domingo, 27 de junho de 2010

Dilma vai faturar essa!


O atual presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio LULA da Silva representa o povo brasileiro. É o id desse povo e o zeitgeist dessa nação. Ele reflete a imagem da coletividade nacional. Noutras palavras, o povo brasileiro se identifica nele e com ele. Porque ele, Lula, tornou o país… blablablá, como nunca antes. Tudo o que aconteceu e acontece de bom no Brasil [a maioria dessas “bondades” acontecem inercialmente (com ou sem Lula, ou apesar de), outras tantas por iniciativa privada ou particular], se deve ao Lula e ao seu governo. O que de “ruim” acontece no Brasil, (e muitas dessas “ruindades” se devem a ele, Lula, e ao seu governo) é, naturalmente, culpa e responsabilidade dos outros, de TODOS os outros: portugueses, argentinos, americanos, louros de olhos azuis, governos anteriores (todos, não escapa nenhum!), da oposição, enfim, só depende do humor do atual presidente. Só falta à lacraia (sim, o PT está em todos os lugares, até onde você não imagina!) que governa esse continental país, ressuscitar o “Brasil, ame-o ou deixe-o!”. Aliás, falando nisso, também nessa época o Brasil era grande, a TransAmazônica era a maior do mundo, a ponte Rio/Niterói era a maior do mundo, era o milagre económico, era a oitava potência, o Amaral Neto era repórter, e o Delfim Neto (sim, o mesmo) ocupava-se em cozinhar um bolo que cresceria tanto, mas tanto, que todos nos empanturraríamos de pão-de-ló… e alguns cidadãos tiveram que deixar o Brasil. Mortos ou vivos. Dos vivos, alguns regressaram.
O Brasil grande do atual presidente contaminou expressivamente o povo com o verme da arrogância fascista. Como o verme que os soviéticos de então inocularam nos povos ocupados, como lembra C. Virgil Gheorghiu em “A 25ª hora”. O fascista não quer construir, mas destruir o que o rodeia, não vá a vizinhança contaminar o povo com exigências, protestos e civismo. À mímima ameaça dessa “contaminação” o Departamento de Imprensa e Propaganda, imediatamente providenciará novo picadeiro ou um inimigo externo.
Sponholz
Preste atenção, único leitor, aos discursos do atual presidente: discursos desagregadores, ressentidos e rançosos. Como são desagregadores, ressentidos e rançosos os “esquerdeiros” e os sintomáticos de complexo de inferioridade. Desde o presidente que culpa brancos de olhos azuis pela crise económica, até o torcedor que ao invés de torcer pela seleção de futebol torce contra as seleções adversárias. Olhe em volta, ou melhor, leia em volta, caríssimo leitor.  Piadas inocentes, dirá. Claro, exatamente a mesma inocência do “sifu” presidencial.
Não é só o Zé Povinho que ecoa o “nunca antes neste país”. Veja este exemplo:


