quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Perseverar no Bem

Nelson Teixeira

Perseverar é não desistir jamais, por pior que seja a situação devemos sempre continuar.

Quando buscamos o bem e o auxílio aos que necessitam de nós, estamos colocando em prática a caridade e o amor, fazendo assim o círculo do bem, transformando tudo à nossa volta.

Sigamos firmes e persistindo, desta forma vamos perceber o quanto são grandiosas as bênçãos do Alto quando verdadeiramente nos dedicamos e trabalhamos em favor do Bem.

Auxilia sempre! Pois isso fará muito bem a você, principalmente! 
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 27-12-2017

O alfinete da princesa de Kent

Helena Matos

A “coisa” calha a todos. Não adianta acreditar que sobre nós ela não cairá. Vai cair. Agora. Ali à frente. E todos os dias esta coisa viscosa cai sobre alguém. Hoje foi o dia do alfinete racista.

“Um alfinete de peito utilizado pela Princesa Michael de Kent no jantar anual de Natal da Rainha Isabel II está a causar polémica. O acessório, com o busto de uma mulher negra, que enfatiza a escravatura, foi considerado de índole racista.” Porque enfatiza o alfinete em causa a escravatura é um mistério que os jornais não esclarecem mas isso também não interessa nada. O que interessa é que a onda de indignação do dia hoje caiu sobre a princesa de Kent. E todos os dias, mas mesmo todos, esta coisa viscosa cai sobre alguém. É da sua natureza. Estão a ver aquelas coisas nojentas que as crianças atiram às paredes? Sim, os pega-monstros. Vivemos rodeados deles. Dessas massas informes que todos os dias renascem sob a forma de miasma que invariavelmente cai sobre alguém.

Tudo parte de uma premissa que não paramos para avaliar – “o alfinete racista” – para daí concluir um aleijão moral de alguém, no caso da mulher que o usa. Hoje é um alfinete com a cabeça de uma mulher negra que vale a quem o usa uma acusação de racismo. Mas porquê? Se a princesa levasse um alfinete com a cabeça de uma mulher branca seria uma supremacista branca? E se a princesa levasse um alfinete com um leopardo seria uma apoiante da vida selvagem ou pelo contrário uma defensora dos circos e dos zoos?

E se a princesa levasse um alfinete em forma de sol, que é uma estrela masculina, estaria ela a excluir a lua que é feminina (aqui fica feita a correção: o sol é uma estrela como bem assinalou um leitor. Por conta dos leitores fica também a questão do género do sol e da lua e das respectivas energias, assunto cuja transcendência me ultrapassa por completo para mais num dia em que o meu problema é o custo da energia para manter uma casa aquecida em Portugal). E se a princesa se virasse para os mares e escolhesse uma joia a lembrar um búzio será que estava a praticar um gesto de apropriação cultural em relação aos povos que usam as conchas como joias? E se pelo contrário a princesa tivesse usado um escaravelho será que os egípcios veriam nessa eleição uma referência à sua antiga civilização e, portanto, uma defesa dos arqueólogos que levaram imensos artefatos e joias do Egito para os museus da Europa? E se a princesa levasse uma flor será que isso simbolizaria que os seus gostos são tão artificiais que à beleza de uma flor natural prefere outra nascida das mãos dos ourives?

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Os portugueses não precisam de Rennie


Alberto Gonçalves

Houve um tempo, não muito remoto, em que os broncos disfarçavam. Pelo menos tentavam. Agora os senhores no poder desistiram de mascarar o primitivismo. A brutalidade é servida sem filtros nem vergonha

É absurdo falar-se em censura do humor. Um deputado chamado João Galamba costuma fazer graçolas alusivas às vítimas dos incêndios e não há quem o impeça. Há dias, a jovem promessa socialista respondeu no Facebook a alguém que discordava da cartilha oficial acerca do tema: “Isso deve ser mesmo difícil de digerir. Olhe, vá à farmácia e compre uns medicamentos para a ansiedade”. Depois de um argumento assim, a sofisticação está garantida, e a conversa pode saltar das “redes sociais” para o Parlamento e as televisões que albergam o portentoso raciocínio do sr. Galamba.

Convém notar que aconselhar a compra de medicamentos para a ansiedade com o objectivo de ajudar à digestão é clinicamente discutível. É também uma ligeira variação das recomendações de Rennie ou Kompensan, populares remédios para a azia e, hoje, popularíssimos instrumentos retóricos. Num estudo superficial, apurei que cerca de 87,3% das críticas às minhas crónicas se resumem a preocupações com a hipotética acidez do meu estômago.

