sábado, 26 de janeiro de 2019

Bolsonaro sobrevoa área atingida pela lama e deve anunciar medidas de auxílio

Presidente e o governador Romeu Zema avaliam as ações necessárias


O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, sobrevoaram na manhã deste sábado (26) a área afetada pelo rompimento da barragem de rejeitos da Vale, em Brumadinho.

O sobrevoo foi utilizado para avaliar o impacto da tragédia e estudar medidas para prestar auxílio emergencial e imediato aos afetados pela enxurrada lama.

A expectativa é que Bolsonaro anuncie ações para auxiliar o governo de MG no resgate e assistência das vítimas e para conter o avanço dos rejeitos, bem como o impacto ao meio ambiente.

Números oficiais dão conta de pelo menos nove mortos e, segundo lista de funcionários e terceirizados da Vale, havia 413 pessoas no local, sem contar moradores das imediações da barragem.

Também estavam presentes no helicóptero os ministros Fernando Azevedo e Silva (Defesa) e Ricardo Salles (Meio Ambiente).

Diferenças
Apesar de ter uma cirurgia marcada, o presidente Jair Bolsonaro levou menos de 24h para chegar ao local da tragédia de Brumadinho.

A resposta é bem diferente daquela dada pelo ex-presidente Lula quando do acidente envolvendo avião da TAM no aeroporto de Congonhas. Lula sequer foi ao local e recebeu os familiares das 199 vítimas fatais cerca de dois anos depois.

Há pouco mais de três anos, outro rompimento de barragem de rejeitos, em Mariana (MG), também mostrou uma então presidente Dilma avessa a aparecer ligada a tragédias. No estado natal, Dilma levou uma semana para sair de Brasília e sobrevoar a região com o então governador de Minas Gerais Fernando Pimentel, ambos do PT
Título e Texto: Diário do Poder, 26-1-2019

[Aparecido rasga o verbo] Brumadinho revive a desgraça de Mariana. O velho filme volta em cartaz

Aparecido Raimundo de Souza


OS SENHORES SE LEMBRAM da tragédia de Mariana, em Minas Gerais, acontecida em cinco de novembro de 2015?  Pois é, amados! Este rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, deixou dezenove  mortos (foram mais), porém, os paninhos quentes, o famoso jeitinho brasileiro, a boa grana  que entrou em jogo, e o angu baiano servido aos trouxas, atrelados evidentemente a um bando de  advogados  especialistas em dar nó em pingos d’água, versus promotores  vagabundos e juízes corruptos, enfim, tudo contribuiu para que o “causo” ficasse esquecido.



De fato, desde então, o que sabemos, ou o que nos fizeram engolir: dezenove mortos, uma enxurrada de lama que tirou do mapa todas as casas (todas, sem exceção) da pacata e bucólica cidadezinha de Bento Rodrigues. Os rejeitos vieram com tanta fúria e crueldade, que atingiram os afluentes e não só eles, boa parte também do Rio Doce. Sem contar que mandaram para a casa do caralho várias outras comunidades e deixaram milhares de moradores sem água, trabalho, futuro, e pior, sem casa.



Os sobreviventes que perderam suas humildes residências, e outros tantos que enterraram seus entes queridos, lutam na justiça (desculpem, senhoras e senhores, lutam na “justissssssssa” da boca e da bunda larga), por uma indenização que até ontem sequer chegou a ser “apreciada e julgada” por esses merdinhas salafrários que se dizem senhores doutores da lei. Na verdade, um bando de safados.



Neste interregno de tempo, repetindo, três anos, a mineradora Samarco saiu de cena, à francesa, numa boa, fechou as portas e a galera atingida tomou, ou melhor, ainda toma, até agora, no olho do cu. E acreditem, continuarão a tomar indefinidamente. Em meio a esta balbúrdia, duzentos almofadinhas foram processados sob as penas e os rigores da lei (vamos rir? “sob as penas e os rigores da lei”, kikikikikiki|), entretanto, ninguém foi preso e condenado. Ninguém da mineradora Samarco sentiu, na pele, as tais penas e os rigores de uma cela imunda. Dito de outro modo. Acabou tudo em pizzas e refrigerantes, como aliás, tudo, neste país de larápios e aproveitadores das desgraças alheias.

