quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Company: como uma marca carioca virou símbolo da adolescência brasileira nos anos 80

Entre mochilas icônicas e filas na butique da Garcia D’Ávila, a Company marcou o estilo — e a vida — de milhares de jovens cariocas e criou peças que fazem parte da memória afetiva da cidade

Bruna Castro

A glória de uma marca que parecia falar a língua do Rio

Muitos acharam que elas ficariam apenas na memória. Outros driblaram a passagem do tempo e continuaram a usar algumas das suas peças icônicas, que marcaram a juventude carioca dos anos 1980.

Company e Yes, Brazil fizeram parte da história da moda do Rio. Eram, em sua época, lançadoras de tendências e reuniam o que era “hype”. Conquistaram uma legião de fãs.

Entre elas, a Company se tornou sinônimo de juventude carioca. Criada em 1973 e rapidamente transformada em referência nacional, a marca firmou-se como um fenômeno que ultrapassava a moda: era comportamento, estilo de vida, pertencimento.

A indústria que a Company construiu: do fio ao produto final

O segredo do sucesso estava no modo de produzir — algo raro no Brasil da época. “A Company comprava fio de algodão, fiava a própria malha, cortava, estampava, lavava, enfim produzia tudo. Essa foi uma das grandes razões do sucesso da marca. Ela tinha capacidade de produzir o que ela queria, no tempo que queria, era uma rapidez de produção impressionante”, lembra Lula Freitas.

Essa autossuficiência permitia uma liberdade criativa fora do comum. A marca lançava peças de forma ágil, atualizada, acompanhando a vibração das ruas de Ipanema e da juventude carioca que ditava ritmos culturais.

A mochila emborrachada: um símbolo nacional

A peça mais icônica talvez tenha sido a mochila emborrachada, que virou mania entre estudantes do Rio e do país. “A famosa mochila emborrachada virou febre entre os estudantes. Objeto de estudo, o acessório transformou o hábito dos consumidores brasileiros na época.” 

Rio terá novas regras para adoção de animais silvestres sem condições de soltura

Candidatos à adoção desses animais devem atender aos critérios de idoneidade, capacidade técnica e financeira, para cuidar dos bichos

Patricia Lima

A Câmara do Rio aprovou, nesta quarta-feira (3), o PL 935/2025, de autoria do vereador Fernando Armelau (PL), que cria regras para adoção de animais silvestres sem condições de soltura. Eduardo Paes (PSD) terá 15 dias úteis para sancionar ou vetar o projeto.

Pelo texto, os candidatos a adoção desses animais devem atender aos critérios de idoneidade, capacidade técnica e financeira, para cuidar dos bichos. O processo será coordenado pelos órgãos ambientais, especialmente o Ibama.

São considerados animais silvestres sem condições de soltura os que apresentam ferimentos, doenças, problemas comportamentais ou animais de espécie exótica que os impedem de sobreviver na natureza.

A norma determina que o adotante deverá comprovar ter infraestrutura adequada para a espécie a ser adotada; capacidade financeira para custear alimentação, cuidados veterinários e manutenção do animal; além de ter bons antecedentes relacionados a crimes ambientais ou de maus-tratos a animais. O responsável deverá impedir que o animal adotado procrie, salvo com autorização expressa dos órgãos competentes. 

Confirmado: Vasco jogará a Série A do Brasileiro em 2026

Resultados da 37ª rodada ajudam, e o Vasco da Gama se garante matematicamente no Campeonato Brasileiro do ano que vem

França Fernandes 

Com os resultados da 37ª rodada, o Vasco está livre do perigo de rebaixamento e se garantiu na Série A de 2026. A derrota do Internacional para o São Paulo e a derrota do Vitória para o Bragantino garantiram a equipe carioca na primeira divisão do ano que vem. Com isso, o Vasco vai para a última rodada sem riscos contra o Atlético-MG. 

O Vasco tem 45 pontos e ocupa a 12ª posição do campeonato. A última rodada será apenas para confirmar uma vaga na Sul-Americana do ano que vem.

Já que Santos e Fortaleza venceram na rodada, o Vasco precisava de um tropeço do Internacional e de um vencedor entre Bragantino e Vitória. O Internacional perdeu por 3 a 0 para o São Paulo, e o Bragantino venceu por 4 a 0 a equipe baiana.

