quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

[Língua Portuguesa] O que significa “Viajar na Maionese” e de onde vem essa expressão

Flávia Neves

Você está viajando na maionese! Quantas vezes você ouviu essa frase ao longo da sua vida? Muitas, com certeza! Mas... por que dizemos isso? Leia com atenção, nada de viajar na maionese agora! 

Qual é a origem desta expressão?

Existem algumas teorias que tentam explicar a origem da expressão viajar na maionese. Desde viagens prometidas e não oferecidas por uma fábrica de maionese até uma frase utilizada nos presídios do Rio de Janeiro para indicar que se cometeu um erro. Nenhuma dessas versões é, contudo, considerada oficial.

A criação desta expressão poderá ter como base o próprio significado das palavras. O verbo viajar pode ser usado com o sentido de delirar ou alucinar. O substantivo maionese, com sentido figurado, indica um conjunto de coisas misturadas e confusas, ou seja, uma miscelânea, desordem ou confusão.

Qual é, afinal, o significado da expressão viajar na maionese?

A expressão viajar na maionese é usada para indicar que alguém fez ou disse alguma coisa sem lógica ou sentido, como uma bobagem ou um absurdo. É usada também para afirmar que alguém está distraído, qua não está prestando atenção ao que está acontecendo.

O tanque de cimento: altar doméstico onde o Rio aprendeu a trabalhar, conversar e sobreviver ao calor

Presente em quintais, áreas de serviço e lajes por décadas, o tanque de lavar roupa foi muito mais que um objeto utilitário — virou cenário de infância, trabalho invisível e memória afetiva da cidade

Bruna Castro

Ele estava lá antes da máquina, antes do porcelanato, antes da promessa de praticidade. Cinza, áspero, pesado, quase indestrutível. O tanque de lavar roupa de cimento moldado não era apenas um objeto da casa carioca — era um lugar. Um ponto fixo da vida cotidiana onde o tempo corria de outro jeito, marcado pelo barulho da água, pelo esfregar ritmado da roupa, pelo cheiro do sabão em barra e pelas conversas atravessadas que nunca começavam nem terminavam direito.

Em milhares de casas do Rio, sobretudo nas Zonas Norte e Oeste, o tanque ocupava posição central no quintal, na área de serviço ou na laje. Não por capricho, mas por necessidade. Ali se lavava roupa à mão, se ensaboavam tênis, se deixava a camisa de molho “até amanhã”, se esfregava o uniforme da escola, se limpava o pano de chão e, não raramente, se dava banho no cachorro nos dias de calor. Era um equipamento multifuncional antes mesmo de a palavra existir.

Mas o tanque não servia só para lavar. Servia para conversar. Quantas histórias não foram contadas com o braço dentro d’água? Quantos conselhos atravessaram o tanque de uma vizinha para outra, enquanto a roupa era torcida com força? Ali se falava da vida alheia, da conta atrasada, do filho que não obedecia, do marido que chegava tarde, da novela da noite anterior. O tanque era testemunha silenciosa de dramas pequenos e grandes, desses que nunca viram manchete, mas sustentaram a cidade.

Havia também o corpo. O frio da água no inverno, o choque nas mãos. O calor insuportável do verão, quando lavar roupa era quase uma forma de resistência física. O tanque exigia esforço, tempo, presença. Não havia botão para apertar e sair. Era preciso ficar ali, enfrentar a tarefa, terminar o que se começou. Por isso mesmo, o tanque ensinava. Ensinava paciência, repetição, responsabilidade — valores que não vinham escritos, mas eram aprendidos na prática, de geração em geração.

Cariocas lotam Cadeg em busca de flores e espumantes para o Réveillon

O Dia

O Centro de Abastecimento do Estado da Guanabara (Cadeg), em Benfica, na Zona Norte do Rio, registrou, na manhã desta quarta-feira (31), uma intensa movimentação de pessoas em busca de flores, plantas e espumantes para as celebrações de Réveillon. Conhecido pela variedade e preços acessíveis, o local atraiu consumidores de diferentes perfis, todos com o objetivo de comprar os itens necessários para a tradição de fazer oferendas e pedidos no mar, ou mesmo para decoração de festas. E a bebida especial para o brinde da chegada de 2026 com a família e os amigos também estava na lista.

A publicitária Cristina Morais Duarte, de 35 anos, foi em ao local comprar flores para presentear amigos na virada do ano. Segundo ela, a ideia foi criar arranjos como uma forma simbólica de boas-vindas a 2026.

"Vou passar o Ano-Novo com alguns amigos e pensei em fazer arranjos para entregar para as pessoas", contou.