As reações portuguesas à reação dos venezuelanos, de A a J

Alberto Gonçalves

Como todos os estadistas minúsculos, o dr. Costa é um enigma. Nunca conseguimos apurar se é mais deficitário na língua ou no carácter.

A de António Guterres. De modo a evitar “um conflito que será um desastre para a população do país”, o eng. Guterres apela ao “diálogo”. Há muito que a população vive entre a opressão e a miséria, disputa comida com cães e, quando ganha, acaba a comer os cães, mas estas ligeirezas ainda não configuram um desastre no curioso entendimento do eng. Guterres. A tragédia só virá se, por cima da violência e da fome, escassear o “diálogo”. Relembro aos jovens, que abençoadamente desconhecem a figura, que antes de dialogar na ONU e até antes de dialogar com refugiados sortidos, o eng. Guterres passou uns anos a promover o “diálogo” em Portugal, exercício que terminou no famoso “pântano” e na famosa “retirada”. O homem é o equivalente político daquelas bonecas que sopravam bolhas de sabão e pediam: “Anda brincar comigo…” Em 1995 ou em 2019, não se pode dizer que o eng. Guterres não tem ideias firmes. Infelizmente, tem apenas uma. E não chega a ser ideia.

B de Belo Governo que nos apascenta. Pela voz do dr. Santos Silva, o governo acha que o tempo do sr. Maduro acabou. Pelos vistos, e por sorte, só acabou agorinha mesmo, o que permitiu que durante longos anos, sob o sr. Maduro ou sob o sr. Chávez, os diversos governos que o dr. Santos Silva integrou pudessem anunciar sucessivas negociatas com o criminoso, perdão, irmão regime venezuelano, com benefícios óbvios para alguns cidadãos de lá e de cá. Cá, pelo menos, ninguém será julgado, figurativa ou literalmente.

C de Caramba que o dr. Rio possui imensa iniciativa. Questionado sobre a Venezuela, o dr. Rio, que detesta ser questionado sobre qualquer assunto, fez o que costuma fazer: imitar o governo e decretar que “o tempo de Maduro acabou”. Não satisfeito, acrescentou ser prematuro reconhecer Juan Guaidó como presidente interino. Aparentemente, o que o dr. Rio propõe para a Venezuela é o vazio. Bate certo.

D de Diacho que a dra. Ana Gomes é mulher de convicções. Para a eurodeputada (é isso, não é?), o socialismo não falhou na Venezuela porque o regime do sr. Maduro – e, presume-se, do orangotango anterior – nunca foi socialista. É um “argumento” recorrente. Sempre que a aplicação prática do socialismo resvala para a ignomínia, o que acontece em cerca de 100% dos casos, deixa de ser socialismo e transforma-se na ideologia antipática mais à mão. Quando o socialismo funciona, o que acontece em cerca de 0% das situações, constata-se que o socialismo não falha.

Elogio de quem entende: Al Gore elogia política ambiental de Bolsonaro

Política ambiental foi elogiada pelo ex-vice dos EUA, ambientalista e vencedor do Nobel

Cláudio Humberto
               

Ex-vice-presidente dos Estados Unidos, um dos maiores ativistas ambientais e ganhador do Prêmio Nobel, Al Gore, elogiou a política de reflorestamento anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro no almoço nesta quinta (24) em Davos, com líderes mundiais. Gore é uma espécie de ultra-ambientalista moderno, responsável pelo filme “Uma Verdade Inconveniente”, que venceu Oscar de Melhor Documentário, em 2007. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Al Gore foi convidado a falar, durante o almoço, aos chefes de Estado e de governo, CEOs e representantes de organismos internacionais.

“Verdade Inconveniente” foi o primeiro grande filme que tratou dos perigos da mudança climática. Virou referência para ambientalistas.

