quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Cunha enquadra Janot e fala politicamente pela segunda vez ao dia. Finalmente, finalmente…

Luciano Henrique

Ainda hoje publiquei um exemplo de fala política de Eduardo Cunha [foto]. E, no mesmo dia, sabemos de outro momento de comunicação adulta, na qual ele enquadrou o PGR (também conhecido como Passador Geral de Régua) de Dilma, Rodrigo Janot.

Sobre o pedido de afastamento de Janot contra ele, Cunha disse: “É uma peça teatral, tanto que ela é feita em atos.

Segundo o UOL, Cunha disse que no fim de semana leu a peça de 190 páginas e escreveu pessoalmente dez páginas para integrar sua defesa. “Eu tenho conhecimento integral das 190 páginas da peça para dizer que é uma peça teatral. Ali não tem fatos, só atos teatrais”.

O truque governista de dizer que Cunha tinha culpa no cartório por estar de posse do boletim de ocorrência relacionado ao deputado Fausto Pinato, ex-relator do processo instaurado no Conselho de Ética, foi refutado, pois os documentos são públicos: “Sim, tinha várias cópias, várias pessoas me entregaram na véspera”, afirmou.

Ele concluiu: “É processo de natureza política que tem que ser enfrentado”, afirmou. Quando foi questionado se perdia o sono, rebateu: “nada me tira o sono, mas a mentira me tira a tranquilidade”.

Hoje temos 22 deputados federais e 12 senadores investigados pela Lava Jato. Vários são do PT. Mas somente o processo contra Cunha caminha rápido. É evidentemente um caso de uso do aparelho estatal para uso tirânico por parte do PT.


Ademais, 190 páginas escritas por Janot? Evidentemente, é a técnica de enrolar para esconder a falta de substância. No mínimo, Janot tentou cansar os outros e tentar impressionar por volume de páginas.

Recurso típico de estudante que fez monografia ruim e tenta impressionar os lorpas. Enquanto isso, os hipócritas gritando “Fora Cunha” fecham a matraca na hora de gritar “Fora Renan”.

A Globo, obviamente, só ataca Cunha repetindo o discurso de marketing do PT, demonstrando como é uma emissora sempre prestes a ficar de quatro para qualquer ditadura que se estabeleça. Já se mancharam na época da ditadura e estão se manchando de novo.

Se Cunha aumentar o tom no ataque, vai se dar bem, pois munição há de sobra. Porém, nas eleições de 2014 Aécio também tinha munição de sobra e não usou.

É a escolha que hoje Cunha tem pela frente. Será que ele utilizará um décimo ao menos da munição que tem?

Hoje, em duas iniciativas, Cunha foi muito bem.
Título, Imagem e Texto: Luciano Henrique, Ceticismo Político, 29-12-2015


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