Cristina explicou, ainda, que a escolha das flores teve influência da astrologia. "Peguei algumas que estavam sendo indicadas no horóscopo."

No caso da doméstica Maira de Oliveira Silva, de 52 anos, a passagem pelo mercado municipal foi motivada pela religiosidade. Umbandista, ela revelou que as flores compradas seriam levadas para a celebração conduzida por sua mãe de santo.

Para 2026, ela destacou um desejo coletivo de mais paz e amor ao próximo. "É isso que está faltando no ser humano", disse, ao reforçar o significado simbólico das flores.

Se fosse um partido de direita fazendo isso, a esquerda ia falar em gabinete do ódio. Como são eles, está tudo bem. O amor venceu

 Título, Imagem e Texto: André Fernandes, X, 30-12-2025, 13h45

30-12-2025: Oeste sem filtro – Oposição fecha o cerco contra Moraes no caso Master + Dívida pública sobe para 79% do PIB e supera 10 trilhões de reais


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[Quadro da Quarta] O sono de São Pedro

Le sommeil de saint Pierre (1740) de Giuseppe Antonio Petrini (1677-1759), Musée du Louvre. 

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Elegía 
A conquista de Rodes 
“A manhã da execução dos Streltsi”, de Vassíli Surikov 
Les Sabines 
Mulheres na varanda

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

[Livros & Leituras] O deus do ateu

O deus do ateu, Horácio Ramasine, Edições Casa Nova, Rio de Janeiro, 1998, 126 páginas.


Discorre sobre o ateísmo, e sobre o Deus "verdadeiro". O que o Horácio diz, de várias formas, é que um deus antropomórfico, que se ofende, se vinga, exige pagas, humilhações de várias formas não pode existir mesmo.

Mas um Deus que não cobra, e faz tudo seguir pela forma certa. Esse Deus existe. 

Horácio Ramasine, nascido em 1946, casado, Técnico em Informática, radialista, Espírita, cristão, universalista, presidente e fundador do GEID (Grupo Espírita Irmão Demétrius) situado na Praia Congonhas do Campo, nº 151, na Ilha do Governador, Rio de Janeiro.

Produtor e apresentador do programa radiofônico ‘Filhos do Milênio’. 

Durante a minha longa e feliz biografia no Rio de Janeiro, interagi com colegas e amigos espíritas. Boas impressões. 

Interessante!

👍👍👍👍 

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António de Spínola, o Velho 
Mesmo aqui ao lado 
Madame Bovary 
Angola, a guerra dos traídos 

Nuno Moreira posta vídeo com retrospectiva e projeta 2026 do Vasco

Destaque do Vasco da Gama na temporada, Nuno Moreira chegou ao Clube em fevereiro deste ano e rapidamente caiu nas graças da torcida

Altair Alves

Contratado pelo Vasco da Gama no início do ano, o portugês Nuno Moreira chegou ao clube cercado de desconfiança, mas logo mudou a percepção geral da torcida. O jogador se adaptou rapidamente ao futebol brasileiro e brilhou com a camisa Cruzmaltina em 2026. 

Foto: Matheus Lima/Vasco

Mesmo sem conseguir títulos, o jogador publicou um vídeo em suas redes sociais onde fez uma retrospectiva do seu primeiro ano na equipe. Além disso, Nuno projetou que o Vasco irá brigar por “coisas grandes” no próximo ano.

– Chegamos ao final da temporada. Foi um ano intenso, desgastante, mas com a certeza de que sempre deixei tudo de mim em campo para ajudar o Vasco. Infelizmente não conseguimos o nosso objetivo final, mas tenho certeza que vamos voltar mais fortes. Gostaria de agradecer, com todo meu coração, pela receptividade dos torcedores vascaínos em meu primeiro ano no Brasil. Nunca esqueceremos de como fomos recebidos com tanto amor e carinho por essa torcida maravilhosa. Vamos com muita fé, dedicação e vontade de conquistar coisas grandes nesse clube em 2026! Vamos, Vasco!

Duas perguntas simples sobre o caso de Porto de Galinhas…

onde dois homossexuais foram covardemente espancados: 

1) Por que a ESQUERDA não está gritando que foi um caso de "homofobia"? 

2) Alguma dúvida de que se fosse em Santa Catarina a narrativa seria sobre "homofobia"?