Atlético-MG e Vasco se enfrentam no domingo, às 16h (de Brasília), na Arena MRV. O jogo é importante para o Vasco se garantir na Copa Sul-Americana do ano que vem.

Fonte: Globo Esporte

Título e Texto: França Fernandes, Vasco Notícias, 3-12-2025

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Quando o entrevistado não tem rigor e o jornalista não tem critério

Porta aberta para a desinformação

Né Ladeiras

A entrevista do Expresso, conduzida por Luís M. F. Faria, a Avi Shlaim, é um retrato doloroso de como uma conversa sobre Israel pode transformar-se numa repetição de certezas sem qualquer confronto. É evidente a falta de preparação do jornalista, que escuta afirmações altamente controversas e omissões gritantes como se estivesse diante de verdades consensuais. Em vez de questionar ou desafiar o que é dito, limita-se a acolher um discurso político disfarçado de história. E é justamente nessa ausência de perguntas que tudo se torna possível.

O mito dourado do mundo árabe pré 1948

Shlaim descreve o mundo árabe antes de 1948 como um lugar de convivência harmoniosa, sem antissemitismo e sem conflitos estruturais. Esta imagem sentimental ignora séculos de estatuto de dhimmi, que colocava judeus e cristãos como súbditos de segunda classe, sujeitos a impostos específicos e restrições civis. Ignora episódios documentados de violência, como o pogrom da Farhud, em Bagdade, que em 1941 marcou o colapso da segurança judaica no Iraque. Ignora o massacre de Aden, em 1947, e vários motins antijudaicos que ocorreram em toda a região. Ignora leis anti-judaicas aprovadas em países árabes antes mesmo da criação de Israel. Nada disto é referido por Shlaim e nada disto é perguntado por Luís M. Faria, que aceita sem escrutínio uma visão romântica construída à custa de omissões sérias.

A falsa história da fuga dos judeus do Iraque

Shlaim sugere que a saída dos judeus do Iraque foi provocada por acções sionistas destinadas a criar pânico, ignorando que esta acusação já foi desmontada por historiadores judeus-iraquianos (Elie Kedourie, Shmuel Moreh), e ocidentais (Martin Gilbert, Bernard Lewis, Norman Stillman), por documentação oficial. A verdade mostra perseguição crescente antes das bombas, legislação discriminatória, revogação de cidadania, confisco de bens e ameaças constantes desde a década de trinta. A comunidade judaica iraquiana não fugiu por propaganda, mas por violência real e sistemática. O jornalista não recorda este contexto, não questiona a versão de Shlaim e deixa um ponto decisivo da história transformado num mito conveniente.

O exílio silencioso de oitocentos e cinquenta mil judeus

A lacuna fabricada não termina aqui. Entre as décadas de quarenta e setenta, mais de oitocentos e cinquenta mil judeus foram expulsos, ou forçados a fugir, de países árabes como Iraque, Egipto, Líbia, Síria, Iémen, Tunísia, Argélia e Marrocos. Estas comunidades existiam na região muito antes do Islão e perderam tudo durante ondas sucessivas de violência, perseguição e legislação repressiva. Israel recebeu a maioria como cidadãos. Hoje, sensivelmente metade dos judeus israelitas tem origem árabe ou mista. Este facto destrói, por completo, a teoria repetida por Shlaim de que Israel é um projecto colonial europeu implantado no Médio Oriente. O jornalista não menciona nem questiona este dado elementar.

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Vasco maltrata torcida até o fim do Brasileiro em despedida de São Januário

Derrota para o Mirassol deixa o Vasco da Gama ainda com risco de rebaixamento na última rodada do Campeonato Brasileiro

Altair Alves 

Thiago Mendes, foto: Matheus Lima/Vasco

O Vasco entrou em campo pela última vez em São Januário neste Brasileirão contra o Mirassol. Depois da goleada por 5 a 1 sobre o Internacional, a expectativa era vencer mais uma e chegar à última rodada sonhando com o G-8. Mas a tônica do time no Campeonato Brasileiro de 2025 tem sido frustrar o torcedor em casa e não lhe dar paz no campeonato.