Afirmo que o PS é um refúgio de trapaceiros sem paralelo no hemisfério Norte? Tomo Rennie e, juram-me, isso passa. Opino que o “caso” do Montepio é uma golpada inscrita numa longa tradição de golpadas similares? Ingiro Kompensan que a coisa vai ao sítio. Sugiro que ambos os candidatos à liderança do PSD representam a abdicação da alegada “direita” ao sistema que nos arruína e enxovalha? Dissolvo um Alka-Seltzer e curo-me. Arrisco que a dona Catarina Martins (para quem, aliás, os resmungos da oposição representam a “azia da direita”), em décadas de relativa existência, nunca produziu a sombra de uma ideia sequer discutível? Atafulho-me de Gaviscon e tudo se resolve. Por algum motivo, inúmeros portugueses convenceram-se de que mostrar cuidados com o refluxo gástrico dos restantes constitui uma maneira infalível de encerrar, e vencer, qualquer discussão.

Saudades do lápis azul

Rui A.

Para quem, como eu, acredita nas virtudes da democracia, constituem um autêntico enigma as ultimamente tão invocadas «interferências externas que se registraram em eleições como as dos EUA ou França». Na verdade, de duas três: ou se acredita no bom senso do povo, e acredita-se na democracia, ou admitimos que o bom povo é ingénuo e ignorante, e, então, a democracia torna-se inviável. Tratando-se de países com sociedades desenvolvidas, como terão sido intrujados os cidadãos americanos e franceses? Diabolizando a Sra. Clinton com falsas notícias sobre ela? Exaltando falsas virtudes da Mme. Le Pen? Mas não houve também, para contrabalançar, toneladas de notícias caluniosas sobre os demais candidatos a essas eleições? O bom povo não conseguirá distinguir, no meio desse lamaçal plurilateral, o que verdadeiramente lhe interessa e lhe julga convir? E, ademais, é precisamente para corrigirem os erros que os eleitores podem cometer, ou julgam ter cometido, que existe democracia e existem eleições. Se sábios e homens honestos estivessem sempre no poder, o valor destas seria decrescentemente menor…

Mas é com base nessa, esta sim, verdadeira intrujice, que o «nanny state» em que a União Europeia se tem vindo a transformar quer legislar para intervir na opinião publicada nas redes sociais e na comunicação social tradicional. Para já criaram um grupo de censores, dito doutro modo, «um grupo de peritos de alto nível para a apoiar no combate à desinformação online».

Soldados levam murros e pontapés de meninas, e calam-se (onde terá sido?)

Adolescentes "palestinas" atacam soldados da IDF, esperando uma resposta violenta para efeitos de "Pallywood"


Ahed Tamimi, uma jovem "ativista palestina" conhecida por promover propaganda anti-Israel através das produções "Pallywood", foi presa por abusar fisicamente de soldados das Forças de Defesa de Israel, que se abstiveram de responder às provocações.

Sexta-feira passada ao meio-dia, as duas adolescentes "palestinas" da aldeia de Nabeh Saleh, a noroeste de Ramallah, atacaram os soldados das FDI na esperança de uma reação destes que indignasse os residentes e despoletasse o lançamento de pedras, cocktails molotov e outros atos de violência comuns na área.

Acenando com as suas câmaras, as adolescentes gritaram, pontapearam e empurraram os soldados e até esmurraram a cara de um deles.

Uma das meninas era Ahed Tamimi, de 17 anos, cuja família é conhecida por espalhar mentiras sobre Israel e criar apresentações "Pallywood".

Pallywood, uma mistura das palavras "palestino" e "Hollywood", é um termo usado para descrever a manipulação, a distorção ou a fraude mediática, destinadas a conquistar a guerra de relações públicas contra Israel.

Os soldados abstiveram-se de responder à violência, mas as Forças de Defesa de Israel apareceram na casa dos Tamimi durante a noite e detiveram Ahed.

Quando a fúria do politicamente correto devora seus próprios irmãos: o caso de Matt Damon

Rodrigo Constantino

O astro da violenta trilogia Bourne é um pacifista politicamente correto, motivo pelo qual entrou no rol dos famosos dissecados em meu Esquerda Caviar. Matt Damon [foto] é um ator engajado em “causas nobres”. Mas para tudo há limite, e ele parece ter encontrado o seu na histeria feminista que enxerga “abuso sexual” em todo lugar agora.

Talvez seja o fato de ele ser camarada de predadores de verdade, já que há vários entre os democratas poderosos, a começar por Bill Clinton e o produtor de Hollywood Harvey Weinstein. Mas se o que motiva as recentes falas de Damon é a amizade com quem realmente abusou de mulheres, o que ele disse não é motivo para tanto alarde. Não obstante, Damon não foi capaz de evitar a fúria dos “justiceiros sociais”.

