- E meus amigos, a Flop 30 está indo ladeira abaixo. Hoje, Helder Barbalho e a Hydro, ao firmarem uma parceria, foram questionados em público por uma líder indígena chamada Auricélia Arapiun, que fez questão de dizer aquilo que está engasgado na garganta de milhões de paraenses:… pic.twitter.com/VpqFpDsegL
— Clarke de Souza (@clarkedesouzabr) November 10, 2025
terça-feira, 11 de novembro de 2025
“Helder Barbalho é uma farsa!”
[Livros & Leituras] Jim
“Jim”, texto e ilustrações: François Schuiten, Edições ASA, Lisboa, junho de 2024, 125 páginas.
Carta de amor ao meu cão
Uma
pequena crônica desenhada sobre o luto por um grande cão negro
No dia 24 de janeiro de 2023, por volta das 11h, o Jim
partiu serenamente.
Ao ser confrontado com o seu desaparecimento, nas horas que
se seguiram tive apenas um desejo: desenhá-lo… talvez para o manter por perto
durante mais um bocadinho. Só consegui parar a meio da noite. Isto foi bom para
acalmar as lágrimas e poder reencontrar e guardar todas as emoções que ele me
trazia.
Vivemos juntos durante treze anos, dia e noite. Ele estava entranhado em mim, e eu estava ainda mais entranhado nele. Desenhá-lo parecia ser a única terapia válida. Acontecesse o que acontecesse, eu fazia todos os dias um desenho dele.
Assim, esta pequena rotina substituiu os nossos passeios,
aqueles momentos especiais que partilhávamos no dia a dia e que me permitiram
muitas vezes me libertar das tensões da vida.
Queria desenhar o Jim para fazer o luto e aceitar que tinha de o deixar partir. Queria desenhá-lo para compreender tudo o que se passou entre nós. Para compreender esta relação invisível e tão misteriosa, mas que é, ao mesmo tempo, tão compensadora…
segunda-feira, 10 de novembro de 2025
Poland Might Impede The EU’s Push To Speedily Grant Ukraine Membership
Andrew Korybko
Poland has more to lose from this than Hungary does, but it’s happy to let Hungary feel the heat for impeding Ukraine’s plans, unless Orban is ousted next spring and Poland is then compelled to replace its role
The EU is making a renewed push to speedily grant Ukraine membership as suggested by two recent news items. The first relates to Politico’s report about a proposal for granting countries membership without veto rights till after the bloc overhauls its functions, which Ukraine hopes will be agreed to by December, while the second involves Bloomberg’s report about the bloc’s plans to include a rapid path to membership for Ukraine a part of its 12-point peace proposal. Poland might impede all of this though.
Observers should remember that Poland and Ukraine were embroiled in a fierce grain dispute throughout most of 2023. It was caused by the bloc temporarily removing tariffs on a number of Ukrainian exports after the start of the special operation. The influx of cheap grain into the Polish market threatened to ruin the livelihoods of Polish farmers, who began blocking the border in protest. The state then imposed an embargo on Ukrainian grain in defiance of the EU that still remains in place to this day.
Crimes na Linha Amarela mais que dobram em 2025, aponta levantamento
O levantamento inclui assaltos, furtos, arrastões, trocas de tiros, blitzes e abordagens policiais
Larissa Ventura
O número de crimes na Linha
Amarela disparou em 2025, de acordo com um levantamento. Até outubro, foram 438
ocorrências policiais registradas pela Lamsa, concessionária que administra a
estrada. Isso representa mais que o dobro do total de 2024, quando houve 199
casos. Em 2023, foram apenas 79. O levantamento inclui assaltos, furtos,
arrastões, trocas de tiros, blitzes e abordagens policiais.
A Polícia Militar afirma que
as vias expressas do Rio contam com equipes do Batalhão de Policiamento em Vias
Expressas (BPVE) 24 horas por dia, além de apoio das Rondas Especiais, Controle
de Multidões e do Batalhão Tático de Motociclistas.
Disse ainda que planeja
expandir o sistema de videomonitoramento e reconhecimento facial para reforçar
a segurança nas vias expressas da cidade, como a Linha Amarela.