A derrota por 2 a 0 para a ótima equipe do Mirassol resume bem a campanha vascaína como mandante: melancólica.

O torcedor vascaíno enfrentou uma chuva enorme para chegar ao estádio. Quem quis se apegar ao lado supersticioso lembrou logo da noite contra o Internacional, quando o Vasco colocou o time gaúcho na roda sob chuva intensa. Mas um problema recorrente voltou a aparecer no primeiro tempo desta terça-feira. Se contra o Inter o time aproveitou as chances criadas, diante do Mirassol não teve eficiência alguma.

Depois de vencer o Santos por 6 a 0, o Vasco frustrou o torcedor em São Januário ao perder para o Corinthians. Após a classificação contra o Botafogo na Copa do Brasil, o Vasco frustrou o torcedor em casa ao empatar com um a mais com o Ceará. Depois de emendar quatro vitórias seguidas, o Vasco frustrou o seu torcedor ao perder para o time do São Paulo cheio de desfalques. E ainda perdeu para um Juventude que lutava contra o rebaixamento.

Depois de ganhar de 5 a 1, sonhar com o G-8 e precisar apenas de um empate para se livrar dos riscos do Z-4, o Vasco frustrou o seu torcedor ao perder para o Mirassol.

Erros no meio e no ataque no 1º tempo

O Vasco repetiu a escalação da última rodada, mas Andrés Gómez parecia um jogador completamente diferente daquele que atuou na sexta-feira anterior. Depois de fazer um golaço e dar assistência contra o Inter, o colombiano errou praticamente tudo o que tentou diante do Mirassol.

[Quadro da Quarta] A conquista de Rodes

Tomada de Rodes, 15 de agosto de 1310, óleo sobre tela, Eloi Firmin Féron, 1838-1839.

A conquista hospitaleira de Rodes ocorreu em 1306-1310. Os Cavaleiros Hospitalários, liderados pelo Grão-Mestre Foulques de Villaret, desembarcaram na ilha no verão de 1306 e rapidamente conquistaram a maior parte dela, exceto a cidade de Rodes, que permaneceu nas mãos dos bizantinos.

O imperador Andrônico II Paleólogo enviou reforços, o que permitiu à cidade repelir os ataques iniciais dos Hospitalários e perseverar até ser capturada em 15 de agosto de 1310.

Os Hospitalários transferiram sua base para a ilha, que se tornou o centro de suas atividades até ser conquistada pelo Império Otomano em 1522. Wikipédia 

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“A manhã da execução dos Streltsi”, de Vassíli Surikov 
Les Sabines 
Mulheres na varanda 
O Velho do Restelo 
O nosso Bairro

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Viktor Orbán: "Arriscar a Terceira Guerra Mundial para apoiar a Ucrânia é completamente insano."

Paulo Hasse Paixão

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, afirmou que a Ucrânia “não tem qualquer hipótese” de derrotar a Rússia, denunciando o apoio financeiro da Europa a Kiev, dadas as circunstâncias, como “simplesmente insano” e alertando que a intensificação das hostilidades por parte do bloco ocidental corre o risco de desencadear a “Terceira Guerra Mundial”.


Em entrevista a Mathias Döpfner, CEO do grupo de media alemão Axel Springer, Orbán afirmou que a União Europeia está a comprometer a sua própria estabilidade económica ao investir milhares de milhões no conflito.

“Já gastámos 185 mil milhões de euros e… a nossa intenção é gastar ainda mais. Assim, financiamos um país que não tem qualquer hipótese de ganhar a guerra”.

Calculando que qualquer acordo de paz significativo será negociado, em última instância, entre os Estados Unidos e a Rússia, abrangendo não só a guerra em si, mas também questões mais amplas, como o comércio global e a energia, Orbán disse que a Europa deveria abrir o seu próprio canal de comunicação com Moscovo, insistindo:

“Que os americanos negociem com os russos, e depois os europeus também negociem com os russos, e depois veremos se conseguimos unificar a posição dos americanos e dos europeus”.

Orbán sugeriu que alguns líderes europeus apoiam a continuidade do conflito na esperança de reforçar a sua posição negocial em futuras conversações de paz, uma estratégia que classificou como “totalmente errada”.

