domingo, 28 de outubro de 2012

Serra quer a serenidade do paulistano para dizer um sonoro não ao PT e a Haddad

Francisco Vianna
A cidade de São Paulo e sua área metropolitana, onde vivem cerca de 8,6 milhões de eleitores brasileiros, nativos ou migrados, tem um colégio eleitoral maior do que o da maioria dos países sul-americanos.
Hoje, toda essa gente irá à urna eletrônica – por mais suspeita e insegura que dizem ser ela – para um segundo turno decisivo da eleição de seu novo prefeito.
Nessa espécie de país dentro do Estado de São Paulo, onde vivem quase treze milhões e meio de habitantes, o crescimento demográfico das últimas décadas, tem sido mais vertiginoso e caótico do que o crescimento desordenado da própria megalópole.
Mesmo com o sistema antidemocrático que canaliza a quase totalidade da arrecadação tributária para Brasília, o que a cidade arrecada em impostos locais possibilita um orçamento muito maior do que o de muitos países da América Latina, e, mesmo assim, a capacidade dos governantes de promover serviços públicos pelo menos decentes aos pagadores de impostos e de desenvolver uma infraestrutura que melhore a sua qualidade de vida tem estado muito aquém do que se deveria esperar de quem administra tão volumosos recursos financeiros.
A votação de hoje decidirá quem vai administrar essa megalópole nos próximos quatro anos. Porém, mais do que isso, o seu resultado influirá não apenas nos destinos da cidade, mas, talvez principalmente, nos destinos de todo o país.
De um lado, o PT e toda a sua “base alugada”, representado pelo ex-Ministro da Educação, Fernando Haddad – o homem do “kit gay” que ensina e orienta como as crianças devem fazer para serem homossexuais – e outro o PSDB, falsamente elevado à categoria de “oposição” ao atual governo, representado pelo ex-comunista, mas ainda assim um homem com ideias socialistóides, José Serra, com larga experiência administrativa em São Paulo e com alguns projetos considerados como medidas eficientes para diminuir o caos urbano, principalmente na caótica área da saúde.
Evidentemente, e com justa razão, os paulistanos irão às urnas para escolher aquele que consideram mais capaz de atuar para a melhoria dos problemas da cidade, haja vista que as soluções definitivas desses mesmos problemas parecem não alcançar com a mesma velocidade o seu agravamento, causado pelo próprio crescimento da maior cidade da América do Sul.
No entanto, o paulistano, paralelamente, sabe que a eleição do próximo prefeito será não menos importante para o destino político do país inteiro, na medida em que a cidade terá um papel cada vez maior na evolução política do Brasil. Os paulistanos, mais do que nunca parecem cientes de que esses dois aspectos – local e nacional – estão intimamente ligados a pondo de não saberem dizer com certeza qual deles é o mais importante. 
Para o PT – que está com o seu núcleo político desmascarado e mostrado como sendo um covil de lobos, corruptos e criminosos pelo julgamento do “mensalão” pelo STF – considera a eleição de Haddad (a mais recente invenção de Lula e do Foro de São Paulo) como uma espécie de medalha de ouro na competição política local e nacional. Um partido que tem perdido prefeituras no país inteiro, vê a eleição de Haddad como uma tábua de salvação no maremoto político criado pelos deslocamentos das espúrias “placas tectônicas” políticas que compões o partido.
A falta de idoneidade moral e cívica do PT em governar, agora amplamente exposta pelas condenações de seus membros pelo Supremo, faz com que o partido precise desesperadamente dessa vitória, não apenas para o seu projeto de hegemonia partidária, mas também e principalmente como uma espécie de absolvição eleitoral dos inúmeros crimes que lhe são imputados.
Já com José Serra, cuja atuação tem sido incrivelmente serena e a de seu partido inacreditavelmente condescendente com a agremiação partidária petista, inspira-lhe a capacidade de discernimento do paulistano, que segundo ele é um dos mais politizados e esclarecidos do país. Ele aguarda, com serenidade e de modo pacífico e tolerante para com seu adversário, que o paulistano não irá cair na asneira de votar no PT.
Na verdade, a cidade tem de 33 a 35% do seu colégio eleitoral composto de votantes no PT. Foi o que se viu no primeiro turno e acredito que essa percentagem não deverá se alterar muito no segundo.
O povo de São Paulo está vendo com mais clareza, por exemplo, a “coincidência” do aumento paroxístico da atividade criminal na cidade às vésperas da eleição decisiva. A maioria sabe quem e o que está promovendo tal agravamento que, somente ontem, fez com que vinte pessoas fossem assassinadas em menos de 24 horas. Todos percebem o modo de o PT “fazer política” por trás de tudo isso e não acredito que os paulistanos irão cair nessa esparrela de eleger Haddad.
Serra, assim, tenta transmitir ao eleitorado paulistano a necessária tranquilidade para que este diga um sonoro NÃO ao PT e a Haddad.
Título e Texto: Francisco Vianna, 28-10-2012

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2 comentários:

  1. Tudo bem José Serra, mas enquanto V.Excia e o PSDB não se conscientizarem da importância de conquistar o imenso segmento de eleitores que desperdiçam o voto, com anulações, deixando-o em branco, ou não comparecendo as urnas por julgarem que nenhum candidato é merecedor de votos, será muito difícil derrotar o PT, que domina os eleitores mais necessitados, através de bolsas enganadoras de todos os tipos que conhecemos. Isto seria até muito fácil de alcançar se o PSDB que iniciou o massacre dos aposentados, reconhecesse o ato infeliz de FHC quando implementou medidas de perversidade contra velhos trabalhadores aposentados, prometendo anular de imediato a insensatez que vem degradando os seus proventos. Me dê um único motivo que justifique a sandice de usar-se dois percentuais diferentes na correção das aposentadorias? Não vale mais justificar que o deficit da Previdência é o responsável por este ato, porque todos sabem que se ela existe, é unicamente por má gestão que a torna de superavitária em deficitária. O cargo hoje ocupado pela Dilma, seria sem dúvida seu, se V.Excia tivesse mostrado mais ousadia e boa intenção com os velhos desprezados, muito além daqueles 10% de aumento que prometeu aos aposentados, o que sem dúvida alguma, o levou para o segundo turno. Preferiu não ir mais além fazendo outras promessas, pagando um preço alto por esta falta de ousadia de prometer fazer maior justiça ao aposentado. >Almir Papalardo<

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  2. De Francisco Vianna:
    Excelente o comentário do Almir Papalardo.
    O que o lulopetismo está fazendo com os aposentados é nada mais nada menos do que um GENOCÍDIO A MÉDIO E LONGO PRAZO, sob o olhar perplexo e impotente daqueles que trabalharam a vida inteira para construir esta nação e agora estão sendo miseravelmente punidos por isso...
    Abração,
    Vianna

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