Título e Texto: Larissa
Ventura, Diário do Rio, 10-11-2025
Motorista é flagrado trafegando pelo calçadão da Praia de Icaraí
O motorista foi autuado por infração gravíssima, com multa de R$ 2.641,23 e sete pontos na carteira
Larissa Ventura 
Foto: Reprodução/TV Globo
No último sábado (8/11), um motorista foi flagrado trafegando pelo calçadão da Praia de Icaraí, em Niterói. As imagens foram registradas pelas câmeras do Centro de Controle de Operações da NitTrans.
De acordo com a Prefeitura de
Niterói, o condutor foi identificado e autuado por uma infração gravíssima,
prevista no artigo 193 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que proíbe a
circulação de veículos sobre calçadas e passeios. A penalidade é multiplicada
por três, o que resulta em multa de R$ 2.641,23 e sete pontos na carteira de
habilitação.
A Secretaria de Ordem Pública (Seop) informou que vai encaminhar, um relatório à 77ª Delegacia de Polícia (Icaraí) para que o caso seja avaliado também na esfera criminal, já que o motorista pode responder por condução perigosa e por expor terceiros a risco.
Pesquisa aponta que moradores da Região Metropolitana passam até quatro horas por dia no transporte
Em cidades como Queimados e Nova Iguaçu, mais de 10% da população leva mais de duas horas por trajeto. Este é o maior tempo médio do país
Larissa Ventura
A pesquisa “De Olho no Transporte”, produzida pela Casa Fluminense, será lançada nesta segunda-feira (10/11), durante a COP30. Os dados mostram que os moradores da Região Metropolitana do Rio de Janeiro gastam, em média, R$ 298 por mês e 20 horas semanais com transporte.
Em cidades como Queimados e
Nova Iguaçu, mais de 10% da população leva mais de duas horas por trajeto. Este
é o maior tempo médio do país.
O documento revela ainda que
19 dos 22 municípios da metrópole estão em área de risco para a saúde devido à
concentração de material particulado fino. Essas partículas podem penetrar nos
pulmões e atingir a corrente sanguínea, causando problemas respiratórios,
cardiovasculares e inflamatórios. A informação foi divulgada pelo jornalista
Ancelmo Gois.
Título e Texto: Larissa Ventura, Diário do Rio, 10-11-2025
A dezena chegou em Famalicão
FC Porto arrecadou a décima vitória na Liga (1-0) e manteve-se isolado na liderança
Celoricense, Nottingham Forest, Moreirense, Utrecht e Famalicão fora, SC Braga em casa. O FC Porto terminou um ciclo exigente, jogado sobretudo fora de casa, precisamente na condição de visitante e com um triunfo por 1-0 - o décimo em onze jogos na Liga e o oitavo sem sofrer qualquer golo - que garante a manutenção da liderança isolada do campeonato, agora com 31 pontos. No Minho, Victor Froholdt foi o autor do único remate certeiro da partida, ainda na primeira parte.
A máquina inteira contra um único homem!
Elisa Brom
A perseguição é aberta. É
descarada.
É brutal.
Se ele fosse irrelevante, não haveria perseguição. Se ele fosse fraco, não haveria censura. Se ele não fosse um risco ao sistema, não haveria medo.
Podem usar imprensa, tribunais, narrativas e mentiras. Podem tentar calar, apagar, distorcer.
Mas não conseguem esconder a
verdade:
O Brasil já entendeu o jogo.
Título, Imagem e Texto: Elisa Brom, X, 9-11-2025, 21h31
Uma fraude da BBC revelada!
Karina Michelin
O diretor-geral da BBC, Tim Davie, e a chefe de notícias, Deborah Turness, renunciaram nesta sexta-feira, 9 de novembro, após vir à tona que a emissora editou deliberadamente o discurso de Donald Trump do dia 6 de janeiro de 2021 - o mesmo usado como base para acusá-lo de “incitar uma insurreição” no Capitólio.
De acordo com apurações do
Financial Times e da Associated Press, uma auditoria interna revelou que a BBC
cortou trechos do discurso de Trump, além de editar falas fora de ordem para
dar a impressão de um discurso violento e incendiário.
O escândalo foi exposto por Michael Prescott, ex-conselheiro de ética editorial da emissora, que classificou o caso como “uma manipulação consciente para sustentar uma narrativa política”.
