quarta-feira, 28 de março de 2018

"Execuções" e "execuções"

Cesar Maia
        
1. Acompanhando as imagens relativas ao movimento dos carros desde o local onde a vereadora Marielle participava de uma reunião na Lapa até as imagens da execução já consumada, formou-se - desde o início - um consenso: tratou-se de uma "execução".
      
2. Mas as "execuções" não são homogêneas a ponto de permitir deduções relativas às responsabilidades e objetivos. No México, os cartéis desenvolveram o uso dos "sicários", assassinos especializados que são contratados.
        
3. Este processo gerou "sicários" internos dos cartéis, assim como "sicários" terceirizados à disposição de quem os contratar, sejam organizações ou pessoas. Os "sicários" são usados dentro dos cartéis, facções, gangues, grupos, para eliminar concorrentes e redefinir o controle dos mesmos.
      
4. Assim, também, os "sicários" são usados para eliminar cabeças dos cartéis, grupos, facções, gangues, grupos, concorrentes. O mercado de "sicários" inclui crimes passionais e crimes intra e interempresariais. Os casos são muitos e estão à disposição para estudo. Livros, filmes e documentários têm tratado de inúmeros casos e muitos e muitos anos.
        
5. Ocorrem até na repressão ao crime organizado quando forças policiais estimulam e até contratam "sicários" para eliminar as cabeças de um certo cartel ou facção. As séries na Netflix mostram casos diversos, especialmente na Colômbia, além do México.
        
6. A diversidade do uso - interno ou terceirizado - de "sicários" é de tal amplitude que a simples afirmação que um assassinato se enquadra na categoria "execução" não é suficiente para se deduzir autoria ou razões.

As folhas

Nelson Teixeira

As folhas caem das árvores quando há necessidade da renovação, assim dá a oportunidade para novas folhas nascerem.

Esse também é o caminho da vida, muitas portas serão fechadas para que outras tantas sejam abertas, e como as folhas que caem e se renovam nós também seremos renovados por novas oportunidades.

O que seria da árvore se quando as folhas caíssem ela não desse a oportunidade de outras nascerem?

Agora imaginemos quando algo não dá certo se nos fecharmos, quais outras oportunidades teremos?

Sejamos firmes nos objetivos que traçamos para a evolução, desta forma sempre teremos folhas renovadas em nossa árvore da vida.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 28-3-2018

terça-feira, 27 de março de 2018

Sérgio Moro: a entrevista de um juiz vendido aos EUA, à CIA e à PQP.


O Roda Viva sabatina Sérgio Moro na primeira entrevista ao vivo concedida pelo juiz da Lava Jato à televisão brasileira. A edição especial também marca a despedida do apresentador Augusto Nunes, que esteve à frente do jornalístico nos últimos cinco anos.

O juiz Sérgio Moro, um dos nomes mais significativos da Lava Jato, responderá a questões sobre o funcionamento da operação, os resultados alcançados após 4 anos e os encargos que cabem a ele enquanto juiz federal da 13ª Vara Criminal Federal.

Participam da bancada João Caminoto, diretor de jornalismo do Grupo Estado; Sérgio Dávila, editor-executivo do jornal Folha de S.Paulo; Daniela Pinheiro, diretora de redação da revista Época; Ricardo Setti, jornalista e escritor; e Fernando Mitre, diretor de jornalismo da Rede Bandeirantes. O programa também conta com a participação do cartunista Paulo Caruso.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Direitos desiguais

Haroldo Barboza

Sob o ponto de vista da segurança, podemos dividir nossa população em dois grupos.

Grupo 1 – onde 99,998% da nossa sociedade lúcida é contra a pena de morte, mesmo para quem já matou mais de quatro vezes, eliminou idosos e crianças com requinte de crueldade.

Grupo 2 – onde 0,002% pratica a pena de morte sem cerimônia, sem tribunal, sem julgamento, sem contemplação. Para dar conta desta “tarefa”, possuem mais armamento sofisticado e estratégia que a força policial da região. E recebem “proteção” de dezenas de ONGs empenhadas em sua “ressocialização”(?) nos presídios “aparelhados” de nosso território.

O morador da Rocinha (RJ) conhecido por “Marechal” morreu durante tiroteio entre policiais e marginais da região em 22 de março de 2108. Correm boatos de que ele até ajudou um policial ferido neste evento.