Henrique Olliveira, X, 29-12-2025, 22h30 

A Narrativa versus a Realidade

[Aparecido rasga o verbo] Sempre haverá, onde menos se espera, uma Fênix eterna ressuscitando das cinzas

Aparecido Raimundo de Souza

“Aprendi com as primaveras a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira”.
Cecília Meireles

O SOL BONITO que se avizinhava ainda não havia rompido de vez a madrugada quando Luana Cristina abriu os olhos. O quarto pequeno, de poucos móveis, cheirava a odores pútridos da invasão das águas do mar, lembrança de uma catástrofe que não molhava só paredes, mas inundava e afogava certezas. Tudo parecia reduzido a lixo: os planos, os afetos, os caminhos que antes pareciam tão claros.

Levantou, tomou seu café requentado, comeu um pão de dias passados, se vestiu e em seguida saiu à rua. Nisso percebeu que onde morava aos trancos e barrancos, também carregava as suas próprias cicatrizes. O banco da praça, gasto pelo tempo, guardava histórias de encontros que já não voltariam. O coreto, em frente ao santuário de Nossa Senhora da Penha, silencioso, parecia esperar por uma música que nunca mais seria tocada.

Porém, havia algo diferente naquela manhã. Solitária, num cantinho entre as rachaduras deixadas pelo invadir das águas, brotava uma rosa vermelha. Pequena, teimosa, quase insolente diante da dureza do chão esburacado e sem vida. Luana Cristina apesar disso, sorriu. Gracejou como se a vida lhe dissesse: “Ainda há espaço para o inesperado não vindo à baila. ”

O renascer não surge em explosões grandiosas, mas se faz em gestos miúdos: o café quente, logo adiante, ao se ver em frente ao antigo portão da metade da casa de dona Amanda, lhe foi oferecido pela boa vizinha. Antes, o abraço demorado da ilustre senhora, o vento ameno que trazia o cheiro gostoso do mar zangado. Cada detalhe desenhava um transtorno, e juntos formavam uma espécie de destruição anunciada. Não de destruição total, mas de uma esperança longínqua.

Naquele instante, Luana Cristina enquanto saboreava a xícara de café, entendeu que renascer das cinzas não se condensava em continuar respirando a cada novo dia, ou em apagar o passado, mas em aprender a caminhar sobre a terra encharcada. As molhaduras, afinal, provas robustas e cabais de que houve uma onda muito forte, e a sua presença funesta, ainda que desfalecida, deixava entrever uma prova insofismável e nítida de que em algum tempo, por ali, houve vida em abundância.

Liberdade sem a chance do erro não é liberdade

Ainda há uns poucos que ousam defender a liberdade de expressão em Pindorama, contra o arbítrio de um judiciário cada vez mais censor. O Fernando Schüler é o mais brilhante deles. 🙏

João Luiz Mauad, Facebook, 27-12-2025, 19h44


«Retratações públicas por “incorreção política” são uma espécie de marca universal das autocracias. Nos tempos duros da União Soviética, uma crítica a Stalin rendia uma expiação pública, e depois coisa pior. Em Cuba, nos anos setenta, ficou famosa a “retratação” do poeta Heberto Padilla, por suas críticas à ditadura castrista, que levou a ruptura de tantos intelectuais com Fidel, como Llosa e Octavio Paz.

Me lembro disso quando vejo o País bizarro em que vamos nos convertendo. País que exige uma retratação pública de uma cantora de Axé, a Claudia Leitte, por cantar “meu rei Yeshua”, ao invés de “rainha Iemanjá”, na música “Caranguejo”, num show de verão. Retratação e multa de 2 milhões.

Claudia trocou as palavras por sua religiosidade. Porque fazer isso é um direito seu, garantido pela Constituição. Se os autores quisessem mover um processo de direitos de autor, ok. Mas não o Estado. O Brasil não tem religião oficial, e nem o Estado um mandato para se intrometer nas escolhas religiosas das pessoas.

Este caso vai em linha com a ação movida pela AGU contra uma produtora de vídeos pelo documentário sobre o julgamento de Maria da Penha. Cidadãos são livres para produzir suas interpretações sobre a história. O próprio Supremo foi nesta linha quando garantiu a liberdade para as biografias. É evidente que qualquer pessoa que se sentir ofendida pode mover um processo. São os crimes contra a honra. O absurdo é o Estado congelar uma visão da história, num exercício à la Orwell, no 1984, e mandar punir qualquer desviante.

O Natal ao contrário


Paulo Hasse Paixão

Este ano, as mensagens de Natal e Ano Novo das mais proeminentes figuras do estabelecimento ocidental foram sintomáticas. Primeiro, porque demonstram que os valores do cristianismo estão longe de ser os valores das elites que desgraçadamente presidem os nossos destinos. Depois, porque fazem prova da ruptura a que hoje assistimos entre a realidade e o discurso político, num jogo satânico de antíteses, fabricado com a clara intenção de confundir, humilhar, alienar e desintegrar as massas.

