sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Domnica ama Schettino

Domnica Cemortan, foto: AFP
Isabel Gorjão Santos
Foram vistos juntos na noite da tragédia, beberam vinho. E agora a moldava Domnica Cemortan não poupa palavras de afecto para Francesco Schettino, o comandante do Costa Concordia que é hoje um dos homens mais odiados em Itália. “Sim, eu amo-o, e não é justo que estejam a destruir a sua imagem.”
Domnica Cemortan tem 25 anos, sorriso discreto, cabelo loiro pelos ombros. Tornou-se uma testemunha-chave para a investigação do que aconteceu a 13 de Janeiro, quando o navio Costa Concordia adornou junto à ilha italiana de Giglio, porque várias testemunhas disseram tê-la visto à mesa do comandante Francesco Schettino. As autoridades judiciais interrogaram-na durante seis horas e ouviram uma declaração de amor.
“Sim, é verdade, estou apaixonada pelo comandante Schettino”, admitiu Domnica Cemortan quando foi interrogada pelos magistrados da procuradoria de Grosseto, responsável pela investigação.
Segundo o diário La Stampa, Domnica Cemortan garantiu que Schettino estava aos comandos do navio no momento em que este embateu nas rochas e se voltou. A bordo iam mais de 4200 pessoas, o desastre causou pelo menos 17 mortos e há ainda 15 desaparecidos.
Ainda que testemunhas tenham relatado que a viram a jantar com Schettino, Domnica Cemortan disse aos procuradores que jantou com amigos e só depois passou na mesa do comandante. No entanto, um dos passageiros, Ângelo Fabbri, garantiu ter visto os dois a jantar e adiantou que beberam, pelo menos, uma garrafa de vinho.

O PS escolhe ser irrelevante

Bruno Farias Lopes
O PS é hoje um partido largamente irrelevante – mas não pelas razões frequentemente apontadas. O PS não é irrelevante porque é impossível fazer oposição tendo pedido, negociado e assinado o Memorando da troika. O PS não é irrelevante porque o governo tem maioria absoluta. O PS é irrelevante essencialmente por opção. Quando o maior partido da oposição escolhe este caminho num momento crucial para o país torna relevante a sua irrelevância.
António José Seguro, foto: Miguel A. Lopes/Lusa
As pessoas do PS têm condições para ser “oposição responsável”, desde que estejam dispostas a admitir um facto: foi um governo socialista, já em versão zombie, a negociar e a assinar um acordo com a troika. Não se pede ao PS que exulte com o Memorando, como parece ser o caso de alguns membros do governo. O que se pede é um reconhecimento da realidade recente.
O problema é que o PS – o da liderança de António José Seguro e o outro, da facção rebelde socrática que se senta no parlamento – não se quer lembrar do passado recente.
O PS de Seguro tem consciência do beco em que o país se enfiou, o que é um dado positivo e novo no PS, mas parece submeter qualquer tentativa de fazer oposição útil a essa tomada de consciência. A lengalenga da “paixão do governo pela austeridade” e do “é preciso mais crescimento” é a melhor forma que o líder do PS encontra de disfarçar em público o facto de em privado ser uma muleta acrítica do governo.
Já o outro PS, o grupo de rebeldes socráticos, prefere adoptar uma leitura estranhamente restritiva do Memorando. Para esta facção, quando o PS aprovou o Memorando assinou apenas aquele conjunto específico de medidas publicadas em Maio de 2011. É preciso fazer mais porque há derrapagens e surpresas? Não pode ser, eles não assinaram isso. É preciso mais porque há que dissipar dúvidas e mostrar que já que estamos neste barco a coisa é mesmo para cumprir? Não pode ser, eles não assinaram a favor disso. O problema desta posição é que o PS assinou um programa para cumprir objectivos – são as metas que contam e não um conjunto de medidas avulsas.

Escritores se reúnem e lançam livro contra touradas na Espanha

 Está sendo lançando em quatro grandes cidades espanholas “Palavras de um touro sem voz”.  Publicado por Hades Editions, o livro é uma iniciativa da Plataforma “Mão Vermelha”, projeto que busca através da cultura, arte e ciência, a abolição do Festival Toro de la Vega de Tordesilhas na Espanha e, por extensão, de qualquer forma de abuso animal nas touradas.

É uma antologia composta por 27 autores: Rosa Montero, Soledad Puértolas, John Kalvellido, Emilio Silva, Carlos Manas, Angel Padilla, Jorge Riechmann, Ruth Toledano, Hugo Cardalda, Esther Tusquets, Cabo de Louise, Asier Bunting, Fernando Delgado, Narbonne Rafael, Jose Luis Victoria, Fernando Gonzalez “Gonzo”, Carlos Azagra, Elvira Lindo, Nativel Preciado, Jose Ricardo Munoz, Jose Luis Ordonez, David Fernandez Rivera, Ian Gibson, James Vincent Almela, Javier Montilla, Eduardo Galeano e Julio Ortega Fraile.