Um personagem com esta conduta, que pode servir de bom exemplo aos jovens, não mereceu manchetes (nem modestas) por uma semana na mídia, bloqueio da Av. Rio Branco nem “caravanas” conduzidas por “militantes” indignados com a insegurança reinante e com discursos inflamados contra os que adornam o cenário propício aos malfeitores.

[Ferreti Ferrado suspeita...] Arrastão no futuro

Haroldo P. Barboza


Título, Arte e Texto: Haroldo P. Barboza, 26-3-2018

Anteriores:

Responsável pelo “estudo” que acusa MBL de “propagar fake news” é militante de esquerda e foi condenado por usar perfil falso

Autoria desconhecida


Fábio Malini, professor de jornalismo da Universidade Federal do Espírito Santo, e coordenador do Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura (Labic) do Departamento de Comunicação Social da Ufes responsável pela pesquisa que circula nas redes acusando o Movimento Brasil Livre de ser o “maior propagador de fake news” foi – ora, vejam só! – condenado a pagar 10 mil reais em danos morais para Sebastião Pimentel por usar um perfil falso para fazer acusações ao então candidato a reitor da UFES, em 2011.


“Malini é coordenador do Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura (Labic) do Departamento de Comunicação Social da Ufes, doutor em Comunicação e Cultura e professor de jornalismo digital na universidade.

De acordo com a sentença, o IP da internet (número de identificação) da residência de Malini foi usado para elaborar e hospedar o perfil identificado como “Tião Fundação”.

A briga judicial começou durante o período de eleições para reitor da Ufes. Na época, um perfil falso publicava mensagens para ferir a imagem do candidato Sebastião Pimentel, “como sendo uma pessoa ligada a interesses puramente financeiros e envolvimento em corrupção”, segundo o juiz Paulo César de Carvalho.

Durante investigação, a provedora de internet identificou Fábio Malini como sendo o responsável pela rede usada para criar o perfil “Tião Fundação”. Na ocasião, o professor era aliado de campanha de outro candidato à reitoria da universidade e já havia publicado denúncias contra Pimentel em sua página pessoal.”  Confira aqui o texto na íntegra.

A “pesquisa” de responsabilidade do tal “professor de jornalismo”, foi utilizada como se fosse algum tipo de prova cabal. No fim é só mais um “estudo” tendencioso com motivações partidárias.

Sérgio Moro no Roda Viva, nesta segunda-feira, às 22h15

Nesta segunda-feira, assista ao Roda Viva com o juiz Sérgio Moro. Você pode acompanhar esse programa especial na TV Cultura, no Facebook, no YouTube e no app #CulturaDigital.

Dia 26 de março, ao vivo, às 22h15.


Aposentado, uma incômoda pedra no sapato dos poderes públicos

Almir Papalardo

Prezados cidadãos brasileiros:
Encontramo-nos numa grave e profunda crise de acefalia! Há muito estamos sem governabilidade, sem nenhuma ética visível, praticando política suja que nos envergonha cada vez mais, com a situação financeira periclitante, balançando numa corda bamba pelos desmandos desenfreados dos nossos timoneiros que cada vez mais tresloucados pela cobiça e corrupção, desequilibram a hegemonia e soberania do nosso país!

Há muito o nosso querido Brasil que deveria estar entre as grandes nações do mundo arca com uma forte estagnação, dormindo em berço esplêndido, não obstante termos um Poder Legislativo com 81 senadores e 513 deputados, donde, conclui-se, a veracidade do velho e sábio ditado popular: "Quantidade & Qualidade", não formam um binômio adequado, funcionando neste caso como antônimos. Enquanto um atravanca o caminho ilibado, o outro desembaraça e indica a rota certa a ser percorrida.

Entre os muitos problemas de governabilidade que enfrentamos, quando ninguém tem a criatividade e lógica para resolvê-los com sabedoria, encabeça-os o angustiante problema das aposentadorias, onde os segurados da iniciativa privada (RGPS), há 18 anos consecutivos, são descartados e usados como "bode expiatório"!

domingo, 25 de março de 2018

Fast food

Carina Bratt

Quando era criança, o garoto não sabia se preferia brincar de boneca com as meninas, ou jogar bola com os moleques do bairro no campinho atrás da igreja. Virou veado.


