terça-feira, 26 de março de 2019

Os “esquerdanetes” voltam a atacar: vozes do BE e do PS apelam a um “apartheid” contra Israel e o povo judeu

João Lemos Esteves

João Lemos Esteves
Qual é a verdadeira natureza da esquerda? Já a conhecemos: autoritária e totalitária, explorando as modernas formas de comunicação e os novos movimentos sociais para instituir uma teia de controlos inorgânicos que visam cercear a liberdade e impor a sua visão do mundo. Quem não é pelos “esquerdanetes”, é contra os “esquerdanetes”.

1. Mais um episódio da (triste e lamentável) telenovela “a esquerda sai do armário e revela a sua verdadeira natureza”, protagonizada cimeiramente por Catarina Martins e os seus “esquerdanetes” e contando hoje com o alto patrocínio do PS geringonçado de António Costa.

Qual é a verdadeira natureza da esquerda? Já a conhecemos: autoritária e totalitária, explorando as modernas formas de comunicação e os novos movimentos sociais para instituir uma teia de controlos inorgânicos que visam cercear a liberdade e impor a sua visão do mundo. Quem não é pelos “esquerdanetes”, é contra os “esquerdanetes”.

Os esquerdanetes – convém recordar – são os que ainda se iludem com o BE (Banhada e Balelas de Esquerda; em rigor, dever-se-ia chamar “BBE”) e todos aqueles que trabalham para esse monumento da informação nacional que é o inenarrável site “Esquerda.net”. Atenção, caríssimas leitoras e caríssimos leitores, o “Esquerda.net” virou revista vendida em banca, com uma qualidade gráfica que não está ao alcance da maioria dos médias (verdadeiramente) independentes portugueses (atendendo aos custos financeiros que comportaria) – custando a módica quantia de… 4 euros!

Podemos, pois, com propriedade, afirmar que o BE tem lucrado com a geringonça… Vários movimentos sociais e com vontade de intervir cívica e politicamente já estudaram a possibilidade de lançar uma nova publicação moderada, fiel aos valores da democracia e da liberdade – tendo concluído, porém, pela inviabilidade do projeto (por ora) face à recusa dos empresários portugueses em apoiar projetos que não sejam amigos da maioria política de esquerda.

O que é certo é que o dinheiro parece brotar na sede do Bloco: o partido trotskista (ou melhor: trotskostista) é exemplar na atração de capitalistas.


2. Pois bem, dinheiro também não foi um obstáculo para os “esquerdanetes” organizarem, na semana que hoje termina, a edição de 2019 da “Semana do Apartheid Israelita”. O que é esta brincadeira de mau gosto – como vem sendo hábito – da nossa esquerdinha radical, com o beneplácito do PS (traidor dos seus valores históricos) de Costa?

Trata-se da realização de um conjunto de conferências (uma por dia) em que se acusa Israel de instituir um sistema de “limpeza étnica” e de “violação reiterada” dos direitos dos palestinianos. Na verdade, as conferências servem apenas para “botar falação”:  são apenas um pretexto para se chegar à conclusão, ano após ano, que é um imperativo de justiça universal liquidar o Estado de Israel e, portanto, o seu povo.

Os nossos “esquerdanetes”, imbuídos do seu espírito de justiceiros sociais universais em prol de tudo o que é ideologia radical e autoritária, montam, desta forma, um palco institucional para expressarem o seu discurso de ódio e anti-semita contra Israel e o povo judeu. 

Eis, enfim, mais uma prova irrefutável que, em Portugal, há racismo, há ódio e há anti-semitismo – realidades odiosas alimentadas, com mestria maquiavélica, pela esquerda portuguesa que está refém do BE e do seu “esquerdanetismo”.

3. Quem foram, então, os convidados desta “hate party” do “party of hate” que é o BE?
Primeiro, o jornalista Ben White, um jornalista britânico a soldo do BDS (já todos conhecemos este movimento racista e terrorista: é o movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções contra Israel, que visa aniquilar a única democracia do Médio Oriente), que é acarinhado pelo líder do grupo terrorista, Omar Barghouti.