Através de histórias, poemas, ensaios e imagens, o livro mostra a a dor, o sofrimento, a crueldade na visão de cada um dos autores. É, acima de tudo, um grito da razão, da justiça e liberdade, em nome dos animais que não têm voz.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

"Fomos vítimas de muitos erros e crimes."

João César das Neves
Há muita gente furiosa, desesperada com a austeridade. Isso é justo e razoável, porque fomos vítimas de muitos erros e crimes. Mas as discussões costumam incluir uma alternativa que não existe: a ausência de sacrifícios. Portugal neste momento enfrenta apenas duas hipóteses: ou cumpre com sucesso a austeridade prescrita, ou terá ainda mais austeridade. Pensar que se pode escapar aos custos é uma ilusão tão grave como as que criaram a crise.
Se Portugal rejeitasse o pacote e mandasse os credores dar uma curva, a dívida desapareceria, mas austeridade seria muito maior. A troika exige cortes fortes e medidas dolorosas para reduzir o défice público a 0.5% do PIB em 2015. Em troca os nossos parceiros estão a emprestar-nos 78 mil milhões de euros (quase metade da nossa dívida pública à data do acordo) ao longo de vários anos. Se nos recusássemos aos cortes, como os mercados estão fechados, ninguém nos emprestava mais nada e o défice tinha de ser zero amanhã. Isto não é ficção científica. A Argentina viveu assim no passado recente e Portugal teve a mesma experiência nos dez anos após 1892.
A nossa situação é semelhante ao bêbado endividado. O pior não é pagar as bebidas que tomou, mas garantir que pode continuar a beber fiado. O Estado está mesmo viciado em dívida. Aliás a nossa taxa de endividamento é agora maior que há dez meses, quando a troika cá chegou.
A irritação é compreensível, mas a fúria é má conselheira, logo quando mais precisamos de serenidade para decidir a melhor dieta, indispensável à recuperação da saúde económica.
Título e Texto: João César das Neves, jornal “i”, 02-02-2012

Custe o que custar para os lados da despesa, senhor primeiro-ministro

António Ribeiro Ferreira
Muitas vozes, os Velhos do Restelo do século XXI, andam por aí a dizer que Portugal não tem qualquer hipótese de cumprir o Memorando de entendimento, que o dinheiro contratado não vai chegar e que o melhor seria desde já renegociar os prazos de redução do défice e pedir mais uns 30 mil milhões de euros antes que a torneira europeia se feche. As mesmas almas, sempre cheias de certezas e verdades absolutas, também acham perfeitamente impossível que Portugal consiga cumprir o défice estrutural de 0,5% do PIB imposto no novo tratado orçamental assinado por 25 países da União Europeia.
Para esta gente, que tornou possível a bancarrota, a dívida externa brutal e criou as condições para o desemprego atingir níveis impensáveis, é impossível o Estado reduzir substancialmente a despesa pública e ainda mais baixar os impostos a médio prazo. Tudo é impossível. E bastaram algumas medidas mais fortes de corte nas despesas, nomeadamente com a redução de salários e o fim dos subsídios de Natal e de férias para a função pública, para as mais altas figuras do Estado saltarem para a praça pública com discursos fortes, alarmistas, mesmo apocalípticos. É o que Portugal tem e não há volta a dar. O senhor Presidente da República acha perfeitamente normal e possível que a economia nacional seja alimentada pelo investimento e pela despesa pública e que o Estado se endivide o necessário e o suficiente para manter bem gordinhas as empresas que só sobrevivem com as obras e os consumos das autarquias, das regiões autónomas e da monstruosa administração central.

Portugal não precisa de segundo resgate porque vai cumprir plano, diz Vítor Gaspar. Ponto.


Portugal não vai precisar de um segundo resgate porque vai cumprir o plano estabelecido pelo primeiro programa de assistência financeira, defendeu hoje em Londres o ministro das Finanças, Vítor Gaspar.
Perante os "comentários sobre estimativas de possíveis necessidades de financiamento do país", Vítor Gaspar repetiu "enfaticamente" as palavras do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.
"Não vamos pedir mais tempo ou mais dinheiro", garantiu, prometendo que serão respeitados os limites do programa e os concretizados as reformas estruturais exigidas.
Gaspar argumentou que "a consolidação orçamental, o ajustamento financeiro e a reforma estrutural são do interesse do país" e que "cumprir o programa é o que permite continuar a ter acesso a financiamento".
Lembrou ainda que Portugal recebeu garantias dos parceiros europeus de que "estará disponível apoio para recuperar confiança dos mercados" se continuar a seguir o programa acordado com a troika. 
O ministro respondia a perguntas após uma palestra na universidade London School of Economics, com o título "Economia Portuguesa: restaurar a credibilidade e confiança".
Título e Texto: Jornal “i”, 02-02-2012

