors impuissants, consternés, nous suivons son calvaire, perdus dans la foule de ses ennemis qui glapissent et ricanent. Y aura-t-il une résurrection après ce Golgotha ? La foi dit oui, mais la raison dit non.

Habemus papam ?
Commençons par le dialogue interreligieux. Le pape François s’est rendu début février à Abu Dhabi pour rencontrer des dignitaires musulmans, dont le cheikh Ahmed Al-Tayeb, de l’université al-Azhar au Caire. Rencontre qui a donné lieu à de belles photos d’embrassades et fait ressentir aux protagonistes leur grande noblesse d’âme. Il serait grand temps de faire le bilan de cette pitrerie baptisée « dialogue interreligieux » qui existe depuis les années 1980. À quoi a-t-il servi ? Strictement à rien. Les chrétiens d’Orient continuent à fuir l’Irak et la Syrie. Asia Bibi ne sait toujours pas si elle pourra quitter le Pakistan ou si elle sera pendue. Seize chrétiens massacrés dans une église de Jolo aux Philippines, les coptes vivant toujours dans la crainte d’un attentat, les chrétiens du Nigeria fuyant vers le sud pour ne pas se faire démembrer à la machette, etc. Fameux bilan pour un fameux dialogue.

Chamavam-me de maluco!

Rafael Marques de Morais



Chamavam-me de maluco! Também me apelidaram de “frustrado”, “antipatriota”, “agente da CIA”, “vendido” e “traidor”.

Suportei uma longa e espinhosa perseguição política e incontáveis cenas com a polícia.

Tive de enfrentar campanhas de difamação, privações econômicas e isolamento social.

Fui levado a julgamento por ter denunciado a corrupção e as violações dos direitos humanos perpetradas por eles.

Mas quem são “eles”? Eles são os membros do regime de José Eduardo dos Santos (JES): os indivíduos que usufruíram e foram cúmplices do regime de JES. São eles que personificam a corrupção institucionalizada, a captura do Estado, a repressão e o medo que prevaleceram em Angola ao longo dos 38 anos em que Dos Santos se manteve no poder.

Em setembro de 2017, João Lourenço – o homem que JES escolheu para lhe suceder – foi eleito presidente, e decidiu que a podridão era demais, sendo imperioso acabar com a corrupção generalizada. Em consequência, dentro do seu próprio partido dominante, o MPLA, uma série de bandidos de elevado perfil e com altas patentes estão finalmente a ser responsabilizados, depois de décadas a saquear o país com total impunidade. E é assim que nem a família de JES se escapa, com José Filomeno dos Santos na cadeia desde há seis meses, por ter desviado milhares de milhões de dólares do Fundo Soberano.

O MPLA é, desde a independência em 1975, o partido único no poder.

Ironicamente, aqueles que me difamam, atacam ou ridicularizam por manter a minha luta contra a corrupção, agora chamam-me de “amigo do presidente”.

Antes de passar a explicar porquê, gostaria de sublinhar o quão ciente estou de que o Oslo Freedom Forum funciona como espaço de inspiração criado para os dissidentes. Porém, desta vez, não venho como dissidente que queira partilhar a história de um regime persecutório, que me assediou e atacou.

Em vez disso, estou aqui para partilhar uma esperança, para vos falar sobre a janela de oportunidade de mudança que talvez se tenha aberto num regime africano aparentemente intratável.

A 4 de dezembro do ano passado, reuni-me com o presidente Lourenço durante uma hora. O presidente começou por pedir publicamente desculpas – perante todos os jornalistas que ali se encontravam para registar o acontecimento – pelo incidente que acontecera na véspera. Juntamente com outros membros de uma delegação da sociedade civil, eu fora convidado para um encontro com o presidente, porém a minha entrada seria recusada pelos funcionários do palácio. Fui posto de parte, impedido de honrar o convite pessoal do presidente para me encontrar com ele.