Ao encerrar seus elogios para o presidente brasileiro e a política ambiental, o americano Al Gore encerrou com um “thank you, sir”.
Título, Imagem e Texto: Cláudio Humberto, Diário do Poder, 25-1-2019

Passado

Nelson Teixeira

Apesar de tudo devemos seguir em frente. Apesar dos obstáculos. Apesar das pessoas que nos querem fazer mal. Apesar de nossos erros. Apesar dos pesares.

Não podemos olhar para trás. Devemos olhar para a frente. É para lá que estamos seguindo.

O passado somente nos serve se o que aconteceu serviu de lição e aprendizado para o nosso futuro.

O passado é de muita serventia para não cairmos nos mesmos erros um dia cometidos.

De nada adiantará continuar praticando os mesmos erros que fizemos ontem. Errar sim, cometer o mesmo erro não.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 26-1-2019

Charada (735)

Durante uma aula, o professor Ramiro
decidiu escrever todos os números
de 4 a 14, na ordem correta.
depois, pediu aos alunos para
adicionarem, a cada número,
os dois números vizinhos.
Primeiro, eles deviam adicionar
o número anterior para obterem
um resultado. E depois deviam
adicionar o número posterior
para obterem outro resultado.

Quantos resultados com números
pares obtiveram os alunos?

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

O presidente da República, Jair Bolsonaro, fala sobre o rompimento da barragem em Brumadinho, MG.

Cineasta francês condenado por vídeo anti-islâmico

“No final do mês de agosto de 2016, Gérard Boyaddjian, postou no canal Vimeo o seu filme “Camelo, sem amalgama”. Compartilhado pelas redes sociais, o vídeo já foi visualizado por mais de 500 000 pessoas.

Gérard traça o retrato do francês médio que expressa, em termos ásperos, sem eufemismos, o quanto ele está de saco cheio dessa comunidade que é hostil aos nossos valores, à nossa cultura, às nossas tradições e quer nos impor as deles. Vocês entenderão, é a islamização da França que ele se refere.”

O  vídeo está legendado em inglês.


Un cinéaste patriote persécuté

Chers amis patriotes,

Gérard Boyadjian est un cinéaste et acteur indépendant. Voilà plusieurs années qu’il produit, à ses frais, des films engagés de défense de notre patrimoine et de la culture française. Il y a peu, l’un de ses derniers films a connu un véritable succès  :
« Chameau pas d’amalgame ».

Dans cette œuvre cinématographique, monsieur Boyadjian se fait le pourfendeur des islamistes et de tous les bien-pensants qui refusent de nommer l’ennemi. Mais cette volonté de révéler à tous la face terroriste de l’islam, lui vaut d’être poursuivie en justice.

Gérard Boyadjian a été condamné en première instance par une justice influencée par les lobbys qui désirent faire taire ce cinéaste patriote. Il a évidemment fait appel de cette décision.


CHAMEAU (#PasDamalgame!) Eng Sub from Gérard BOYADJIAN on Vimeo.
Ecrit et Réalisé par Gérard Boyadjian
Durée: 13'30"
2016©BoyadjianFilms
https://www.facebook.com/Boyadjian-Films-342907709566137/

Leia mais aqui (em francês)

Machado: a mesma luta?

Rui Ramos

Há preconceitos, mas menos derivados de qualquer ideal de supremacia branca, do que da suspeita que sempre visou os pobres. A “racialização” à americana, em que comungam os extremistas, não é solução.

Evitemos perder a cabeça. Um bairro como o da Jamaica, no Seixal, não chega para fazer de Portugal uma França, com os seus “territórios perdidos da república” e as suas vagas de automóveis a arder. E uma história colonial, com escravatura e trabalho forçado, mas também com miscigenação e assimilação, não é suficiente para justificar comparações com os EUA, com a sua tradição de segregação, a sua classificação estatística da população por “raças”, e as suas ansiedades acerca da futura composição étnica do país. Não, Portugal não é a França dos “banlieues” nem os EUA de “Jim Crow”. Mas bairros como o da Jamaica ou o passado ultramarino parece que põem alguns a sonhar com o dia em que possam confundir o Seixal com um subúrbio de Paris, ou contar a história de Portugal como se fosse a história do Alabama de Harper Lee.