Ao entrar na faculdade de medicina ficou na dúvida se namorava a doutora Sílvia, oncologista ou a enfermeira Tainá, plantonista de um PA próximo à sua residência. Juntou os trapos com o professor de urologia, o doutor Luiz “Potranco do dedo grande”.

Toda noite, ao se recolher para dormir, um apuro cruel o assaltava: deitar com a cabeça para o lado da cabeceira, ou para onde ficavam os pés da cama? Adotou o surrado sofá da sala.

Ao entrar no ônibus e ir para o trabalho, não sabia se sentava no banco da janela ou no assento do corredor. Optou por viajar nas costas do motorista.

Ao comparecer no velório do seu melhor amigo, uma complicação inexplicável lhe pesou na consciência: deveria dar uma cantada na esfuziante viúva, ou na lindíssima irmã dela? Preferiu se declarar ao coveiro.

No restaurante não sabia se escolhia um prato simples ou pedia alguma coisa mais sofisticada e ainda não provada até então. Comeu a garçonete.

Toda vez que entrava na cozinha para tomar o dejejum, batia uma incerteza em seu emaranhado de pensamentos confusos: esquentar o leite no fogão e o café no micro-ondas ou vice-versa? Mandou a empregada embora.

Ao atravessar a avenida movimentadíssima usando a faixa de pedestres uma interrogação lhe assomava a mente: esperar o sinal verde ou se aventurar ziguezagueando entre a velocidade dos carros que passavam num vai e vem indescritível? Bateu as botas atropelado por um trem.

Escumalha intelectual

Telmo Azevedo Fernandes

O meu artigo de hoje no Observador tem tido comentários interessantes.

Alguns exemplos:

·        Um artigo que é um verdadeiro dejeto.
·        Escumalha intelectual
·        Um liberal é isto, não se aproximem.

·        Este encarnou o Tecnoforma.
·        Lá vem a Direita dos ricos…

·        Como é possível que existam criaturas destas em pleno Sec. XXI?
·        Emigre para o Sudão!
·        Sociopata inconformado.
O meu texto tem por título “O estado-social é imoral!“.

Boa leitura!
Telmo Azevedo Fernandes, Blasfémias, 25-3-2018


O estado-social é imoral!

Telmo Azevedo Fernandes

A compaixão não se pratica com o dinheiro de terceiros. Quando a responsabilidade individual é menosprezada, a liberdade individual é perdida. Não existe consciência social. A consciência é individual

O número de pessoas que prefere perder ou comprometer seriamente a sua independência e autonomia pela promessa de um Estado protetor é colossal. Muitos esquecem, no entanto, que quando transferimos a responsabilidade de cuidar de nós próprios para o Estado não só nos tornamos escravos de um poder autoritário como deixamos de pautar as nossas decisões pela ética e pela moral passando a admitir subconscientemente a coerção como modo de conduta. O Estado deixa de estar ao nosso serviço e passamos nós a servir o Estado.

A sofreguidão do Estado em controlar as nossas vidas não espanta. Mas o que é assustador é a quantidade de gente que o aceita passivamente. Ao prometer segurança, rendimento básico e subsídios às pessoas, o Estado compra a liberdade do indivíduo e garante a futura servidão deste perante o poder. Não há almoços grátis…

Resumindo o Brasil em quinze segundos

Emma Gonzalez, a “sobrevivente” prefere a bandeira de Cuba


Relacionados:

Um preto de cabeleira loura ou um homossexual no CDS não é natural

Helena Matos

A ideologia tornou-se biologia. O comunista hoje é o ativista. Luta das comunidades em vez de luta de classes. Por isso o dirigente homossexual do CDS é como o preto de cabeleira loura: não é natural

Um preto de cabeleira loura, um branco de carapinha ou um homossexual no CDS não é natural. Natural é o homossexual ser do Bloco de Esquerda. Ou pelo menos de esquerda. Quando, a propósito de Adolfo Mesquita Nunes, Fernando Rosas declarou “O CDS até tem um dirigente gay! Ai que moderno que ele é!” exprimiu com notório mau gosto, mas com muita clareza a instrumentalização ideológica subjacente a essas entidades que agora por aí pululam – as comunidades – e ao discurso comunitarista.