Comentários
Por J.Mata,  2 Fevereiro, 2012 - 10:13
Não sou expert em economia e finanças porém a determinação, coragem, acerto e fiabilidade levam-me a acreditar que se Vitor Gaspar não der conta do recado, ninguem dará. Portanto, até por exclusão de partes, não vejo alternativa ao seu trabalho. Este ministro foi o melhor que podia ter acontecido a todo o mal que a nossa economia tem sofrido. Sério q.b. e capaz: vamos ajudá-lo e ajudar a salvar Portugal e o nosso amanhã.

"O Instituto Aerus de Seguridade Social não foi criado com uma regra comprada em banca de camelô"

Exma. Sra. Presidente Dilma Rousseff,
Esta campanha começa nos perguntando porquê é ela importante para nós. O começo da resposta é que, qualquer pergunta ou pedido feitos ao supremo mandatário do país, tem de ser importante pela própria natureza do cargo ocupado por este (ou esta); no caso, V. Excia. Completando a resposta, esta campanha é importante para os ex trabalhadores da Varig e de seus aposentados e pensionistas pelo Instituto Aerus, pela própria violação da Constituição da República Federativa do Brasil em seu Artigo 1º., paragráfo III, onde se lê:
III - a dignidade da pessoa humana;
Ora, Sra. Presidente, que outra coisa se não o descumprimento deste direito fundamental está sendo perpetrado contra os ex-trabalhadores e aposentados da Varig quando se lhes nega o direito líquido e certo – e pago, é bom que se esclareça – com a renúncia de parte do salário de um trabalhador ativo, quando este ou esta optam por um fundo de previdência privado, face à inegável erosão que sofrem ao longo do tempo, as pensões pagas pelo INSS? Sendo que até, não menos importante, tendo os fundos de pensão seguros assumido nos últimos tempos um importante papel na economia do país, suas administrações bem como a fiscalização por parte do estado não podem dar-se ao luxo de serem temerárias.
Mas se importantes como força auxiliar da economia, aos fundos de pensão cabe cumprir a sua função primária que é a de suplementar aposentadorias de trabalhadores.
O Instituto Aerus de Seguridade Social não foi criado com uma regra comprada em banca de camelô, mas nós, ex-trabalhadores e aposentados da Varig, estamos sendo tratados como se assim fosse. Desde 12 de abril de 2006, como se não valessem as leis, a boa segurança jurídica numa nação que se quer justa e democrática – deveres e direitos para todos –, e sobretudo a dignidade humana garantida pela Constituição, milhares de pessoas, a maioria já em idade avançada adoece, perde patrimônio, perde a própria vida em decorrência de um indesculpável calote em seus recursos de subsistência.

Transportes (de Portugal?) em greve

Pois então, os "trabalhadores dos Transportes (PÚBLICOS) entram em greve", mais uma! E a mídia corre atrás do político perdedor, o que lidera um partido que era nanico, virou naniquinho, perdeu OITO deputados, mas não adianta! em Portugal eleições, sabe?, aquele processo que neguinho sai de casa vai a um local determinado e VOTA, aqui é mera encenação. O que vale, ao que me parece, é o que o Senhor Louçã ou outros senhores (que perderam eleições) dizem ou pensam... O que vale, o que é reproduzido, o que é ventriloquado, é o que dizem, demagógica e perfidamente, os que não ganharam eleições! Impressionante! Uma greve fomentada pela CGTP, agora mais ainda, comunista!
Essas greves são em Lisboa! 

Queria saber como é que é noutras cidades de Portugal?
Por exemplo, por que os trabalhadores do Metro do Porto não aderiram a essa greve? Porque são de Direita? Mas, cadê essa notícia?
E, como ouvi, dizer que é uma manifestação de solidariedade aos utentes é de um oportunismo/hipocrisia gritante. Tão gritante quanto dizer que é uma greve de "trabalhadores" NACIONAL! Não, não é! Estes trabalhadores, em que pese alguma justiça no pleito, são meros piões do jogo do Partido Comunista Português CONTRA a Direita. É uma pena que muitos trabalhadores de Transportes não tenham coragem, ou não possam, por uma razão ou outra, simplesmente gritar "Quero trabalhar! Gosto de trabalhar!"  Ou "Demitam quem todo o mundo sabe (e diz) que devia ser demitido mas a Empresa não pode porque a CT ou Sindicatos são contra"". E são estes e por estes que alguns trabalhadores do Metro de Lisboa estão em greve.. O  PCP sonha em derrubar a Direita... mas, gozado, foi o que menos contribuíu para o Estado Social, aliás, é o que mais contribui para porra nenhuma!...

