sábado, 23 de março de 2019

Novas acusações de Robert Mueller no Relatório Final

New Indictments In Mueller’s Final Report


A Comprehensive Guide:




Criação: Michael J. Knowles, The Daily Wire, 22-3-2019

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E afinal o Trump...

E afinal o Trump...

José António Rodrigues Carmo

Durante mais de dois anos, os órfãos de Obama e os seus corifeus nos media das grandes metrópoles americanas e europeias, recusaram aceitar a derrota eleitoral às mãos de um deplorável. Era impossível, a coisa só se explicava por uma grande conspiração russa que, de forma nunca explicada, mas prodigiosamente eficaz, tinha feito o maldito Trump ganhar as eleições.

Nas cabecinhas indignadas dos "resistentes", os russos tinham entrado no sistema eleitoral e depositado votos naquele inacreditável bozo, fascista, capitalista, neoliberal, e essas coisas.

A burocracia federal, repleta de simpatizantes obamistas, empenhou-se a cem por cento na investigação do candidato manchuriano (houve agentes do FBI apanhados a conspirar para "resistir" ao presidente eleito, absolutamente convictos de que era uma toupeira dos russos).

Foi nomeado um investigador especial, com plenos poderes, Robert Muller [foto] para devassar tudo e encontrar as provas de que Trump estava feito com os russos. Muller fez tudo, , recrutou inimigos do Trump, vasculhou todos os podres, de Trump, de amigos, de associados, de conhecidos, perseguiu, ameaçou, cooptou, etc, e, claro, encontrou muitos esqueletos no armário, como de resto encontraria nos armários de toda a gente neste planeta, exceto eu e o leitor, que somos pessoas absolutamente transparentes e autênticas cornucópias de virtudes teologais.


Os media da corda, cá e lá, ribombavam com cada "descoberta", proclamava-se como verdade indiscutível a ligação russa do deplorável presidente, enfim, o impeachment era óbvio e uma questão de tempo.

Pois bem, Muller acaba de dar à estampa o seu terrível relatório e ... a montanha pariu um ácaro.
Não recomenda quaisquer acusações, ou seja, não encontrou qualquer prova de tão propalada "collusion".

O que é espantoso neste caso, é o modo como milhões de pessoas são levadas a acreditar numa patetice óbvia desde o início, apenas pela incapacidade da esquerda em aceitar que o povo possa genuinamente não escolher as pessoas "certas", sendo que estas são apenas aquelas que vocalizam os slogans característicos da tribo, pese embora a generosa hipocrisia com que geralmente preenchem o monumental fosso entre o que dizem e o que fazem.

Lendo hoje as notícias dos grandes media "liberais" dos EUA, sente-se a enorme frustração da "Resistência".

Bem dizia o meu avô: só se desilude quem se ilude!
Título e Texto: José António Rodrigues Carmo, Facebook, 23-3-2019

Mais 5 dias inúteis

Alberto Gonçalves

Claro que o ar do tempo começa a tornar-se irrespirável e que uma sociedade fundamentada na desconfiança e na delação não promete um futuro risonho. Claro que me apetecia fazer queixa. Mas a quem?

Segunda-feira
O prof. Marcelo promete assistir à estreia de uma telenovela. Para mim, é espantoso ainda haver telenovelas. Para o prof. Marcelo é um acontecimento a não perder: “(…) tenho de arranjar a minha vida porque tinha um jantar de trabalho já organizado (…)”. E acrescentou: “Hoje é fácil, puxa-se para trás e vê-se, mas é outra emoção ver no momento da estreia. Vou ver. Depois digo a minha opinião”. A opinião permanece um mistério. O facto de o prof. Marcelo ser Presidente da República também.

Terça-feira
Fui enganado. Fui enganado pela família, pelos amigos, pela escola e sobretudo por esse veículo essencial de socialização: os filmes sobre o universo do crime organizado ou desorganizado. Todos me garantiram não haver coisa pior do que um denunciante, um delator, um bufo, um chibo, um rato, um reles, muito reles, queixinhas – e isto num “ranking” que já incluía molestadores, necrófagos e vereadores com pelouro. Tendo crescido nessa convicção, hoje não reconheço o mundo. É um mundo onde os denunciantes treparam dos fundilhos da humanidade para os respectivos píncaros. Pior, é um mundo onde os denunciantes são estimulados a sê-lo e recompensados por isso. Essa virtude, dantes apenas apreciada nos regimes totalitários do tipo nazi ou comunista, é agora louvada nas democracias. Ou nas mistelas esquizofrênicas como a nossa.

Há dias, Manuela Moura Guedes emitiu uma opinião televisiva acerca da associação LGBTEtc. que celebremente “interveio” numa escola do Barreiro. Num ápice, a não menos célebre ILGA apresentou uma queixa à ERC, a Altíssima Autoridade para a “comunicação social”. Um acontecimento fortuito? Não: um modo de vida. Para não criar equívocos, a OLGA até tem uns cartazes com os seguintes dizeres: “A televisão (p)e(r)mitiu [que giro] discriminação? Denuncia!” Escusado notar que “discriminação” é aqui um conceito lato, que consiste em divergir, mesmo que ao de leve, dos dogmas que orientam a ILDA. Um mafarrico qualquer na SIC ousou desviar-se dos padrões que a ALGA acha aceitáveis? Denuncia! Delata! Bufa! Chiba! E por aí afora, sob pena de integrares as multidões de hereges que as inquisições modernas se esforçam por calar e, preferencialmente, expelir.