Foto: Miguel Silva
É a comunidade homossexual mais a comunidade cigana. A comunidade muçulmana. A comunidade lésbica. Há comunidades, como a dos afrodescendentes, que ao certo nem se percebe por quem é constituída: um negro nascido na Amadora é mais afrodescendente que um branco nascido em Luanda?

Por todas estas comunidades falam uns alegados representantes cuja importância decorre não do reconhecimento que têm entre aqueles que dizem representar, mas sim do eco conseguido pelas suas declarações. Estas invariavelmente reproduzem, devidamente adaptadas às suas particulares e físicas circunstâncias, a cartilha marxista leninista. Onde antes estava a condição de classe está agora a pertença a uma ou várias comunidades.

Na luta contra o modo de vida ocidental, a comunidade substituiu o proletariado. Este último não só perdeu o préstimo político como até desatou a votar em que não devia. Consequentemente as suas filhas podem ser violadas, abusadas, prostituídas e em alguns casos assassinadas perante o silêncio das autoridades como aconteceu  em Rotherham e Telford, Inglaterra.

Como foi possível que entre 1980 e 2012 grupos de homens sequestrassem, drogassem, espancassem, violassem… milhares de meninas e adolescentes, em Inglaterra? Muitas das vítimas estavam sob alçada dos serviços sociais mas quando se queixavam à polícia e aos serviços sociais ninguém as tomava a sério. Muito menos se registava a identidade dos agressores e escamoteavam-se os dados que mostravam a existência de redes de pedofilia. Tudo isto foi possível porque as vítimas eram a chamada “easy meat”: raparigas brancas provenientes de meios pobres. Mas não só. Isto foi possível  porque os agressores pertenciam a uma das comunidades que substituiu o operariado no organograma instrumental da esquerda: muçulmanos originários, eles mesmos ou as suas famílias, de países como o Paquistão e o Bangladesh. E assim a maior preocupação das autoridades não era proteger as crianças, mas sim protegerem-se a si mesmas das temidas acusações de racismo, que inevitavelmente surgiriam do mundo do ativismo quando se revelasse a identidade dos agressores. Logo não podiam admitir qualquer referência étnica aos violadores.

O STF deixou Bolsonaro mais próximo da presidência

Flavio Morgenstern

A chamada "onda conservadora" é uma revolta contra o estamento burocrático. O teatro do STF ao julgar o habeas corpus de Lula pode deixar Bolsonaro mais próximo da presidência.

Foto: Nilson Bastian/Câmara dos Deputados
O sentimento geral da população depois do papelão do STF ao votar o habeas corpus de Lula é um misto de indignação com desesperança, a conhecida sensação que fica após alguém se sentir desgraçadamente injustiçado. Apesar de toda a chicana favorecer Lula no plano jurídico, na esfera psicológica e política, os louros serão mais facilmente colhidos por seu arquirrival, o presidenciável Jair Bolsonaro.

O STF pós-mensalão não tem absolutamente nada a ver com a mesma Corte um ano antes. Hoje não é puramente técnica, um antro de decisões em latim castiço ignorado pela população. Suas decisões sobre políticos, que nunca são meramente “técnicas” (do contrário, não precisariam ser votadas para assegurar alguma chance de lisura”), são acompanhadas pela população, que faz análises e cobranças das decisões dos magistrados.

Apesar de o Direito consolidado parecer uma construção puramente intelectual, fria como um cálculo científico, é justamente na superfície dos sentimentos que a ideia de justiça se faz mais presente, e não no abstrato reino das elucubrações intelectuais, que com tamanha facilidade recaem na ideologia pura. O problema dos sentimentos é que não são úteis para identificar culpados e nem para sopesar a punição – no entanto, é na pele e nos nervos em que percebemos a injustiça, muito mais do que nas cátedras e tribunais.

Os ministros do STF, em um cenário em que seus onze membros são mais conhecidos do que toda a seleção brasileira (alguém se lembra de que a Copa começará em 3 meses?), podem até votar ideologicamente, conforme suas vontades individuais, na maior parte das vezes a mesma dos presidentes que os indicaram. Entretanto, não serão mais interpretados pelo povo como “a decisão dos juízes”, e sim “a decisão do Lewandowski”, “a decisão do Toffoli”, “a decisão do Gilmar” e assim por diante. Pronunciar as sentenças em voz alta na presença de testemunhas dá mesmo um peso de sentença valorativa às descrições.