A ponto de ter merecido uma defesa na The Spectator, em artigo publicado por Brandan O’Neill. O autor leu as várias entrevistas de Damon em que não chega a criticar o movimento #MeToo, mas simplesmente chamar a atenção para alguns pontos importantes. Entre eles, o fato de que nem tudo aquilo considerado “avanço sexual” é igualmente ruim (uma cantada, por exemplo, deveria ser colocada no mesmo saco de um estupro?); e a lembrança de que nem todos os homens do planeta são bestas terríveis e incuráveis.

Por dizer o óbvio ululante, mesmo depois de elogiar o movimento e o fato de que mulheres estão podendo sair da toca e, “empoderadas”, contar suas histórias, o astro de Hollywood foi duramente criticado, e uma manchete de jornal ao menos questionou se ele estaria bem de cabeça. Não dá mais para apontar para o grau de paranoia e histeria do mundo sem ser imediatamente alvo da paranoia e da histeria desses “guerreiros da justiça social”.

Num mundo em que tudo virou “abuso sexual”, desde o assobio na rua até um convite para jantar, não há mais espaço para o razoável, para frisar que até mesmo um condenável e abjeto tapinha no bumbum com algum comentário jocoso não deve ser colocado no mesmo patamar de um estupro a uma criança. E é por conta dessas confusões conceituais, que usam e abusam das mesmas palavras para definir coisas bem diferentes, que se diz por aí que uma em cada cinco mulheres já foi “estuprada” nas universidades. Sério?

[Aparecido rasga o verbo] Avessos da invenção

Aparecido Raimundo de Souza

PIRIBÊNCIO RODRIGUES FAISÃO chegou apressado na recepção do consultório dentário onde havia marcado uma sessão com a sua dentista. Estava meia hora atrasado. Depois de se dirigir à moça da recepção, dar uma desculpa esfarrapada, recebeu uma senha. Tinha gente na frente. Iria ser atendido, mas demoraria um pouco. Que fazer? O jeito, esperar. Afinal de contas, o dente doía e latejava e isso o estava tirando do sério.

Decidiu sentar numa cadeira vaga e folhear um jornal que dobrado, amargava a solidão do desprezo numa cestinha adequada para revistas e livros. Foi quando deparou com uma dessas máquinas de café num canto da sala, ao lado da janela. Na vez anterior em que ali estivera, coisa de um mês atrás, não havia visto aquele modelo express, pelo menos que se lembrasse. Sinal de que a sua odontóloga fazia progressos na profissão. Enquanto aguardava a vez de ser atendido, resolveu preparar uma bebida.

Caminhou até o aparelho e antes de apertar um dos doze botões procurou ler atentamente as instruções. A geringonça oferecia uma serie de opções: “café curto, café longo, café simples, café com leite, café forte, café fraco, pingado, cappuccino, mocaccino, chocolate, chocolate com leite, leite puro e chá”. Decidiu pelo café com leite. Adorava café com leite. De graça, até injeção no olho esquerdo ou ovo podre, cru e cozido, com bastante sal, certamente caia de bom grado.

Apertou o botão correspondente. O copinho plástico descartável pousou suave, na bandeja. Partiu para o segundo passo: “muito açúcar, pouco açúcar, médio ou amargo”. Médio. Doce demais, não descia. Amargo, bastava a vida. O açúcar caiu na medida escolhida e milimetricamente calculada. Ação seguinte: pressionar a tecla de cor azul que indicava “CAFÉ COM LEITE” e partir para o abraço.  Ao comprimir, contudo o botão que despejaria a bebida, a coisa entrou em pane.

Assim, sem aviso, sem dar o menor sinal. Simplesmente a operação enguiçou. Num repente, o dispositivo engoliu o copo, e, como se não bastasse, com o açúcar dentro. Piribêncio achou estranho, mas se conformou. Olhou ao redor. A moça da recepção falava com alguém ao telefone. Pelo sorriso, papeava com o namoradinho. Dos quatro pacientes que esperavam vez, dois eram mulheres e ambas folheavam umas revistas de moda do tempo do onça. Um senhor de boné vermelho, parecia cochilar e o sujeito, ao lado, quebrava a cabeça fazendo palavras cruzadas.

Saboroso uma Ova!

Cristina Miranda

Às vezes pergunto-me se isto já não é patológico. Quem no seu perfeito juízo diria que 2017 foi um ano saboroso depois do país ter vivido duas das maiores tragédias com fogos de que há memória com mais de 110 mortos, mais de 300 feridos, mais outras tantas centenas com traumas psicológicos, com mais de 500 casas ardidas, mais de 50 empresas reduzidas a cinzas, mais de 500 mil hectares de floresta que desapareceram? Ninguém! Mas Costa [foto], que logo a seguir a Pedrógão foi tranquilamente gozar suas ricas férias, consegue pronunciar isto com um largo sorriso nos lábios enquanto se refugiava em Bruxelas dos estilhaços da bomba recente da Raríssimas, que atingia em cheio seus membros do governo. Isto é normal?