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O caso Varig: "Vou bater muito neste tema."

Copacabana, 20-01-2012. Foto: Dayse Mattos

Reynaldo Velloso
Recebi e-mail de representantes das quase 7 mil famílias heróicas, que esperam pela decisão dos ministros do STF.
Vejam só a luta deste grupo. Parece até que não são brasileiros.
O Instituto AERUS de Seguridade Social - instituição de Previdência Complementar, Privada, sob a fiscalização da SPC-Secretaria de Previdência Complementar, órgão do Governo Federal, sofreu liquidação extra-judicial em 2006. Os beneficiários (aposentados e pensionistas) tiveram os seus complementos mensais reduzidos em até 82%.
Em julho de 2006, funcionários da Varig, foram demitidos e até hoje não receberam seus direitos previstos na legislação trabalhista.
A grande esperança destes trabalhadores honrados está no julgamento por parte do STF, do Recurso Extraordinário Nº 571969, que pode forçar finalmente o acordo pretendido.
Vou entrar nesta luta. Me parece um dos maiores escândalos nacionais.
Como este governo que já defenestrou inúmeros ministros por corrupção, se recusa a atender uma causa justíssima?
No meu entendimento, não é só direito trabalhista. E os danos morais sofridos por estas famílias?
Vou bater muito neste tema. Talvez perca a linha.
Texto: Reynaldo Velloso, Assessor Jurídico na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, 01-02-2012, no Facebook

"NÃO do Brasil" chega a Lisboa! (Mais loucos...)

Chegou a Portugal em janeiro e o seu nome não deixa ninguém indiferente, num espaço com 50 metros quadrados, na Praça Central do Amoreiras Shopping, em Lisboa, a Não do Brasil, é tudo menos negativa. Das paredes pretas sobressaem, em exposição, 1000 ténis de todas as cores possíveis. Do 18 ao 47, esta nova marca de calçado casual e look desportivo destina-se a toda a gente: crianças, mulheres e homens.
Com quatro lojas no sul de França - Nice, Cannes, Saint Tropez e Saint Germain -, a Não do Brasil conta já com nove franchisados espalhados por Londres, Paris, Florença, Berlim, Estocolmo, entre outros, e deverá chegar, muito em breve, aos EUA, Emirados Árabes e Luanda.
A Portugal chega-nos pelas mãos de João Pedro Amorim e Inês Guimarães Correia, dois jovens empreendedores que, estando a viver e a trabalhar em Genebra, na Suíça, no ramo hoteleiro, e depois de um passeio a Cannes, encontraram a Não do Brasil.
A multiplicidade das cores logo os atraiu para o interior da loja e só sairam de lá depois de saberem quem era o seu propietário e o que poderiam fazer para abrir algo semelhante em Portugal. Sete meses depois desta visita, e após alguns estudosde mercado, eis que abrem, nas Amoreiras, este espaço.
O desenho e a marca dos ténis são franceses, mas baseiam-se na lenda do Adilson, um menino brasileiro cuja família tinha poucas possibilidades económicas. Sempre que o menino pedia uns ténis à sua mãe, a resposta era: “NÃO”. Para evitar andar descalço, a criança recolhia diferentes materiais e tecidos que encontrava na favela e fazia os seus próprios ténis… Consta que se tornou num homem de sucesso e, quando lhe perguntam qual o nome dos seus ténis, a resposta era: NÃO.

Ato falho? Ou...


Ex-trabalhadores da Varig promovem Manifestação no Facebook!

Ex-trabalhadores da Varig, Aposentados e Pensionistas do Aerus, abrem "Causa" no Facebook.

"Abrimos hoje, no Facebok, esta "Causa": Presidenta Dilma, AJUDE os ex-trabalhadores da Varig!
Para aderir é necessário estar logado no Facebook. Esta rede social, com 800 milhões de usuários, é uma excelente vitrina para o nosso Drama. É possível agregar um número impressionante de participantes e apoiantes. É só querer!
Clique na imagem para acessar - e participar!"

A causa foi criada na sexta-feira passada, dia 27 de janeiro de 2012, uma iniciativa do Movimento ACORDO JÁ!.

