sábado, 30 de outubro de 2010

Não chore, amanhã tem filme de Carlitos...

Cena do filme "Vida de cachorro", de Charles Chaplin, 1918


A última semana. Uma mentira repetida mil vezes... Frase mais que conhecida e assim mesmo inútil. Faca na pedra, afiada faca: amigos que se fanatizaram a tal ponto, que ainda os considero amigos, perdidos?
Espero que não. Mas que tenho a ganhar, senão a solitária calma, a honrada calma de olhar filhas e filho; esperar que compreendam que joguei a minha precária e louca estória para dar-lhes uma digna história, embora roubando à minh'alma a calmaria, a introspecção pretérita, em nome de uma causa, sem rosto, sem nada...
A honradez de um homem: e agora, José? Sua biografia sem mácula, contra uma patuscada, armada e "amada" por um povo dementado, guiado por um louco autoidolatrado, igualando e modificando fatos, segundo sua deformada imagem.
Os grandes homens, desapareceram na curva da memória; restou a farsa, a lança quebrada de retardatários Quixotes, sem moinhos, sem ventos, sem (principalmente...) Dulcinéias ou Rocinantes... Quem me dera, como Drummond, ter apenas duas mãos e o sentimento do mundo... Drummond se foi... A rosa do povo se foi... Mas restaram os versos, agora, solilóquios sem platéia; não mais aplausos, somente urros, o medo, a esquina proibida, a cortina rasgada, o amor adiado... ele, o esperado...
Mas é preciso algum traço de dignidade, um guardanapo de linho, um travesseiro de penas, algo que dê algum sentido à um previsivel cotidiano em um país de sol a pino, langoroso, precocemente envelhecido.
Os intelectuais de gabinete, reclamam do melancólico oposicionista, honesto, de indisfarçáveis olheiras biografia inatacável, que importa? Perderam-se no jogo de espelhos, na busca do tempo perdido, no bonde perdido das perdidas ilusões; envelheceram com suas idéias, na projeção de um  lider de papelão...
O timido José é sóbrio, competente... Mas em Fevereiro tem carnaval... É preciso aumentar a geral do Maracanã, a banda larga vai alargar a comunicação e diminuir o déficit de atenção, o que será uma rima mas não uma solução...
Enfim, escrevi um texto para mim mesmo; quem quer saber de bom senso? Se o digno homem de olheiras, não for eleito, nem textos mais teremos... Estaremos ao sabor do Grande Irmão, que cuidará dos nossos dias, cuidadosamente, permanentemente... talvez, eternamente...
Estamos Juntos!
Carlos Vereza

Por um dia!


Estamos a um dia da eleição. Vocês podem imaginar a pressão, especialmente da petralhada. Como é mesmo? “Se entrega, Corisco!” E eu: “Só me entrego na morte, de parabelo na mão!” Se acredito nas pesquisas? Não! Entre os problemas de metodologia de todos e a má fé de alguns, prefiro resistir. Gostaria que José Serra vencesse a eleição. Vou votar nele, como todo mundo sabe. Vencer a disputa, no entanto, nunca foi uma tarefa fácil. Dilma Rousseff tinha 3% dos votos, e eu a chamava de favorita aqui. Nem tanto pelo “poder que Lula tem de transferir voto” — menor do que parece, basta que se examinem os números —, mas porque uma doxa vinha se firmando: “Governo popular não perde eleição jamais!”. Isso pauta a cobertura da eleição de 2010 há pelo menos dois anos, quando o processo mal havia sido deflagrado. Essa máxima contaminou, digamos assim, toda a inteligência do processo eleitoral. E teve efeitos bastante negativos até na propaganda eleitoral do PSDB, coisa de que tratarei em outros textos.
Curiosamente, embora todos os institutos apontem uma vantagem relativamente folgada para Dilma Rousseff, parece que nem os petistas acreditam muito nisso. Não sei se as urnas reservam uma daquelas surpresas que desmoralizariam as pesquisas de modo acachapante — e noto que isso pode acontecer ainda que Dilma vença. O que sei, isto sim, é que o clima não é de confiança, de euforia. Não se repetem as certezas do segundo turno disputado por Lula em 2002 e 2006, contra dois bons candidatos: o próprio Serra e Geraldo Alckmin. E por que não?