Num país pequeno e sempre ansioso por se “modernizar”, muita coisa é fatalmente importada e imitada de fora. Eça de Queirós já fez, em Os Maias, o humor que havia a fazer sobre o tema. Hoje, um dos fascínios desse provincianismo copiador parece ser a redução da política ao confronto de tribos. Uns gostariam de tirar o Black Lives Matter do computador para a rua, e outros o “nativismo” à moda da Frente Nacional. De um lado, temos o BE de Catarina Martins, e do outro “grupos” mais ou menos fantasmas, de quem a imprensa fez representante a Mário Machado. Vindos de extremos diferentes, a sua luta é aqui a mesma: desviar as pessoas de uma cultura comum de cidadania e prendê-las na estreiteza dos tribalismos definidos pela cor da pele. O apelo de Catarina Martins à população da Jamaica é claro: fechem-se sobre si próprios, desconfiem de uma sociedade “racista”, e recusem as suas leis e as suas regras, porque são as leis e as regras do “racismo”. O convite dos Mários Machados aos “nativos” também é muito claro: resistam à “invasão” dos estrangeiros, e combatam o Estado que facilita e protege o abastardamento da “raça” nacional. Para os Mários Machados, é a luta principal. Para Catarina Martins, é mais uma das lutas de substituição de quem já só encontra a classe operária nos velhos livros de Lenine e, entretanto, tem de votar os orçamentos aprovados pela Comissão Europeia.

Falsas notícias e nobres mentiras

Paulo Tunhas

Mentir é necessário para preservar a identidade cívica, a mentira é uma droga que deve sempre ser administrada aos governados para o seu próprio benefício – uma droga útil, porque conducente à virtude

Toda a gente se queixa das chamadas fake news e da sua proliferação na sociedade contemporânea. Há lamentos para todos os gostos, o mais comum sendo o que se manifesta de forma nostálgica: saudades do tempo em que a internet não existia e a informação que se recebia era transmitida unicamente pelos jornais, a rádio e a televisão. Face a isto, não custa admitir as singularidades do presente e as potencialidades do falso que as novas tecnologias trazem consigo. Mas, sem mesmo explorar o seu óbvio avesso, as possibilidades de acesso ao verdadeiro que oferece, algo há que convém ter sempre em mente: em tempos anteriores, o falso seguia perfeitamente o seu caminho coroado de sucessos sem precisar das “redes sociais” para nada. Apenas a título de exemplo, a colossal impostura comunista beneficiou, ao longo do século XX, de uma espécie de imunidade em relação ao desmentido empírico que exatamente o grosso da televisão, dos jornais e da rádio lhe garantiam. Basta pensar no tempo que foi possível (em Portugal, por exemplo) negar a existência do Gulag, dos campos de concentração “soviéticos”. Aposto que ainda há, no PCP e talvez noutros lugares, quem o faça. O mundo é assim, sempre foi assim.


A mentira em política tem, é claro, uma longa história. Em todos os tempos se procurou uma visão das coisas que criasse um molde geral para todas as crenças, com vista a assegurar a estabilidade da sociedade ou com outros propósitos, sem preocupação especial pela sua verdade ou falsidade intrínsecas, mas apenas pela sua eficácia prática, que, no entanto, se apresentava como garantida pela verdade. Se era necessário mentir, apresentar o não-verdadeiro como verdadeiro, essa mentira era nobre. O tema da “nobre mentira”, da mentira que é suposta servir, por exemplo, o nobre propósito da preservação da sociedade, encontra-se explorado logo desde o início da filosofia política, na República de Platão.

Platão é infinitamente complexo, mas não é sem dúvida caricaturá-lo apresentar a sua posição, no exemplo da República, como a de defesa de um mito (o mito de Cadmo, fundador de Tebas, segundo o qual teriam nascido armados da própria terra, fruto da sua fecundação pelos dentes de um dragão morto, os antepassados das famílias nobres de Tebas) para justificar a crença na autoctonia. Os cidadãos nasceriam da própria terra, que seria quase literalmente a sua mãe, e seriam entre si irmãos. O mito é falso, no sentido banal em que não corresponde a uma verdade empírica, mas assinala, aos olhos de Platão, uma crença não só desejável como indispensável para a sociedade. Convencer os elementos mais importantes da sociedade da verdade literal do mito será obviamente uma tarefa difícil, Platão não o ignora, mas, enquanto projeto educativo para as gerações futuras, tal afigura-se exequível.