Parlamentares britânicos
acusaram a BBC de “agir como um braço de propaganda” e pediram investigações no
Parlamento. A emissora reconheceu “erros graves” e prometeu uma revisão interna
- tarde demais.
O símbolo global da “imparcialidade jornalística” revelou-se, na prática, um aparelho de manipulação de percepções, disposto a moldar fatos conforme conveniências ideológicas.
[Sétima Arte] Os Pássaros
Os Pássaros (em inglês: The Birds) é um filme norte-americano de 1963, do gênero de suspense, dirigido por Alfred Hitchcock. O filme se concentra em uma série de ataques de pássaros, violentos, repentinos e inexplicáveis sobre o povo de Bodega Bay, Califórnia, ao longo de alguns dias.
O filme é estrelado por Rod
Taylor, Tippi Hedren em sua estreia nas telas, Jessica Tandy,
Suzanne Pleshette e Veronica Cartwright. O roteiro é de Evan
Hunter, que foi informado por Hitchcock para desenvolver novos personagens e um
enredo mais elaborado, mantendo o título e o conceito da Du Maurier de ataques
inexplicáveis de pássaros.
(…)
Daphne Du Maurier
Nos últimos anos de vida,
deixando de lado os temas basicamente sentimentais, procurou desenvolver outros
gêneros. Assim, dentro da ficção científica, escreveu o conto The
Birds (Os Pássaros), onde as aves se organizam e
questionam o domínio do homem sobre a natureza.
Inspiração de eventos da
vida real
O filme Birds foi
parcialmente inspirado pelos verdadeiros eventos de um ataque de pássaros em
massa na cidade litorânea de Capitola, na
Califórnia, em 18 de agosto de 1961, quando "os residentes de Capitola
acordaram com uma cena que parecia saída de um filme de terror. Hordas de aves
marinhas foram bombardeando suas casas, colidindo com carros e vomitando
anchovas meio digeridas nos gramados".
Alfred Hitchcock ouviu falar
desse evento e o utilizou como material de pesquisa para esse filme que estava
em andamento.
A verdadeira causa do comportamento das aves eram as algas tóxicas, mas isso não era conhecido na década de 1960. Wikipédia
domingo, 9 de novembro de 2025
[Discos pedidos] Les 30 plus belles chansons françaises 🎧
Mistura de alhos com bugalhos
Em meio à COP30, aguardada como um momento da afirmação do Brasil como potência energética, Lula vai à Colômbia para tratar dos problemas de seu amigo Maduro
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| Arte: Kiko |
Nuno Vasconcellos
Foi mais ou menos como se o
pai da noiva deixasse a festa do casamento da filha, que ele planejou com
esmero para ser um momento marcante, para dar o ar de sua graça em um pagode
barulhento e improvisado na casa do vizinho arruaceiro. Na quinta-feira passada,
o chanceler Mauro Vieira anunciou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
neste final de semana, estará fora do Brasil justamente no momento em que o
país deveria estar no centro das atenções do mundo, como sede da 30ª
Conferência das Nações Unidas Sobre as Mudanças Climáticas — a COP30.
Ao invés de cumprir o
compromisso que estava previsto e viajar para o arquipélago de Fernando de
Noronha, onde deveria inaugurar o novo sistema de energia solar, que
substituirá os geradores a diesel que forneciam eletricidade suja para o
“paraíso ecológico” — um compromisso que, certamente, ajudaria a dar destaque
para os temas debatidos na COP —, o presidente resolveu ir até a Colômbia. O
objetivo da viagem extemporânea é participar, na cidade de Santa Marta, da
reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) com a
União Europeia.
É um encontro tradicional, que acontece pela quarta vez e é destinado a fortalecer o diálogo da América Latina com a União Europeia. Mas a presença de Lula nada tem a ver com esse assunto. O objetivo da ida do presidente, conforme Vieira se esforçou para explicar, é demonstrar “apoio e solidariedade regional à Venezuela”. Isso mesmo. Num momento em que deveria estar com as atenções 100% voltadas para o Brasil, Lula resolve hipotecar solidariedade a Nicolás Maduro.
