segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Bergoglio, o papa do fim do mundo

Pe. Romano

Todos se recordam que, ao se dirigir à multidão reunida na Praça de São Pedro no dia 13 de março de 2013, o Cardeal Jorge Mario Bergoglio, imediatamente após a sua eleição como Papa, apresentava-se como um bispo que vinha do fim do mundo, aludindo, obviamente, à distância geográfica entre a Argentina e Roma. Não demorou muito para percebermos que a distância que separava o ex-arcebispo de Buenos Aires da Cidade Eterna não era apenas geográfica, e que a locução “fim do mundo” parecia ter uma conotação não apenas de localização, mas quase apocalíptica. Palavras e atos o demonstram desde o princípio, desde aquela inesperada aparição no balcão da Basílica Vaticana.

Infelizmente, a cada dia que passa, o abismo entre os atos de Bergoglio e a Sé de Pedro se aprofunda sempre mais. É impossível, a quem tem um mínimo de bom senso católico, não perceber a realidade dos fatos. Quem não tem esse senso católico vibra alucinadamente, pois se dá conta, claramente, que a intenção do Papa é de mudar a Igreja. Mas, que mudança almeja Francisco? Para muitos – inclusive pessoas bem intencionadas – trata-se de uma mudança boa, legítima, porque se está reportando a Igreja à sua origem evangélica, libertando-a de todos os resquícios de mundanidade, acumulados durante os séculos, e de doutrinas ultrapassadas. Seria bom recordar que há quase 500 anos, na Alemanha, um padre agostiniano, chamado Martinho Lutero, tinha o mesmo ideal de “mudança” e, a seu modo, levou-o adiante, “reformando” a Igreja.

A “reforma” de Bergoglio é mais sutil, e já foi testada — e condenada por um seu predecessor, São Pio X — porque procura manter as aparências destruindo a essência. Daí, gestos, discursos e frases, que podem ser aceitos por qualquer católico, serem misturados com outros tantos gestos, discursos e frases que, no passado seriam condenados. O resultado é uma grande confusão na já tão confusa mente dos fiéis e Pastores.

Estou persuadido de que a gota d’água desta revolução bergogliana foi o último vídeo do Vaticano no qual o próprio Papa diz o que pensa a respeito de diálogo ecumênico e inter-religioso. Trata-se de algo escandaloso. De fato, a Religião Católica e, sobretudo, Nosso Senhor Jesus Cristo, são colocados no mesmo patamar das demais religiões – falsas – e dos outros deuses – demônios. Trata-se de uma nova crença, na qual o “deus amor” – qual? Buda, Alá, Cristo e, por que não, Satã? – é proclamado o Pai de todos, sem distinção, sem qualquer ligação com a fé verdadeira e o batismo. E não se pode sequer apelar para as sempre famigeradas improvisações de Francisco, pois o texto está escrito.

Doeu-me na alma ver a imagem do Deus Menino colocada ao lado de um buda; feriu-me o coração de cristão e sacerdote ver um padre equiparado a infiéis. O que pensar de tudo isso? Como permanecer sereno quando aquele que detém na terra o poder das chaves, o poder de ligar e desligar, parece usar estas chaves para abrir as portas do Inferno? Como não recordar a Bula “Exsurge, Domine”, com a qual o Papa… excomungava o herético e cismático Lutero, suplicando a Deus, com as palavras do Salmista, que se erguesse e derrotasse seus inimigos?

Tenho repetido muitas vezes, nestes dias, o ato de fé, pedindo a Deus a graça de viver e morrer como padre católico:

“Creio firmemente que há um só Deus, em três Pessoas realmente distintas, Pai, Filho e Espírito Santo, que dá o céu aos bons e o inferno aos maus para sempre. Creio que o Filho de Deus se fez Homem, padeceu e morreu na Cruz para nos salvar, e que ao terceiro dia ressuscitou. Creio tudo o mais o que crê e ensina a Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana, porque Deus, Verdade infalível, o revelou. Nesta crença quero viver e morrer. Assim seja.” 
Título e Texto: Pe. Romano, Fratres in Unum, 11-1-2016

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