Não. Não é normal um suposto líder democrático, num país democrático agir como pequeno ditador frio e insensível focado só na propaganda do partido e endeusamento do seu líder. Mais anormal ainda é ter uma série de idiotas úteis como o Galamba a limpar a cara e mãos sujas a toda a hora, com a distorção da realidade e achincalhamento pessoal a quem ouse pôr em causa o líder. Uma espécie de polícia do Governo que persegue ferozmente os opositores. Das duas uma: ou o líder endoidou ou estamos numa república comunista. Factos.

Se há sabor a atribuir ao ano que finda, é o sabor amargo a morte de gente inocente por incúria do Estado, encurralados e incinerados em fogos, encurralados em hospitais com legionella. É o sabor a austeridade severa bem patente na carga de impostos indiretos suportados em 3 orçamentos de Estado que encurralou todos os contribuintes. É o sabor amargo da dívida pública galopante que encurrala o futuro e promete dias ainda mais difíceis e terríveis aos cidadãos e empresas. É o sabor indigesto de não vermos os responsáveis da CGD sentarem-se no banco dos réus porque mataram o inquérito. É o sabor nojento da gozação com nossa cara da palhaçada com Tancos e Infarmed. Sim, uma riqueza de sabores amargos que nos revolta sempre que Costa sorri para as câmaras.

A máquina da propaganda soviete do Costa jamais conseguirá, com as agências de rating a tirar o país do lixo psicológico (sim porque o lixo continua todo debaixo do tapete) , com um Centeno que vai para presidente dum grupo que ninguém quer (Centeno ganhou por desistência dos concorrentes) pago pelos contribuintes portugueses, com uma economia que flui sem qualquer interferência do governo apenas pela conjuntura externa favorável, com uma saída do défice excessivo só com o esforço de 0,8% (com vendas de F-16 e perdões fiscais)  graças à redução fantástica de 8% do anterior executivo, fazer ESQUECER que este governo ABANDONOU à sua sorte  uma região inteira só porque não dá votos.

O enfrentamento como solução

Esquerda popular-revolucionária é pródiga em anunciar soluções para problemas sociais. Como implementá-las com sucesso já provou que não sabe

O Estado de S. Paulo

Foto: Guilherme Santana
Desponta claramente no campo da esquerda radical um agitador firmemente disposto a liderar uma revolução para a conquista do “poder popular”, cujo principal desafio “é pensar um programa que não seja o de conciliação, mas de enfrentamento e que bote o dedo na ferida de problemas estruturais”. O candidato a líder popular-revolucionário, defasado um século no tempo, é Guilherme Boulos [foto], coordenador do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), um “movimento territorial dos trabalhadores” que luta contra o capitalismo: “No capitalismo é assim: muitos trabalham e poucos têm dinheiro. Por isso lutamos contra ele”. É o que diz a Cartilha de Princípios do MTST.

Em entrevista ao jornal Valor, Boulos não consegue disfarçar que considera Luiz Inácio Lula da Silva um líder decadente e superado, a quem concede, generosamente, o direito de ser candidato na eleição presidencial do ano que vem “como uma questão democrática”, não de “convergência programática, mas de não deixar que o Judiciário defina o processo eleitoral no tapetão”.

É tão forte a fé de Boulos na decadência de Lula que não acredita que o chefão do PT consiga levar o protesto popular às ruas no caso de ser impedido pela Justiça de candidatar-se à Presidência da República, o que depende de decisão do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) sobre sentença do juiz Sério Moro, que o condenou a 9 anos e 6 meses de prisão no caso do triplex do Guarujá.

A razão disso é que “parte da esquerda deixou de fazer o trabalho de base”, o que “gera apatia, perplexidade” e “a longo prazo cria uma fissura profunda entre Brasília e o Brasil, que se traduz no sentimento de insatisfação com a política e que pode se expressar em algum momento com explosões sociais”. E insiste: “Defendo que a esquerda se apresente em 2018 com projeto de enfrentamento, sem alianças com golpistas”.