Banho de água fria: Vasco decepciona e volta a frustrar torcida no Brasileiro
O time do Vasco abusou dos erros e sofreu pela falta de concentração em derrota para o Juventude neste sábado, em São Januário
França Fernandes
O torcedor que se empolgou com
o melhor momento do Vasco na temporada e se permitiu sonhar com a possibilidade
de uma vaga direta para a Libertadores do ano que vem via Brasileirão recebeu
mais um banho de água fria neste sábado. O time de Fernando Diniz teve atuação
apática em São Januário, abusou dos erros e sofreu para o Juventude sua
terceira derrota consecutiva na competição.
A classificação para a fase de grupos da Libertadores, que foi o objetivo traçado no clube para a reta final do Brasileirão, ficou distante depois da sequência de derrotas para São Paulo, Botafogo e Juventude. A presença na fase prévia ainda é possível, mas depende de outros fatores, sendo o mais importante deles que o Vasco volte a jogar bola e termine o campeonato ao menos entre os nove primeiros.
O Vasco, vale lembrar, está na
semifinal da Copa do Brasil e vai jogar a Libertadores se for campeão do
torneio. Mas a queda no nível de atuações do time comandado por Diniz, a ponto
de perder para o Juventude em casa e apresentar dificuldade constrangedora para
furar a defesa mais vazada do campeonato, faz com que seja uma boa notícia o
fato de faltar mais de um mês para os jogos de mata-mata contra o Fluminense.
Contra o time gaúcho, 18º colocado na tabela e que ganhou sobrevida na luta contra o rebaixamento, o Vasco teve o domínio do jogo até pouco depois dos 30 minutos jogados no primeiro tempo. Mesmo nesse recorte da partida, no entanto, esteve longe de ser a equipe que venceu Bahia, Cruzeiro, Vitória, Fortaleza, Fluminense e Bragantino no intervalo de um mês. O time não conseguia acelerar a bola e chegava em prestações ao ataque.
[As danações de Carina] Ventos de outros tempos não sopram mais
Carina Bratt
O VENTO chegou tarde nesse começo triste de quase noite. Se fez presente tão ‘molengamente’ que não havia mais roupas no varal, nem as folhas das árvores do meu quintal se mostraram simpáticas para saírem do seu estado de marasmo e dançarem com ele. Chegou esse vento ausente de vida, assim, como quem perdeu o ônibus, como quem não tinha dinheiro para solicitar um Uber. O danado esqueceu até do aniversário de um alguém importante que morava casas abaixo da minha. Um alguém? Quem? Não importa! Pelo menos deve ter consciência que chegou aqui obsoleto, fora de hora, e em razão disso, se fez cabisbaixo e constrangido. Mas ainda assim, apesar dos pesares, chegou.
Percebi
que soprava desmotivado, com uma delicadeza, que não combinava com a pressa do
mundo, pelo menos do mundo distante do qual viera. Ao chegar aqui, passou pelas
frestas da janela do meu quarto como quem pede licença, e não como quem tem o
poder quase soberano de invadir sem pedir permissão. Era, esse cidadão
(cidadão?), sim um cidadão, um vento que não queria soprar, ou melhor, não
queria mudar nada. Ainda mais lufando. Só queria lembrar para euzinha que
estava aqui, mesmo que ninguém mais, além de minha pessoa, esperasse por ele.
Olhei para a praça. No mesmo lugar, a igreja, a casa do padre colada. Passos à
frente, a farmácia, a padaria, e a agência do correio.
Apadrinhado
a mercearia, a funerária do senhor Difuntino ostentava dois caixões sisudos em
pé, lembrando aos passantes que se a morte, de repente se achegasse, teria como
acomodar as almas dos falecidos e deixarem para trás o que não valia mais a
pena. Esticando as minhas observações, me cumprimentaram os bancos e as mesas
de cimento. Vazias de vida. As crianças que brincavam nos balanços sem
conservação, igualmente tinham caído fora fazia horas. Os cinquentões e os
oitentões acumulados nas carcaças de seu Egídio, seu Marcelo, do Beto
‘fofoqueiro’ mais o Barbosa da carpintaria, que jogavam buraco, palitinhos,
dama e xadrez, idem.