Claro que a GULA é só uma entre largos milhares de agremiações que, em Portugal e no Ocidente em peso, lutam para encostar os hereges à parede, por enquanto metafórica. Claro que a “causa” LGBTEtc. é só um entre centenas de pretextos para que as sensíveis se ofendam e arranjem uma espécie de vida a reclamar o extermínio dos ofensores. Claro que o desmesurado ódio aos “discursos de ódio” é no mínimo um instrumento de censura e, no máximo, um “case study” psiquiátrico. Claro que o ar do tempo começa a tornar-se irrespirável e que uma sociedade fundamentada na desconfiança e na delação não promete um futuro risonho. Claro que me apetecia fazer queixa. Mas a quem?

O ódio a Israel é uma estupidez perigosa

Rui Ramos

Desde que as geringonças tornaram os esquerdistas respeitáveis, o seu ódio a Israel também se tem feito respeitável, como se vê no caso da Eurovisão. Convém dizer que é uma estupidez perigosa.


Parece que Roger Waters, nos intervalos da sua campanha a favor da ditadura chavista na Venezuela, tem andado a escrever aos cantores da Eurovisão para boicotarem o festival em Israel. Já o ano passado tinha havido um movimento para dissuadir o voto na canção israelita, sem muita eficácia: Israel ganhou. As pessoas ainda não vivem todas na cabeça do ex-Pink Floyd. Mas a conjugação entre o amor à ditadura venezuelana e o ódio a Israel não é uma excentricidade de Waters. Já a propaganda soviética tinha feito do “antissionismo” um elemento básico do credo do “homem de esquerda”. A ditadura venezuelana é aliada de Cuba, Israel é aliado dos EUA: para um bom esquerdista, não importa saber mais nada. Desde que as geringonças tornaram os esquerdistas respeitáveis, o seu ódio a Israel também se tem feito respeitável, como se vê pelas assinaturas para o boicote da Eurovisão. Convém dizer que é uma estupidez perigosa.

Dir-me-ão: há os palestinianos. Falemos então dos palestinianos. Sim, os árabes da Palestina nunca tiveram um Estado. Israel, porém, não tem sido o único problema a esse respeito. Entre 1948 e 1967, enquanto controlaram a Cisjordânia e Gaza, nunca o Egito ou a Jordânia deixarem fundar o Estado árabe da Palestina. Interessou-lhes mais usar esses territórios e as suas populações para atacar Israel. Por isso, com a colaboração das Nações Unidas, mantiveram os árabes palestinianos em campos de refugiados, e impediram que fossem assimilados nas outras sociedades do Médio Oriente, como os judeus expulsos dos países árabes foram assimilados em Israel. Sempre que Israel, nos últimos anos, retirou de territórios ocupados – da Faixa de Gaza, por exemplo – logo esses territórios se tornaram base, não de um Estado palestiniano, mas de jihad contra Israel.

O Estado palestiniano não é inviabilizado apenas pela ocupação israelita da Cisjordânia, mas pelas organizações terroristas que mantêm os árabes palestinianos reféns da campanha, iniciada pelo nacionalismo árabe e depois assumida pelo fundamentalismo islâmico, para destruir Israel. Devemos lamentar a política de colonatos israelitas, mas não devemos ignorar um direito de defesa que, num país que não chega a ter, em certos pontos, mais de 15 quilômetros de largura, tem passado infelizmente pela ocupação de território. A existência do Estado árabe da Palestina depende, como dependeu sempre, do reconhecimento do direito de Israel a existir como o Estado judeu da Palestina, segundo a resolução das Nações Unidas de 29 de Novembro de 1947 (que o Hamas, no poder em Gaza, embora por entre alguma confusão calculada, fundamentalmente recusa).

Pedimos desculpa por esta interrupção, o país segue depois das eleições

José Manuel Fernandes

O Governo esgotou-se. Já há mais guiões assinados com a geringonça, só os fantasmas das expectativas que incendiaram. Por isso desistiu de governar, antes prefere andar pelo país em campanha eleitoral
  
Para quem não deu por isso, foi a seguinte a agenda do primeiro-ministro nos últimos dias, de acordo com o portal oficial do Governo. No dia 11 inaugurou um Centro de Saúde de Odivelas, uma obra que representou o colossal investimento de 1,4 milhões de euros, repartidos com a autarquia local. No dia 12 foi a vez de inaugurar o Centro de Saúde do Cadaval, uma obra mais modesta, só de 700 mil euros, 85% dos quais fundos europeus. No dia 13 esmerou-se: foi a Abrantes inaugurar a Unidade de Saúde Familiar Beira Tejo, no Rossio ao Sul do Tejo (400 mil euros de investimento), e ainda teve tempo de ir ver o andamento de umas obras no Hospital Distrital de Santarém. Sobretudo teve oportunidade de ser malcriado, tendo destratado a bastonária da Ordem dos Enfermeiros depois de a ter convidado a estar presente. No dia 14 ficou-se por Lisboa e pelo Hospital de São José, onde o que tinha para ver eram os novos equipamentos dos serviços de Imagiologia e de Urologia. No dia 15 foi a vez de inaugurar as novas instalações da Unidade de Saúde Familiar Nuno Grande em Vila Real, um investimento de 790 mil euros e ainda foi visitar um equipamento de ressonância magnética.