O líder húngaro rejeitou ainda as alegações de que a Rússia poderia atacar outros países europeus ou da NATO, considerando tais preocupações “ridículas”.

Alemanha: Imigrante empurra ‘amigo’ para uma queda de sete metros e a seguir o viola

Paulo Hasse Paixão 


Um imigrante foi condenado pelo Tribunal Regional de Tübingen por empurrar um ‘amigo’ pela janela de um edifício e violá-lo, quando este se encontrava estatelado no chão. O incidente foi registado por uma câmera de vigilância. O homem de 30 anos foi condenado a 11 anos de prisão por agressão qualificada e violação.

O incidente ocorreu em novembro de 2024 na cidade de Reutlingen, e envolveu dois homens de cerca de 30 anos que bebiam álcool e fumavam haxixe no interior do abrigo para requerentes de asilo.

Segundo o testemunho da vítima, os dois homens começaram a discutir quando o arguido empurrou o seu desgraçado companheiro por uma janela colocada a uma altura de sete metros. Como se não bastasse, o imigrante foi ao encontro da vítima que se encontrava no exterior do edifício, jazendo no chão e gravemente ferida, baixou-lhe as calças e violou-o.

Transeuntes que passavam pelo local começaram a gritar por socorro, e um deles tentou agredir o violador. No entanto, isso não impediu o homem de continuar a violar a vítima ferida, de acordo com um juiz, que citou os detalhes chocantes no seu veredicto.

Os procuradores do caso pediram 12 anos de prisão, enquanto os advogados de defesa argumentaram pela absolvição, alegando risivelmente que a violação não foi provada (apesar de ter sido gravada por uma câmera de vigilância e testemunhada por várias pessoas).

Entenda o que muda com o fim da exigência da autoescola para tirar CNH

Segundo o Ministério dos Transportes, o objetivo da medida é mudar a exclusão do volante e insegurança no trânsito


R7

Com a aprovação da resolução que altera regras do processo de obtenção da CNH (Carteira Nacional de Habilitação), o governo espera poder reduzir em até 80% o custo total do documento. A proposta, que entrará em vigor assim que for publicada no Diário Oficial da União, altera ao menos seis regras da versão atual.

Segundo o Ministério dos Transportes, o objetivo da medida é mudar a exclusão do volante e insegurança no trânsito, modernizando e facilitando o acesso à carteira de habilitação.

Em 2024, por exemplo, a pasta informou que foram registradas mais de 900 mil infrações por dirigir sem CNH. Somente até setembro deste ano, mês passado, já foram quase 800 mil infrações. Em todo o Brasil, 20 milhões de pessoas dirigem sem habilitação, de acordo com a Secretaria Nacional de Trânsito.

Título e Texto: R7, 1-12-2025, 14h33

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Dragões de Ouro: os vencedores

Gala do FC Porto decorreu esta segunda-feira no Dragão Arena

A 38.ª edição dos Dragões de Ouro decorreu esta segunda-feira à noite e premiou as entidades e figuras que mais se destacaram ao serviço do FC Porto na temporada 2024/25. Pelo palco do Dragão Arena passaram os vencedores ou representantes dos mesmos, nomes tão queridos do passado como João Pinto ou António Frasco e do presente como Rodrigo Mora, Bernardo Lima, Daniel Chaves e Rafa.

Dentro das habituais categorias que compuseram uma gala pintada em tons de ouro sobre azul, duas evidenciaram um sentimento de gratidão e de saudade entre os presentes: de pé, a plateia aplaudiu Jorge Costa e Jorge Nuno Pinto da Costa, o Dragão de Ouro Recordação e o Dragão de Honra, respetivamente.

