domingo, 30 de novembro de 2025

"O que os togados brasileiros fizeram e continuam fazendo é GOLPISMO."

Lucas Berlanza


A jornalista Madeleine Lackso, saindo em defesa da coluna de Malu Gaspar no X, replicou comentários de críticos da matéria acompanhados de uma legenda diagnosticando que haveria uma espécie de coordenação para criticar a sua colega - de certa maneira, nossa, já que tenho formação em Jornalismo - e que isso inibiria vozes críticas ao STF e ao PT na grande imprensa. Posso garantir que não combinei com ninguém os meus comentários, mas, combinados ou não, não existe nenhuma obrigação de nossa parte em praticar condescendência com quem, na prática, colabora com a narrativa de que a "democracia" brasileira foi "salva". Essas pessoas que se resolvam com seus deveres éticos.

A contradição do texto de Malu Gaspar está já no título. Sim, ela admite que o STF praticou diversas ilegalidades e tem o mérito de enumerar algumas delas, mas assevera que, uma vez "superado" o "golpismo", golpismo esse que teria sido praticado por Bolsonaro e seus aliados, é hora de o Brasil enfrentar o debate dos limites ultrapassados pelo STF.

Ora, os limites ultrapassados pelo STF não representaram apenas, como ela disse ao comentar o trágico caso de Clezão, uma prisão exagerada de um homem que morreu na cadeia quando poderia ir para casa com "tornozeleira eletrônica".

Todo o processo do 8 de janeiro é um absurdo. Direitos individuais fundamentais foram violados, processos foram levados para a instância errada a fim de que os ministros do STF pudessem dar vazão à sua PERSEGUIÇÃO POLÍTICA, houve e há censura, atropelo das prerrogativas do Legislativo, tomada de posição no embate das parcialidades políticas; houve uma eleição com o debate público podado pelas decisões absurdas do TSE. 

O que os togados brasileiros fizeram e continuam fazendo é GOLPISMO. Então, não há superação de golpismo coisíssima nenhuma. Quem insiste nesse discurso de que, ok, houve uma terrível ameaça fascista que precisava ser parada, mas agora temos que conter os "excessos", faz isso porque se regozija com o resultado das violações da lei e dos princípios fundamentais cometidas pelos ministros. Isso é cumplicidade, e é um delírio querer colocá-los "de volta na caixa" quando seus atos arbitrários não convêm mais.

Texto e Imagens: Lucas Berlanza, Facebook, 29-11-2025, 19h13  

"Está na hora de encerrar os inquéritos (...) e de conferir transparência" - e quando foi para fazer o contrário?

É demais essa palhaçada. Nossa "elite intelectual" só merece internação no hospício ou ser levada a um marceneiro para resolver o problema de um excesso retumbante de cara de pau. 

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