Todas as alegrias

Nelson Teixeira

São muitas as alegrias que a vida nos proporciona, diante de possibilidades infinitas de caminhos a seguir, somos livres para nossas escolhas.

É imperioso lembrar que as alegrias são frutos de nossas escolhas, bem como nossas tristezas também são, por isso a importância de estarmos sempre atentos ao que estamos buscando para nossa caminhada.

Sejamos alegres diante das oportunidades de crescimento, pois desta forma seremos mais assertivos diante do caminho.

Alegre-se, pois há muito a viver e a escolher, agarre-se ao bem que, com certeza, receberá somente o melhor sempre.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 25-3-2017

QUIZ: Plano de ajuda

Como se chamou o plano aprovado em 1924 para que a Alemanha pudesse fazer frente às indenizações de guerra?


A  – Plano Marshall
B  – Plano Dawes
C  – Plano XVII 
D  – Plano Deutschland

Charada (519)

Cada um dos seguintes grupos
reúne deuses mitológicos com uma
particularidade comum. Porém, no
primeiro grupo está um deus que
pertence ao segundo e no segundo está
um deus que pertence ao primeiro.

Zeus
Júpiter
Afrodite
Vénus
Ártemis
Diana
Atena
Dioniso
Baco
Minerva
Poseidon
Neptuno
Hermes
Mercúrio

Indique a particularidade comum
de cada grupo e quais são
os dois deuses que estão trocados.

sábado, 24 de março de 2018

Cidade Maravilhosa: Prefeitura do Rio pede para motoristas evitarem a Lagoa-Barra após tiroteio na Rocinha

Pelo menos oito pessoas morreram durante operação do Batalhão de Choque da PM

Rocinha, foto: Marcelo Regua/Agência O Globo
O Centro de Operações Rio (COR), da prefeitura, emitiu um alerta para que motoristas evitem a região da Autoestrada Lagoa-Barra. A via não chegou a ser fechada, mas o órgão pede que mesmo assim ela seja evitada por questões de segurança. Pelo menos oito pessoas morreram em uma operação do Batalhão de Choque da Polícia Militar neste sábado.

"Lagoa-Barra sem bloqueios neste momento. Mas, quem puder, opte por rotas alternativas. Grajaú-Jacarepaguá e Alto da Boa Vista com boa movimentação", diz mensagem do COR em seu twitter.
Título e Texto: O Globo, 24-3-2018, 18h16

MBL rebate ataque da Veja e d'O Globo


MBL e Vem pra Rua convocam atos pela prisão de Lula

Pelas redes sociais, grupos criticam decisão do STF e agendam manifestações para o dia anterior ao julgamento do HC do ex-presidente

Igor Moraes

Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem Pra Rua (VPR) convocaram manifestações em defesa da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a condenação do petista em segunda instância na Operação Lava Jato. O objetivo é que os atos aconteçam em diversas cidades do País no dia 3 de abril, um dia antes do julgamento do mérito do habeas corpus do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF), agendado para o dia 4 de abril. A palavra de ordem de ambos os grupos para os atos é "ou você vai, ou ele volta". 


Por meio das redes sociais, MBL e VPR criticaram a decisão do plenário da Corte, que concedeu uma liminar para evitar possível prisão do ex-presidente até a análise do habeas corpus, uma vez que a sessão foi adiada. Na segunda-feira, 26, o TRF-4 julgará os embargos de declaração da defesa do ex-presidente, último recurso do petista na segunda instância no caso do triplex do Guarujá.  

Se o recurso for rejeitado por unanimidade pelos desembargadores da TRF-4, o ex-presidente poderá ter a prisão autorizada. Porém, como decidiu o STF, Lula tem uma liminar que proíbe sua prisão até a análise do habeas corpus. "Inventaram uma bizarrice jurídica só para livrar uma pessoa da cadeia. Colocaram uma pessoa acima da lei, simplesmente porque ele é ex-presidente da República", afirma Kim Kataguiri, líder do MBL, em vídeo publicado no Twitter.