Segundo: Miguel Vale de Almeida. Esse mesmo: o ex-líder da ILGA, ativista dos direitos dos homossexuais e ex-deputado do PS, que foi intervir – imagine-se! – sobre “questões atuais e desafios futuros da Palestina”.

Ora, gostaríamos muito de perguntar a Miguel Vale de Almeida se era capaz de se dedicar à causa gay, lutando pelos direitos (legítimos) das pessoas homossexuais na Palestina. É que se Miguel Vale de Almeida fosse para a Palestina ou para os países totalitários islâmicos que tanto enaltece, o ex-deputado do PS seria executado sumariamente.

Não obstante, Miguel Vale de Almeida não se coíbe de cantar hosanas à Palestina, ao Irão e a essas “democracias à la BE”, projetando o seu futuro – traindo, desta forma, a causa por que tanto lutou.

Então, os homossexuais da Palestina ou do Irão não merecem a solidariedade de Vale de Almeida? Ou na causa gay, também há homossexuais de primeira (os que estão na Europa e nos EUA) que merecem a dedicação empenhada, resiliente e intransigente destes ativistas sociais – e homossexuais de segunda (os que têm a infelicidade em regimes totalitários islâmicos), que merecem a indiferença e o desprezo destes ativistas?

Afinal, para a esquerda, todos os homossexuais também são iguais, mas uns são mais iguais do que outros em dignidade e direitos…

4. Mais: Miguel Vale de Almeida revela cobardia.
Porque defender os direitos dos homossexuais em Portugal, na Europa ou nos EUA é muito mais fácil e menos importante do que lutar pelos direitos das pessoas que amam pessoas do mesmo sexo no Irão, na Palestina e na generalidade dos Estados islâmicos.

Porque aí, não se trata da questão do casamento; trata-se de uma questão de vida ou de morte. Aí é que se impunha a luta sem tréguas dos ativistas dos direitos das pessoas homossexuais, como, de resto, de todos os que se preocupam com os direitos humanos.

Uma firme e resoluta condenação dos totalitarismos islâmicos – como o Irão dos Ayatollahs ou a Palestina do Hamas – era o mínimo que se exigia a Miguel Vale de Almeida. Entre a causa que tanto diz defender por uma questão de igualdade e de direitos humanos e a ideologia que acha que tem que defender à força toda, Miguel Vale Almeida optou por sacrificar a igualdade e a dignidade em prol dos fretes às agendas político-ideológicas da extrema-esquerda do BE e do seu PS geringonçado.

Registamos: afinal, a defesa dos direitos das pessoas homossexuais – para o líder histórico da causa gay em Portugal, Miguel Vale de Almeida – é contingente no tempo, no espaço e na ideologia dominante.

Em Portugal, Vale de Almeida lutou pelo casamento entre pessoas do mesmo sexo como uma questão civilizacional e de direitos humanos; no Irão e na Palestina do Hamas, o mesmo Miguel Vale de Almeida apoia os respectivos regimes totalitários, aplaudindo, portanto, a execução de pessoas homossexuais, que tanto diz defender.

Então, a vida destas pessoas já não é uma questão civilizacional e de direitos humanos? Estas contradições à la “esquerdanete” são incogitáveis…

5. A outra participante desta semana, em que a esquerda portuguesa revela que está refém do movimento terrorista BDS, foi Shahd Wadi – uma discípula do sempre presente professor Boaventura Sousa Santos, que nasceu na Palestina e que veio para o nosso país, ainda criança, com a família.

Segundo Shahd, a Palestina é fantástica, um exemplo de tolerância – só que Israel estraga a paz e lança o terror na região. O Médio Oriente só com lideranças muçulmanas seria o paraíso na terra, segundo esta dedicada discípula de Boaventura.

O que é curioso é o percurso de vida de Shahd Wadi: como e por que razão veio para o nosso país, ainda petiz, com a família?

Ora, Shahd veio para Portugal com o estatuto de refugiada... da Jordânia!

Sim, meus caros, leram bem: a dedicada ativista, investigadora do centro de Boaventura, pró-Palestina e fanática anti-israelense veio para o nosso país… fugindo da Jordânia! Não fugiu de Israel – aliás, tanto quanto sabemos, não há nenhum palestiniano que esteja como refugiado em Portugal vindo de Israel, fugindo desse “Estado apartheid”!

