domingo, 14 de agosto de 2016

Amazona holandesa desiste de competir para poupar cavalo

Apesar de Parzival ter se recuperado a tempo de competir, a amazona decidiu não colocar em risco a saúde do animal

O gesto de uma amazona em favor de seu cavalo emocionou o Rio de Janeiro nesta semana. A holandesa Adelinde Cornelissen desistiu de participar dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro para poupar seu cavalo Parzival, que um dia antes de entrar na pista para a prova de adestramento por equipes ficou doente.

A amazona Adelinde Cornelissen, da Holanda, durante a prova de adestramento individual, nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Foto: Sean M. Haffey/Getty Images

No Facebook, Adelinde Cornelissen contou os detalhes do dia de apreensão que viveu até tomar a decisão final na última quarta-feira. Ela chegou a entrar na pista, mas apenas fez uma saudação antes de abandonar:  “A fim de protegê-lo, eu desisti. Meu amigo, meu companheiro, o cavalo que deu tudo para mim por toda a sua vida não merece isso. Então, eu saudei e deixei a arena”, disse.

Segundo a amazona, na terça-feira, um dia antes da competição, Parzival apresentou febre acima de 40° C e dificuldades para engolir. “Os veterinários concluíram que ele foi mordido por um inseto, aranha ou algum tipo de animal que produz toxinas”, contou.

O tratamento aplicado, segundo ela, surtiu efeito. O cavalo teve uma melhora gradual ao longo das horas seguintes até ser liberado para competir por veterinários e pela federação. “O que fazer? Ele está apto agora, mas você sabe o que aconteceu ontem… Ninguém para me substituir caso eu desista.”, contou sobre o dilema que viveu.

Apesar de Parzival ter se recuperado a tempo de competir e da liberação pelos veterinários da Federação Internacional de Esportes Equestres (FEI, na sigla inglês), a amazona decidiu não colocar em risco a saúde do cavalo de 19 anos.

Com a ausência de Adelinde Cornelissen, a Holanda terminou a prova na quarta colocação. Se competisse, o país até poderia ter chegado a uma medalha, pois na prova por equipes quatro duplas se apresentam e a pior nota é descartada. Mas Adelinde Cornelissen não tem a menor dúvida que tomou a decisão correta. “Dois corações”, termina ela em seu texto. 
Título e Texto: VEJA, 13-8-2016

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