Capina (III)

Haroldo P. Barboza

Ilustração: Jarbas
O resultado desta política de abandono e menosprezo pelo povo resulta na falta de oportunidade que nos conduz à miséria e à revolta por parte daqueles que percebem que estão sendo varridos para baixo do tapete junto com a lama dos escândalos que pipocam nas altas esferas dos governos, e são engavetados cinicamente apesar do clamor (?) público. Na verdade, empurrados para favelas inchadas que acabam servindo de ótimos esconderijos para os bandidos das armas de fogo. Os bandidos que portam canetas de ouro continuam instalados em entidades sociais bem refrigeradas, na posição de dirigentes de nossos destinos. Aos "alienados mentais" fabricados e sem oportunidades de crescerem dignamente como seres humanos são oferecidos programas do tipo "xuxelândia, gugulândia e BBBB N" – onde N=qualquer algarismo enquanto der audiência. Santuário popular da mediocridade onde o participante que elabora uma frase com cinco palavras é considerado "gênio". Em paralelo, ocorre um processo sistemático de descaracterizar nosso linguajar, incorporando com grande força à nossa linguagem, termos estrangeiros que são “aportuguesados” nos grandes centros e tornam-se hieróglifos alguns quilômetros após a fronteira com o interior.

Só nos resta abaixar a cabeça e permanecer colônia à espera de um messias de alguma história da carochinha? Mas nossos heróis não são Tiradentes, Dom João VI, Anita Garibaldi, Caxias, Oswaldo Aranha, Monteiro Lobato, Carlos Lacerda, Assis Chateaubriand nem Barbosa Lima Sobrinho. São eles: Rambo, Mickey, Pateta, Mandrake, Vingador do futuro e outros do mesmo baixo quilate. Em comum, suas mensagens subliminares de hipnose do povo que já não sabe mais identificar sua cidadania e dignidade e fica "agradecido" quando há alguma promoção no kit de sanduíches do Mc (pato ou corvo?) Donald's.

Afinal de contas, quando nossas crianças terão direito de estudar e brincar usando nossos valores e nossas culturas tradicionais? Por quanto tempo mais teremos de gerar crianças famintas para garantir o estoque de escravos dos níqueis? Como elas poderão crescer sem medo depois de ouvirem canções de ninar cujas letras são negativas: assustam (Boi da cara preta), ameaçam (Marcha soldado), acusam (A canoa virou), desgraçam (O cravo e a rosa)? Certamente tendem a chegar ao mercado de trabalho com receio de competir, questionar ou protestar para defender suas convicções! Quando pedagogos de gabarito terão suas sugestões analisadas pelo Ministério da Educação para a normatização de uma política que eduque e forme cidadãos conscientes de suas escolhas? Quando os alunos voltarão a respeitar seus Mestres?

Chave da felicidade

Nelson Teixeira

O que é a felicidade?… Onde a encontramos?

A felicidade está dentro de cada um de nós, representada pelas boas ações que vamos plantando pelo caminho e a nossa doação verdadeira aos que necessitam da nossa ajuda.

Muitos de nós buscam a felicidade na matéria, mas podemos encontrar pessoas ao longo da vida desprovidas de bens materiais que são muito felizes, e qual é o segredo de tanta felicidade a não ser a paz que se tem no coração.

As pessoas felizes são desprovidas do egoísmo, do orgulho e da vaidade, não se preocupam em ter, mas sim em ser uma pessoa melhor, em dar aos outros o que quer para si.

Portanto a chave para felicidade todos nós temos, mas para usá-la precisamos abrir as portas do nosso interior corrigindo nossos defeitos e aplicando mais nossas virtudes, trabalho árduo e difícil porque precisamos abrir mão e renunciar de muitos vícios morais que nos acompanham, somente com a nossa melhora como pessoas é que conseguiremos nos utilizar da chave da felicidade e nos tornarmos livres dos nossos próprios enganos.

Sejamos simples diante de nossas escolhas, desta forma teremos acesso a nossa tão sonhada chave da felicidade. 
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 26-12-2017

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

domingo, 17 de dezembro de 2017

Capina (II)

Haroldo P. Barboza

Ilustração: Jarbas

As escolas municipais (e provavelmente as estaduais também) "orientam" que as professoras aprovem seus alunos mesmo que a média anual seja abaixo de UM. Três motivos conduzem para esta prática:

a) os traficantes ameaçam professores que reprovam parentes menores daqueles;
b) o município perde verba federal por cada aluno reprovado;
c) os alunos agora estão agredindo os professores sob o imundo manto da imunidade do “di menor”.

Não fica difícil imaginar como anda a cultura em nossa pátria. Teatros abandonados, cinemas falidos, bibliotecas sendo devoradas por traças e museus com goteiras. Alguns valentes sítios de informática tentam criar um canal de sobrevivência das letras, assim como outras tantas entidades culturais patrocinam heroicamente concursos literários, tendo em vista que não há incentivo de leitura de livros que representam armas perigosas que podem abrir mentes e formar opiniões contrárias ao regime que nos conduz. Todos estes veículos sobrevivem com água no queixo. Qualquer marola mais forte os afoga. Não há nenhuma linha de crédito que os beneficie. Quem se arrisca a patrocinar uma destas entidades chega a receber "gelo" dos demais integrantes da máfia do poder. Em paralelo despejam as palavras estrangeiras em todas as campanhas publicitárias, trazendo-nos mais dificuldades em absorver a linguagem nativa. Dificultam a comunicação entre nós para impedir que as ideias de uma cruzada buscando a verdadeira independência de nossa pátria possam ser costuradas entre os que não foram totalmente anestesiados pelos abutres que apenas desejam nos manter colônia por mais 500 anos.