Foto: André Dias Nobre/Observador

Ou seja, toda uma semana num corrupio pelo país, com a ministra da Saúde atrás, mais alguns secretários de Estado, os indispensáveis deputados do PS eleitos pelo respectivo círculo, mais os autarcas e as individualidades que nunca faltam nestas ocasiões. Porém, tudo espremidinho, vê-se bem o pouco ou quase nada que há para mostrar de investimento no Serviço Nacional de Saúde ao fim de quatro anos de Governo – feitas bem as contas, entre o custo das deslocações e os palcos que foram montados em todas as inaugurações, mais os beberetes, é bem possível que uma semana de agit-prop tenha custado tanto como a unidade de saúde inaugurada no Rossio ao Sul do Tejo.

Acham que exagero? Não sei, porque não tenho forma de ver as faturas de todas estas deslocações e os gastos com os palcos e a restante parafernália. Mas uma coisa sei: para 2019 o Governo orçamentou gastar 116 milhões de euros em viagens, mais 27 milhões de euros do que em 2018. Querem saber quando houve um aumento parecido? Pois é, adivinharam: foi em 2009, com José Sócrates, num ano eleitoral de muito triste memória. Querem ter um termo de comparação sem sair do SNS? Em 2018 o custo com o descongelamento das carreiras dos enfermeiros foi de 23 milhões de euros. Como se costuma dizer, há prioridades e prioridades.

Mas não ficamos por aqui. Falta o mais importante: a diminuição do preço dos passes a cair mesmo em cima das eleições. Foi, como está bem de ver, o tema do dia 18 de António Costa, como atesta de novo o Portal do Governo. Estima-se que este programa tenha um custo anualizado de 140 milhões e, mesmo devendo vir a ter um impacto positivo, não são poucas as questões que se colocam sobre a forma, o método e timing. Eis algumas delas, sem ser exaustivo:

Os transportes públicos e um projeto de poder

 Alexandre Homem Cristo

PS, PCP e BE sempre trataram os transportes como extensão do seu braço político. A redução dos preços em Lisboa e Porto pode ser embrulhada noutro papel, mas não deixará de fazer parte desse filme.


A redução do custo dos transportes públicos é uma boa medida? Sim, é: vai permitir poupança às famílias, em particular nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, e vai promover a utilização dos transportes públicos, o que deverá reduzir o tráfego urbano nas duas maiores cidades do país. É, para além de pertinente, uma medida eleitoralista? Sim, absolutamente: a proximidade da sua implementação com as eleições legislativas não representa uma mera coincidência e será inevitavelmente utilizada para angariar votos. Mas isso é o menos – se a medida é boa para uma parte da população, é expectável que quem a promova tente daí retirar benefícios eleitorais. O problema é o resto: através desta medida, expõe-se um país centralizado e um projeto de poder alicerçado nessa centralização.

Esta medida tem um elevado custo financeiro, que sai do Orçamento de Estado por ser teoricamente incomportável para as autarquias das áreas metropolitanas abrangidas – na verdade, bastaria aumentar impostos locais, como o IMI, para facilmente angariar a verba necessária, mas isso não seria tão popular. São, portanto, 104 milhões de euros de todos os portugueses que, em 85%, estão destinados a Lisboa e Porto. Dito de outra forma: os portugueses de todo o país irão pagar algo que beneficia (quase) exclusivamente quem vive nos grandes centros urbanos e que, por definição, já tem acesso a condições de vida muito superiores a quem habita no Interior do território. Condições de vida e de transportes, entenda-se, porque fora dos centros urbanos não faltam prioridades de investimento nesse setor, sempre adiadas, a começar pela rede ferroviária que aceleradamente se vai tornando obsoleta. É inequivocamente injusto: não é só ser o país inteiro a pagar o que só favorece os mais favorecidos; é também constatar que Lisboa e Porto teriam alternativas de financiamento (impostos municipais) que, por conveniência política, não foram utilizadas.
 