Em Kiev, Zelensky desejou a morte de Vladimir Putin, como se desejar a morte de alguém fosse um adequado recado de boas festas.

Na desgraçada ilha dos bifes, o Rei WEF, Carlinhos de seu nome, fez o previsível e estafado elogio da ‘diversidade’ que está a levar o seu Reino à guerra civil.

Netanyahu aproveitou a celebração do nascimento de Cristo (nas palavras do seu porta-voz para os EUA, Ben Shapiro, “um fora da lei que mereceu o castigo que teve”) para fazer campanha pela guerra ao Irão.

Donald Trump, que não perde uma oportunidade que seja para largar bombas por esse mundo fora, desejou literalmente boas festas aos nigerianos com um postal de natal carregado de cadáveres (o sexto país que o ‘presidente da paz’ bombardeia, em 11 meses de mandato*). Emmanuel Macron, decidiu honrar soldados e bombeiros, uns que quer ver a morrerem nas trincheiras da Ucrânia, outros que quer ver maltratados pelas tribos islâmicas que importa a ritmo recordista para o seu infeliz país. Na Alemanha, o chanceler que está a fazer tudo o que pode e sabe para nos condenar a todos a um conflito termonuclear com a Rússia, falou de paz, e conseguiu, no processo, a impossível tarefa de manter sério o seu semblante. Ursula von der Leyen, que não é eleita por ninguém, pelo que não tem um eleitorado a quem dirigir a sua mensagem natalícia, optou naturalmente por direcionar a sua prosápia aos ucranianos, que devem ser nesta altura do campeonato os únicos que a conseguem ouvir sem irem a correr para o vomitódromo mais próximo.

Até o novo papa, que é igual ao último, rompeu todas as regras litúrgicas da época para politizar a mensagem Urbi et Orbi e a homilia de Natal até à agonia, forçando a cartilha da substituição demográfica tão querida ao globalismo descarado que reina triunfante no Vaticano desde que Ratzinger decidiu abandonar o trono de Pedro.

Poland & Hungary Are Threatened By Ukraine Yet Still Remain Divided By It

Andrew Korybko 

The Ukrainian ultra-nationalists and intel agents that infiltrated their societies under the cover of refugees might carry out acts of terrorism against them, which could be averted by closer cooperation between their security services, but they still remain divided by Ukraine to its geopolitical benefit

Poland and the other EU countries like Hungary that host Ukrainian refugees are poised to face more trouble from them after the conflict ends. As of February 2025, official police data showed that Ukrainians committed more crimes in Poland than any other foreigners. Some have also been accused of carrying out national security ones on behalf of Russia, which Russia denied while its media has instead suggested that they’re either anti-Polish ultra-nationalists (fascists) or Ukrainian intel agents.

Whatever the truth may be, former President Andrzej Duda warned in an interview with the Financial Times in early 2025 that “Ukraine’s Traumatized Troops Could Pose A Security Threat To All Of Europe”. Last fall, “The Ukrainian Ambassador To Poland Admitted That His Co-Ethnics Don’t Want To Assimilate” just before one of his country’s prominent online outlets predicted that “An Ethnic Ukrainian Lobby Might Soon Take Shape In The Polish Sejm”, which could altogether pose serious threats to Poland.

Instead of trying to thwart them, Foreign Minister Radek Sikorski encouraged Ukrainians to “knock out” the Druzhba pipeline supplying Hungary and Slovakia with Russian oil, thus earning him the nickname “Osama Bin Sikorski” from Russian Foreign Ministry spokeswoman Maria Zakharova. As explained in the preceding hyperlinked analysis, this could backfire on Poland by inciting terrorism against it by those ultra-nationalists who lay claim to its southeastern parts where many Orthodox East Slavs used to live.

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[Livros & Leituras] António de Spínola, o Velho

Bruno Vieira Amaral, Reverso Editora/Medialivre, Lisboa, abril 2025, 144 páginas.

5 de maio de 1974: António de Spínola, presidente da JUnta de Salvação Nacional, nomeado na sequência da revolução do 25 de Abril

"Para aumentar a inquietação contribuíram os rumores de um lado e do outro do espetro político. Se a esquerda falava de um possível golpe da extrema-direita, a extrema-direita, nomeadamente o ELP, através de elementos que se tinham exilado em Espanha, garantia que o MFA, com o apoio da LUAR (Liga de Unidade e Ação Revolucionária), planeava uma operação, com a designação de “Matança da Páscoa”, para eliminar cerca de 500 oficiais e mil civis ligados à direita. Havia quem duvidasse da veracidade do plano e que atribuísse a origem do rumor ao Partido Comunista para fazer avançar os spinolistas. Seria, na prática, uma armadilha. 