[Daqui e Dali] As ondas que captamos

Humberto Pinho da Silva

Já repararam que o nosso céu, o nosso espaço, é atravessado por imensas ondas de Rádio e TV, que se cruzam e se recruzam, percorrendo distâncias, quase infinitas?

Não as vemos, é certo, nem as sentimos, mas existem.

Como os aparelhos de rádio e TV captam as ondas, o nosso cérebro também sintoniza, não essas, mas outras, que não podemos ver, mas sentimo-las.

Nunca ouviram dizer: “Anda qualquer coisa no ar...”, referindo-se a mudança de regime ou calamidade? São “ondas” de boatos, de notícias tendenciosas, que a mente capta, e guarda no subconsciente.

Dizem: “Está na moda”; “Isto ou aquilo, é preconceito”; “Agora é assim.”; “Todos o fazem”.
E por que está na moda?!

Porque grupo de indivíduos, que têm o poder de influenciar, através da mass-media, conseguiu-nos hipnotizar, a tal ponto, que não somos capazes de pensar nem raciocinar, discernidamente.

Outrora, usavam a literatura; depois, o cinema; agora a TV, Rádio e Internet.

Servem-se de tudo (até das telenovelas,) apresentando-nos cenas e atitudes indignas, para nos narcotizar. O hábito de as vermos, adormece os nossos valores (quando os há) despertando o desejo de aceitar o que outrora rejeitávamos.

E aceitamos, porque não queremos ser considerados retrógrados e antiquados.

Aparecido rasga o verbo] De tarecos e mariolas

Aparecido Raimundo de Souza

Se você for matar alguém, consulte antes a fisionomia de seus bolsos. A justiça brasileira tem a garganta larga e profunda. Adora receber presentinhos. Todavia, se você não tiver posses, a carteira recheada, ou uma boa conta bancária, melhor torcer para que a sua futura vítima (aquele ou aquela a quem pretendia matar), seja mordida por um político de renome e em evidência”.
Tompson de Panasco
  
NO NOSSO TEMPO, sessenta e cinco janeiros passados, matar “alguém”, fosse este “alguém”, homem, mulher, criança, velho, novo, usado, muito usado, pouco usado mais ou menos usado, o Código Penal tipificava a merda como HOMICÍDIO. Se não nos falha a memória, artigo 121, caput. Ainda hoje, prescreve tal norma. “Matar alguém: Pena. Reclusão, de seis a vinte anos”. E explica logo adiante. Caso de diminuição da pena: parágrafo 1º. Se o agente cometer o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz poderá reduzir a pena de um sexto a um terço. No final da sanção, o apenado iria para a rua dentro de um sexto e, de lambuja, levaria um terço nas mãos para pedir perdão a Deus.

Observem caros leitores este preceito. Data de 07 de dezembro de 1940, ou mais precisamente está em vigor há exatos setenta e nove anos. Apesar da bengala para o idoso artigo, o senhorzinho 121, não cair no chão ou tropeçar numa calçada ou despencar dentro de um buraco ao longo de uma avenida e o mais importante, não ser esquecido pelo passar bérreo dos anos, incluíram o Feminicídio por força da Lei 13.104 de 2015, lei esta assinada pela mamãe Dilma Rouboussett e o papai José Eduardo Cardoso, juntamente com as titias Eleonora Menicucci de Oliveira e Ideli Salvatti. Diante deste quadro, perguntaríamos a guisa de indagação: quem seria este “alguém?” Um gato? Um cachorro? Uma cobra venenosa? Uma barata? Uma pulga? O “alguém”, os prezados haverão de concordar, é um termo indeterminado, sem especificação. Prevalece ambíguo ou enigmático até os dias atuais, apesar da reforma (kikikikikiki) do código penal, aparecer mais enrolada que a morte da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Pedro Gomes, ambas ocorridas em 14 de março de 2018.