Charada (775)

Um relógio adianta-se
3 minutos de manhã
e atrasa-se 2 minutos
à tarde. Se o relógio for
acertado no início da
manhã do dia 20 de junho,
em que momento estará
adiantado 5 minutos?

quarta-feira, 6 de março de 2019

FC Porto, carago!

Não entendo de futebol, estou aprendendo, mas, mesmo que entendesse, seria incapaz de esboçar qualquer comentário com a mínima lucidez, haja vista o estado emocional depois do que venho de assistir: um jogaço; uma vontade de ganhar emocionante e contagiante.

Parabéns, Futebol Clube do Porto!


FC Porto está nas quartas-de-final da Liga dos Campeões

Um golo de Alex Telles, de grande penalidade, no prolongamento permitiu esta quarta-feira ao FC Porto vencer a Roma, por 3-1, e qualificar-se para os quartos de final da Liga dos Campeões de futebol.

Depois da derrota em Roma, por 2-1, o brasileiro Soares (26 minutos) e o maliano Moussa Marega (52) marcaram os golos dos 'dragões' no tempo regulamentar, com Daniele de Rossi (37) a marcar para os romanos, de grande penalidade.

Com o golo de Alex Telles, aos 117 minutos, o FC Porto regressa aos quartos de final da Liga dos Campeões quatro temporadas depois.
Fonte: Correio da Manhã, 6-3-2019

Relacionados:

Imposto de Renda: INSS disponibiliza extrato de rendimentos para consulta


Segurados podem obter demonstrativo para Imposto de Renda pela internet

Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já podem acessar o extrato para Imposto de Renda – ano-base 2018 – na página do instituto na internet.

É possível consultar o demonstrativo diretamente pelo site, sem necessidade de senha. Extratos de anos anteriores também estão disponíveis.


Meu INSS – O demonstrativo também pode ser obtido no Portal Meu INSS, com login e senha. Caso seja o primeiro acesso, é necessário fornecer os dados solicitados na área de login e fazer o cadastro, criando uma senha com, no mínimo, nove caracteres, pelo menos uma letra maiúscula, uma letra minúscula e um número. Ao acessar o sistema com a senha, basta escolher a opção Extrato para Imposto de Renda, do lado esquerdo da página, e emitir o documento.

Feliz 2019!!

Críticas

Nelson Teixeira

Antes de criticar algo ou alguém, procure analisar o que isto irá contribuir para você ou para a outra pessoa.

Críticas destrutivas podem provocar desarranjos imensuráveis, que serão muito difíceis de ser reparadas.

Ao invés, se com muito tato e objetivos construtivos, você conseguirá ajudar o seu semelhante, sem diminui-lo, rumo ao seu progresso e aperfeiçoamento.

Nenhuma crítica será aproveitada se vier com intuito critico, destrutivo e desprovido de um objetivo de amor e fraternidade.

Antes de criticar, passe sempre pelo crivo da razão e bom senso, e veja que benefícios ou malefícios suas críticas vão proporcionar.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 6-3-2019

Charada (774)

Qual o
animal
que se
esconde
nesta
estranha
palavra?
RAOHNADIN

terça-feira, 5 de março de 2019

[Pernoitar, comer e beber fora] O caviar do Lidl


A marca Deluxe é própria da rede Lidl. O caviar é de esturjão branco (Acipenser transmontanus), de aquacultura, em Itália. O potinho tem 15 gramas e custa (custava?), em promoção, 8,49€ – o que dá 566€/quilo.

Foi lançado, com pompa e circunstância, em dezembro de 2016, a 9,99€/pote, na Alemanha, Inglaterra, Irlanda, França... Não sei se desde essa data o Lidl-Portugal já o disponibilizou na prateleira. Eu só o conheci em dezembro de 2018.

Certamente, alguns – com ou sem soberba – virão lembrar que caviar de verdade é o beluga malossol, ovas de esturjão selvagem do mar Cáspio, nas costas da Rússia ou do Irã.