Foto: José Sérgio/SOL
Se é inequivocamente injusto, há uma razão que tudo justifica. E é uma razão política, como há tempos bem identificou Francisco Mendes da Silva. Se se olhar para a distribuição dos eleitores pelo território nacional, é precisamente nas áreas beneficiadas que os partidos da esquerda têm maior enraizamento eleitoral. Entre os deputados na Assembleia da República, dois terços dos que suportam a geringonça foram eleitos precisamente nos distritos de Lisboa, Porto e Setúbal, beneficiários diretos desta medida. Uma zona do país onde é inequívoco o ascendente político de PS e PCP – os números não deixam margem para dúvidas. Na área metropolitana de Lisboa abrangida, onde constam 18 concelhos, apenas 3 não são de esquerda: 9 têm executivos camarários do PS (Sintra, Odivelas, Amadora, Lisboa, Alcochete, Montijo, Almada, Barreiro, Vila Franca de Xira), 6 são do PCP (Loures, Moita, Palmela, Setúbal, Sesimbra e Seixal) e apenas 2 de PSD-CDS (Mafra e Cascais), com ainda a eleição de um independente em Oeiras. Consequentemente, no total dos vereadores eleitos nestes concelhos (184 mandatos), 71% são de PS-PCP-BE.

Pedido de impeachment de Gilmar Mendes

EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL

A falta de justiça, Srs. Senadores, é o grande mal da nossa terra, o mal dos males, a origem de todas as nossas infelicidades, a fonte de todo nosso descrédito, é a miséria suprema desta pobre nação. A sua grande vergonha diante do estrangeiro, é aquilo que nos afasta os homens, os auxílios, os capitais. A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade [...] De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. (Rui Barbosa)

Carlos, devote-se ao Brasil junto comigo. Apesar de todo o ceticismo, apesar de todo o pessimismo. Nós temos que dar uma alma ao Brasil e para isso todo sacrifício é grandioso, é sublime. E nos dá felicidade. É no Brasil que me acontece viver e agora só no Brasil eu penso. (Carta de Mario de Andrade a Carlos Drummond de Andrade, 10.11.1924)

MODESTO SOUZA BARROS CARVALHOSA, cidadão brasileiro, advogado inscrito junto à OAB-SP sob o nº 10.974, inscrito no CPF/MF sob o nº 007.192.698-49, com endereço profissional na Rua Cristiano Viana, nº 401, 10º andar, CEP 05411-000, na cidade e Estado de São Paulo;

LAERCIO LAURELLI, cidadão brasileiro, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, aposentado conforme o art. 59 caput do Regimento Interno do Tribunal de Justiça, sob o registro TJ nº 12988, inscrito no CPF/MF sob o nº 002.933.428-49, com endereço profissional no Setor Comercial Sul, Quadra 09, Bloco C, Edifício Parque Cidade Corporate, Torre C, 10º andar, Sala 1002, CEP 70308-200, na cidade de Brasília, Distrito Federal;

e, LUÍS CARLOS CREMA, cidadão brasileiro, advogado inscrito junto à OAB-DF sob o nº 20.287, inscrito no CPF/MF sob o nº 693.603.169-20, com endereço profissional no Setor Comercial Sul, Quadra 09, Bloco C, Edifício Parque Cidade Corporate, Torre C, 10º andar, Sala 1002, CEP 70308-200, na cidade de Brasília, Distrito Federal, endereço físico onde recebem as comunicações dos atos processuais, endereço eletrônico pej@luiscarloscrema.com, no exercício de seus direitos conferidos pela Constituição da República Federativa do Brasil, vêm perante Vossa Excelência, com base nos elementos probatórios, nas provas indicadas e nos demais relacionados, com fundamento no inciso II do art. 52 da Constituição Federal, no art. 41 da Lei nº 1.079/1950 e no Regimento Interno desta Casa Legislativa, oferecer DENÚNCIA por crime de responsabilidade, PEDIDO DE IMPEACHMENT, em desfavor de

A angústia da página vazia na hora do pênalti

Vitor Cunha

A página em branco é angustiante, já se sabe. A necessidade de escrever alguma coisa, porque nos pagam para a escrever, só aumenta à medida que as horas passam e o vazio do nosso intelecto ameaça o grito do Ipiranga que nos denunciará, inequívoca e irremediavelmente, como a fraude que somos.

É desta, é hoje que vão descobrir o logro, a ausência de imaginação e a evidente vocação limitada à simples arte de engraxar os sapatos do poder.

É assim que imagino o Paulo Baldaia  [foto], de todas as vezes que se senta em frente ao computador.


E é assim que ele procura levar-me à certeza da razão.
Título e Texto: Vitor Cunha, Blasfémias, 22-3-2019

Caríssimo leitor, guarde este nome, Paulo Baldaia, pois em breve saberá da sua nomeação para um cargo no governo ou numa empresa pública...

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Moleskine (9 de março de 2019) Confira porque peguei ojeriza à “imprensa”

Governo Bolsonaro tem 56% de aprovação, diz pesquisa

Levantamento da RealTime Big Data mostra também que para 53% dos entrevistados a expectativa é que o país vai melhorar nos próximos seis meses

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil, 16-1-2019

O governo do presidente Jair Bolsonaro tem 56% de aprovação dos brasileiros em quase três meses de mandato, segundo a primeira pesquisa de avaliação geral da Presidência da República, realizada pela RealTime Big Data.

O governo foi avaliado como ótimo por 13%, bom por 26%, regular por 30%. Ruim e péssimo tiveram 13% e 12%, respectivamente, e 4% não souberam ou não responderam.

