sábado, 3 de junho de 2023

O fim da propriedade privada

Se o marco temporal cair, qualquer propriedade poderá ser reivindicada pela União, usando como argumento o fato de a área ter sido, um dia, no passado remoto, terra indígena

Roberto Motta

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 30 de maio, o Projeto de Lei 490/07, que trata do marco temporal da ocupação de terras por povos indígenas. A proposta agora será enviada ao Senado.

Imagem: Montagem Revista Oeste/Shutterstock

O projeto restringe a posse de terras indígenas àquelas já tradicionalmente ocupadas por esses povos no dia 5 de outubro de 1988, a data da promulgação da Constituição Federal.

O PL do Marco Temporal é um passo importante dado pelo Congresso para tratar de uma questão com potencial explosivo — uma questão cujas implicações vão muito além da demarcação de reservas indígenas. Ela afeta um dos direitos fundamentais do cidadão: o direito à propriedade.

Vejamos como isso acontece.

Se o PL 490/07 for aprovado pelo Congresso, ficará estabelecido em lei que o marco temporal para determinar a posse de uma terra pelos índios é sua ocupação no dia 5 de outubro de 1988.

Esse é, também, até agora, o entendimento do STF. Mas o tribunal está julgando novamente essa questão. No julgamento, que está em andamento, já foram proferidos dois votos. O ministro Nunes Marques votou a favor da manutenção do marco temporal. O ministro Edson Fachin votou contra o marco.

O tucano e o escorpião

Seus colegas alertaram para o perigo: não é prudente ter um animal desses dentro de casa, pois tais aracnídeos são venenosos e é impossível confiar neles

Rodrigo Constantino

Era uma vez um tucano, com seu enorme e colorido bico, que ostentava com muito orgulho e vaidade. Ah, se tinha uma característica que definia esse tucano era a sua vaidade! Todos os dias ele olhava seu reflexo no lago antes de sair para suas atividades e pensava: “Não existe bicho mais belo do que eu nesta floresta inteira”.

Mas nosso tucano era também excêntrico, e cismou que queria ter um escorpião de estimação. Seus colegas alertaram para o perigo: não é prudente ter um animal desses dentro de casa, pois tais aracnídeos são venenosos e é impossível confiar neles. Podem até parecer tranquilos e quietos durante o dia, mas na calada da noite costumam partir para o ataque.

Uma sábia coruja ainda tentou persuadir o tucano: esses lacraus vivem há milhões de anos, são seres muito adaptáveis, resistem a quase qualquer clima, e nada disso é por acaso. Eles se adaptam, enfrentam as adversidades, e soltam seu veneno em suas vítimas quando interessa. Até canibalismo praticam, pois quando é questão de vida ou morte um escorpião não se importa de comer outro escorpião.

O “carrinho” do atraso

Montagem Revista Oeste/Ricardo Stuckert/PR/Shutterstock

O governo insiste em “aumentar o consumo” dando reduções artificiais de preço, quando a única maneira eficaz de levar um cidadão a comprar mais é aumentar a sua renda — algo que só é possível com crescimento econômico

J. R. Guzzo

O “carro popular” que anda em discussão por aí é o retrato mais nítido do que é realmente o governo Lula na vida real da economia brasileira — uma trapaça permanente, mal-arrumada e sem benefício nenhum para o interesse público, que só é levada adiante, o tempo inteiro, pela propaganda oficial. É sempre a mesma tapeação: uma medida que “enfim” se propõe a ajudar os “pobres deste país” com a doação de algum benefício material. É sempre o mesmo resultado: o Tesouro Nacional transfere dinheiro público para uma facção qualquer da confederação de parasitas que manda no Brasil, e o pobre de verdade não ganha coisa nenhuma.

