Henrique Pereira dos Santos
Ser de extrema-direita ou de extrema-esquerda não tem grande significado, quer apenas dizer que não há mais nada relevante à direita e à esquerda, respectivamente.
Apesar disso, grande parte da
imprensa, em vez de discutir programas políticos concretos e reais de toda a
gente, da extrema-esquerda à extrema-direita, entretém-se a fazer julgamentos
morais, separando o aceitável (a extrema-esquerda) do que não é aceitável (a
extrema-direita).
A técnica consiste em
substituir o debate racional das propostas de cada um pelo medo do que os maus
irão fazer aos bons quando tiverem o poder.
Durante algum tempo, a coisa
funciona, mesmo para lá do folclore antifa, que a mim me faz sempre lembrar a
imprecação de Caetano Veloso: "que juventude é essa que vão sempre,
amanhã, matar o velhote inimigo que morreu ontem".
O problema deste tipo de combate político irracional é quando chegam esses tais "fascistas" ao poder, como a senhora Meloni.
Aí verifica-se que esta nova
extrema-direita não quer regressar ao fascismo, no seu sentido clássico,
respeita as eleições, tem um programa político que tenta executar com todas as
dificuldades de execução de qualquer programa político enfrenta no choque com a
realidade, enfim, é gente normal, qualquer dia alguns dirão como disse Catarina
Martins, que são sociais democratas, ou coisa do gênero.
Que melão terá a imprensa
quando descobrir que por trás da AfD, na Alemanha, não está o renascimento do
partido nazi, nem a ressureição de Hitler.
No entretanto, perdemos tempos
infindos em que em vez de discutir o programa político destes novos partidos,
andamos a correr atrás de miragens, convencidos de que a subida eleitoral de
novos partidos resulta de estranhas maquinações e não da simples incapacidade
dos que se lhe opõem apresentarem programas melhores.
Título e Texto: Henrique Pereira dos Santos, Corta-fitas, 8-9-2026
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A ver si lo entiendes.
ResponderExcluirNi un solo medio o analista "moderado" dice nada sobre el peligro de la ultraizquierda comunista en Europa (que está en el gobierno de España, campa a sus anchas por Bruselas y ha sacado casi 20% de votos en Sajonia). Eso sí, no paran de "alarmarse" por la victoria de la "ultraderecha" AfD en Sajonia.
El problema de siempre es que esos "moderados" europeos están encantados y callados con la ultraizquierda porque les funciona como tonto útil que comparte sus objetivos de control estatista y burocrático.
Años blanqueando el socialcomunismo y hundiendo Europa en un erial socialista, y ahora se alarman porque la gente dice basta. Y a eso... ahora... lo llaman "ultra". Anda ya.
Lo siento, ya no cuela.
Eleições estaduais hoje no estado alemão de Saxônia-Anhalt: o ex-jornalismo militante da GloboNews tentando transmitir, de forma desonesta, a ideia de que a vitória do partido AfD (de “extrema-direita”, segundo os esquerdistas da GloboNews) representa a volta do naz1smo.
ResponderExcluirOmitem, é claro, o “pequeno detalhe” de que a AfD é o partido mais pró Israel da Alemanha.
Gente sórdida. 🤢