A pesquisa também avaliou a popularidade do presidente, que teve 19% de ótimo, 27% de bom e 23% de regular. Ruim e péssimo foram 13% e 12%, respectivamente, e 6% não souberam ou não responderam.

Bolsonaro vai a shopping comer hambúrguer e é tietado

Thiago Nolasco

Presidente está em viagem oficial ao Chile e volta hoje, sábado, para o Brasil


O presidente Jair Bolsonaro escapou da agenda oficial durante a visita ao Chile, na noite desta sexta-feira (22), e foi a um shopping. No local, foi tietado e tirou fotos.

De acordo com pessoas próximas, o presidente estava com vontade de comer hambúrguer.

Na viagem aos Estados Unidos, o presidente também escapou da agenda e da imprensa e foi passear em um shopping.
Título, Imagem e Texto: Thiago Nolasco, RecordTV, Coluna do Fraga, 22-3-2019

Ação e reação

Nelson Teixeira

Quando seu semelhante se aproximar de você, o trate com afabilidade e doçura, pois isto será fundamental para se sentir seguro e confiante.

Aquele ou aquela que se aproxima de você, necessariamente não é seu inimigo e, portanto, merece seu respeito e atenção. Acima de tudo é um seu irmão que pode estar precisando de algo que você tem e pode dar. 

A vida é feita de ação e reação, e tudo que você proporcionar a alguém retornará a você de uma forma ou de outra.

Se deseja que coisas boas aconteçam, procure também propagar situações maravilhosas. Nunca se esqueça que é dando que se recebe.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 23-3-2019

Charada (791)


O que se coloca
sempre
na ponta de um
anzol?

sexta-feira, 22 de março de 2019

[Varig/Aerus] "Você ainda acredita em fake news daquela turma?” pergunta Alexandre Freyesleben

(NdE: texto sem revisão.)


Pessoal, boa tarde! A nossa credibilidade foi a maior conquista frente ao grupo. A nossa intenção é dar informação de fácil entendimento, curta, direta e ajudar na solução.

Sinceramente, eu não tenho tempo para responder a cada mentira, a cada Fake News e a cada ofensa. Como vocês sabem, eu trabalho e muito e não tenho tempo para perder com pessoas que só pensam em seu proveito próprio! Por que essas pessoas não começam a dizer, se receberam as rescisões judiciais ou não? Como dito pelo MP, as pessoas devem ter o mínimo de conhecimento para distinguir o que é verdade e o que é mentira.

Analise, primeiro, se a pessoa que está falando tem credibilidade? Qual o interesse dela? Atente-se sobre a conduta profissional e pessoal da pessoa que fala ou escreve e o passado da mesma. Depois, sobre o assunto que fala, a pessoa tem conhecimento jurídico ou intelectual ou é só achometro? Se, pelo menos, consegue fechar uma linha de raciocínio logico: início, meio e fim? Se o Tico e o Teco se conectam?

Como alguém pode falar sobre o Estatuto do SNA, sem sequer ter sido um dia sindicalizada? Não sabe nem onde fica o Sindicato! Mente tanto que nem sabe que o Estatuto do SNA foi alterado recentemente! Aliás, a pessoa sequer consegue entender o que está escrito no Estatuto do SNA, o que dizer da lei de falências e da recuperação judicial!? Dizer que as pessoas ligam para essa pessoa para pedir esclarecimento, é um atentado a inteligência mediana! Essas pessoas só estão lá para espalhar mentiras!

Esse novo SNA sempre foi claro e se colocou a disposição de nos ajudar. Vamos parar de mentiras! O SNA jamais pediu qualquer contribuição para qualquer fim! Veja, o caso da Ação Civil Pública que beneficia a todos e especialmente aos aposentados; o SNA arca sozinho com o escritório de advocacia de Brasília, jamais pediu qualquer contribuição aos aposentados e aos ativos. A nova Direção do SNA sempre colocou a nossa disposição as instalações do SNA e nunca cobrou um centavo. O mesmo procedimento acontecerá na Assembleia de Credores da Massa Falida do antigo grupo Varig, caso o SNA tenha que arcar com os custos, arcará sozinho! Assim como está fazendo com o pessoal da AVIANCA! É uma covardia espalhar essas Fake News e ainda dizer que consta no Estatuto do SNA. Então, a pessoa que acusa que diga onde está no Estatuto!?
Mais uma vez é sempre aquela turma que começa a espalhar mentiras e Fake News a meu respeito e a atuação do SNA.

Lembrando que essa turma não conseguiu até agora nenhuma vitória no Poder Judiciário. Sabem por quê? Porque criam situações não previstas em lei, para justificar versões do seu líder, que não é respaldado por qualquer Instância no Judiciário. Abusam de pedidos jurídicos errados e impossíveis e perda de prazos processuais; todavia, vivem culpando terceiros pelos insucessos! Mas há aqueles que acreditam e o seguem e até ligam para os outros no intuito de convencer, fazer o quê? É o caso do suco de uva do Jim Jones ou da Síndrome de Estocolmo! Por que não explicam as suas derrotas sucessivas no Judiciário, inclusive com aqueles sucessivos recursos que atrapalharam o 2o Rateio? Não conseguiram nem entender, que o 2o Rateio só saiu depois da confirmação de que houve o reconhecimento do trânsito em julgado da falência.