O “carrinho” do pobre, como diz Lula e a mídia repete no piloto automático, é como o voo de avião com passagem “baratinha”, o apartamento popular com “terracinho” e outros prêmios de programa de auditório que ele passa a vida prometendo ao “povo”. Na prática não acontece nada, a não ser a entrega de impostos a um punhado de amigos capazes de falar mais alto que os outros dentro do palácio presidencial. “Carro popular” é como a “picanha”: não existe, a não ser no churrasco para os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, ou em outros folguedos dessa corte de Luís XV subdesenvolvida, brega e gulosa que continua a engordar em Brasília com o trabalho do povo brasileiro. 

“Carro popular” é como a “picanha”: não existe, a não ser no churrasco para os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Foto: Shuterstock

O “carro popular” do governo Lula é tudo o que pode existir de mais atrasado em qualquer proposta de “política industrial”, como eles gostam de dizer: entrega dinheiro de todos os brasileiros para a produção de um bem de qualidade ruim, que não serve para nada a não ser ajudar as montadoras a continuarem operando com métodos industriais da idade da pedra — e, quem sabe, permitir que a classe média economize uns trocados para ter um segundo carro na garagem. A proposta, pelo que deu para entender até agora, reduz impostos federais e quer oferecer ao público uma carroça por R$ 60 mil em vez de R$ 70 mil, digamos — como se algum pobre brasileiro, no mundo das realidades, tivesse dinheiro para pagar um carro de R$ 60 mil ou qualquer preço parecido.

Elon Musk frustra esquerdistas que tentaram RESTRINGIR documentário sobre Ideologia de Gênero

Leandro Ruschel

Ontem, houve uma grande controvérsia no Twitter. O canal Daily Wire publicou em seu perfil o documentário chamado "What is a Woman?", dirigido por Matt Walsh, que expõe os efeitos nefastos da ideologia de gênero.

Rapidamente, o vídeo foi denunciado pela milícia digital de extrema-esquerda e ficou restrito; ninguém conseguia comentar ou compartilhar.

Aparentemente, houve uma disputa interna dentro do próprio Twitter, que só foi resolvida com a intervenção do Elon Musk, dono da empresa.

A questão é importante porque a promessa de Musk é manter o Twitter um espaço que garanta a liberdade de expressão. Já o pessoal da extrema-esquerda considera o conteúdo "ofensivo", "transfóbico" e "homofóbico" e defende a sua censura.

Hoje, o vídeo foi liberado para comentários e compartilhamentos, e postado pelo próprio Musk, que assim manteve sua palavra em relação à liberdade de expressão.

Grandes empresas, tomadas pela ideologia woke de extrema-esquerda, estão boicotando o Twitter, justamente pela plataforma ter deixado de censurar em massa postagens contra a agenda.

Aguaceiros e trovoada deixam 10 distritos do norte e centro sob aviso amarelo

Alerta vigora entre as 12h00 e as 21h00 deste sábado.

Foto: Getty Images
Lusa

Portugal tem dez distritos do norte e centro sob aviso amarelo devido a aguaceiros e trovoada, segundo o IPMA.

Os distritos de Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra e Braga estão sob aviso amarelo entre as 12h00 e as 21h00 de este sábado devido à possibilidade de aguaceiros fortes e trovoada.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), entre as 12h00 e as 21h00 deste sábado, naqueles dez distritos podem ocorrer aguaceiros, por vezes fortes, e que poderão ser ocasionalmente de granizo.

Os 10 dez distritos estão também sob aviso amarelo devido à possibilidade de ocorrência de trovoada.

Título e Texto: Agência Lusa, Correio da Manhã, 3-6-2023, 9h05

O que é ser uma mulher?

Documentário crítico sobre o gênero

[Versos de través] José

Carlos Drummond de Andrade 

E agora, José? 
A festa acabou, 
a luz apagou, 
o povo sumiu, 
a noite esfriou, 
e agora, José? 
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

sexta-feira, 2 de junho de 2023

Nova lei no Rio de Janeiro obriga estabelecimentos a fornecerem cardápios em versão impressa

A lei, que proíbe o uso do menu exclusivamente no formato virtual, vale não só para bares e restaurantes, mas para todos os locais que comercializam bebidas, refeições e lanches

Larissa Ventura

Foi sancionada pelo governador Cláudio Castro e publicada nesta quinta-feira (1/6) em edição extraordinária do Diário Oficial a Lei 10.032/23, de autoria do deputado estadual Rodrigo Amorim (PTB), que determina que estabelecimentos gastronômicos instalados no Estado do Rio terão que disponibilizar a versão física de seus cardápios aos clientes.