Em nosso socorro, como explicava o insigne professor de português Alpheu Tersariol, “para quem sabe ler um pingo é letra, para quem não sabe, uma vírgula descuidada fará qualquer burro tropeçar na própria ferradura”, concordamos, por unanimidade, que o “alguém” aparecido no código penal de 1940, faz referência direta a um ser humano. Logo, um homem, uma mulher, e por seu leque de variações, estariam abrangidos dentro deste “alguém”, as crianças, os adultos, os velhos, os moços, os recém-nascidos e etc. Os amigos leitores concordam?

Esperamos que sim. Neste contexto, os animais irracionais, se faz necessário que esclareçamos não se veriam inseridos nesta lista. São irracionais. Não pensam. Logo, por conclusão pensamentiva, o ex-cachaceiro Lula, o ilustre Michel Jackson Temer, o parlamentar Renan Galheiros, a procuradora que não procura porra nenhuma Rachel Rominzeta, perdão, Raquel Dodge, o “onesto” Eduardo Campos, o Pezão, o Anthony Garotinho, enfim, toda a quadrilha que temos Brasil a fora, hipoteticamente se estas desgraças fossem mortas por “alguém”, a coisa seria vista pela nossa perfeita e “hoperante” “justisssa” e, claro, levada adiante, como HOMICÍDIO. Confirmando, artigo 121 caput do Código Penal e suas tirinhas com as nostálgicas qualificadoras.

Charada (734)

Qual o fruto que a fada-
madrinha, com a sua varinha
mágica, transformou numa
carruagem para que
a Branca de Neve pudesse
ir ao baile do príncipe,
até à meia-noite?



a. Melancia;
b. Abóbora;
c. Meloa;
d. Abacaxi.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

[Pensando alto] O desarmamento, a insegurança e o velho bacamarte

Pedro Frederico Caldas

Não adianta discutir com o inevitável. O único argumento disponível contra o vento de leste é vestir o sobretudo.
James Russel Lowell

Todos os profetas armados venceram, e os desarmados foram destruídos.
Maquiavel

Decisões têm consequência. Indecisões, mais ainda.
Jair Bolsonaro

Quem, em sã consciência, seria contra o desarmamento geral e um mundo sem crime e sem violência? Como seria bom se todos, absolutamente todos, seguissem as palavras do Bom Samaritano e preferissem, antes do revide, oferecer a outra face. Se todos fossem bons, nem esse gesto teria a oportunidade de se materializar. A outra face jamais seria oferecida porque a face oposta jamais teria sido esbofeteada. Simples como uma porta aberta.

Nem Deus acreditava na bondade humana. Se assim não fosse, qual sentido faria os Dez Mandamentos? Ao bom não haveria necessidade das recomendações: honrar pai e mãe, não matar, não roubar... O homem, segundo o catecismo da Igreja Católica, já traz em si o pecado original. Esse pecado foi contraído, não praticado. Trá-lo em si como que por sucessão hereditária, eis que todos seriam descendentes de Adão e Eva que, por seu turno, decaíram por desobediência a Deus.

Independentemente da dissertação religiosa, o homem é imperfeito e pode cair em falta. A concupiscência marca-o. Por conseguinte, não é de se estranhar que a legítima defesa, própria ou de terceiros, está presente na doutrina religiosa.

O catecismo da Igreja Católica, como suma da santa doutrina, diz que “O amor a si mesmo permanece um princípio fundamental da moralidade. Portanto, é legítimo fazer respeitar seu próprio direito à vida. Quem defende sua vida não é culpável de homicídio, mesmo se for obrigado a matar o agressor” (Catecismo, parágrafo 2264). Para santo Agostinho, o doutor da Igreja, a paz é a preservação da ordem.

Jesus, Ele mesmo, ao falar das armas, chega a recomendar, se bolsa não houver, a venda da túnica para a compra de uma espada (Lc. 22, 35-36). E ao uso da violência, para a restauração dos bons costumes, não trepidou em recorrer ao brandir o chicote no açoite aos vendilhões do templo.

