Uma nova proposta do chanceler Friedrich Merz visa integrar na União Europeia, gradualmente e como membro “associado”, uma ditadura feroz e um dos países mais corruptos do mundo
Paulo Hasse Paixão
Numa carta aos líderes da
União Europeia (UE), Merz propôs conceder à Ucrânia o estatuto de membro
associado da UE. Como membro associado, o país não teria direito de voto na
Comissão Europeia, no Conselho Europeu e no Parlamento Europeu, mas teria
acesso a programas financiados pela UE com o objetivo de se tornar membro de
pleno direito ao longo do tempo.
Mais importante ainda, o
estatuto de membro associado proporcionaria ao país uma garantia de defesa. De
acordo com o artigo 42.7 do Tratado da UE, os Estados-membros devem vir em
defesa de outros membros quando estes são atacados, de forma semelhante ao artigo
5.º da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).
Na sua missiva endereçada à
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e ao Presidente do
Conselho Europeu, António Costa, Merz afirma:
“É óbvio que não
conseguiremos concluir o processo de adesão em breve, dados os inúmeros
obstáculos, bem como as complexidades políticas dos processos de ratificação… O
que eu prevejo é uma solução política que aproxime substancialmente a Ucrânia
da União Europeia e das suas principais instituições de imediato. Isto é
essencial não só para a segurança da Ucrânia, mas para a segurança de todo o
continente.”
Como sempre, o linguarejar das elites europeias inverte a realidade e o que Merz afirma é o contrário da realidade: quanto maior o envolvimento da Europa com a Ucrânia, menos seguros ficam os europeus e mais provável será um conflito direto com a Rússia, que é aliás o objetivo último de Merz.















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