Em abril de 2006, o Instituto AERUS de Seguridade Social - instituição de Previdência Complementar, Privada, mas sob a fiscalização da SPC-Secretaria de Previdência Complementar, órgão do Governo Federal, sofre liquidação extra-judicial. Os beneficiários (aposentados e pensionistas) têm os seus complementos mensais dramaticamente reduzidos. Em muitos casos a redução foi de 82%!!
Os que ainda trabalhavam na Varig souberam que as suas poupanças esfumaram-se. E, mais ainda, quando foram demitidos, em julho de 2006, pela falência da Empresa, não receberam os seus direitos trabalhistas. E ainda não receberam!
Já lá vão SEIS anos!
Existe no Supremo Tribunal Federal uma ação, na verdade um Recurso Extraordinário (RE 571 969), que e se julgado favoravelmente à reclamante VARIG, ensejaria um ACORDO entre Governo, ex-Varig e Aerus. É nesse julgamento que estão todas as nossas esperanças, até porque já nos foi acenado, algumas vezes, a possibilidade de um Acordo.
Por conseguinte, neste momento apelamos a Sua Excelência, Dra. Dilma Rousseff, Presidenta da República Federativa do Brasil, que se digne ordenar a concretização desse ACORDO que, com toda a certeza, vai tirar do desespero diário mais de 20 mil famílias!
Bem haja, Presidenta!
Movimento ACORDO JÁ!
(Ex-trabalhadores da Varig, Aposentados e Pensionistas Aerus, Familiares e Amigos)

O texto está traduzido em inglês (Antonio Gobbo), Espanhol (Euni Salvo) e em Francês (Ghislaine Soulier). Neste momento, 17h16 (hora de Brasília) a Manifestação conta com 1.028 participantes! 
Na página da Causa está disponível o "widget" para sites e blogues. Na guia "Main", à direita "Create a Cause Widget". A atualização do número dos participantes é feita em tempo real.


Para PARTICIPAR clique AQUI, por favor!
Muito obrigado!

Entrevista de Cesar Maia sobre a reunião da IDC, em Beirute

P - O que chamou mais a sua atenção na sua viagem ao Líbano, semana passada?
R - Foi a avaliação da situação do Oriente Médio, em especial em relação a Israel. As forças políticas que, anos atrás, estavam em guerra civil (sunitas, cristãos maronitas, xiitas...) não têm - no fundamental - diferenças a respeito. Todos chamam a área da Cisjordânia, Faixa de Gaza e Israel de "Palestina Ocupada". Quando se referem a Israel, usam a expressão "Palestina Ocupada".
           
P - São contra ou a favor da criação do Estado Palestino com retirada de Israel de algumas áreas?
R - Nem tratam disso. O que não aceitam é a existência do Estado de Israel. Por isso usam a expressão "Palestina Ocupada". É assim que as pessoas - não só os políticos - falam nas ruas, supermercado, restaurantes... em qualquer ponto do país, de norte a sul. Lembro que o francês e o inglês são idiomas de uso geral, além do árabe.
           
P - E como o estrangeiro, turista ou não, sente isso?
R - É simples. Não se pode entrar em nenhum país do Oriente Médio e do Golfo se seu passaporte tem o visto ou o carimbo de passagem por Israel. Israel, para não perder visitantes e turistas, dá o visto ou carimbo em papel a parte. Ou, então, se teria que ter dois passaportes para ir a quaisquer daqueles países e a Israel, mesmo que anos depois.
           
P - E a situação do Hezbollah no Líbano?
R - Essa foi outra surpresa. Mesmo seus adversários em guerra civil, os cristãos maronitas, definem o Hezbollah como defensores patrióticos do Líbano, e o fato de manterem as suas armas não gera reação. Alegam que é inevitável, enquanto persistir o "risco". Vi três campos de refugiados no norte, centro e sul. Pareceu tudo tranquilo. São cercados, como condomínios. No caminho a Baalbek (centro-norte) as lojas na beira da estrada, e pessoas, no acesso a locais de interesse, vendem bandeiras, camisas e chapéus do Hezbollah e destacam o amarelo, que é a logomarca da organização.

O baixo Sr. Genro (e outros assuntos)

Peter Wilm Rosenfeld
Nosso mundo político, ativo como só ele sabe ser, sempre nos oferece novas surpresas. Lamentavelmente, é raro que essas surpresas sejam boas, alvíssaras.
Geralmente, referem-se a fatos que sequer deveriam acontecer, mas a inventividade humana não tem limites quando voltada para o mal, para fatos ou ocorrências inesperados e, geralmente tristes.
Farei referência a alguns, confessando que preferiria estar transmitindo boas novas a meus leitores!
Foto: Valter Campanato/ABr
Quem tem liderado a lista de malfeitores nos dias que correm, repetindo tristes desempenhos em passado não muito distante, é o atual governador do Rio Grande do Sul; constrangido, menciono o nome: Tarso Fernando Herz Genro, que normalmente assina só Tarso Genro.
O Brasil todo o conhece, pelo menos de nome, eis que ocupou vários ministérios no governo do Sr. da Silva: presidiu o Conselho Econômico e Social, foi Ministro de Relações Institucionais, Ministro da Educação, Ministro da Justiça. Extensa a lista de cargos, pois não?
Notabilizou-se por haver introduzido a discriminação racial no País, instituindo quotas raciais nos estabelecimentos de ensino, especialmente nos cursos superiores. Notabilizou-se, igualmente, ao decidir (ou ter participado do grupo que decidiu) transformar em crime o uso de expressões como “negrão”, ou negro (afro descendentes agora) e expressões semelhantes.
Mais recentemente, já como governador, em aula magna em uma das universidades do Estado, defendeu o uso da maconha, por ser inofensiva...
Em novembro pp., baixou o Decreto nº 48.590 de 18/11/2011, conferindo a Medalha Cruz de Ferro da Brigada Militar (equivalente às Polícias Militares nos outros estados) a 7 coronéis e, pasmem, ao Sr. Tarso Fernando Herz Genro.