A norma proíbe a oferta do cardápio exclusivamente digital por ”QR Code”, prática que tem sido adotada por diversos espaços. A regra vale não só para bares e restaurantes, mas também para outros locais que comercializam bebidas, refeições e lanches, como hotéis.

Os comércios não poderão repassar custos da impressão do cardápio ao consumidor. Além disso, no menu impresso deverá obrigatoriamente constar o nome do prato e o seu respectivo preço.

“O cardápio digital é uma ótima opção, foi muito importante durante a pandemia, mas não pode ser a única alternativa para os consumidores. O menu digital por vezes causa transtornos para cidadãos que não estão com o celular no momento da refeição, ou que estão sem acesso à internet. Precisamos ser inclusivos, fazendo com que todos se sintam confortáveis ao sentar em um restaurante“, afirmou Cláudio Castro.

V de Vingança

O filme é antigão, como eu.

O filme foi originalmente programado para ser lançado pela Warner Bros em 4 de novembro de 2005 (um dia antes do 400º aniversário da Noite de Guy Fawkes), mas foi adiado, e estreou em 17 de março de 2006. Wikipédia 

Numa Inglaterra totalitária, uma jovem é salva por um homem mascarado, que lidera uma revolução para trazer justiça e liberdade ao país. 

V de Vingança, escrita por Alan Moore em 1982, mostra a Inglaterra sob o controle de um regime tirânico. Nela, as pessoas são vigiadas constantemente pelo Estado no estilo de 1984, de George Orwell. Neste cenário de opressão surge o nome de código V.

Vestido com uma capa e máscara ele enfrenta o sistema com tácticas de guerrilha terrorista e representa a única esperança de liberdade contra o fascismo que impera.

Revista Oeste 167: Carta ao Leitor

A visita de Nicolás Maduro ao Brasil, o carro popular de Lula e a liberação de emendas em troca do apoio do Congresso estão entre os destaques desta edição

No primeiro mandato de Lula, o governo trocou dinheiro vivo pela aprovação de projetos no Congresso. Nasceu assim o escândalo do Mensalão, que resultou no despejo de integrantes do primeiro escalão e na condenação judicial de vários parlamentares.

Neste ano, em minoria no Congresso e sem apoio para aprovar até mesmo medidas provisórias elementares, Lula decidiu mudar a tática. Passou a apostar na liberação de emendas bilionárias. Não foi exatamente uma novidade. O que mudou foi o uso desavergonhado do esquema de compra e venda.

Para conseguir aprovar a MP que mantém intactos 37 ministérios, Lula distribuiu de uma vez só a quantia recorde de R$ 1,7 bilhão em emendas. Todo esse dinheiro — não custa lembrar — vem dos pagadores de impostos. O governo não é uma entidade lucrativa.

Esse mesmo crônico subdesenvolvimento que anima Lula a torrar fortunas em barganhas parlamentares estimula o presidente a receber com pompa e circunstância o ditador venezuelano Nicolás Maduro. Na reportagem de capa desta edição, Augusto Nunes descreve a retomada da política externa da canalhice.

Certificados de Aforro ou a Terceira República como Estado Corporativo

Paulo Hasse Paixão

A prova provada que a lógica corporativa do Estado Português pouco mudou entre a Segunda e a Terceira repúblicas está estampada no caso dos Certificados de Aforro.


Com os bancos, sem excepção, a recusarem refletir o aumento das taxas de juro nos produtos de poupança que oferecem aos seus clientes, apesar de os castigarem, até ao último cêntimo, nos produtos de crédito, os Certificados de Aforro têm sido a única opção dos portugueses para fazerem face à inflação, já que a remuneração destes títulos tem de facto acompanhado as tendências do mercado e foi em abril de 3,5%.