Variedades alternativas
As variedades alternativas de caviar são por regra, hoje em dia, o produto de ovas de esturjões criados em aquacultura, particularmente de espécies não-típicas do Mar Cáspio (embora exista alguma pequena criação de ossetra e sevruga), ou, em muito menor quantidade, o produto de espécies selvagens igualmente não típicas do Cáspio. Em alguns casos o caviar provém de ovas de espécies híbridas de esturjão. Os mais comuns caviares alternativos aos clássicos do Cáspio são:

Acipenser
(...)
Caviar de Esturjão Branco (Acipenser transmontanus).
(...)

Preciosismos ou ‘metidismos’ à parte, matei saudades de tempos idos, áureos e privilegiados em que comia o dito cujo do Irã, a dez mil metros de altura. Exatamente da mesma forma como comi o da Itália. (Excetuando a vodka acompanhante – que não bebia, nem bebi – a famosíssima Stolichnaya).



Anteriores:

Outro bobão dileto da El País Brasil

Egoísmo

Nelson Teixeira               

O egoísmo pode ser considerado uma das trancas mais fortes para bloquear nosso aprimoramento.

O egoísmo retarda nossa aproximação ao nosso próximo, e inviabiliza qualquer desejo de altruísmo.

O egoísmo se expande não só pela nossa mente, mas também pelo nosso corpo, gerando doentes fortíssimas e incuráveis. Mas sua cura pode ser possível pelo exercício diário, fortalecendo nosso contato, aproximação e sempre procurando repartir com nosso próximo algo que gostaríamos que fosse somente nosso.

Exercitar ações de divisão com nossos semelhantes, nos viabiliza para o progresso. Reparta o pão e será feliz.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 5-3-2019

[Aparecido rasga o verbo] Inusitados policiais

Aparecido Raimundo de Souza

EM SÃO BERNARDO DO CAMPO, região do grande ABC Paulista, o advogado criminalista José Corifeu Fortunato, de 65 anos, desconfiado que a sua companheira (com quem vivia maritalmente há seis meses), a modelo e atriz pornô Ana Berenice Pinto, de 18, o traia com outro homem, não pensou duas vezes. Serroteou a infeliz ao meio, fugiu do local do crime e se escondeu com a outra metade em um lugar que nem ele saberia dizer aonde fica.

Em face disto, a polícia, não pode reconhecer inteiramente a vítima, embora tenha encontrado a metade de baixo, e uma banda da CTPS da jovem, onde se conseguiu identificar o pinto do home, perdão, o “Pinto” do seu sobrenome. O delegado, doutor Carlos Rotundo, da Delegacia de Defesa da Mulher, órgão logradourado na Rua José Meza Mendonça, no bairro Jardim do Mar, informou aos jornalistas de plantão na porta do distrito, o seguinte. 

Palavras dele, ipsis litteris: “tão logo encontremos a outra parte faltosa do corpo e com um pouco de sorte, alguma coisa que nos leve a capturar a vítima, e de roldão, o assassino de Ana Berenice, até agora, infelizmente, este desgraçado frio e calculista em completo estado de carpe diem, convocaremos imediatamente a todos vocês, da imprensa, para uma ‘colaefetiva’ esmiuçada dos fatos apurados até este momento”.

NO EDIFÍCIO COPAN, na fervorosa Avenida Paulista, nº 200, bairro República, centro de São Paulo, o professor de português da rede pública Carlos Pompeu Brumoso de 25 anos, morador da emblemática construção projetada por Oscar Niemeyer, tentou se matar pulando desembestadamente na frente de um carro que adentrava a garagem do referido prédio.

Brumoso devia nove meses de aluguel e igual número de prestações ao condomínio. Daí o desespero do rapaz em sair de cena pondo um fim trágico, e definitivo às contas. Deu azar. Foi salvo graças à perícia do motorista, que freou a tempo, evitando que o malfadado viesse a óbito. Socorrido e levado para um hospital particular, Carlos Pompeu Brumoso descobriu (ainda na enfermaria) que seu gesto mal pensando só fez aumentar as contas. E muito!