[Varig/Aerus] Alexandre Freyesleben vs Tito Walker


Tito Walker, ex-comandante na Varig, escreveu uma carta aberta a Alexandre Freyesleben, também ex-comandante na Varig, acusando este de “jamais ter trabalhado a favor e em prol do coletivo” e outras.

Em sua resposta, Alexandre Freyesleben reputa as intervenções de Walker de “aqueles discursos inflamáveis, mas de conteúdo que mais parecia uma gelatina!”

Leia abaixo as cartas de Walker e de Freyesleben.

Klute, O Passado Condena (filme de 1971)


Alexandre Freyesleben,

Alguns colegas que têm confiança em minha boa-fé, pediram-me para participar de seu grupo “Credores Varig” porque tinham dúvida de várias afirmações peremptórias suas. Acham-nas, talvez, não-coincidentes à realidade do caso VARIG que pensam ter vivido. Fui solicitado para ou corroborar as suas narrativas ou, caso contrário ― em debate argumentativo ― esclarecermos os fatos e procurarmos um consenso. Aferindo, elucidando "fatos", não ideologias, mas ideias. A busca de um encontro para o bem comum.

Verifiquei, todavia, que você tergiversa, altera o âmbito daquilo que se pretende definir argumentativamente. Provavelmente, se esqueceu de que foi você que optou por se afastar da APVAR e virar as costas para seus colegas. E isto, já em 2002, logo após a demissão em massa dos bravos colegas que trouxeram às claras o problema de Administração da FRB, problema que vem levar (e levou, com imensa ajuda do governo) a "Nossa VARIG" ao ocaso.

Em seu grupo, você também alega que teria tentado ajudar o Movimento histórico dos pilotos, comissários e mecânicos de voo, através de seu cargo na administração (francamente, ‘mádministração’). Ora, sabemos todos que nada está mais distante da realidade! Engana aí, mas não a você mesmo, ou a nós, pois foi você que fez essa opção moral para a sua vida. Continuou a trabalhar com e para uma Chefia de Pilotos que recém havia demitido sumariamente seus colegas pilotos da “resistência” de forma vil e ilegal. Foi com aquela Chefia que você se alinhou. Se você se esqueceu disto, nós não.

Você jamais trabalhou a favor e em prol do coletivo levando em conta “o Outro”. Tal característica sua é o que mais importa quando você se apresenta candidato a representante do Comitê de Credores. Esta é tarefa para altruístas. Para muitos de nós, que sofremos na pele a demissão da truculenta FRB, alguns por longo tempo, outros em várias vezes, ver como candidato um que fez parte daquela Chefia de Pilotos por opção interesseira, é um acinte e um perigo. Seria a completa e muito injusta inversão de valores nesta história. E mais, por eivada de interesses não-coletivos, um grave risco para a necessidade de isenta fiscalização do processo.

Cá para nós, isto muito se assemelha àquela sua perversidade na CPI, ao declarar que o colega de sua fixação pessoal jamais ganhou alguma coisa na vida. Ledo e desarrazoado engano! Não se vive ou se aufere "sucesso” apenas de ações jurídicas com o fito de ganhar dinheiro. Nem para se obter uma posição próxima “ao poder". Se assim fosse, pessoas como Gandhi e o Papa Francisco seriam perdedores e outros, como a turma da Odebrecht, seriam vencedores.

QUIZ: Andy Warhol

Andy Warhol foi o representante máximo da pop art. Qual destes emblemas da sociedade consumista plasmou numa das suas obras?


A  – Embalagem de leite
B  – Latas de sopa Campbell
C  – Latas de água tónica 
D  – Embalagem de manteiga de cacau

Charada (468)

Bartolomeu é proprietário
de um picadeiro.
Se ele acomodar um cavalo
por boxe, fica um cavalo
sem boxe. Se ele acomodar
dois cavalos por boxe,
fica uma boxe sem cavalos.

Quantos cavalos e quantas boxes 
tem o Bartolomeu no picadeiro?

Desenho de Lauren de Bacco

Depressão

Nelson Teixeira

Temos que ter cuidado com a depressão, a doença do século. Devemos conversar e ouvir mais, reservar alguns minutos para si, não viver só em busca do dinheiro, mas a procura da felicidade.

Tentar cuidar da saúde, ajudar as pessoas, sorrir, ler e viver mais.