Cumprimentos

Nelson Teixeira

Sempre que for cumprimentar alguém faça-o de maneira alegre e sorridente, pois cria uma sinergia contagiante, capaz de envolver seu semelhante num clima de paz e confiança.

Cumprimentos carrancudos não passam confiança e muito menos satisfação.

Um cumprimento vai além de um simples gesto de educação, pois na verdade deve ser uma injeção de ânimo, que consiga dar mais alegria e satisfação para quem esteja cumprimentando.

Um simples gesto de cumprimento pode mudar todo o comportamento que até então seu semelhante se encontrava, e mudar sua forma de viver a vida.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 22-3-2019

[Daqui e Dali] Meu amigo Manel

Humberto Pinho da Silva

Conheci-o na antiga Escola Académica [foto], no Porto, onde fui parar após ter sido o melhor aluno da turma no “Alexandre”.


O Manel era um adolescente, franzino, elegante, de estatura meã. Tinha rosto moreno, e na boca permanente sorriso gaiato e camarada.

Certa manhã, manhã doirada, marchetada a tons rosáceos, estava a caminhar no gracioso jardim, fronteiro ao edifício da escola, quando vi o Manel, a conversar, animadamente, com colegas. Falavam do Porto e de figuras portuenses.

Pé ante pé, avizinhei-me, e intervi na acalorada conversa.

Olharam-me surpreendidos; mas ele, escutou-me com muito atento e interesse, mormente, quando comecei, a determinado passo, a citar o Conde d’Aurora.

Em breve seríamos inseparáveis. Raro era o dia, que não trocássemos confidências. Contava-me, com graça - era excelente conversador, - as aventuras do pai, que adorava; e as “ diabruras” da irmã - menina encantadora e meiga, segundo dizia.

Uma tarde, por sinal chuvosa, mostrou-me sebenta escolar, onde esboçara, a lápis, complicada mecânica, de carro movido a água. Tinha sido a sua última invenção…

Debatemos o funcionamento da engenhoca, recorrendo aos parcos conhecimentos de física e química que tínhamos.

Nos longos passeios que dávamos falava-me de mundo, que não conhecia: de Bento de Amorim, e seu famoso automóvel; do Conde de Campo Belo; de Sousa Guedes; de Alberto Pinheiro Torres; Condes de Alpendurada; Magalhães Bastos…; e de amigos e amigas do high-life.

[Aparecido rasga o verbo] Equinócio

Aparecido Raimundo de Souza

AGORA QUE TODO MUNDO DESCOBRIU, não há mais o que esconder. Tenho um caso com a Arno. Coisa séria. Afinal das contas, Arno não é uma moça qualquer. É diferente. Linda, bonita, magrinha como gosto, os seios fartos, a bundinha empinada e, sobretudo, despachada. Quando se liga no que precisa ser feito, de imediato, parece grudada numa tomada de 220 volts. Não estou falando de uma jovem qualquer. Faço referência à Arno, à meiga. A boneca gostosa dos ossos de pássaro em voos rasantes ao redor dos meus devaneios. A que chegou silenciosa, trazendo ventos amenos. Arno, a inimitável e ao mesmo tempo a estrepitosa melhor amiga de mamãe. E de Ambrosina, nossa empregada. Até alguns meses atrás, ninguém sabia da minha loucura. Coisa antiga.

Remonta esta insanidade, desde o dia em que papai a trouxe aqui para morar com a gente. Tudo começou cinco anos atrás.  Ambrosina, a nossa empregada, depois de escravizar à pobrezinha, fazendo com que trabalhasse duro, lustrando os assoalhos da sala e dos três quartos, lhe dava uma folguinha arrastando a infeliz para o banheiro de serviço, colado à cozinha. Achei, depois de tanto tempo, que era chegada a hora de atacar. Não perdi mais tempo. Era agora ou nunca. Tomei coragem. Cheguei junto:
- Nossa “migo”. Estou exausta! – balbuciou a prestimosa assim que me viu no umbral que acessava o repartimento.
- Dá pra notar... – respondi sem pensar em coisa melhor a ser dita.

- Ambrosina quer me ver morta e enterrada. Olhe para meu estado. Estou me sentindo um bagaço.
Procurei ser franco o melhor que pude:
- Sinto pena de você! – Muita pena.
Arno me olhou com uns olhos compridos e marejados de lágrimas:
- Você?
- Sim! Por que o espanto? Não posso?

Arno armou alguma coisa para retrucar. No último instante resolveu engolir o que pretendia me jogar na cara. Talvez achasse que me deixaria nervoso ou mais abestalhado do que aparentava. Ponderou e mediu as palavras antes de voltar ao diálogo:
- Pode. Claro que pode. Mas vocês, humanos, não têm sentimentos em relação a nós.  Fazem da gente escravas. Trabalhamos pior que bestas de carga e, no final das contas...
- Ei, não fale assim. Sei que dá um duro danado. Não é de hoje que estou de olho em você. Lá se vão cinco longos anos.
- De olho? Como assim?
Antes de responder, me ajoelhei aos pés dela, e, por pouco, não me agarrei aos pedaços da sua dor:
 - De olho, ora bolas.
- Ok! Desenhe...