No contexto do quadro que surgiu às minhas tristezas, só Kadú, o cachorro pulguento e malcuidado do pipoqueiro Aldífaz, solitário como sempre, levantou a cabeça e emitiu uns latidos sem força quando o vento por ele passou farejando o ar como quem reconhece um velho amigo. Esse vento tardio não trouxe promessas. Não anunciou chuva, nem mudança de estação. Alto lá. Que estação? Nem trem havia! Dele, o trem, só a ‘parada’ se erguia abandonada com o nome da localidade embaçada, ‘Santa Espigosa do Norte’ acompanhada dos trilhos que se perdiam de vista deitados sobre os dormentes estuporados e carcomidos pela falta de manutenção.
sábado, 8 de novembro de 2025
DREX: o medo da transparência total ou quando a moeda fala demais
Silvana Lagoas
O DREX nasceu
com ares de revolução: a versão digital do real, inteligente, rastreável e
moderna, vendida como o próximo salto do sistema financeiro brasileiro. O Banco
Central prometia segurança, inovação e inclusão. Tudo soava impecável até o
projeto ser suspenso.
Oficialmente, o motivo foi
técnico: a plataforma usada, uma blockchain chamada Hyperledger Besu, não
cumpria os padrões de privacidade e segurança exigidos. Mas, na prática, a
explicação parece mais psicológica do que tecnológica. O Estado brasileiro, habituado
a vigiar sem ser vigiado, descobriu o desconforto de quem é observado.
A tecnologia indiscreta
A ideia era simples: cada
unidade de DREX valeria o mesmo que um real. Só que, em vez de circular entre
bancos tradicionais, existiria num registo digital partilhado, uma base de
dados que tudo anota e nada esquece.
Nos testes, as instituições
financeiras perceberam que o sistema revelava mais do que gostariam: fluxos de
dinheiro, contratos, liquidações, até movimentações públicas. E foi aí que
começaram as dúvidas.
A blockchain, por natureza, é
transparente e imutável; o sistema financeiro brasileiro, por hábito, é opaco e
hierárquico. Resultado: tecnologia e cultura colidiram de frente. O Banco
Central falou em “ajustes de privacidade” e “questões de sigilo bancário”, mas
a verdade é que a plataforma mostrava demais e a classe política brasileira não
lida bem com transparência.
O discurso da privacidade e
o poder do sigilo
O sigilo bancário no Brasil é uma ficção jurídica. O Estado tem acesso quase total às contas dos cidadãos: a Receita cruza rendimentos automaticamente, o COAF rastreia transferências suspeitas e o PIX transformou o dinheiro num trilho de dados.
Temporal e ventos intensos colocam Rio em Estágio 2; desabamento parcial atinge muro do metrô
O Estágio 2 é o segundo nível em uma escala de cinco e significa que há riscos de ocorrências de alto impacto na cidade
Altair Alves
A cidade do Rio de Janeiro amanheceu sob chuva intensa e rajadas de vento, neste sábado (08/11), em decorrência da chegada de um ciclone extratropical à região. Por conta das condições meteorológicas adversas, o Centro de Operações e Resiliência (COR) colocou a capital em Estágio 2 de mobilização às 6h55.
Segundo o COR, núcleos de
chuva moderada a forte se espalharam por diferentes pontos da cidade, com maior
intensidade na Zona Sul, Centro e Grande
Tijuca. A ventania também provocou impactos no transporte público e nas
operações aeroportuárias.
Por volta das 6h30, o MetrôRio informou que parte de um muro cedeu na via entre as estações Coelho Neto e Colégio, na Linha 2. Em razão do incidente, os trens passaram a operar provisoriamente entre Irajá e Botafogo. A circulação foi normalizada por volta das 8h30.
No Aeroporto Internacional do Galeão, as operações ocorrem com auxílio de instrumentos devido à baixa visibilidade provocada pelas chuvas.
A luta (inadiável) contra o terror nas comunidades
Gastão Reis
Poucos dias antes antes da operação de 28 de outubro passado, nas comunidades da Penha e do Complexo do Alemão, eu me perguntava por que a grande mídia não dava o devido destaque ao que vinha realmente acontecendo no dia a dia de quem tinha, a contragosto, de conviver com o terror do narcotráfico. Aquela história para boi dormir de que havia sido estabelecido um modus vivendi entre os traficantes e as pessoas que lá viviam escondia o clima de medo que imperava na base da lei da selva.