Não pregar o ódio, a violência ou a discriminação, mas a paz, o amor e a justiça.

Devemos valorizar as qualidades das pessoas e não ficar apenas apontando seus defeitos.

E quando sentir que pensamentos estranhos estão habitando em sua cabeça, procure Jesus o médico das almas.

Depressão tem remédio para o corpo e para a alma. 
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 17-12-2017

sábado, 16 de dezembro de 2017

É Natal!


Almir Papalardo

Nessa data fraterna de reunião familiar se comemora o Natal.
Mundo afora é só paz! É um evento de fé, é uma festa mundial.
Data em que nasceu nosso Criador, Nosso Senhor Jesus Cristo.
Pelo seu poder eu tenho à vida, sou real. Graças a Deus existo. 

Natal abranda nossa ira controlando os sórdidos pensamentos.
Esqueçamos adversidades vividas, e da vida os maus momentos.
Tônico que alivia a alma estressada pelos pecados acumulados.
Um só dia aliado a Deus, os outros dias longe, bem afastados. 

Aproveitemos a pureza da data para perdoar a quem nos agride.
Esqueçamos as desavenças e abracemo-nos amigo, sem restrição.
É Natal! Dia em que a Terra irmanada fica longe do ódio e do revide.

É Natal! Clima propício para rogarmos com humildade nosso perdão.
Dia de renovar a fé pedindo clemência a Deus por mal procedimento.
Celebremos com mente limpa o Natal, é momento do arrependimento.

UM FELIZ NATAL PARA TODOS OS BRASILEIROS!! 
Aos queridos(as) amigos(as) um feliz e harmonioso Natal junto aos seus entes queridos! Não se esqueçam de colocar à noite, na janela, seus sapatinhos para que o bom Velhinho de barbas brancas, o nosso Papai Noel, possa colocar neles o presente adequado ao que cada um fez jus no decorrer deste ano!! 
Título e Texto: Almir Papalardo, 16-12-2017

Contos moucos loucos (XXXIV) – A "filha" na fila

Haroldo P. Barboza

(4º lugar no Prata da Casa 97 - Petrobras)

Etelvina ficou viúva aos 68 anos. O falecido, enterrado num sábado de carnaval quente e muito ensolarado, lhe deixou a “quitinete” quitado e uma frágil e nada invejável pensão de R$ 400,00. Não poderia recorrer ao auxílio de irmãos nem filhos, pois o único que tiveram, faleceu na Austrália há cinco anos. Sua parente (sovina como um pato famoso) mais próxima era a sobrinha Geodalva, que lhe havia convidado para morar na meia-lua no quintal de sua mansão de Teresópolis, em troca de um pequeno aluguel de R$ 200,00 (fora as refeições e o uso do banheiro da empregada).

- Ela que vá roubar o capeta - disse Etelvina ao seu zíper (pois não haviam botões em sua blusa remendada).  

A síndica do prédio, Zuleika, xereta de primeira linha, desde maio não conseguia atinar como o padrão de vida da viúva havia melhorado de forma tão rápida. Acabou sabendo pelo seu marido (caixa do banco onde Etelvina possuía sua conta há doze anos), que a vizinha estava efetuando depósitos mensais na faixa de R$ 250,00!  Em grana viva. Para tentar descobrir rapidamente a nova fonte de renda da viúva, mapeou todos seus movimentos por três semanas consecutivas.  Quase uma detetive.

De segunda a sexta-feira, saía do prédio às 17h00 e retornava às 23h00. Aos sábados, saía às 9h00.  E regularmente, aos domingos, saía desfilando de roupa nova, de táxi, quase que humilhando os habitantes do conjunto residencial de Vila Silêncio. Teria arranjado algum abastado amante, mesmo com aquela pele toda enrugada? Estaria fazendo bico como apontadora do jogo do bicho, apesar de não enxergar a um palmo do nariz?  Seria uma simples arrumadeira de motel, apesar da fama de carola? Estaria chefiando uma perigosa e lucrativa quadrilha de pivetes? Estas dúvidas estavam acabando com as mal pintadas e sujas unhas de Zuleika. Era preciso colocar o mistério em pratos limpos o quanto antes!

One obvious detail revealed this ‘Green Beret’ was a total fraud

Kevin Fasick and Laura Italiano


For real Green Berets, there was one dead giveaway that Brooklyn Army vet ­Papotia Reginald “Reggie” Wright was an imposter.

His beret was black.

“We took one look at that and knew he was messed up — it was comical,” said a retired Green Beret, a member of the Guardians of the Green Beret, to The Post on Friday.

“If you’re to pretend to be a Green Beret, at least do it the right way’’ — by wearing a green beret, the veteran said.