O motorista que, por pouco, não o mandou, de vez, para a terra dos pés juntos, não outro senão o engenheiro Igor Barata Café, de 75 anos, proprietário da quitinete que Pompeu, ocupava. Naquela hora em que chegava ao local do acidente, Igor intencionava bater na porta de seu inquilino, sem aviso prévio, em face do mesmo não atender aos seus telefonemas e retornar aos infindáveis recados deixados tanto no WhatsApp como na portaria.

Carlos Pompeu para se livrar da vergonha de ter seus cacarecos jogados no meio da movimentadíssima Avenida Paulista, precisou declinar o telefone de seu pai ao senhorio, que fazendo uso de suas economias saldou de uma só vez todos os alugueis atrasados do filho. Ainda por cima, o pai do moçoilo arcou com a conta do hospital e os respectivos remédios que lhe foram receitados.  Sem falar, claro, nos boletos do condomínio com o síndico contrapesando o “quantum” devido com os juros e as respectivas correções impostas por lei. 

Charada (773)

Quando passeava o seu cão,
Elisabete achou duas notas de 20€.
Depois de juntar as duas notas
ao dinheiro que levava na carteira,
ela ficou com 5 vezes mais do que a
quantia que teria se tivesse perdido 40€.

Quanto dinheiro
tinha Elisabete
antes de achar
as duas notas?

segunda-feira, 4 de março de 2019

Está aberta a caça aos judeus


Franz-Olivier Giesbert

Ao fim de tudo, quando as sociedades se desagregam e que nada mais vale alguma coisa, tudo é sempre a culpa do judeu. O mau tempo, o sarampo do pequeno, o aumento da Nutella, etc.

Mas o que está acontecendo com a França? É a pergunta que veio ao espírito de qualquer pessoa sensata ao descobrir, no último sábado (16 de fevereiro de 2019), as imagens de Alain Finkielkraut insultado, no Boulevard Montparnasse, em Paris, por um bando de fanáticos.


Perante esse espetáculo, como não ter vontade de chorar de raiva, de tristeza, sobre o cadáver da doce França?

Parece que não se deve estigmatizar, nem de fazer amálgama, como dizem os cus abençoados dos bem pensantes que, do Le Monde à Mediapart, não pararam de se superar em matéria de negação. Mas eles podem dizer o que quiserem, nada pode mais esconder o ódio islamita em curso.

As ofensas feitas a Alain Finkielkraut por estes falsos coletes amarelos não são um fait-divers (fato pouco importante). É uma reviravolta social, histórica. Uma catarse que permitirá ao país de se recompor se tiver coragem, o que está por provar, de tirar lições dos zurros proferidos: “Porco sionista de merda”, “A França é nossa”, “Vaza daqui”, “Tu vais morrer”, “Deus vai te castigar”, etc.

O que aconteceria a Alain Finkielkraut se ele não tivesse um policial por perto e verdadeiros coletes amarelos para o proteger e retirá-lo? Não queremos imaginar. Atualmente, em França, um judeu ainda tem a liberdade de pensar, mas temos o direito de questionar se ele perdeu a liberdade de circular, como no tempo do 3º Reich.


O concerto de insultos é a primeira etapa do processo. Em seguida vem o progrom, para o qual, no ritmo em que as coisas vão, é preciso se preparar. E ainda assim haverá muita gente para relativizar, minimizar: covardes, islamo-esquerdistas, traidores. Todos herdeiros da França molenga e esparramada indignamente na submissão.

Sou antifeminista, branca, heterossexual, antimarxista, antidrogas, pró-vida e do povo. Um perigo social

Cristina Miranda

Descobri que sou um “perigo social”. Uma ameaça a esta sociedade que se diz “progressista”, mas que nada fez senão regredir à sua forma mais primitiva. Ser antifeminista, branca, heterossexual, antimarxista, antidrogas, pró-vida e do povo, transforma-me num alvo a “abater”. Porquê? Ora, porque faço parte da maioria e hoje as maiorias são para aniquilar.