Brasil precisa ajudar também a Grécia, Portugal e Itália...

Vicente Limongi Netto
Dilma faz muito bem em ajudar países necessitados, como Cuba e Haiti. O Brasil tem tudo. Os brasileiros vivem bem. A comida é farta. Não há miséria, não há mendigos nas ruas. O país não tem enchentes nem desabamentos de casas nem de edifícios.
Ninguém mora pendurado em áreas de risco. O governo é sensacional. Cumpre tudo que promete. Os pais de família são bem empregados. Não há criança sem escola, as quais, por sua vez, são modernas e limpas. Os professores ganham bem, contam com toda estrutura necessária. As rodoviais são seguras, bem sinalizadas. Os serviços públicos são perfeitos. Todos têm segurança. As pessoas sabem que podem ir e voltar sossegados, sem atropelos, para casa. Os aposentados são tratados a pão-de-ló. Todos os milhões de precatórios já foram pagos. Os aeroportos, hospitais, postos de saúde, rodoviárias, são belos exemplos para países desenvolvidos. O brasileiro não reclama de nada. Tem tudo do bom e do melhor. A juventude brasileira é feliz, vive longe das drogas. Os poucos dependentes do vício são prontamente recolhidos e atendidos em clínicas especializadas espalhadas pelo Brasil inteiro. Prossiga, presidente Dilma, leve carinho e dinheiro aos povos que pedem socorro. Aproveite a viagem e vá ajudar também a Grécia, Portugal e a Itália. Nossa, presidente, a senhora é demais!
Título e Texto: Vicente Limongi Neto, Tribuna da Imprensa, 01-02-2012

Charge: Sponholz

Corrupção e incompetência

Estado de S. Paulo
A IDÉIA DE QUE DILMA É BOA ADMINISTRADORA É AMPLAMENTE FANTASIOSA 

Elegeram esse estropício, agora aguentem...
O tempo está sendo implacável com a imagem que arduamente a presidente Dilma Rousseff tenta construir para si - como fez durante a campanha eleitoral de 2010, com a inestimável colaboração de seu patrono político, o ex-presidente Lula -, de administradora capaz, tecnicamente competente e defensora da lisura e da moralidade dos atos públicos. É cada vez mais claro que tudo não passa da construção de uma personagem de feitio exclusivamente eleitoral.
As trocas de ministros no primeiro ano de mandato por suspeitas de irregularidades são a face mais visível dos malefícios de um governo baseado não na competência de seus integrantes - como seria de esperar da equipe de uma gestora eficiente dos recursos públicos -, mas em acordos de conveniência político-partidárias que levaram ao loteamento dos principais postos da administração federal. O resultado não poderia ser diferente do que revelam os fatos que vão chegando ao conhecimento do público.
A amostra mais recente dos prejuízos que essa forma de montar equipes e administrar a coisa pública pode causar ao erário é o contrato assinado em 2010 pelo Ministério do Esporte com a Fundação Instituto de Administração (FIA) para a criação de uma estatal natimorta. O caso, relatado pelos repórteres do Estado Fábio Fabrini e Iuri Dantas (30/1), espanta pelo valor gasto para que rigorosamente nada fosse feito de prático e porque o contrato não tinha nenhuma utilidade.

Se pudesse escolher, Dilma soltaria todos os presos de Guantánamo e manteria prisioneiro o povo cubano. Em nome do sonho!