Até o infeliz ministro das finanças, Fernando Medina, reconheceu que a consequente corrida aos Certificados de Aforro

“decorre da livre escolha que os portugueses têm feito por não encontrarem no mercado uma oferta do ponto de vista da poupança, que seja compatível com uma remuneração adequada.”

Este reconhecimento não impediu porém o governo de ceder às pressões do todo poderoso sector bancário. A insaciável ganância dos acionistas da banca privada não só impede justas retribuições nas linhas de poupança das entidades de que são investidores como se recusa a aceitar as mais elementares regras do mercado de capitais. E se os bancos querem manter, em uníssono e contra todo e qualquer princípio ético que possa sobreviver à imoralidade dos mercados financeiros contemporâneos, as taxas de juro baixas nos produtos de poupança, nem o Estado parece ter poder para oferecer uma alternativa: o governo poderá avançar para alterações na taxa de rentabilidade de futuras subscrições dos Certificados de Aforro, ou emitir novas séries com outras condições e remuneração mais baixa.

Companhia aérea vai pesar passageiros antes de voos

Iniciativa ocorre na Nova Zelândia, por ordem da Autoridade de Aviação Civil do país

A companhia aérea Air New Zealand está pesando seus passageiros antes do embarque em voos internacionais no Aeroporto Internacional de Auckland, na Nova Zelândia. A empresa deve prosseguir com a medida até 2 de julho.

A ação da principal companhia aérea da Nova Zelândia foi exigida pela Autoridade de Aviação Civil do país. A iniciativa tem o objetivo de coletar dados sobre a carga e a distribuição de peso dos aviões.

Imagem: Freepik

Pesagem dos passageiros antes dos voos será discreta

O especialista em melhoria do controle de carga da companhia aérea, Alastair James, disse à CNN que tudo na aeronave é pesado — da bagagem às refeições a bordo. Para clientes, tripulantes e malas de cabine, usam-se pesos médios obtidos nessa iniciativa.

Parabéns, Silvio Santos!

Em 2 de junho de 1963, um domingo, há exatos 60 anos, vai ao ar pela TV Paulista, canal 5, de São Paulo, o primeiro Programa Silvio Santos!

Campeão absoluto de audiência nas décadas de 70 e 80, o programa chegou a ter mais de 10 horas ininterruptas de atrações aos domingos.

Hoje, ele figura no livro Guiness como o programa de variedades que ficou mais tempo no ar apresentado por um mesmo apresentador.

Parabéns ao inesquecível Silvio Santos! 😀

Título, Imagem e Texto: Heróis da Televisão, Facebook, 2-6-2023 

1972, 1973… recém-chegado da África, eu assistia, embasbacado, aos domingos, na Globo, ao Programa Silvio Santos, que começava às 11h e ia até às 20! Um barato!

Uma Praça São Salvador para chamar de caos na terra

Moradores acusam Prefeitura de descumprir decretos que limitam o barulho; um ensurdecedor forró foi de fato autorizado, e está deixando os moradores loucos

Amanda Raiter

Tradicional point boêmio do Flamengo, a Praça São Salvador tem sido palco de crescentes transtornos a moradores e vizinhos por causa da quase permanente desordem urbana. Segundo a Associação de Moradores do Flamengo e Adjacências (Ama Flamengo), há decretos relacionados a perturbação do sossego e de limitação à colocação de mesas nas calçadas que são descumpridos seguidamente e parece que a Associação e a Subprefeitura da Zona Sul não estão na mesma sinfonia.

De acordo com a presidente da Ama Flamengo, Isabel Franklin, os moradores passaram a ser brindados com um ensurdecedor forró de som amplificado todas as sextas e agora também o jazz, que acontece toda quinta-feira, passou a amplificar o som. “Estamos esgotados de barulho e queremos que nosso decreto do som amplificado seja respeitado. O maior absurdo é que a prefeitura tirou eles da classificação de Artistas de rua e deu autorização. Temos atualmente muitos espaços ociosos em que os shows dos artistas de rua podem ser estimulados assim como foodtruck e ambulantes. Ninguém consegue assistir aula online, descansar, ver uma televisão, e nem conversar com o barulho”, conta.