Os vencedores dos Dragões de Ouro 2024/25:

Seccionista: Mário Lopes
Projeto: Portal do Sócio
Funcionária: Mafalda Magalhães
Dedicação: Vítor Santos
Casa: Casa FC Porto - Ponte da Barca
Parceiro: Revigrés
Amadoras: Ana Filipa Castro
Pavilhão: Rafa
Revelação: Bernardo Lima
Treinador: Daniel Chaves
Atleta: Xavi Malián
Equipa: FC Porto W
Vintage: António Frasco
Futebolista: Rodrigo Mora
Sócio: Luís Bacelar
Carreira: João Pinto
Recordação: Jorge Costa
Honra: Jorge Nuno Pinto da Costa

Título e Texto: FC Porto, 1-12-2025, 23h22

Os protetores da democracia. 🤣


Trecho:

"O ministro Dias Toffoli decidiu colocar em sigilo máximo a ação movida pela defesa de Daniel Vorcaro contra a operação autorizada pela Justiça Federal de Brasília que o levou à cadeia. Toffoli já participou de evento jurídico que contou com patrocínio do Banco Master, ocorrido em Londres no ano passado – e até hoje não esclareceu quem bancou suas despesas na ocasião."

Título: Leandro Ruschel, X, 2-12-2025, 10h29 

1-12-2025: Oeste sem filtro – Trump dá ultimato a Maduro + Cármen Lúcia cria nova régua constitucional para definir o que é tentativa de golpe de estado + Separação de Gilmar Mendes levanta suspeita

[Aparecido rasga o verbo] Gambiarra profana

Aparecido Raimundo de Souza

AQUI NO PLANETA TERRA, onde o improviso é arte e o conserto ou remodelação é quase uma espécie de religião, a gambiarra reina soberana. Mas há uma espécie rara, uma subversão do jeitinho, que não se contenta em apenas remendar ou reparar o mundo. De certa forma, ela o desafia. É a gambiarra profana. Não estamos falando do fio desencapado preso com fita isolante ou da antena de arame que capta a novela com chiado. Isso é trivial. A gambiarra profana é aquele remendo que afronta o sagrado da ordem, que zomba da lógica institucional e que faz do caos uma estética.

É o sujeito, por exemplo, que transforma um confessionário em estúdio de podcast. Que usa a pia da igreja do bairro onde mora, como bebedouro de cerveja artesanal. Que instala um roteador Wi-Fi no altar para garantir sinal perfeito durante a missa. É o hacker do cotidiano, o herege do que conhecemos como funcional. Ela nasce da urgência, mas cá entre nós, floresce na irreverência. É filha única da necessidade, mas ao mesmo tempo, neta da criatividade. E, como toda boa profanação degradada, carrega um quê de crítica: ao excesso de normas, à rigidez dos sistemas, à pompa dos que acham que tudo deve seguir o manual do Manuel.

A gambiarra profana não quer só funcionar. Longe disso. Ela quer provocar. Quer fazer rir, pensar, incomodar. É o famoso “meme” tão usado em dias de hoje, um trocinho encarnado em objeto. É o protesto em forma de engenhoca. É o Brasil dos ladrões que não pedem licença, só transitam “pela aí” como cola quente e um pouco de fé. No final das contas, talvez o mundo em que vivemos precise de menos perfeição e mais sacrilégios funcionais. E se o céu não tiver tomada, merda, o que poderemos fazer? Cair em desespero? Arrancar os cabelos? Mandar a mula do Fula criar galinhas em Cacetés no longínquo Garanfunfunshus?

Calma galera! A gente por aqui (entendam gente como “nós”) ou dito de outra maneira: nós daremos um jeito. Pois bem! No Brasil, a gambiarra profana não é só solução é manifestação cultural.  Se os meus leitores tiverem a curiosidade de pesquisar, descobrirão que existe uma linhagem rebelde, ou melhor, um palavreado quase místico, que ultrapassa o simples conserto (conserto ou concerto??) e entra com tudo no território da ousadia. A gambiarra profana, a bem da verdade, não vem só com cola quente. Ela é mais poderosa. Pinta no pedaço com glitter (e claro, com ordens da Anvisa - Agência Nacional de Viciados em Sofás Aconchegantes) som de pagode e uma cervejinha gelada equilibrada num suporte feito de cabide e fé de Santo Antão.

[Livros & Leituras] Le racisme antiblanc – L’enquête interdite

François Bousquet, La Nouvelle Librairie Editions, Paris, avril 2025, 292 pages. 

Ce livre est une enquête, première du genre. Il se déploie en deux mouvements.

Le premier, « Le chic gauchiste », concis mais incisif, démonte l’imposture du racisme systémique, qui fonctionne comme un verrou mental empêchant de penser le racisme antiblanc – ce « non-objet » sociologique.