É sempre desanimador, a
despeito da urgência, constatar a técnica de empurrar com a barriga as medidas
realmente necessárias para enfrentar o problema em toda sua amplitude, que vai
muito além do Rio de Janeiro. Ficava no ar a suposta incompetência do governo
do estado em enfrentar o problema. Na verdade, a ADPF 635 das “brilhantes”
mentes do PSB e do STF virou um instrumento de impedimento para ações mais
efetivas e eficazes.
O governador Cláudio Castro,
corretamente, se referiu a ela como a maldita ADPF 635. Ou seja, a arguição de
descumprimento de preceito fundamental, que veio envelopada como ação
constitucional proposta pelo PSB – Partido Socialista Brasileiro. Ela foi apresentada
ao STF em novembro de 2019. Pouco depois, em junho de 2020, o STF concedeu a
liminar que impôs duras restrições às operações policiais nas comunidades do
Rio de Janeiro, exigindo justificativas detalhadas para as operações a serem
realizadas. (Alguns analistas da impreensa de alcance nacional parecem não ter
se dado conta de que a mortandade do 28 de outubro se deveu ao fato de que o
Rio de Janeiro havia se tornado o quartel general dos chefes nacionais dos
traficantes com mais de quarenta deles escondidos nas duas áreas de confronto.
E que a parede do BOPE na floresta da pretendida fuga não foi enfrentada pelos
bandidos com bandeiras brancas de paz, mas com reação a tiros até de
metralhadoras. Optaram por morrer por uma “causa” cujo respeito pelo próximo é
zero.)
As medidas da ADPF 365 que
impediam a necessária ação policial foram modificadas somente em abril de 2025,
com outras determinações que substituiram as situação anterior de deixar os
narcotraficantes à vontade. Foi só então, cinco anos depois, que o governador
Cláudio Castro pode tomar, após longo e minucioso planejamento, as medidas
necessárias para deslanchar a operação de 28 de outubro
passado.
Veja a distribuição da torcida do Vasco entre as regiões do Rio
Veja como é a distribuição da torcida do Vasco nas zonas Norte, Oeste, Sudoeste, Zona Sul e no Centro do Rio de Janeiro
França Fernandes
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| Foto: André Durão/Vasco |
Distribuição dos torcedores
entre as regiões da cidade
·
Zona Norte: Flamengo (53,3%), Vasco
(12,3%), Botafogo (11,7%) e Fluminense (10,3%)
·
Zona Oeste: Flamengo (51,8%), Vasco
(14,9%), Botafogo (9,6%) e Fluminense (5,3%)
·
Zona Sudoeste: Flamengo (68,6%), Vasco
(12,8%), Fluminense (9,3%) e Botafogo (2,3%)
·
Zona Sul/Centro: Flamengo (58,4%),
Fluminense (10,8%), Botafogo (10,4%) e Vasco (6,8%)
Flamengo dominante:
resultado geral da pesquisa
O resultado do levantamento
mostra o Flamengo soberano, com 56% dos torcedores no município, quase o dobro
da soma de Vasco (11,1%), Fluminense (10,1%) e Botafogo (9,6%). Entre os clubes
de fora do estado, o Corinthians tem mais expressão (0,5%), logo à frente de
Ceará (0,4%) e São Paulo (0,4%).
Sobre a pesquisa
O levantamento do Instituto Prefab Future teve como objetivo “compreender o futebol como expressão da alma carioca e como espelho das mudanças culturais e econômicas da cidade”. O estudo foi realizado com metodologia quantitativa presencial, com questionários estruturados e amostra proporcional ao tamanho dos bairros e sub-regiões do município (método PPT). O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de 3,47 pontos percentuais para mais ou para menos. As entrevistas foram conduzidas por uma equipe de campo supervisionada e auditada pelo próprio instituto.