Wright was outed this week as a fraud, posing as a Green Beret as he ran an unauthorized veterans “Honor Guard” out of Brooklyn’s Park Slope Armory, according to the Guardians of the Green Beret.

Wright’s wife, Tammy Feliciano, also lied about being an ex-Army “major’’ while serving as an “executive officer’’ with him, the Guardians noted.

“His wife never served a day in the military — period,” a Guardian member said.
The organization of former and current Special Forces heros uncovered Wright’s alleged scheme, thanks in part to his laughable lack of “millinery” intelligence.

Reached by phone Friday, Wright claimed he never pretended to be a Green Beret and only wore the elite unit’s insignia because “that was the uniform of the day.” He declined to clarify what he meant.

Capina (I)

Haroldo P. Barboza

Ilustração: Jarbas
O corajoso depoimento da Professora Amanda Gurgel (RN) em maio de 2011 corresponde a um retrato (3x4) da realidade degradante da educação nacional. Reforça bastante meu texto criado em 2003 (retratando algo que HOJE está bem PIOR) e que lhe convido a ler em quatro capítulos (batizados de “capina” o que tem muito a ver com o pasto onde habitamos).

Em outubro de 2011 a Professora Vanessa Storrer (Curitiba) enviou excelente carta à revista VEJA ilustrando algumas das causas que motivaram o meu texto abaixo. Que outras vozes de credibilidade se reúnam para criarmos a grande cruzada de combate ao vírus “corruptio impune” que é MIL vezes pior que o da dengue, pois atinge a todos os habitantes deste país e se não for combatido com convicção nos transformará num Braití (pior que o original) em menos de quarenta anos.  

Torcemos para que as imagens destas bravas Mulheres possam contaminar outros colegas do Magistério para criar um processo cívico nacional capaz de mudar a configuração desta área social que é a alavanca fundamental para criarmos uma qualidade de vida compatível com os impostos que nos cobram e desviam para suas contas bancárias. E que outras entidades sociais (de zeladores de prédios a zeladores armados da pátria, passando pelos defensores de animais abandonados, exceto ratos do poder) se unam numa grande cruzada para resgatar nossa dignidade pisoteada pelos bandoleiros do podre poder que se apoiam no Judiciário perigosamente já contaminado. 

Se o próprio Ministro Gilberto Gil em 10-05-2005 declarou na saudosa Tribuna da Imprensa (RJ) que o "governo é omisso na área da cultura", talvez ele tenha lido este meu artigo no final de 2003 que foi publicado no mesmo jornal! O que demonstra que pouco tem sido feito neste sentido apesar dos esforços de diversas entidades preocupadas (mas obstruídas) em oferecer oportunidades ao nosso povo para melhorar sua qualidade de vida e elevar o conceito de nossa pátria. As longas greves de meses da UERJ, do Colégio Pedro II (saudades) e o de outros núcleos, que SEMPRE penalizam seus alunos com a perda de um ano letivo “formando” legiões de “sem-esperança”, apenas corroboram o descaso com que esta área social é tratada pelos “donos” ilegítimos do poder. Estas declarações acima retratam duas heranças horripilantes que caracterizam a cultura de nosso povo:

1 – Um participante do BBBB é chamado de “gênio” quando elabora uma frase com cinco palavras (BBBB = Big Bordel Brasil Boiada).
2 – O povo acredita no resultado de eleições onde urnas-E não materializam votos para posterior conferência.  

Falência orquestrada da educação e da cultura (Tribuna da Imprensa – RJ - 2003

As crises em andamento em relação à Educação estão sempre na moda. Em vários momentos pipocam greves de professores prejudicando a sociedade e impedindo que ela tome consciência de como conduzir seus anseios. Escolas são interditadas por imposição de traficantes ou de goteiras. Divergências salariais que deveriam estar sendo resolvidas nas mesas das escolas, constantemente emperram na Justiça de forma premeditada para esfacelar o ânimo dos formadores de opiniões, com a nítida impressão de que foram programadas para causar um caos sem precedentes entre os jovens já sem grandes esperanças mesmo quando portadores de seus diplomas. Na verdade, estas crises vieram de longe em dois sentidos: tanto no nível como no tempo. A prática da "ditadura sem valor" impera na maioria das entidades de orientação estudantis e as decisões são tomadas pelas administrações sem consultar alunos, pais, professores e funcionários de apoio.

[Ferreti Ferrado suspeita...] Furto 2018

Haroldo P. Barboza 

Título, Arte e Texto: Haroldo P. Barboza, 16-12-2017

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QUIZ: Jackson Pollock

Se falarmos de Jackson Pollock, que corrente artística devemos mencionar?

Ritmo de Outono, Jackson Pollock, 1950

A  – Dadaísmo
B  – Realismo socialista
C  – Expressionismo abstrato 
D  – Construtivismo concreto