Se era uma armadilha, Spínola caiu nela com estrondo. Com a informação de que a “Matança da Páscoa” estava programada para a noite de 12 para 13 de março, o general partiu para Tancos no dia 10 para liderar um golpe que vinha sendo preparado. A prova de que, do seu lado, nem todos eram partidários de uma ação semelhante é que alguns dos seus homens mais próximos, como Manuel Monge e Almeida Bruno, foram excluídos do plano. Na noite de 10 de março, disfarçado com uma barba postiça, Spínola entrou na Base de Tancos.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Prefeitura do Rio repõe mais de 200 mil pedras portuguesas no calçadão de Copacabana

A ação da Seconserva inclui reparos nas calçadas, manutenção de ralos e limpeza de galerias pluviais na Avenida Atlântica até 31 de dezembro

Quintino Gomes Freire

Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (Seconserva) reforçou a manutenção preventiva em trechos da Avenida Atlântica, com foco no calçadão de Copacabana. O pacote de serviços inclui reparo de buracos nas calçadas, recuperação de meios-fios e reassentamento de pedras portuguesas. Também entram na lista manutenção de ralos e bueiros e limpeza de galerias pluviais, para reduzir o risco de alagamentos quando a chuva aperta.

O esquema operacional começou em 22 de dezembro e segue até o dia 31, com equipes atuando em diferentes pontos da orla.

Só em 2025, a prefeitura afirma ter feito serviços de reassentamento e manutenção das pedras portuguesas em Copacabana e no Leme numa área equivalente a 683 metros quadrados. Para isso, foram usadas mais de 200 mil novas pedras. O trabalho é artesanal e depende de calceteiros, mão de obra especializada. A conta é pesada: em média, são necessárias cerca de 350 pedras para recompor um único metro quadrado de calçada.

Na cidade inteira, a Seconserva diz que mais de 4,9 milhões de pedras portuguesas foram utilizadas ao longo de 2025 em serviços de conservação. O Rio de Janeiro tem mais de 1 milhão de metros quadrados de calçadas desse tipo, que exigem técnica específica e manutenção frequente.

domingo, 28 de dezembro de 2025

Prefeitura de Búzios homenageia Brigitte Bardot, símbolo da história da cidade

Artista faleceu aos 91 anos neste domingo (28)

O Dia

A Prefeitura de Búzios lamentou a morte de Brigitte Bardot, aos 91 anos, neste domingo (28). A cidade tem uma orla com o nome da atriz francesa e uma estátua de bronze à beira-mar, em homenagem à artista, que teve um papel fundamental na transformação da antiga vila de pescadores em um dos principais destinos turísticos do país.

Em nota publicada nas redes sociais, a prefeitura destacou a importância de Bardot para o município.

"Você não só passou por Búzios. Você ficou. Sentiu o vento que move as cortinas, o sol que insiste em dourar as manhãs, o mar que nunca se cansa de voltar. Você caminhou junto, escolheu o silêncio, preferiu o essencial. Tornou-se parte da alma de Búzios, como se sempre tivesse estado aqui. Búzios agradece, porque há nomes que não se despedem, eles se eternizam na paisagem, no afeto e na memória."

Veja data e horário dos jogos do Vasco na Taça Guanabara 2026

O Vasco da Gama estreia na Taça Guanabara no dia 15 de janeiro, quinta-feira, diante do Maricá, no Estádio São Januário

França Fernandes


A Federação de Futebol do Rio de Janeiro, FERJ, divulgou neste sábado (27) a agenda oficial da Taça Guanabara 2026, primeira fase do Campeonato Carioca. A publicação traz datas e horários dos confrontos que abrem a temporada do futebol estadual.

O Vasco da Gama já tem compromisso definido para a estreia. O time Cruzmaltino entra em campo no dia 15 de janeiro, uma quinta-feira, diante do Maricá, dando início à sua caminhada no Carioca 2026.

A partida será disputada às 21h30min (horário de Brasília), no Estádio São Januário, no Rio de Janeiro. O duelo marca o primeiro jogo do Vasco na competição e o reencontro do Clube com sua torcida no início da temporada.

A Taça Guanabara corresponde à fase inicial do Campeonato Carioca e reúne as principais equipes do estado em confrontos decisivos, que definem os classificados para as etapas seguintes do torneio.