7-11-2025: Oeste sem filtro – Gilmar é confrontado por refugiado do 8 de janeiro + STF rejeita recursos de Bolsonaro + Coquetel oferecido por Lula e Janja naufraga + Jornalista viraliza ao pagar R$ 99 em dois salgados e um refrigerante na COP30
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O refém
Cuméquié?! Ele é bolsonarista?!😲
6-11-2025: Oeste sem filtro – Lula vê semelhanças entre a Amazônia e a Bíblia + Moraes abre inquérito sobre crime organizado no Rio + Governo Lula mantém sob sigilo despesas com barco-hotel na COP 30 + Moraes rejeita avaliação médica de Bolsonaro para prisões alternativas
A bravura de quem subiu o Complexo
Governo Lula analisa prestação de auxílio às ‘vítimas’ da megaoperação no Rio…
Drone da Polícia Militar flagra roubo de caminhão que levava carga de sapatos no RJ
Portugal intercepta un narcosubmarino con 1,7 toneladas de cocaína camino a la Península Ibérica
Holandês é preso em SP por moldar pílulas de ecstasy em esculturas de mãos
[Versos de través] Ser poeta
Escrevo
na esperança do parto
das palavras que pintarão a folha em branco.
Escrevo
na esperança que essa alegria
me vá desvendando quem sou…
Escrevo
à mão a palavra, as palavras
que precisam dos meus dedos para se revelarem,
ensinando-me
que das profundezas de mim
pode emergir um rio
que limpa e unifica
dissolvendo as sombras
que nos afastam da realidade e de nós!
Escrevo
dando voz ao silêncio de mim
onde tudo é vazio e cheio
à espera de revelação.
Escrevo
para poder ser água cristalina,
una com tudo a que pertenço,
com voz própria na orquestra da vida.
sexta-feira, 7 de novembro de 2025
Globalismo vs Nacionalismo
Francisco Henriques da Silva
Revejo-me, ainda hoje, num
texto que escrevi há seis anos — que aqui retomo com algumas (bastantes)
adaptações, mas cuja essência permanece intacta.
Na tensão entre globalismo e
nacionalismo persiste uma clivagem profunda, ideológica e estrutural. Durante
décadas, o pensamento dominante — político, económico e mediático — apostou no
globalismo como solução universal, a suposta panaceia capaz de resolver todos
os males da humanidade. Falava-se em “aldeia global”, em “mercados abertos”, em
“governação supranacional”. Parecia o futuro inevitável.
Mas a realidade acabou por
desmentir essa utopia. As crises sucessivas — a financeira de 2008 (subprime),
a das dívidas soberanas a partir de 2011, a instabilidade e apreensão derivadas
das guerras na Ucrânia e Médio oriente, a desindustrialização acelerada, a
perda de coesão social , o advento da inteligência artificial, o descontrolo da
imigração, os problemas securitários — revelaram as fragilidades desse modelo.
No Sul da Europa, os efeitos
foram devastadores: economias asfixiadas, jovens forçados a emigrar, Estados
endividados e sociedades exaustas.
Presente um pouco por toda a parte, mas com especial ênfase na Europa Central e de Leste, o nacionalismo nunca deixou de pulsar. Submetido durante décadas ao jugo soviético, manteve-se latente, pronto a ressurgir assim que a oportunidade o permitisse. E regressou com força. Acompanhado, é certo, de populismos e demagogias, mas também de um sentimento profundo de pertença e de defesa da soberania nacional — uma reação natural à arrogância e ao distanciamento das elites globalistas ocidentais.
Câmara libera construções residenciais no terreno do tradicional Clube Marapendi, na Barra
A mudança faz parte do novo pacote do “mais valerá”, programa da Prefeitura que permite ampliações e alterações de uso em terrenos privados mediante o pagamento de contrapartidas financeiras ao município
Victor Serra
Um dos clubes mais tradicionais da Barra da Tijuca, o Marapendi pode, em breve, ganhar novos vizinhos dentro de seus próprios limites. A Câmara do Rio aprovou, nesta quarta-feira (5/11), uma emenda que autoriza a construção de unidades residenciais no terreno do clube, uma área de cerca de 200 mil metros quadrados às margens da Lagoa de Marapendi, considerada uma das mais nobres da região.
A mudança faz parte do novo
pacote do “mais valerá”, programa da Prefeitura que permite
ampliações e alterações de uso em terrenos privados mediante o pagamento de
contrapartidas financeiras ao município.
A emenda, proposta pelo vereador Márcio Ribeiro (PSD), líder do governo na Casa, permite que o clube utilize o mesmo instrumento da Operação Urbana Consorciada do Parque Olímpico para erguer prédios residenciais. Segundo o texto, pelo menos 20% da área original deverá ser preservada para atividades esportivas e de lazer.





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