Uma vítima entre 60 mil

Alberto Gonçalves

Dado que Marielle Franco partilhava uma religião que se limita a considerar a vida dos fiéis e a desprezar as vidas restantes, o barulho seletivo e sonso em volta da sua morte é inteiramente adequado

Há dias, o homicídio de uma vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, causou particular consternação em Portugal. Da indignação nas ponderadas “redes sociais” a votos de pesar no parlamento, o assunto dominou a atualidade durante os dois ou três dias da praxe. Porquê? O que distinguia uma vítima de quem, suponho, 99,95 dos portugueses nunca ouvira falar?

Captura de tela matéria no G1

Não foi o facto de ser brasileira. Em termos quantitativos, o Brasil é, com impecável avanço, o país com mais assassínios no mundo, e o décimo quarto qualitativamente. A cada ano, mais de 60 mil pessoas são por lá mortas a tiro ou métodos alternativos, sendo o Rio um lugar bastante prolífico na matéria. A circunstância de o Brasil possuir, desde o sr. Lula, uma legislação altamente restritiva no que respeita à posse de armas de fogo é apenas um pormenor, decerto irrelevante. Relevante é a habitual ausência de comoção deste lado do Atlântico.

Não foi o facto de o crime ter tido uma provável motivação política. Na vizinha Venezuela, são frequentes as matanças por razões “ideológicas”, com ou sem aspas, e nenhuma comove os portugueses “oficiais”. Mesmo no Brasil, e mesmo no universo da política municipal, só em 2017 foram abatidos perto de quarenta autarcas, de filiações diversas e por motivos sortidos. Nem um suscitou a atenção da Assembleia da República.

Não foi o facto de a dona Marielle ser “favelada”, impostura repetida nos obituários e desajustada a uma cidadã que trepou pela escada social e pela política. Além disso, “favelados” a sério são alvos preferenciais da cultura de violência predominante no Brasil e não consta que estimulem vigílias em Lisboa.

Não foi o facto de a dona Marielle ser, conforme lembraram os “media” com curioso frémito, “mulher, negra e lésbica”. Entre as resmas de cadáveres baleados ou esfaqueados no Brasil, é estatisticamente impossível não haver milhares pertencentes a mulheres, muitas delas negras, algumas lésbicas, cujo triste fim não mereceu lamentos de cançonetistas e homenagem de deputados. Além disso, seria grotesco que, nestes “inclusivos” tempos, o género, a “raça” ou a orientação sexual influenciassem a piedade ou a indiferença das massas.

Conheça os principais pré-candidatos à Presidência já declarados

Pelo menos quinze políticos já anunciaram a intenção de disputar a Presidência da República na eleição deste ano; saiba quais.

Jair Bolsonaro, foto: Nilson Bastian/Câmara dos Deputados
A eleição é em outubro, e o registro oficial dos candidatos é só em agosto. Mas a movimentação de políticos e partidos já é forte em torno de nomes para disputar a sucessão do presidente Michel Temer na Presidência da República.

Pelo menos 15 políticos formam uma lista de pré-candidatos declarados ao cargo. Há também políticos que se colocaram à disposição dos partidos, mas ainda não viraram pré-candidatos, e aqueles que já desistiram da disputa (veja lista abaixo em ordem alfabética).

Alvaro Dias (Podemos)

Ciro Gomes (PDT)

Cristovam Buarque (PPS)

Eymael (PSDC)

Fernando Collor (PTC)

Geraldo Alckmin (PSDB)

Guilherme Boulos (PSol)

Jair Bolsonaro (PSL)

João Amoêdo (Novo)

Levy Fidelix (PRTB)

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Manuela D'Ávila (PC do B)

Marina Silva (Rede)

Rodrigo Maia (DEM)

Valéria Monteiro (PMN)


POSSÍVEIS PRÉ-CANDIDATOS:

Veja nomes (em ordem alfabética) de políticos que se colocaram à disposição para uma pré-candidatura à Presidência ou que foram apontados pelo partido como possíveis postulantes:

Aldo Rebelo e Beto Albuquerque (PSB)

Henrique Meirelles (PSD)

Michel Temer (MDB)

Paulo Rabello de Castro (PSC)

Fonte: G1, 23-3-2018

QUIZ: Golpe de Estado

Que antigo soldado da Primeira Guerra Mundial dirigiu um golpe de Estado (putsch) contra a República de Weimar a 8 de novembro de 1923?

A  – Paul von Hindenburg
B  – Franz von Pappen
C  – Adolf Hitler 
D  – Albert Speer