segunda-feira, 26 de março de 2018

Direitos desiguais

Haroldo Barboza

Sob o ponto de vista da segurança, podemos dividir nossa população em dois grupos.

Grupo 1 – onde 99,998% da nossa sociedade lúcida é contra a pena de morte, mesmo para quem já matou mais de quatro vezes, eliminou idosos e crianças com requinte de crueldade.

Grupo 2 – onde 0,002% pratica a pena de morte sem cerimônia, sem tribunal, sem julgamento, sem contemplação. Para dar conta desta “tarefa”, possuem mais armamento sofisticado e estratégia que a força policial da região. E recebem “proteção” de dezenas de ONGs empenhadas em sua “ressocialização”(?) nos presídios “aparelhados” de nosso território.

O morador da Rocinha (RJ) conhecido por “Marechal” morreu durante tiroteio entre policiais e marginais da região em 22 de março de 2108. Correm boatos de que ele até ajudou um policial ferido neste evento.


Um personagem com esta conduta, que pode servir de bom exemplo aos jovens, não mereceu manchetes (nem modestas) por uma semana na mídia, bloqueio da Av. Rio Branco nem “caravanas” conduzidas por “militantes” indignados com a insegurança reinante e com discursos inflamados contra os que adornam o cenário propício aos malfeitores.

Nenhuma das ONGs defensoras da “liberdade” (libertinagem?) e dos “direitos” liderou uma ação exigindo respeito e justiça.

Como a sociedade (grupo um) preocupada com a carga das baterias de seus “ismartifones” não interpreta estes sinais como alertas de profundo risco aos seus integrantes, a matança diária de elementos do grupo um há de continuar sob o manto da impunidade não revisada pelos legisladores cuja maioria lucra com a prática danosa diária dos malfeitores que aquecem o grupo dois, que continuará lentamente (?) aumentando seu perímetro ao longo dos próximos anos sombrios.
Título e Texto: Haroldo P. Barboza – RJ, 26-3-2018

2 comentários:

  1. Peço vênia para discordar.
    Houveram sim manchetes sobre a morte do "general"! vide;
    https://www.google.com.br/search?q=marechal+da+rocinha&rlz=1C1AVFA_enBR761BR761&oq=marechal+da+rocinha&aqs=chrome..69i57.10151j1j4&sourceid=chrome&ie=UTF-8

    E quanto a pena de morte ,esta é uma excrecência do ser humano.
    Concordar que a morte seja solução, é pensar que os metodos dos bandidos e assassinos possam ser alternativa. A pena de morte é assassinato legal! Devemos sim modificar as leis, corrigir os desvios dos orgãos da justiça ,e condenar todos a pena de vida , aos bandidos uma pena de vida que lhes faça arrepender-se a cada minuto pelos seus atos e aos homens de bem a uma vida segura e com liberdade de ir e vir. A pena de morte vai contra tudo o que o homem conseguiu evoluir ,desde que saiu das cavernas!
    Lamento ler tão retrograda manifestação, porém a considero útil no sentido de alerta ,para o quanto podemos estar equivocados.
    Paizote

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  2. É importante que se discorde de temas polêmicos, trazendo soluções palpáveis para situações de emergência que não permitem criação de "comissão de estudo" para "coletar os dados, tabular, planejar, licitar (aí mora o perigo) e executar(?)" com eficácia as ações que possam nos trazer esperanças. Enxugar gelo não resolve. Mas cadê a vontade de atingir o coração das organizações criminosas?

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