Jogos do Vasco na Taça Guanabara 2026:

·         1ª rodada: Vasco x Maricá, no dia 15 de janeiro (quinta-feira), às 21h30 (de Brasília), em São Januário, Rio de Janeiro. Transmissão: getv, sportv e Premiere;

·         2ª rodada: Vasco x Nova Iguaçu, no dia 18 de janeiro (domingo), às 18h (de Brasília), em São Januário, Rio de Janeiro. Transmissão: TV Globo e Premiere;

O herói mais amado da esquerda – Rei Xandão – vive a vida de um oligarca e de um rei

Glenn Greenwald

O herói mais amado da esquerda – Rei Xandão – vive a vida de um oligarca e de um rei: graças aos milhões e milhões de reais que agora chegam à conta de sua esposa, o que, em grande parte, só começou depois que ele obteve poder no STF.

E, por uma enorme coincidência, o banco corrupto que era o maior cliente da esposa de Moraes – que assinou um contrato absurdo para pagar à empresa de sua esposa e filhos R$ 129 milhões – estava hospedando Moraes em uma festa privada, só para homens, na mansão de R$ 36 milhões de Daniel Vorcaro, e agora está recebendo um tratamento extremamente favorável e estranho por parte do STF.

A esquerda "socialista" que odeia oligarcas e desigualdade fala: a família Moraes merece isso! Deixa eles em paz com sua nova e imensa riqueza, vocês lavajatistas e fascistas!💰💰💰💰

(Não se esqueça do querido advogado petista que representa o Banco Master, @augustodeAB, que viajou em um jato particular "emprestado", com Dias Toffoli – para assistir ao jogo do seu time de futebol favorito no Peru –, poucos dias antes de este conceder uma grande vitória ao banco, colocando todo o caso sob "sigilo absoluto").🤑🤑🤑🤑🤑

Texto e Imagens: Glenn Greenwald, X, 28-12-2025, 12h53 



[As danações de Carina] Algumas palavrinhas sobre o Natal

Carina Bratt

O DIA AMANHECEU diferente. Não é só o sol que ilumina as ruas, o mar aqui em frente à minha varanda, mas também as luzes piscando nas janelas, como se cada morador quisesse anunciar ao mundo que ali mora a Esperança.

As crianças acordaram mais cedo, não pelo barulho do despertador, mas pela ansiedade de descobrir se Papai Noel passou pela sala. Os adultos, entre risadas e abraços, fingiram surpresa diante dos presentes que eles mesmos compraram, porque no fundo sabem: o verdadeiro presente de natal é no dia de natal, estar todos juntos.

Na mesa do café, a mãe caprichou. O cheiro da rabanada se misturou ao som das conversas. Histórias antigas são recontadas, como se fossem novas, e cada gargalhada dos presente é um brinde silencioso à vida que passa sem pressa.

O Natal é isso: um instante em que o tempo parece suspenso, em que até os desencontros se tornam pequenos diante da grandeza de um abraço, de um beijo no rosto, de um gesto de carinho.

E quando a noite cair, entre o piscar das luzes e o silêncio das ruas, ficará a certeza de que o Natal não cabe apenas em um dia. Ele se estende em cada gesto de bondade, em cada palavra de afeto, em cada promessa de recomeço.

Natal é ainda aquele dia em que todo mundo acorda com espírito de paz… até perceber que esqueceu de comprar o presente da tia, do tio, do Aparecido, enfim, de algum vizinho que chegou para lembrar que está vivo.

Na cozinha, a ceia começou a ser preparada cedo Minha mãe insiste que ‘não vai exagerar na comida este ano’, mas de repente aparecerão três tipos de salpicão, duas travessas de arroz com passas (que todo mundo gosta) seguido de um peru que parece ter treinado na academia o ano inteiro.

O tio Belo veio de Curitiba chegou já com a piada pronta: ‘Cadê o meu presente? Aceito em dinheiro!’. E, claro, ele será o primeiro a atacar a farofa, antes mesmo de alguém dizer ‘bom apetite’.

Onde é? Qual o nome? 😉


sábado, 27 de dezembro de 2025

Aeroporto de Jacarepaguá ultrapassa Galeão em buscas por passagens no site da Azul em 2025

O terminal também se destacou entre janeiro e dezembro como o maior volume de vendas da Azul Conecta, braço da empresa dedicado à aviação regional e executiva e responsável pelas operações no local

Altair Alves

Aeroporto de Jacarepaguá [foto] liderou, em 2025, as buscas por passagens aéreas no site da Azul, superando o Aeroporto Internacional do Galeão, segundo dados divulgados pela companhia. Localizado na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, o terminal também se destacou entre janeiro e dezembro como o maior volume de vendas da Azul Conecta, braço da empresa dedicado à aviação regional e executiva e responsável pelas operações no local.

