domingo, 12 de março de 2017

[Aparecido rasga o verbo] Laços apertados em pescoços finos demais

Aparecido Raimundo de Souza

UM DOS MUITOS assuntos sérios na vida é, sem dúvida alguma, a escolha da pessoa com quem se vai casar. Tendo em vista que o matrimônio implica envolvimento total de duas vidas distintas, cada um com seus defeitos, qualidades e manias, tal passo, sem dúvida alguma é de decisiva importância, tanto para o homem quanto para a mulher.

Espera-se, ainda, que essa vivência (ou convivência) embaixo do mesmo teto, entre quatro paredes e um cachorro, ou um gato, no meio para atrapalhar, não seja apenas para determinado tempo, entretanto, que só venha a ser interrompida com a morte de um dos participantes.

Cresce, pois, ainda mais, tal preocupação, quando se sabe que o relacionamento dos cônjuges influi decisivamente no futuro dos filhos e, em face disso, de gerações futuras.

O jornal “O Estado de São Paulo”, em sua edição de 14 de agosto de 2016, publicou uma pesquisa sobre as preferências e os favoritismos das pessoas na escolha certa e precisa (ou quase) para um casamento longo e duradouro.

A constatação foi que, em geral, não há diferença entre homens e mulheres nesse aspecto. As qualidades aclamadas ou buscadas são referentes aos dotes naturais de inteligência, beleza, charme, bom gosto, tipos de músicas, filmes, programas de televisão, modo como certas criaturas, principalmente os homens abordam uma mulher na rua, no bar, no restaurante, ou shoppings.

Via paralela, o tipo, a maneira como eles se preparam e “atacam” para dar uma cantada, sem que essa xavecada seja, ou venha, de alguma forma parecer trivial, insossa, medíocre ou corriqueira.

Claro que nessa diligência não foram desprezadas também as condições econômicas, bom preparo para a vida, disposição para o trabalho, caráter, estabilidade financeira entre outros tantos quesitos importantes.

Pois bem, senhoras e senhores. O repórter fez perguntas sobre as qualidades negativas mais rejeitadas para um relacionamento ou convívio, a dois. Dispôs indagações consideradas sérias para quem pretende se aventurar de corpo e alma nos difíceis caminhos da domesticidade ou da fraternização acompadrada de viver sob o mesmo espaço físico.

Vamos tentar simplificar essas “privanças” sem, no entanto, fugirmos à essência. São dez, exatamente dez os acessórios, ou dito de outra forma, as “incumbências e os gravames” que mais levam os casais a se afastarem definitivamente um do outro.

Para uma união permanente, estável, sólida, encorpada, consistente e segura, não necessariamente nessa ordem, as rejeições são as seguintes:

1). Total pobreza de inteligência;

2). Prática homossexual no homem e lesbianismo na mulher;

3). Ser muito desconfiado;

4). Ser negligente no aspecto da higiene;

5). Ter grande diferença no nível cultural;

6). Ser um muito egoísta;

7). Possuir relativamente grande diferença de idade;

8). Carregar defeitos na aparência como ser muito alto, muito baixo, ou trazer consigo algum defeito ou cacoete, além de ser dispersivo, não sabendo se situar no tempo ou no espaço de modo coerente;

9). Ser fumante inveterado, beber em demasia, gostar de viver metido em bares, com amigos, ou se drogar;

10). Condição socioeconômica incompatível.

Como se pode depreender, senhoras e senhores, o hábito homossexual aparece no elenco em segundo lugar como FATOR DE REJEIÇÃO ou REPROVAÇÃO. Ainda que muita gente tolere tal prática em relação à sua família, ou envolvimento pessoal, na hora séria de partir para o “vamos ver”, compromisso onde entra a figura da igreja, do padre, e toda a pompa entrelaçada ao vestido branco, seguido do véu e grinalda, a coisa complica um bocadinho. Nesse momento, a recusa, ou a rebordosa no quesito desaprovação é simplesmente TOTAL.

Essa pesquisa feita por um jornal bastante conceituado no Estado de São Paulo, com grande público leitor, revela com cristalina contundência, que a prática homossexual é tolerada apenas bem longe dos indivíduos, vista somente em alguém afastado do convívio do dia a dia. Em face disso, senhoras e senhores, percebam que, na hora do “pega pra capar” simplesmente é interpretado como desaprovação condenável e altamente censurável.

Em linhas gerais, o levantamento sinaliza que as pessoas não se preocupam muito com a inteligência, com a desatenção, tampouco se lixam no tocante à higiene (para alguns, tanto faz o cônjuge tomar banho todo dia, como não tomar). O problema, nesse caso é de quem foge da chuvinha particular, como o diabo da cruz, e prefere ficar cheirando a bacalhau estragado.

Mesmo lado da moeda, não conta se o camarada fuma cigarro, cachimbo, baseado, ou se drogue.  Não faz diferença se sua compleição corporal for alta, baixa, mais ou menos, médio, gordo, magro, ou palito mal alimentado.

Não levam em conta, ainda menos, se o infeliz é pobre ou rico, se na hora de juntar os paninhos de bunda, as escovas de cabelo, os talheres e pratos, o candidato opte pelo reconhecimento ou adoção de uma esposa dezesseis, dezoito ou vinte anos mais nova, e o conclamado ou afeiçoado passe da casa dos cinquenta ou sessenta. 

Devemos lembrar aos nossos leitores, que não existe o feio ou o bonito. “Para quem gosta, para quem ama o feio, bonito lhe parece”. Partindo desse princípio simples, o que não serve para uma pessoa pode vir a ser a tábua da salvação de uma terceira.

Apenas para ilustrarmos, as senhoras e os senhores se recordam do africano conhecido como o “Homem mais feio do mundo?”. Fazemos referência a Godfrey Baguma. Em 2015, então com quarenta e sete anos, este jovem se casou, em segundas núpcias, com uma mulher mais nova que ele, Kate Namanda. Na época, contava trinta primaveras.  Meses depois de matrimoniada, Kate deu luz a uma linda menina.


Não importa, em conclusão, se o cara é feio, tenha um olho só, três pernas, um rabo no ouvido e, no lugar da boca, um escudo do Flamengo. Para piorar a situação, no lugar da boca, um dos buracos do nariz. Segundo a pesquisa que trouxemos à baila, não tendo nenhuma ligação com a galera da LGBT, o restante, os gloriosos e fogosos “finalmentes”, os casais modernos, tiram de letra.

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Título e texto: Aparecido Raimundo de Souzajornalista. Do Sítio ”Shangri-La” – Um lugar perdido no meio do nada. 12-3-2017

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