No entanto, Shahd Wadi, em vez de denunciar o que a sua família sofreu na Jordânia, o que sofreu com os radicalismos terrorista islâmicos – resolveu juntar-se ao coro dos que inventam esta fantasia ridícula e triste do “apartheid israelita. Pior: juntou-se a uma organização – BDS – que apoia os regimes totalitários que fizeram a sua família vir para Portugal como refugiada!

Mistérios e ironias da vida que só os hipócritas dos “esquerdanetes” compreendem…

6. Por último, convém, ainda, mencionar as instituições que receberam esta iniciativa de ódio contra Israel e contra o povo judeu, que visa, no fundo, apelar a um “apartheid” (real) contra Israel para resolver um “apartheid” (fantasioso e mentiroso) que os esquerdanetes julgam existir no mesmo país.

Ora, a primeira sessão – com o jornalista fetiche do BDS, White – decorreu na… Fundação José Saramago.

Pobre José Saramago! Um autor de excelência, que deveria ser um símbolo nacional, concitar uma admiração coletiva e estar para além das querelas políticas, está a ter o seu nome prostituído em função das conveniências e agenda da esquerda radical e fanática.

É que na sua Fundação – parece – só entram iniciativas ora do BE, ora do PS geringonçado… Reduzir José Saramago a esta esquerda fanática, utilizá-lo em iniciativas de propagação do ódio contra o povo judeu – é um insulto à sua memória e dividir a sociedade portuguesa quanto a uma figura que (pelo seu talento literário, devidamente reconhecido na atribuição do Prémio Nobel) deveria unir.

7. E a segunda sessão?
A segunda sessão realizou-se – para nossa perplexidade – no… ISCTE! (Instituto Universitário de Lisboa) Numa instituição universitária pública!

Ora, deve uma instituição pública de ensino albergar uma iniciativa de uma organização internacional terrorista, que, ainda para mais, tem como missão difundir e espalhar o discurso de ódio contra Israel e o antissemitismo? Os portugueses pagam a uma instituição de ensino para espalhar o ódio e o fanatismo?

Dir-se-á que é uma iniciativa do Comité de Solidariedade com a Palestina, entidade diversa do BDS. Nada disso!

No cartaz publicitário da iniciativa, surge claramente a autoria da iniciativa: o BDS Portugal. Aliás, a página de Facebook deste alegado Comité de Solidariedade é… a página do BDS!

Portanto, a iniciativa do “Apartheid a Israel” é uma iniciativa do movimento que espalha o ódio internacionalmente, já considerada por muitos (e bem) como uma organização terrorista e que apoia o terrorismo… e está a ser apoiada por instituições universitárias públicas portuguesas!

Ainda para mais, o ISCTE pertence à grandiosa Universidade de Lisboa – a nossa Universidade – que é incompatível com qualquer conivência com iniciativas de organizações terroristas como o BDS.

Conhecendo o humanismo e a militância ativa do nosso estimadíssimo Magnífico Reitor, Professor Doutor António Cruz Serra, em prol da tolerância e do respeito pela dignidade da pessoa humana, sabemos que será sempre contra qualquer instrumentalização de unidades orgânicas da nossa Universidade em prol do incitamento ao ódio e ao terror.

Muito menos poderá o ISCTE – ou qualquer outra instituição universitária – ser um veículo da difusão do “diabo” político e social que é o antissemitismo.

8. Mais uma vez se prova a verdadeira natureza dos “esquerdanetes” – fanática, mentirosa e hipócrita.

Dizem querer resolver um (alegado) “apartheid em Israel”. Como? Criando um “apartheid” contra Israel e o povo judeu…

O ódio voltou ao discurso político português e europeu – através desta esquerda que se diz progressista, mas que apenas quer regredir aos seus heróis do século passado, que foram, afinal, os vilões da humanidade.

Nós – os moderados, amantes e praticantes da liberdade, da decência, da tolerância e da razão crítica – não nos podemos calar. Não podemos ter medo – o medo (nunca nos esqueçamos!) é a arma dos radicais à la esquerdanete.
Título e Texto: João Lemos Esteves, SOL, 25-3-2019

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