Não se pode ser antifeminista mesmo sendo mulher. Não pode. Porque as mulheres têm de ser feministas custe o que custar, porque se não o forem são contra as mulheres (ah! ah! ah!). Acontece que não sou feminista precisamente porque defendo a liberdade e igualdade para todos os indivíduos e por isso não posso estar do lado de quem reivindica liberdade para as mulheres sonegando as liberdades aos homens, de quem hoje transformou uma luta por direitos numa espécie de “luta de classes” pela supremacia feminina.  E não, não devo a minha liberdade às feministas. Devo-o às Mulheres corajosas que um dia resolveram lutar pelos seus direitos humanos como se luta pelos direitos das crianças, negros, cristãos e tantos outros e a quem alguém chamou de “feminismo” como se lutar por direitos fosse um exclusivo feminino. Devo-o a mim que com a minha determinação nunca baixei os braços na conquista dos meus ideais e por mérito cheguei onde quis.

Também sou branca o que é grave. Porque os brancos são a razão de todos os males no planeta. São os que discriminaram, os que escravizaram, os que dominaram. As minorias são puras, castas e “coitadinhos”. Nunca fizeram mal a alguém.  Deve ser por isso, quando em maioria, como na África do Sul, andam a chacinar brancos; na Nigéria o Boko Haram persegue cristãos e escraviza meninas e por cá, quando são negros a arrancar um punhado de cabelos a uma rapariga branca numa luta violenta por razões fúteis, nenhum SOS Racismo se importa com isso. Ah! E a palavra “slave” vem de eslavo, da etnia eslava da Europa de Leste que foi escravizada por muçulmanos. Pois.

Ser heterossexual também é pecado porque é “anti natura”. Dizem eles. Se nascemos “sem género” o “normal” é nos amarmos todos uns aos outros sem tabus, mulher com mulher, homem com homem, crianças com adultos, irmãos com irmãs, pais com filhos. Amor tem de ser vivido sem restrições impostas pela sociedade (???).  Em liberdade absoluta. Que o digam os defensores da Ideologia de Género que já se ensina nas escolas aos meninos da primária.

Contra o consenso da inação

Ernesto Araújo

A política externa brasileira foi uma política de “consenso” nos últimos 25 anos porque refletiu um consenso mais amplo, o consenso na base do sistema político que ameaçou sufocar a nação brasileira com a corrupção e a estagnação econômica, a crise moral e o enfraquecimento militar, o apequenamento internacional, o descaso pelo sentimento do povo brasileiro.

Os brasileiros rejeitaram esse consenso nas urnas, em outubro de 2018, ao escolher o único candidato que se ergueu contra o sistema. Insistir agora em que esse consenso continue a prevalecer na esfera da política externa, por temor e preguiça, sob o pretexto de “manter as tradições”, seria trair o povo brasileiro.

O “consenso” na política externa, com sua “maturidade” e “equilíbrio”, permitiu ao longo desse período a subida de Chávez na Venezuela, o predomínio crescente do bolivarianismo na América do Sul concebida como um bloco socialista, a consolidação de Chávez e Maduro no poder, a corrosão progressiva de todos os elementos do Estado Democrático de Direito naquele país, sua entrada no Mercosul a ponto de quase destruir o bloco, a deliberada política do regime de Caracas de criar miséria para reforçar o controle sobre a sociedade – tudo isso sob as barbas do nosso “consenso”.

Alguns apoiaram abertamente o chavismo. Outros fingiram que foram contra, mas não fizeram nada de concreto. Aquilo que parecia haver de defesa da democracia na política brasileira para a Venezuela no último governo extinguiu-se completamente, entre sorrisos, em setembro de 2018, na reunião de Aloysio Nunes com o chanceler de Maduro em Nova Iorque, onde o lado brasileiro aceitou na prática a normalização das relações com a Venezuela sob o pretexto de que “é um país com o qual fazemos fronteira”. Se permanecesse aquele maravilhoso consenso, não haveria hoje um pingo de esperança para a Venezuela, e Maduro estaria firme, sem qualquer receio de perder o poder, sorrindo ao ver as crianças venezuelanas comerem lixo.