- Sem condições... sempre tive problemas com os lápis, principalmente os de cores variadas...
- Então fale.
- É que... deixa pra lá... esquece.
- Fale.  Seja o que for se abra.
- Arno. Acredite em mim. Eu me... eu me... me apaixonei por você.

Charada (790)

Qual o
parentesco de
Frederico
com o único filho
da mãe de
Frederico?

[Aparecido rasga o verbo] A Golden Shower de Michel Jackson respingou fora da bacia da privada

Aparecido Raimundo de Souza

O brazzzil (grafado desta maneira) tenta passar a imagem de um país sério. De um país que anda nos trilhos. Quer aparecer bonito na foto para o mundo, posando de líder. O brazzzil não é um país sério. Nunca foi. Jamais será. Sabemos todos que o brazzzil está de pires nas mãos, no buraco, pedindo esmolas. Afinal de contas, como pode um país sério ter vários alibabás com honras de chefe com sindicato e carteirinha, se os quarenta ladrões duplicados por mais uns trocentos elevados ao quadrado não se entendem entre si?! 

Caros leitores e amigos. Pensem. Raciocinem! É a banca rota na sua melhor forma de expressão. O brazzzil saiu dos trilhos faz tempo. Entrou numa rota de colisão em face das falcatruas e das trambicagens, dos desatinos e das putarias que os nossos Poderosos de brazzzilia o colocaram e de onde não sairá tão cedo. A prova disto, aí está. Prenderam o bonitão. O cara legal, que anda de nariz em pé, todo posudo, metido à besta, como se sentisse o cheiro de merda ao seu redor. De fato, o infeliz sente. Ele se esquece, que a bosta é ele mesmo e o cheiro e a fedentina, exalam de seu próprio corpo.

Afinal, de quem estamos falando?! De Michel Jackson Temer (do MDB ou Marcela Dando Bandeira), ex-presidente desta “repubriqueta” de safados e ladrões.  O ilustre “ex” - foi “preso” às 11 horas, quando deixava seu barraquinho em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. A pústula saia num carrinho velho, caindo aos pedaços, com motorista particular e um capacho no banco do carona (naturalmente algum cheira colhões conhecido entre estes micróbios de esgoto, como “SEGURANÇA”).

Mal acabava de por os pés na rua, coitado, foi interceptado em pleno trânsito por agentes da GPI, fardados e armados até os dentes. Tinha um agente com uma chapinha da Bohemia na lapela. A operação “PEGA TEMER” parecia uma manobra de guerra pior que a dos milicianos do Rio de Janeiro pelo comando das bocas de fumo nos morros e malocas existentes e espalhados por toda a cidade maravilhosa.


Um agente federal assumiu o volante do calhambeque, enquanto outro, impensadamente, abriu a porta traseira. Veja a foto da ÚLCERA na hora do agarra-agarra. Envergonhado (afinal, ser ex-presidente não é para qualquer João Cu-Fedido), o agente ao devassar o veiculo em seus fundilhos, eis quem surge em carne e osso sentado no próprio rabo. A LOMBRIGA em seu terninho de grife, que tratou logo de trancar o focinho, para não ser RECONHECIDO. Mas Kikikikikiki foi. A imprensa estava lá, faminta, furiosa, louca por uma foto da bostela.

quinta-feira, 21 de março de 2019

A LIVE da quinta-feira, 21 de março

Generoso Leitor, leia o que escreveu (o médium) Noblat sobre a prisão de Michel Temer

A quem interessa a prisão de Temer

Bretas em alta

Ricardo Noblat

Com a discrição que o momento requer, bolsonaristas de raiz, bolsonaristas de ocasião e até auxiliares do presidente da República comemoram a prisão do ex-presidente Michel Temer.

A hora não poderia ter sido melhor, segundo muitos deles. A aprovação do governo desabou. Ainda repercute o servilismo de Bolsonaro diante do presidente americano Donald Trump.

Nuvens pesadas ameaçam no Congresso a sorte da reforma da Previdência. Bolsonaro está sob forte pressão para entregar cargos aos partidos. E o ministro Sergio Moro, da Justiça, em baixa.

Moro foi alvo, ontem, de uma explosão de raiva do deputado Rodrigo Maia (DEM-Rio), presidente da Câmara. Maia não gostou de ele ter pedido urgência na votação do seu pacote anticrime.

O ex-ministro Moreira Franco, das Minas e Energia, preso também nesta manhã, é casado com a mãe da mulher de Maia. Moreira e Maia foram parceiros em vários momentos do governo Temer.

Maia é quem mais tem se destacado no Congresso como defensor da reforma da Previdência. Em troca, cobra concessões do governo aos partidos, o que incomoda e assusta Bolsonaro.

O autor das prisões de Temer e de Moreira foi o juiz federal Marcelo Bretas, o comandante da Lava Jato no Rio. Bolsonaro pensa (?!) em indicá-lo para ministro de algum tribunal superior.