Le second, « Le choc raciste », en constitue la pierre angulaire. Il donne la parole aux victimes, celles que l’on réduit au silence, car reconnaître leur souffrance reviendrait à dynamiter le récit dominant.

Or, tous les témoignages rassemblés ici convergent vers une même réalité : loin d’être un fantasme, le racisme antiblanc est un discours de haine explicite et un phénomène aussi massif qu’occulté. C’est cette vérité interdite que vous allez découvrir. 

Directeur de la rédaction d’Éléments, François Bousquet est notamment l’auteur de Courage ! Manuel de guérilla culturelle (la Nouvelle Librairie). 

👍👍👍👍👍

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Ukraine’s Anti-Corruption Scandal Is Turning Into A Rolling Coup

Andrew Korybko 

Zelensky might be next after Yermak was just taken down unless he complies with Trump’s demands for peace, in which case it’s not unforeseeable that he too could be formally implicated in this scandal as the catalyst for a US-backed regime change carried out in collusion with his domestic allies

Zelensky’s warmongering grey cardinal Andrey Yermak, who formally serves as his Chief of Staff, submitted his resignation after his apartment was raided as part of the investigation into Ukraine’s $100 million energy graft scandal. Russian Ambassador-at-Large Rodion Miroshnik believes that he was fired, however, to protect Zelensky as the walls close in on him amidst this investigation. Whatever the truth may be, Miroshnik might be onto something, which will be elaborated on throughout this analysis.

It was earlier assessed that “Ukraine’s Corruption Scandal Might Pave The Way For Peace If It Takes Yermak Down” since “his downfall could undo the already shaky alliance between the armed forces, the oligarchs, the secret police, and parliament that keeps Zelensky in power.” Zelensky held off on getting rid of him for that reason, which emboldened Yermak to declare on his behalf that Ukraine won’t cede any territory to Russia, thus spoiling one of the main proposals in the US’ draft peace framework.

Shortly thereafter, Yermak’s apartment was raided with the participation of the two US-funded entities leading this graft investigation, the National Anti-Corruption Bureau of Ukraine (NABU) and the Special Anti-Corruption Prosecutor’s Office (SAPO). Had Zelensky accepted the principles contained in the aforesaid framework, particularly the 26th one about how “all parties involved in this conflict will receive amnesty for their actions during the war”, Yermak might have been able to ride off into the sunset.

“Direita” se organiza para 2026: Foro do Brasil é lançado no Rio em evento no Hotel Guanabara

Movimento idealizado pelo padre Kelmon lança diretório fluminense e busca unificar grupos conservadores para disputar protagonismo em 2026

Bruna Castro

No dia 29, lideranças conservadoras do Rio de Janeiro reuniram-se no Hotel Guanabara, no Centro, para o lançamento do Foro do Brasil no Estado do Rio. Idealizado nacionalmente pelo padre Kelmon, o movimento nasce com a proposta de articular, integrar e dar unidade aos diversos grupos de direita espalhados pelo país, funcionando como contraponto ao Foro de São Paulo — organização que, desde os anos 1990, reúne partidos e movimentos da esquerda latino-americana. 

O objetivo, segundo seus organizadores, é oferecer estrutura, coesão e coordenação política aos setores conservadores, preparando lideranças municipais e estaduais para o cenário eleitoral de 2026. “O potencial é enorme, haja visto que o eleitor fluminense é conservador e Bolsonaro venceu no Estado em 2022. Queremos atuar como a direita norte-americana, com profissionalismo e eficiência”, afirmou o presidente do Foro do Brasil no Rio de Janeiro, o advogado Klaus Fins.

O que é o Foro do Brasil

O Foro do Brasil se apresenta como um movimento civil de caráter nacional voltado à defesa de valores como liberdade, propriedade, livre iniciativa, Estado mínimo, dignidade humana e proteção das liberdades individuais. Em textos divulgados pelo próprio movimento, a organização afirma atuar “em prol da liberdade, da propriedade, da livre expressão e do direito dos cidadãos, promovendo iniciativas que fortaleçam cultura, educação, saúde e dignidade humana”.