Foto: Alexandre Macieira/Riotur

Na sequência do ranking de destinos mais comercializados pela Azul Conecta aparecem os aeroportos de Confins, em Minas Gerais, e Viracopos, em São Paulo. Ambos funcionam como os principais hubs da companhia, oferecendo conexões para mais de 100 destinos, incluindo rotas internacionais. O Aeroporto de Manaus, no Amazonas, ocupa a quarta colocação, enquanto o Aeroporto de Belém, no Pará, completa o grupo dos cinco mais vendidos.

Atualmente, a Azul Conecta opera uma frota de 25 aeronaves Cessna Grand Caravan, com capacidade para até nove passageiros. A subsidiária completou cinco anos de atuação e detém o posto de maior operadora mundial do modelo em número de horas voadas.

Título e Texto: Altair Alves, Diário do Rio, 26-12-2025

26-12-2025: Oeste sem filtro – Moraes (Moraes, Moraes, Moraes!!!) determina a prisão preventiva de Silvinei Vasques + Novas informações sobre o estado de saúde de Bolsonaro


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Exclusivo! Alexandre de Moraes é inocente! Blindagem institucional

[Versos de través] Palavras de uma mãe na partida do filho

Zetho Cunha Gonçalves

Tu podes perder tudo,
porque tudo se perde, meu filho,
mas nunca te percas de ti.

A distância que vai
da montanha ao rio,
não é a mesma
que vai das nuvens
até ao Sol.

Tu podes perder tudo,
porque tudo se perde, meu filho,
mas nunca te percas de ti.


Zetho Cunha Gonçalves
16/17-1-2024


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sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Flanelinhas em fuga, PM acionada e a internet explode: quem é o jovem que desafia a desordem nas ruas do Rio

Com vídeos virais em Copacabana, Recreio e na Feira da Glória, influenciador expõe extorsões, intimidação a mulheres e a omissão do poder público diante de uma das maiores ilegalidades urbanas do Rio de Janeiro

Bruna Castro

No Rio de Janeiro de 2025, onde a paisagem continua deslumbrante e o cotidiano insiste em tropeçar na desordem, um personagem improvável passou a ocupar o centro de um debate antigo, espinhoso e convenientemente empurrado para debaixo do tapete pelo poder público. Luan Lennon, jovem, sem cargo público, sem mandato em vigor e sem qualquer aparato institucional, decidiu fazer aquilo que a cidade parece ter desaprendido a fazer: fiscalizar. Munido apenas de um celular, de disposição e de uma audiência que já ultrapassa a marca de 760 mil seguidores, ele passou a registrar, confrontar e expor uma das maiores ilegalidades normalizadas do espaço urbano carioca: a indústria informal — e frequentemente criminosa — dos flanelinhas.

Embora hoje atue fora de qualquer estrutura oficial, Luan Lennon não é um personagem alheio à política institucional. Ele foi candidato a vereador no Rio de Janeiro nas eleições de 2024, pelo PL (Partido Liberal), mas não chegou a ser eleito após não obter votos suficientes para conquistar uma cadeira na Câmara Municipal. Registrado oficialmente como Luan Lennon Camacho Braga Oliveira, teve seu nome nas urnas e disputou o cargo de forma regular, encerrando o pleito sem vitória. A ausência de mandato, aliás, tornou-se um dos elementos centrais de sua trajetória recente: fora do sistema político formal, sem salário público e sem prerrogativas legais, ele passou a atuar por outro caminho — o da fiscalização informal, da exposição pública e da pressão social exercida diariamente por meio das redes.

Quem circula pelas praias do Recreio, de Copacabana ou mesmo pela tradicional Feira da Glória conhece bem o roteiro. O carro estaciona, o “guardador” aparece sem qualquer identificação visível, ignora a tabela oficial da prefeitura — quando existe cadastro — e passa a impor valores que variam de vinte a cem reais. O talão legalizado de dois reais vira peça de ficção. O tom rapidamente deixa de ser cordial, sobretudo quando a motorista é mulher. Há relatos recorrentes de intimidação, ameaça velada, linguagem agressiva e, nos casos mais extremos, retaliação explícita: carros riscados, retrovisores quebrados, pneus esvaziados. Uma prática que mistura extorsão, medo e a completa ausência do Estado. E o que há de pior: uma coisa que todo mundo sabe que acontece há décadas.

Tá brabo! Rio registra quase mil atendimentos médicos em 48 horas de calor extremo

Apesar do número elevado, a Secretaria de Saúde afirma que atendimentos estão dentro do esperado para o nível atual de calor

Victor Serra

Em apenas dois dias, 973 pessoas buscaram atendimento na rede municipal de saúde com sintomas possivelmente relacionados ao calor extremo, segundo dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde. O número foi registrado em um intervalo de 48 horas, em meio a uma onda de calor que mantém a capital fluminense em nível 3 de alerta, numa escala oficial que vai até 5.