Na Globo, Dilma se mostrou ao público quase como é: uma invenção de Lula que quase tem idéias mais ou menos claras sobre quase tudo

Acompanhei o debate entre José Serra e Dilma Rousseff no Twitter. Muita gente reclamou que estava frio demais. Eu mesmo cheguei a brincar que a melhor coisa até o momento em que escrevia era o sorvete de crocante com café que Dona Reinalda havia trazido pra mim. Brincadeira à parte, o fato é que um debate como o da Globo pode até ser mais chato para quem é entusiasmadamente Serra ou Dilma — e, pois, vibra quando um desfere uma porrada no outro —, mas é muito mais útil para deixar claro o que pensam os candidatos sobre determinados temas.
O tal confronto direto, escolha feita por Band, Record  e Rede TV, não funcionou. A razão é simples: os dois candidatos, que não são burros, resolveram usar o tempo da tréplica para dar estocadas no adversário, quando o outro não tinha tempo para reagir. O formato escolhido pela Globo inibiu esse expediente. Afinal, Dilma não tinha de responder para Serra; Serra não tinha de responder para Dilma. Ambos se deparavam com eleitores de verdade, com quem eram obrigados a dialogar. Fugir da questão para falar o que lhes desse na telha, a exemplo do que se viu nos outros encontros, seria desastroso. E foi aí que Dilma se deu mal.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Marqueteiro do Recife diz que Dilma perde as eleições neste domingo

Capa da revista Rolling Stone/Brasil


O publicitário Marcelo Teixeira, da empresa Makplan e que já trabalhou para tucanos e petistas pelo Brasil, analisou os últimos números da pesquisa Datafolha e diz que Dilma pode até ganhar as eleições, mas que as chances maiores de vitória são do candidato tucano José Serra. Quando todo mundo dizia que Dilma levaria no primeiro turno, em entrevista exclusiva ao Blog de Jamildo, analisando os mesmos dados do Datafolha, ele antecipou que haveria segundo turno. Reveja aqui.
“Lula não conseguiu fazer a candidatura dela decolar. Ela é ruim de palanque e mesmo com o apoio quase totalitário não deslanchou nas urnas”, declara.

Vendedora de balas fala sobre Lula...


O mito de papel


Demétrio Magnoli
“Não me importo de ganhar presente atrasado. Eu quero que o Brasil me dê de presente a Dilma presidente do Brasil”, conclamou Lula, do alto de um palanque, dias atrás. Não foi um gesto fortuito. Antes, a Executiva do PT definira a campanha “Dê a vitória de Dilma de presente a Lula”. Aos 65 anos, a figura que deixa o Planalto cumpre uma antiga profecia do general Golbery do Couto e Silva. O “mago” da ditadura militar enxergara no sindicalista em ascensão o “homem que destruirá a esquerda no Brasil”. Quando o PT trata a Presidência da República como uma oferenda pessoal, nada resta de aproveitável no maior partido de esquerda do País.
Lula vive a sua quarta encarnação. Ele foi o expoente do novo movimento sindical aos 30, o líder de um partido de massas aos 40, o presidente salvacionista aos 60. Agora, aos 65, virou mito. O mito, contudo, é feito de papel. Ele vive nos ensaios dos intelectuais que se rebaixam voluntariamente à condição de áulicos e nos artigos de jornalistas seduzidos pelas aparências ou atraídos pelas luzes do poder. Todavia ele só existe na consciência dos brasileiros como fenômeno marginal. Daqui a três dias, Lula pode até mesmo ficar sem seu almejado carrinho de rolimã. A mera existência da hipótese improvável de derrota de Dilma evidencia a natureza fraudulenta da mitificação que está em curso.
“É a economia, estúpido!”, escreveu James Carville, o estrategista eleitoral de Bill Clinton, num cartaz pendurado na sede da campanha, em 1992. George H. Bush, o pai, disputava a reeleição cercado pela auréola do triunfo na primeira Guerra do Golfo, mas o país submergia na recessão. Clinton venceu, insistindo na tecla da economia. Por que Dilma não venceu no primeiro turno, se a economia avança em desabalada carreira, num ritmo alucinante propiciado pelo crédito farto e pelos fluxos especulativos de investimentos estrangeiros?