De dia, até passear pela praça se tornou um sufoco. Segundo Isabel, mesas e cadeiras atrapalham o logradouro e o piso em pedra está todo quebrado; inclusive em pontos de acessibilidade. “As mesas ocupam quase toda calçada; Fica um perigo”, diz.

Saiba como se proteger ao fazer transferências online

Com o aumento de uso do Pix no Brasil, a atenção precisa ser redobrada


Com o passar dos anos, a facilidade e variedade de meios para pagamentos e transferências aumentam, mas também é uma grande isca para golpes e fraudes. Seja em Pix, cartão ou saques bancários, é necessário ter cuidado com nossas informações.

Os beneficiários e servidores do INSS precisam ficar atentos e tomar medidas protetivas como: não fornecer dados pessoais para pessoas e órgãos, conferir os dados na hora de transferências, por exemplo.

São formas simples de evitar problemas e se manter o mais seguro possível. É importante lembrar que o INSS não pede e nem aceita transferências por Pix, e todas as transferências para os segurados são feitas através de saques bancários e pelo cartão de benefício.

Título e Texto: INSS, 1-6-2023

[Aparecido rasga o verbo] Final surpresa

Aparecido Raimundo de Souza 

O OVO NÃO QUERIA
mais saber de ficar encarcerado dentro do invólucro apertado e abetesgado que o impedia de ver a vida lá fora, de forma plena e prazerosa. Fora de si, sobretudo apressado e agastado, enjoado e abatido, arranjou um jeito de se livrar daquela prisão que o oprimia e intimidava, e fazia dele um ser inferior e desgraçado, pequeno e detestável. Na verdade, o Ovo precisava se sentir leve e solto, sem amarras, experimentando o frescor do vento balançando as folhas das árvores, e o calor aconchegante de um impecável sol radiante. 

A Clara, sua amiga inseparável, sabedora dessa vontade quase doentia do velho zigoto, estava disposta a ajudar o amigo em seus anseios corroborando acirradamente para que as suas pretensões fossem atendidas e levadas à efeito. Assim pensando, foi ter uma conversa de pé de ouvido com a amiga Gema.
Clara:
— Gema, sabia que o nosso querido amigo Ovo fugiu da caixa onde vivia com seus onze irmãos?
Gema:
— Me falaram. E agora você me trazendo essa confirmação, fico mais tranquila. Mas e daí? Ele está realmente livre, leve e solto... ou...?!

Clara:
—... Quem dera, minha amiga. Quem dera! Você nem imagina o que aconteceu! Meu Deus, só de pensar...
Gema:
— Fala de uma vez. Deixe de rodeios. Vamos direito ao pinto, digo ao ponto...
Clara:
— O nosso amigo Ovo está numa frigideira de cabo preto em cima do fogão...
Gema:
— Jesus, Maria, José!
Clara:
— Precisamos fazer algo, amiga Gema. E urgente, ou nosso amigo virará, dentro em pouco, numa bela fritada, sem contar que irá parar na barriga dos filhos tresloucados da patroa.

quinta-feira, 1 de junho de 2023

Lula é o que se pensava que Bolsonaro viria a ser


Arthur Virgílio

Fui colega de Bolsonaro na Câmara dos Deputados e depois, no Congresso, eu senador e ele deputado. Nossas relações eram frias, distantes, porque víamos o mundo com olhos bem diferentes. 

No 2o turno da eleição presidencial, votei Bolsonaro, porque sua política econômica, delineada por Paulo Guedes, reduziu a relação dívida pública/PIB, diminuía o desemprego. Saiu-se melhor da pandemia que potências como EUA e fortes países europeus. Convivia respeitosamente com o Banco Central autônomo, presidido pelo pós-doutor em Economia, pela Universidade de Chicago, Roberto Campos Neto. 