E o nosso enfezado Deus do Velho Testamento? Para punir culpados era capaz de destruir cidades, como se regalou em fazer. Jesus amaciou o Demiurgo, mas, como acima relatado, não vacilou em empunhar o relho, quando necessário, nem censurava Pedro por andar armado de espada. Quando o fez, por Pedro ter decepado a orelha de Malco, disse apenas que naquela circunstância não fora necessário.

E por que digo o que disse acima e busco a legitimação religiosa? Fi-lo para aplacar a consciência das almas pias, para dizer-lhes que ser pio e manso de coração não significa se abster da defesa de si próprio ou de terceiros contra o injusto ataque.

[Versos de través] Para o dia do aposentado

Almir Papalardo

Se por acaso este soneto
Pelo Congresso fosse lido
Podes crer eu não duvido
Renasceria o nosso alento.

Sempre com boa intenção
De certo atento nos ouviria
Com igualdade nos trataria
Como trata qualquer cidadão.

Parlamento assine comprometimento
Terá sempre nossa eterna gratidão
Com paz, harmonia e merecimento.

Honrado nossos adquiridos direitos
Sairemos do incômodo constrangimento
Indo de amuados à aposentados satisfeitos.
Título e Texto: Almir Papalardo, 24-1-2019

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A magia do Natal

[Daqui e Dali] Para não se cair em heresias

Humberto Pinho da Silva

Na missa solene de abertura do Conclave, que elegeu o Papa Francisco, Joseph Ratzinger [foto], na homília, disse: “Ter uma fé, segundo o Credo da Igreja, é hoje, com frequência, etiquetado como fundamentalismo. O relativismo, ou seja o deixar levar-se daqui para ali, por qualquer vento de doutrina, parece como a única atitude dos tempos modernos.”


Atualmente, seguir os ensinamentos de Jesus, reunidos no Novo Testamento, é, para muita boa gente: excentricidade.

Na nossa época, muitos cristãos humanizaram Deus e criaram doutrina a seu gosto.

Certo sacerdote (não católico,) com quem convivi durante anos, disse-me que há passagens e até Epístolas, que melhor era esquecê-las (!), porque não se enquadram no contexto bíblico, ou são antiquadas!!

Concordo que há conselhos – não de Deus, mas dos homens – que podem e devem ser interpretados como modas ou costumes, que nada têm de doutrinário. Por exemplo, o uso de cobrir a cabeça durante o culto; mas o Decálogo e as sentenças de Cristo, são imutáveis.

Se as alterarmos ou as adaptarmos ao nosso modo de ver, continuamos a ser religiosos, mas não cristãos.

Uma coisa é ser religioso, outra, é ser cristão, e seguir – sem duvidar, os ensinamentos de Jesus e de Seu Pai.

Há quem frequente o templo – uns, por convívio; outros, por ser bom ou parecer bem, – acredite, mas adapta, os Mandamentos, de harmonia com sua conduta.

Contradição ideológica? "El País" ataca e elogia discurso de Bolsonaro em Davos

iG São Paulo

Enquanto versão brasileira do "El País" divulga uma imagem ruim do discurso do presidente no Fórum Econômico Mundial, sua versão espanhola diz que os investidores estão animados com "o novo Brasil" nesta terça-feira

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, foi o primeiro chefe de Estado da América Latina a discursar na abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Muito esperada, a fala durou aproximadamente 15 minutos e trouxe aos olhos do mundo "o novo Brasil".

Foto: Alan Santos/PR
Eleito como representante de milhões de brasileiros, o discurso de Bolsonaro tinha a missão de apresentar e convidar os investidores para se reaproximarem do País. "Pela primeira vez no Brasil um presidente montou uma equipe de ministros qualificados. Honrando o compromisso de campanha, não aceitando ingerências político-partidárias que, no passado, apenas geraram ineficiência do Estado e corrupção", disse o Presidente.

A mensagem do Capitão da reserva do Exército Brasileiro, que obteve mais de 57 milhões de votos, foi clara. Mas parece que nem todos entenderam, ou não quiseram entender. Minutos após o discurso, um dos maiores jornais do mundo caiu em contradição, aparentemente ideológica.