Reinaldo Azevedo
Revejam esta foto:


Aquele que aparece com ar quase infantil amarrando a venda do condenado à morte é Raúl Castro. Pelo menos 17 mil pessoas foram assassinadas assim na ilha. Estima-se em 83 mil as que morreram afogadas tentando fugir do país! Adiante.
Em janeiro do ano passado, o presidente da China, Hu Jintao, visitou os EUA. Ele e Barack Obama concederam uma entrevista coletiva conjunta. O americano afirmou com todas as letras:
A história mostra que as sociedades são mais harmônicas, as nações são mais bem-sucedidas, e o mundo é mais justo quando os direitos e as responsabilidades de todos os países e todos os povos são cumpridos, incluindo os direitos de cada ser humano. Os EUA vêem os direitos humanos como um valor universal, até mesmo para a China”.
Não parou aí. Defendeu o diálogo do governo daquele país com o Dalai Lama, líder religioso do Tibete. Obrigou Jintao a sair do silêncio: “A China fez um enorme progresso na área de direitos humanos. Reconhecemos e respeitamos a universalidade dos direitos humanos. Ainda há muito o que fazer em matéria de direitos humanos. Mas devemos ter em conta as diferenças e o princípio da não intervenção”.
No Estadão de hoje, Maria Aparecida de Aquino, petista que é professora de história da USP, fala como membro de partido, não como acadêmica — que é o que fazem todos os professores universitários brasileiros ligados à legenda, o que evidencia má destinação do dinheiro público: comportam-se como esbirros da organização, como meros “apparatchiki”. Segundo a preclara, se Dilma cobrasse respeito aos direitos humanos, “estaria ferindo todas as normas diplomáticas”. Como se vê pelo exemplo que abre o texto, esta senhora não sabe o que diz e põe a sua reputação acadêmica a serviço da causa. Trata-se de uma fala vergonhosa. Essa gente tem coragem de encarar os alunos no dia seguinte?

Abençoado sol

José Luís Seixas
O sol continua esplendoroso.
Passos Coelho insiste na amarga receita da austeridade, dos cortes, da recessão. Todos os dias nas televisões passam os grandes e pequenos especialistas de tudo e mais alguma coisa censurando tudo e mais alguma coisa.
Proclamam alternativas. Falam da necessidade do crescimento económico, da criação de empregos, da urgência da bonança. Denunciam a penúria e os que – malvados – teimosamente nos impõem o seu garrote. Mas, pergunta-se, com que dinheiro? Dos bancos? Mas se já nem eles conseguem outro financiamento que não o do Banco Central Europeu e para prover à compra da dívida pública? Das grandes fortunas? Onde estão elas? De mais impostos?
É esta inconsistência que assusta. A realidade assume recortes tão dramáticos que prometer o incumprível é criminoso. Todos sofremos e todos vamos sofrer mais ainda. Talvez nos  consigamos levantar no futuro. Talvez. Mas tantas são as vicissitudes que o silêncio é a única atitude que revela sabedoria. Silêncio, trabalho, imaginação e fé na capacidade regeneradora do ser humano.
Sei que a vozearia que ecoa nos jornais e nas televisões não ajuda. Por vezes parece vivermos num campo de alucinados em que a capacidade de contágio atinge os mais insuspeitos. Ouvimos o inacreditável provindo de quem menos se esperaria. E sobre disparates que não  passam disso mesmo criam-se novelas que encobrem outras histórias e postergam o decisivo.
Mas o sol continua esplendoroso. Embora a nossa pobre e devastada agricultura, que já não se ilude com promessas de subsídios, reze a Santa Bárbara para que chova. É urgente, dizem.  
Título e Texto: José Luís Seixas, Destak, 01-02-2012

A cleptocracia e a greve nacional da Segurança Pública

Prezados amigos (as), nesse vídeo de 4 minutos comento que o Brasil está prestes a viver um novo ciclo, em face de não conseguirmos deter democraticamente a cleptocracia e diante da possibilidade de uma greve nacional na área da segurança pública.
Assistam:


Juntos Somos Fortes!
Paulo Ricardo Paúl
Professor e Coronel
Ex-Corregedor Interno

Aposentados e reformados não causam déficit algum ao governo


Não identifiquei a autoria

Pedro do Coutto
Através da Secretaria do Tesouro Nacional, o governo divulgou – reportagem de Cristiane Jungblut, O Globo de segunda-feira – que no exercício de 2011 as folhas de pagamento dos aposentados e pensionistas civis e militares reformados fecharam com um déficit de 60 bilhões de reais. Falsa a afirmação. As despesas foram essas, correspondendo a exatamente um terço do desembolso geral com o funcionalismo público, conforme está publicado na página 55 do Diário Oficial que circulou no mesmo dia 30. Mas nada têm, entretanto, com prejuízo financeiro.
Nada têm porque os servidores civis e militares descontaram ao longo de 30 a 35 anos, às vezes até mais, e continuam descontando mesmo aposentados ou pensionistas, 11% de seus vencimentos e soldos para conquistarem o direito à aposentadoria, à reforma e à pensão para seus herdeiros legais.
O que os governos que se sucederam ao longo do tempo fizeram com a arrecadação obtida? Despesa é uma coisa. Déficit outra muito diferente.A reportagem de Cristiane Jungblut coloca em confronto o déficit de 29,5 bilhões de reais que teria ocorrido em 2002 e o verificado em 2011. Com isso, a STN sustenta que o “déficit” é crescente. Outra mendacidade.
O Tesouro Nacional omite a inflação que aconteceu no período. O IBGE para esse período aponta 140%. Logo, mesmo dentro do ângulo de raciocínio da administração financeira federal, o “prejuízo” teria efetivamente diminuido, nunca aumentado. É preciso interpretar bem e traduzir claramente os números. Inclusive se a inflação não fosse um pólo de referência fundamental, nossos salários atuais estariam altíssimos. Ontem é um assunto. Hoje é outro completamente diferente.