Nuno Moreira celebra 50 jogos pelo Vasco e comenta adaptação ao Brasil

Meia português do Vasco da Gama, Nuno Moreira, chegou ao Clube no início do ano e rapidamente conquistou a torcida

Altair Alves

Quando foi contratado pelo Vasco da Gama, o meia português Nuno Moreira despertou muita desconfiança da torcida. Pouco mais de 10 meses após sua chegada, o jogador acaba de completar 50 jogos pelo Cruzmaltino, caindo de vez nas graças da torcida.

Desconhecido dos vascaínos, Nuno atuava no Casa Pia, de Portugal, e não tinha muito destaque no cenário internacional. No Gigante da Colina, no entanto, ele desencantou e provou que os quase R$ 20 milhões gastos pelo Clube foram um bom investimento.

Em entrevista a Vasco TV, o meia celebrou a marca alcançada e fez questão de agradecer os companheiros, funcionários e a torcida do Vasco que o ajudaram na adaptação ao Brasil.

– Sim, eu acho que a minha adaptação tem muito a ver com com os meus colegas, com as pessoas do staff aqui do do Vasco, a torcida também. Toda a gente me recebeu super bem, eu acho que isso é o que mostra a minha adaptação. Depois os gols e as assistências vem por acréscimo, mas eu queria agradecer também a todas as pessoas que trabalham no Vasco e a todos os vascaínos porque me ajudaram bastante.

Data de anúncio da Nike no Vasco é revelada

A Nike será nova patrocinadora do Vasco da Gama e o contrato com a empresa americana é de 7 anos, até o fim de 2032

França Fernandes

O Vasco da Gama já definiu a data em que anunciará oficialmente sua parceria com a Nike, uma das marcas esportivas mais reconhecidas do mundo. 

Segundo informação do jornalista João Pedro Isidro, a apresentação deve ocorrer no dia 9 ou 10 de dezembro, em um evento planejado pelo Clube para marcar o início do novo ciclo comercial.

O contrato com a empresa americana terá duração de sete anos, estendendo-se até o fim de 2032, e é considerado um dos mais importantes acordos de fornecimento de material esportivo do futebol brasileiro nos últimos anos. A expectativa interna é de que a chegada da Nike fortaleça a estratégia de reposicionamento do Vasco no mercado.

Apesar do anúncio ocorrer ainda em 2025, a estreia oficial do material completo da Nike no time profissional só acontecerá no início de 2026. Até lá, a equipe seguirá utilizando uniformes da fornecedora atual, conforme previsto no término contratual vigente.

A primeira aparição pública da Nike nos gramados com o Vasco, porém, será antecipada para a Copa São Paulo de Futebol Júnior (Copinha). O time sub-20 utilizará uma versão alternativa do uniforme, exclusivamente preparada para a competição.

"para os colaboracionistas do regime de exceção brasileiro, não basta censurar, sufocar e constranger seus adversários"


Leandro Ruschel

O Globo deixou há muito tempo de ser apenas um jornal: tornou-se o centro nervoso da propaganda do regime, uma metástase que corrói o debate público e legitima a perseguição política no Brasil. Agora, em mais um editorial vergonhoso, exige que o Estado puna aqueles que não impediram a “fuga” de Ramagem. 

A mensagem é clara: para os colaboracionistas do regime de exceção brasileiro, não basta censurar, sufocar e constranger seus adversários dentro do território nacional. Eles querem transformar o planeta inteiro em território de caça, exportando a repressão e pressionando outros países a cooperarem com a perseguição. 

Ramagem é apenas mais um entre centenas de exilados políticos produzidos pela nova máquina autoritária brasileira. E, ironicamente, nem a ditadura militar chegou a tal grau de obsessão. Naquele período, muitos exilados puderam reconstruir suas vidas e trabalhar com dignidade no exterior.

Darcy Ribeiro assessorou governos latino-americanos e lecionou em universidades no Uruguai, na Venezuela e no Chile.

Miguel Arraes viveu 14 anos na Argélia, atuando como consultor e articulador político.

Leonel Brizola, depois do Uruguai, permaneceu plenamente ativo nos Estados Unidos até seu retorno triunfal ao Brasil, após a Anistia.