(Além de panfleteiro, disfarçado de jornalista, é médium! NdE)

Dezenas de pessoas presas por ordem de Bretas no ano passado acabaram soltas por decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, conselheiro informal de Temer.

É em Gilmar que Temer e Moreira depositam a esperança de serem soltos em breve. A prisão dos dois é mais um sinal de que Lula mofará no cárcere de Curitiba, como deseja Bolsonaro.
Título e Texto: Ricardo Noblat, VEJA, 21-3-2019, 14h25

Parabéns, presidente!


Ganhava as batalhas com os olhos


Péricles Capanema

Guerra se vence com soldados, canhões, estratégia, boas alianças, propaganda, dinheiro. Repito aqui constatações conhecidas da sabedoria convencional. Sob outro ângulo, no período da descolonização (o pós-guerra) apareceu o dito: “A guerra nas colônias se ganha nas metrópoles”. Não era só aquilo posto acima, havia mais. De outro modo, em muitas ocasiões a guerra se vence sobretudo nos embates da opinião pública. Assim foi com os Estados Unidos, perderam a guerra do Vietnam nas suas grandes cidades. De quase nada adiantou o poderio técnico e o heroísmo dos soldados nos campos de batalha do sudeste asiático. Assim foi com a França. Assim foi com a Inglaterra.

Napoleão Bonaparte punha outro fator na dianteira: “Raramente tirei a espada, porque ganhava as batalhas com os olhos e não com minhas armas”. Era a presença do Corso, e nela o olhar, galvanizando as energias dos batalhões que então se lançavam com frequência irresistivelmente ao ataque. Mudou a história da Europa, até do mundo. Em geral para o mal, infelizmente.

Sun Tzu, quatro séculos antes de Cristo, ensinou em “A Arte da Guerra”: “Os que conseguem que se rendam impotentes os exércitos inimigos sem lutar, são os melhores mestres da arte da guerra. Um verdadeiro mestre das artes marciais vence forças inimigas sem batalha, conquista cidades sem assediá-las. A vitória completa se produz quando o exército não luta, a cidade não é assediada”. Curto, a guerra se ganha ou se perde no dinamismo das convicções e propensões interiores, antes que nas armas.

Presenciei fato que tem analogias com as realidades acima ventiladas. Foi há uns 15 anos em sala festiva; não darei os nomes, pois as pessoas estão por aí. Era comemoração, sentava-me distraído atrás de um ex-presidente da República e de seu antigo ministro da Justiça. Falava o homenageado, episódios da vida na empresa, plateia entretida. O antigo ministro da Justiça sussurrou nos ouvidos do ex-presidente: “Está explicado o sucesso da construtora, o homem tem estilo”. Para o político ladino, o grande êxito do empresário não vinha do dinheiro, não vinha dos técnicos, não era marketing: “o homem tem estilo”.

[Daqui e Dali] O que aconteceu a Maria Matos, no Conservatório

Humberto Pinho da Silva

Maria Matos era uma menina talentosa, mas muito tímida e muito introvertida.

Quando se apresentou ao exame de admissão, ao Conservatório, tremia como varas verdes.

Perante o júri que a ia examinar não era capaz de articular fosse o que fosse.

Tudo que decorara e ensaiara, cuidadosamente, se varrera, inexplicavelmente, da memória.

Os membros do júri, pacientemente, aguardavam que recitasse poema, à escolha, ou trecho de texto, por ela escolhido. Mas nada. Tomada de medo, sua boca, era completamente muda.

A menina, agitando nervosamente a saia, ofegando, de olhos vagos, muito abertos, brilhando de ansiedade, esperava a sentença… A reprovação era certa…

Presenciava aquela confrangedora cena, D. João da Câmara, e apiedou-se da angústia daquela candidata, e, em tom meigo e paternal, disse-lhe:
“Reze a Avé-Maria…”

Ao escutar a voz amiga do dramaturgo, Maria Matos, como se fosse impelida por força misteriosa, aprumou-se, ergueu a cabeça com altivez e começou a declamar, diria melhor, a rezar a oração, com tanta sensibilidade, de forma tão bela, que o júri, por unanimidade, não hesitou aprová-la.

D. João da Câmara, reconhecido por todos que tiveram o privilégio de o conhecer como homem bom, prestável e amigo de auxiliar os que necessitavam, salvou aquela menina de reprovação certa.

Mais tarde, já famosa, considerada, pela crítica como uma das melhores atrizes do seu tempo, sempre que lhe surgiam dificuldades, dirigia-se ao cemitério, e diante do jazigo de D. João da Câmara, pedia-lhe intercessão, perante Deus, e conselhos amigos.

“Faz ternura…Não faz? …” escrevia a D. Emília da Câmara Almeida Garrett, a sua mãe, em missiva enviada de Castelo Branco, em 28 de junho de 1910, acrescentando que ouvira, o que acabei de narrar, da própria boca da atriz quando a visitou, ao passar, em tournée, por aquela cidade.
Título e Texto: Humberto Pinho

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Charada (789)

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