Metro de Lisboa nega propaganda de rede social homossexual

Metro de Lisboa recusa publicidade da rede social gay Manhunt
Amanda Ferreira
Quem passa pelas estações do Metro de Lisboa já está habituado a ver as meninas em lingerie da Triumph ou os abdominais dos espadaúdos jovens da DIM ou Armani. Mas parece que não vai ser desta que se verá publicidade da rede social gay Manhunt com dois homens de tronco nu na vertigem de um beijo ou até de t-shirt num abraço. A razão? Esta publicidade pode "ferir susceptibilidades", justifica o Metropolitano de Lisboa (ML), que recusou a campanha este mês.
Imagem: Público
Tudo começou há cerca de um ano, conta Iúri Vilar, responsável em Portugal pela Manhunt, rede social norte-americana utilizada, maioritariamente, por homens homossexuais para combinar encontros. Tendo em conta que já existem 60 mil utilizadores no país (seis milhões a nível mundial), Iúri contactou a Multimedia Outdoors Portugal (MOP), empresa que gere a publicidade no ML, no sentido de fazer publicidade à rede social e à respectiva aplicação móvel na MOP TV para "atingir as pessoas que ainda estão no armário". (?)

[Varig/Aerus] Presidente da Aprus: "Continuo com a mesma fé..."


Thomaz Raposo
A calmaria do mês de janeiro findou hoje, dia 31 de janeiro, e a continuidade de ações que podem vir a prejudicar os planos I e II da VARIG forçam a APRUS a tomar providências visando sustar o movimento de saída da VEM, que caso aconteça levará parte de nossos recursos, ou seja, aprox. R$50 milhões de reais. Lembrando que tal valor daria um sustento redor de mais um ano de antecipações de rateio.
A APRUS, ontem, promoveu junto ao Ministério Publico Federal uma denúncia formal quanto à situação existente, na qual a PREVIC ignora a lei complementar 109 (que deveria fiscalizar) ao não entregar os documentos que a fizeram “julgar” que os relatórios referentes ao processo da VEM não mereciam crédito. Estes relatórios foram elaborados por uma Comissão de Inquérito legalmente constituída e nomeada pela própria SPC, atual PREVIC, e um relatório de empresa de auditoria de renome, a CONSULTORYS, contratada pelo AERUS para validar o relatório da referida comissão.
A APRUS estará participando de uma liminar juntamente com as Associações AMVVAR e APVAR, que visa inicialmente solicitar que seja sustada a saída da Vem com recursos que entende serem de propriedade dos planos I e II da VARIG.

Islâmicos e Muçulmanos


Francisco Vianna
Penso que o termo 'islâmico' ficou desmoralizado pelo fundamentalismo radical que inspira pavor no resto do mundo, inclusive em certas populações árabes, ao passo que o termo muçulmano não! Tenho alguns amigos muçulmanos a quem respeito e cuja religião é voltada para o bem da humanidade e que aceita e respeita o pluralismo religioso.
Um deles me disse que a aplicação da Lei Sharia é uma utopia despropositada, pois foi criada há mais de 10 séculos e se refere a uma realidade daquela época. Da mesma forma como existem seitas cristãs super- radicais e retrógradas, há também variantes de outras religiões, incusive judeus anti-sionistas, etc., não menos fundamentalistas e extremamente perigosas para as pessoas do seu entorno, lutando pelo atraso provocado pelo ódio sectário.
Em Israel, existe, por exemplo, um boa fração de palestinos vivendo perfeitamente integrada com as leis do país e totalmente livres para professar sua fé maometana. São pessoas educadas, capazes, que fizeram suas vidas na base da competência e do respeito à diversidade cultural e de fé. Alguns deles, inclusive, servem às Forças Armadas israelenses, como especialistas em diversas áreas.
Forças externas, algumas delas não árabes, jogam com a população ex-nômade e ignorante da Palestina (a maioria vivendo em Gaza e na Cisjordânia em estruturas criadas quase todas pelos judeus) e usam-na como 'bucha de canhão' na sua luta decadente contra a civilização e o progresso que os judeus trouxeram à região.