O Brasil é uma pedra no sapato

O Brasil passou, de repente, a ser uma pedra no sapato da União Européia. A pergunta mais patética formulada a Dilma foi: “como e por que o Brasil deu um reajuste de 7,7% aos aposentados?”. Isso vai na contramão de tudo o que está sendo programado e feito pelos governos europeus.
Flávio Aguiar, Carta Maior, 24 de Junho de 2010
Dilma Rousseff veio à Europa, passou por quatro países, alguns primeiros-ministros, e encontrou o que veio buscar: reconhecimento internacional. E mais: demonstração de que é capaz de viajar sem Lula – em todos os sentidos que a palavra viajar possa ter.
Mas colheu – e curiosamente plantou, porque colheu – mais.
Em primeiro lugar, colheu alguns epítetos (desculpem o palavrão antigo, mas cheio de charme) curiosos: “Dama de Ferro” (antes expressão reservada a Margareth Thatcher), “Delfim de Lula”, por exemplo.
Em segundo lugar, colheu uma impressão do Brasil, vigente aqui no Velho Mundo, muito peculiar, neste preciso momento em que a Zona do Euro atravessa uma turbulência sem par na história recente da Europa, pelo menos desde o fim da Segunda Guerra.
O Brasil passou, de repente, a ser uma pedra no sapato da União Européia. A pergunta mais patética formulada a Dilma foi: “como, e por que o Brasil deu um reajuste de 7,7% aos aposentados?”.
Isso vem na contramão de tudo o que está sendo programado e feito por aqui. Congelamentos de salário, ou diminuição, diminuição ou limitação de pensões e aposentadorias, suspensão de subsídios destinados ao mercado da classe média e dos mais pobres, fim de auxílios como os dados às mães solteiras, investimentos no pequeno e médio negócio: essa é a amarga receita que está sendo enfiada goela abaixo dos países – leia-se: os trabalhadores e aposentados – da U. E. Conhecemos a receita, fruto tanto do estouro do endividamento programado, como aconteceu na Ásia nos anos 90 e na América Latina no começo dos 80.
Ou seja: a presença do Brasil, que já provocava admiração ao ser um dos países que melhor saiu da crise recente, agora provoca perplexidade, inveja e um certo ar de ressentimento, além de se ter tornado um “mau exemplo”. O nosso país está se saindo bem exatamente por ter feito tudo ao contrário dessas receitas que há meio século, pelo menos, senão mais, são o vade-mecum das finanças internacionais.
Duas semanas atrás o economista Frederick Jaspersen, diretor para a América Latina no Institute of International Finance, uma organização criada em 1983 por 38 grandes bancos de atuação em escala mundial logo depois da crise da dívida latino-americana, previu a vitória de Dilma Rousseff nas eleições de outubro (o otimismo/pessimismo fica por conta dele). E acrescentou que isso era péssimo, porque significava aumentos dos “gastos” públicos, política industrial centrada em estatais, pressão política sobre as agências regulatórias (ou desregulatórias, para nós). Ao contrário, disse ele, a vitória de Serra significaria endurecimento no controle fiscal (leia-se, menos investimentos sociais), ênfase no setor privado (leia-se, transferência de verbas públicas para as empresas privadas) e uma política tributária para encorajar investimentos privados (leia-se, carga tributária regressiva na renda e progressiva no consumo).
Em suma, o que os agentes das finanças internacionais temem não é apenas que um setor como o Brasil venha a permanecer fora de sua influência. É também que o exemplo comece a contaminar corações e mentes pelo mundo a fora.
O curioso é que o exemplo brasileiro não é, digamos, inteiramente original. Já na crise asiática dos anos 90, o país que melhor e mais rápido saiu dela foi a Malásia. Por quê? Porque recusou a ajuda do FMI e fez tudo ao contrário do que ele receitava: aumentou o investimento público, reforçou o mercado interno, evitou a recessão e, sobretudo, saiu de cabeça em pé. Ao contrário de Tailândia (país em que o custo político da crise e das medidas recessivas continua a se fazer sentir de modo dramático), mesmo a Coréia do Sul, Singapura e até o Japão.
Sinal de que temos muito o que aprender onde eles – os arautos das virtudes do mercado – nunca aprendem.

Flávio Aguiar é correspondente internacional da Carta Maior em Berlim.

O que você depreende? Isso mesmo! Que a Europa (os países europeus) ficaram embasbacados com o recente aumento (?) de 7.72% aos aposentados do Brasil. Não se fala noutra coisa na Europa!...
Pois é, e assim vão (re)construindo o “novo” cidadão. O cidadão que adora isso tudo e se identifica com o “nunca dantes”, que infla o peito nacionalista ao ler essa matéria – e outras. Que grita o orgulho patriótico – a cada quatro anos o orgulho aumenta assustadoramente.


Que dá a luz aos políticos que o representa e governa e  depois, bem, depois, diz que vai votar nulo porque os políticos não prestam, são a vergonha do Brasil. Porque a minha transgressão é jeitinho (do qual me ufano também coletivamente), mas a transgressão dos outros, well…
Por tudo isto – que não tem nada a ver, né? – penso que a clone do atual presidente ganhará as eleições presidenciais de 2010. No primeiro turno!
PS: No dia “Sem Globo” qual foi a audiência da TV Globo?

3 comentários:

  1. Lula quer eleger maioria e ‘esmagar’ DEM e PPS

    Certo de que a candidata Dilma Rousseff (PT) “já ganhou”, o presidente Lula articula agora a construção de vitória expressiva no Congresso, a fim de garantir uma base aliada capaz de aprovar o que o governo quiser, incluindo emendas constitucionais. Pelas contas de Lula, PMDB e PT elegerão uma centena de deputados, cada um. A estratégia, disse ele ao presidente de um partido aliado, é “esmagar” partidos menores de oposição, como DEM e PPS, colocando-os no caminho da extinção.

    Nunca antes
    Segundo o Banco Central, a inflação brasileira soma 5,22% nos últimos doze meses. O índice rivaliza com os 5,4% de inflação da Grécia, o país cuja economia mais preocupa a União Européia e o mundo.

    Da coluna de Claudio Humberto, 28 de junho de 2010

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  2. Berlusconi também acha o mesmo.

    Em SP, Berlusconi decreta Dilma Rousseff presidente e fala em volta de Lula em 2014

    http://bit.ly/dhZPw2

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  3. Sim, a Dilma vai faturar essa!

    Jovem eleitora nordestino
    Perguntei à jovem caixa do estacionamento num shopping em Fortaleza se conhecia a Dilma, a bruxa do terror, a guerrilheira assassina, ela me respondeu que sim, que conhecia a candidata, mas não sabia dessa história de guerrilheira não. Então, perguntei-lhe se votaria numa terrorista bandida. Aí levei um susto quase mortal com a resposta da jovem eleitora, porque me respondeu categoricamente que votará sim, porque quem governará o Brasil será o Lula. Fim de papo, atônito quase vomitei...
    CH, Ivo Salvany, Fortaleza - CE, 02/07/2010 | 11h44

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