Votei em Bolsonaro, porque não podia votar no homem do mensalão e do petrolão, este útimo uma série de negociatas que surrupiou R$ 1 trilhão da Petrobras. 

Sentia irritação quando via Bolsonaro falando coisas impróprias nas conversas diárias com seguidores, no tal “cercadinho”. Ficou marcado, pela grande imprensa, como um autoritário. Mesmo tendo ojeriza aos ditadores venezuelano, cubano, nicaraguense, russo e todos os demais. 

Pois o “autoritário” Jair Bolsonaro, que falava bastante o que não praticava, jamais perseguiu ninguém, nem mesmo Lula, em seus quatro anos de mandato. Bolsonaro criou fama de ser o autoritário que nunca foi e Lula é. Nunca cabalou cassação de ninguém, junto aos tribunais. Ouvia as duras críticas, que eu próprio endossava a certas frases impróprias proferidas de forma improvisada e amadora no “cercadinho”. Mas não realizou nada do que dizia. Governou democraticamente. Não tinha amigos ditadores, respeitou a Constituição e a Suprema Corte. Resultado: LULA É O QUE BOLSONARO PARECIA SER! 

Cabaret LGBT na Assembleia da República

Telmo Azevedo Fernandes

Os deputados da Iniciativa Liberal queriam envolver o município do Porto numa associação que, entre outras aberrações, promove acções LGBT em infantários e pré-escolas.

Alguns membros da Assembleia Municipal do Porto parecem mais interessados em manobras de cabaret do que em atender aos problemas da cidade. Ora repare-se, por exemplo, nesta triste figura de ver deputados votarem palermices inúteis e contraproducentes: vídeo aos 18s

Este dirigente da Iniciativa Liberal afirma – e bem -, que a cidade do Porto não precisa de mostrar a ninguém que é livre e tolerante. Mas logo de seguida refere que será colocada à votação um memorando produzido por uma obscura associação internacional para “comprovar” que a cidade do Porto é mesmo tolerante. Momentos depois, este rapaz reconhece que algumas medidas propostas por essa organização estrangeira não fazem qualquer sentido. E, com isto, este estranho deputado chega à surpreendente conclusão de que o município deve integrar uma instituição que propõe medidas estapafúrdias e que supostamente vem comprovar o que não é preciso comprovar. O parlamentar justifica o seu aberrante raciocínio: é preciso celebrar. Tal como no Carnaval, onde as matrafonas se mostram espampanantes e sempre em festa!

A proposta para o Porto integrar esta sinistra entidade “arco-íris” partiu de uma vereadora do movimento de Rui Moreira. Todavia, o presidente da Câmara passou o vexame de o seu próprio grupo parlamentar ter esmagadoramente votado contra a pantomina. Mas ridículo foi também assistir a isto: ver vídeo aos 2m46s.

Este jovem também faz parte grupo parlamentar de Rui Moreira, mas nem por isso deixa de ter a distinta lata de criticar o PSD em vez de apontar o dedo aos seus próprios companheiros políticos que votaram em sentido diferente dele.

A imprensa corporativa como motor de falsas narrativas


Paulo Hasse Paixão

O jornalista independente Glenn Greenwald resumiu na semana passada a forma como as falsas narrativas da imprensa corporativa são formadas e disseminadas, e que, enquanto os jornalistas que questionam o processo acabam por ser um alvo de destruição pelos poderes instituídos, aqueles que mentem são recompensados pelo sistema.

Durante uma emissão do seu “System Update” na semana passada, Greenwald observou assertivamente:

“Os jornalistas que divulgam as teorias da conspiração que a CIA quer que sejam divulgadas são promovidos e os jornalistas que questionam as teorias da conspiração da CIA são destruídos.”

E de seguida, insistiu:

“Não é interdito ao jornalismo corporativo americano espalhar histórias falsas e teorias da conspiração. De facto, é a única forma de prosperar na imprensa. As pessoas que mais mentiram e que mais espalharam teorias da conspiração são as que são promovidas e que enriqueceram através do jornalismo.”