“Deux fois, deux mesures”, le christianisme, religion à abattre

Aram Mardirossian

Entre le 28 janvier et le 10 février, une dizaine d'églises ont été profanées ou vandalisées en France dans un grand silence médiatique. Des attaques qui reflètent une haine bien spécifique du christianisme, dénonce le professeur agrégé des facultés de droit à l'université Paris-I Panthéon-Sorbonne.

Photo: A.M./PRESSE

Les éternels naïfs déplorent à juste titre le récent accroissement des actes antisémites en France. On récolte ici les fruits de décennies d’idéologie anti-raciste qui a largement muté en islamo-gauchisme. Néanmoins, s’il y a une religion à abattre aujourd’hui, ce n’est ni le judaïsme ni l’islam mais le christianisme. Les actes de profanation et de vandalisme qui ont souillé une dizaine d’églises ces derniers jours n’ont rien d’exceptionnel. En 2017, sur 978 lieux de culte dégradés, 878 étaient des édifices et sépultures chrétiens, soit une moyenne de 2,5 par jour !

Le silence assourdissant des médias et des politiques à ce sujet tranche avec leur empressement - au demeurant louable - à dénoncer toute atteinte à une synagogue ou à une mosquée. Plus généralement, il est de bon ton de railler le christianisme, de le mettre en accusation. Rémi Brague observe ainsi : « Le christianisme réussit donc, quant au progrès comme ailleurs, cette prouesse d’avoir toujours tout faux. Il est coupable de tout, mais aussi de son contraire. » Ce deux poids, deux mesures ne fait que refléter la haine - « misochristianisme » - plus que la peur - christianophobie qu’éprouvent certains à l’encontre de cette religion. Les racines de cette détestation sont profondes.

En Occident, à partir de l’époque moderne, l’idéologie des droits de l’homme - issue de la philosophie des Lumières - et le principe de laïcité qui constitue son bras armé juridique ont progressivement brisé le christianisme. En France, plus qu’ailleurs, le développement de la laïcité n’est pas le résultat d’une évolution naturelle qui la verrait prendre en douceur le relais du christianisme, mais l’issue d’une lutte implacable qui s’achève par son triomphe sur ce dernier. Ainsi, le christianisme apparaît comme une mère qui meurt en donnant naissance à un rejeton non désiré : la laïcité. Quant aux droits de l’homme, la majeure partie des principes qu’ils formulent ne font que reprendre des préceptes chrétiens, non sans les défigurer dans la plupart des cas.

Une alliance entre l’idéologie des droits de l’homme et les partisans d’un islam integral

Or, on observe aujourd’hui dans toute l’Europe occidentale une alliance plus ou moins explicite entre l’idéologie des droits de l’homme - qui est devenue une véritable religion séculière - et les partisans d’un islam intégral contre les « restes » du christianisme. Ici, chacun des deux alliés possède sa propre charia qu’il emploie de diverses manières contre l’adversaire commun. Tant sur le plan national qu’européen, il existe un véritable gouvernement des juges avec, comme prêtres suprêmes, les magistrats de la Cour européenne des droits de l’homme. Quant aux États, ils constituent, en l’occurrence, les bras séculiers chargés d’exécuter les sentences prononcées par les pontifes.

« Chassez le christianisme et vous aurez l’islam », avait prophétisé Chateaubriand. L’alliance qui unit les thuriféraires des droits de l’homme et les musulmans « intégralistes » est fondée uniquement sur l’existence d’un ennemi commun. Elle apparaît surtout contre nature car l’islam rejette viscéralement l’idéologie des droits de l’homme et la laïcité qui heurtent de front ses principes fondamentaux - en premier lieu, du fait que Dieu est spolié de ses droits par l’homme.