As unidades de pronto atendimento e clínicas da família relataram quadros recorrentes de mal-estar provocados pela exposição às altas temperaturas e ao sol forte. De acordo com a prefeitura, os sintomas mais frequentes foram tontura, fraqueza, desmaios e queimaduras solares. A Secretaria de Saúde informou que o volume de atendimentos é compatível com o nível atual de calor enfrentado pela cidade. Segundo a pasta, não há indicativo de situação fora do padrão esperado para o grau de alerta vigente, mas o aviso de precaução permanece válido.

William Waack afirma que a crise política e institucional do Supremo “passou do ponto de retorno”. Por que só agora?

Leandro Ruschel 

Na verdade, esse ponto de não retorno foi ultrapassado ainda em 2019, quando ministros abriram o inquérito das chamadas “fake news” — iniciativa que a então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, criticou duramente e comparou a um “tribunal de exceção”. 

Os primeiros atos de grande repercussão desse inquérito já indicavam seu caráter extraordinário: a decisão que determinou a suspensão imediata de procedimentos investigatórios instaurados na Receita Federal, que envolviam autoridades do Supremo e pessoas próximas, além da censura imposta a uma revista que publicara o depoimento de Marcelo Odebrecht sobre o “Amigo do Amigo do Meu Pai”. 

A partir daí, o inquérito — cuja condução passou a ser alvo permanente de críticas por sua elasticidade e por concentrar, na prática, funções típicas de investigar, acusar e julgar — tornou-se o eixo de uma escalada de medidas excepcionais. Vieram ordens de remoção de conteúdo, decisões com efeito censor e prisões preventivas de críticos e opositores, frequentemente amparadas em interpretações amplas de conceitos como “ataques às instituições” e “desinformação”. A exceção foi sendo normalizada como método. 

Enquanto isso, uma parcela expressiva dos réus e condenados da Lava Jato — operação que revelou um dos maiores esquemas de corrupção já expostos no país — viu suas condenações serem anuladas ou revertidas, em decisões que alimentaram a percepção pública de impunidade e de reescrita histórica do maior escândalo político-financeiro da história nacional. 

25-12-2025: Oeste sem filtro – Recapitulação 2025


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Aparecido Raimundo de Souza

HOJE, ATAFONA
continua enfrentando o avanço do mar, que já destruiu centenas de casas e ameaça apagar a comunidade do mapa. Além disso, há iniciativas políticas e acadêmicas (pelo menos no papel) para tentar conter a erosão costeira. Todavia, até agora, nada de certo e de concreto. Como sempre, no nosso brazzzil de picaretas e salafrários, só promessas, promessas, promessas e mais promessas.

Situação Atual de Atafona:

Avanço do mar:

A praia de Atafona, para quem não sabe, fica em São João da Barra, no Rio de Janeiro. Ela está sendo literalmente engolida pelo Atlântico. A erosão costeira vem ocorrendo há décadas, mas se intensificou nos últimos anos devido às mudanças climáticas e à construção de barragens que alteraram o fluxo do rio Paraíba do Sul.

Impacto humano:

Mais de 500 casas já foram destruídas. Pelo menos 2 mil moradores tiveram que deixar a região. Ruas inteiras desapareceram e o cenário atual é de ruínas e memórias soterradas pelas ondas. Ah, se Brasília virasse Atafona... eu iria correndo até lá e salvaria a porra da estátua da Justiça, em frente ao STF, para que a coitadinha não morresse afogada... Pois bem. Vamos em frente.

Projeções futuras:

Especialistas estimam que, se nada for feito, Atafona pode desaparecer completamente em cerca de alguns anos.

Estudos científicos:

A Universidade Federal Fluminense (UFF) recebeu recentemente uma emenda parlamentar de R$ 500 mil para realizar um estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental sobre como conter a erosão. Esse valor se soma a outra emenda de igual montante, mas ainda faltam cerca de R$ 800 mil para financiar o projeto completo. A pergunta é: o que essa Universidade de merda fez até agora em prol de Atafona com o dinheiro já recebido?

Reconhecimento internacional:

Uma tal de ONU já listou Atafona como uma das áreas costeiras mais ameaçadas do mundo, destacando a gravidade da situação. E o que fez? Porra nenhuma. Apesar desse suposto reconhecimento essa coisa conhecida como ONU não se dignou a prestar o socorro que os Atafonenses merecem. O descaso é TOTAL.