Brasil governado pelo Supremo Tribunal Federal

Decisão da Câmara sobre marco temporal pode não valer nada diante da parceria Lula-STF

J. R. Guzzo

O Congresso Nacional terá uma ótima oportunidade, nos próximos dias, para mostrar se ainda serve para alguma coisa ou se não é mais nada. A Câmara dos Deputados acaba de aprovar por vasta maioria – 283 votos a 155 – e contra a vontade do governo Lula, uma lei fundamental, e há muito tempo indispensável para a ordem jurídica no Brasil: a que estabelece que terras índias, ou que possam ser reivindicadas como tal por grupos de indígenas, são aquelas ocupadas por suas etnias até a aprovação da Constituição de 1988. É o tão falado “marco temporal” – uma data limite para o estabelecimento legal de reservas destinadas aos indígenas no território nacional. É uma decisão mais do que razoável. Terras que as tribos ocupam de 1988 para trás – ou seja, até apenas 35 anos atrás, e não 500 – são reservas que não podem ser tocadas por ninguém. Áreas que não eram habitadas por índios depois dessa data ficam abertas para todos os demais brasileiros – ou 99,6% da população total do país.

Não há nenhuma hipótese, pelo marco temporal, de se dizer que as comunidades indígenas brasileiras foram prejudicadas com a distribuição de terra – nenhum outro país que passou por processos de colonização reservou para as populações originais áreas tão grandes como o Brasil. As reservas indígenas legais, estas que foram demarcadas até 1988, ocupam quase 15% de todo o território físico do Brasil. São 1.200.000 quilômetros quadrados, mais que do que a Alemanha e a França juntas – que têm, somadas, 150 milhões de habitantes. O total de índios no país, hoje, é de cerca de 900.000 pessoas, menos que a metade da população de Curitiba – ou 0,4% da população brasileira. Na verdade, menos de 700.000 índios, pelos dados de suas próprias organizações, moram em reservas demarcadas – os demais estão integrados pelo Brasil afora. Nenhum outro grupo brasileiro tem tanta terra quanto os indígenas; por qualquer critério que se adote, eles são o grupo que ocupa a maior área do território nacional nos dias de hoje.

A resposta de Deltan Dallagnol que deixou jornalista de esquerda em silêncio

Ex-deputado elogiou o governo Bolsonaro

Cristyan Costa


O ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos-PR) deixou em silêncio Bernardo Franco [foto], jornalista de esquerda do jornal O Globo. Durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na segunda-feira 29, Franco pôs em xeque a tese segundo a qual o presidente Lula está impondo uma agenda de vingança e interpelou Dallagnol sobre supostos casos de corrupção no governo Bolsonaro.

[Fotografando por aí] Breakfast

Café da manhã num voo intercontinental da TAP Air Portugal, maio de 2023, foto JP

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Primavera 
[Fotografando por aí] Cadeira 

[Daqui e Dali] Onde se fala de lares: de estudantes e idosos

Humberto Pinho da Silva

Acabo de conhecer que o Município de Anadia, concelho onde muitas vezes veraneio, e conservo bons e íntimos amigos, vai remodelar a antiga Escola Secundária, há muito desocupada.

O "novo" edifício será adaptado a lar de estudantes universitários, com capacidade de 36 quartos. As obras foram orçadas por 1,57 milhões de euros.

Pretende-se criar, futuramente, um polo universitário, mas para já servirá de alojamento a quem frequenta as Universidades de Aveiro e Coimbra.

Iniciativa de louvar e aplaudir que, sem dúvida, irá desenvolver essa bela região.

Mas, sabendo-se que a população se encontra bastante envelhecida, e conhecendo-se que devido aos preços, as Casas de Repouso continuam vedadas à Classe Média Baixa, penso ser de inteira justiça, edificar ou adaptar velhos e desocupados quartéis e antigos palacetes em ruínas, a lares de idosos.

Julgo que é obrigação do Estado e também dos Municípios, proporcionarem alojamentos dignos aos cidadãos de avançada idade, a preços compatíveis com as reformas e pensões pagas no nosso país.