Charada (733)

A Clarinha
tinha
14 bonecas.
Certo dia,
decidiu oferecer
4 dessas bonecas
à sua irmã, Laurinha,
para que as duas
ficassem com o
mesmo número.


Então,
quantas bonecas
tinha a Laurinha
inicialmente?

4º Encontrão Europeu: A Organização pronta para receber as CONFIRMAÇÕES Oficiais

Well, querida gente querida:

Chegou a hora de começarmos a receber as confirmações “oficiais”.

Caríssimas/Caríssimos, aparecem aqui (na página do Evento) 21 "Comparecerei".
Olha só, colocar no Facebook "vou" não garante a confirmação da presença.

A logística do Encontrão não se assemelha, nem um pouco, à ‘informalidade’ dos almoços de confraternização que acontecem no Brasil.
Estive presente, e muito feliz – como testemunham as fotos no meu perfil pessoal – no Almoço Anual no Rio de Janeiro 2018!


Mas, os Encontrões Europeus exigem, vamos dizer, formalidade. Isto é, reserva no restaurante, (com bastante antecedência, por nossa precaução) pagamento antecipado, pelo menos a metade do valor correspondente à lista de presenças que enviamos para o senhor Pacheco.
Além disso, e tão importante quanto, é a personalização: cartões de embarque, lugares marcados, menus...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

William Waack: Primeiro discurso na cena internacional parecia desenhado para fugir de caricatura que o próprio Bolsonaro havia criado


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[Discos pedidos] Michel Polnareff


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Bolsonaro foi tão mal em Davos, como os críticos dizem? Coppolla fala em “imprensa tóxica”


Morning Show, 23-1-2019

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Macroscópio – Os rapazes do Kentucky, o velho índio e saber onde estão as fake News

José Manuel Fernandes

Boa noite!



Primeiro que tudo, ao princípio todos se enganaram. O primeiro vídeo que foi divulgado nas redes sociais só mostrava o momento em que o velho índio e o jovem estudante se enfrentavam e dele parecia depreender-se que os estudantes estavam a troçar do ancião, para mais um veterano de guerra. Não tardaram a chover as críticas, vindas de todos os sectores, incluindo de apoiantes de Trump. Até a diocese da escola onde andam os jovens os criticou (Kentucky Catholic diocese condemns teens who taunted vet at March for Life). A primeira notícia do Observador – Incidente entre adolescentes com bonés com slogan de Trump e ancião índio em Washington torna-se viral – ainda reflete esta aproximação, apesar de ter sofrido várias correções ao longo do tempo, como se assinala no fim, e de o seu título original ter sido alterado. Contudo, ao longo do fim de semana foram aparecendo mais vídeos que permitiam ver o que se tinha passado a partir de outros ângulos, vídeos esses que davam credibilidade ao depoimento do jovem estudante e obrigaram o líder índio a corrigir as suas declarações iniciais à imprensa de Washington. Na segunda-feira o Observador publicou um segundo artigo, Provocação ou exagero? Novas imagens lançam dúvidas sobre incidente com índio, onde se dava conta de todos estes novos dados. Esse artigo disponibiliza os vídeos, pelos que os leitores podem fazer o seu julgamento sobre o comportamento dos diferentes grupos, mas seja qual for a avaliação que se faça do comportamento do grupo de estudantes esta já não pode ser a de radical e unânime condenação.

A imprensa americana também reconheceu, mesmo que nalguns casos a contragosto, o erro das primeiras avaliações e já foram publicados alguns textos interessantes que abordam o que se passou. Sobre a forma como se foi tomando consciência do que se terá realmente passado junto ao memorial de Lincoln, é interessante ler o testemunho de Rod Dreher, um jornalista da The American Conservative que assistiu a tudo a partir de Dublin e que, em The Catholic Bonfire At The Stake, conta como “It is really interesting to observe US public controversies from outside the American bubble.” Eis a sua conclusão: “From what I can tell from over here, what is being reported about the Covington Catholic boys appears to be almost 100 percent Fake News. I started out ready to condemn those boys, but after watching more videos of the entire incident, I changed my mind. I am willing to revise this opinion if more facts come forward, and I welcome your e-mailing them to me.”