O mar de Cavaco Silva

Dinis Evangelista
O mar como esperança
A revista ÚNICA do passado sábado dedicava grande parte das suas páginas ao mar, incluindo um artigo do Presidente da República, Cavaco Silva. Embora o artigo faça referência às potencialidades do mar, não aprofunda em concreto uma actividade específica, olvidando completamente o sector das pescas.
Este sector, que todos reconhecemos de grande importância para a economia portuguesa ao longo dos tempos, e que poderá ser fundamental para sairmos da crise em que estamos mergulhados, sofreu grande queda precisamente quando o actual Presidente da República era primeiro-ministro.
Não viria mal ao Mundo se isso fosse reconhecido no texto, pois só não erra quem não faz ou quem não decide, e como essa acusação persiste na sociedade portuguesa, poderia ser uma boa ocasião para o Sr. Presidente da República justificar a decisão então tomada. 
Dinis Evangelista - Queluz, Sintra, Portugal

Mar português. Óleo de Carlos Seabra

O que o PT pretende...

Comentário de Janaina Paschoal, professora de Direito Penal na USP

Reinaldo Azevedo
Recebi o seguinte comentário da professora Janaina Conceição Paschoal. Volto em seguida:

Caro Reinaldo,
Sou advogada e professora de Direito Penal na USP. Quando da apreensão dos folhetos contrários ao aborto, revi toda a legislação eleitoral e posso AFIRMAR categoricamente que não há qualquer dispositivo que justifique a censura sofrida pelos católicos. Também nada justifica a intervenção da Polícia Federal, ou de qualquer órgão ligado à Justiça Penal. Quando das apreensões, cheguei a enviar e-mails para alguns jornais, dando meu humilde parecer nesse sentido, mas não obtive resposta. 

Desenvolvi, na Faculdade, em sede de pós-graduação, a disciplina Direito Penal e Religião. Chegamos à conclusão de que os “intelectuais” confundem Estado laico com Estado ATEU. E, em termos de censura, a Igreja católica, na atualidade, é a mais perseguida. Falo isso com tranquilidade, até por não ser católica. 

Neste país, temos liberdade de falar, desde que seja para concordar. Simples assim. 

Parabéns pelo excelente trabalho que tem feito ao Brasil. Logo mais, estarei no Largo São Francisco (do lado de fora, conforme manda a lei) para engrossar a caminhada a favor de Serra e contra tudo o que a opositora representa de atraso e ilegalidade. Abraço grande, 
Janaina Paschoal

Comento
Eis aí, meus caros! Os petralhas jamais entenderão qual é a minha real fonte de satisfação nesse trabalho. Eles pensam que quero ganhar eleições. Mas eu não disputo nada. Eu só busco clareza. Essa é a minha vitória. Quanto às eleições, vamos ver.
Reinaldo Azevedo

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O Brasil com Serra: Manifesto de Artistas e Intelectuais


Votamos em Serra! Ele tem história. Serra está na origem de obras fundamentais nas áreas da Cultura, da Educação, da Saúde, da Infraestrutura, da Economia, da Assistência Social, da Proteção ao Trabalho.

Apoiamos Serra, porque ele tem um passado de compromisso com a democracia, com a verdade e com o uso correto dos recursos públicos, dando bons exemplos de comportamento ético e moral, de respeito à vida e à dignidade das pessoas.

Votamos em Serra, porque o País está, sim, diante de dois projetos: um reconhece a democracia como um valor universal e inegociável, que deve pautar o convívio entre as várias correntes de opinião existentes no Brasil; o outro transforma adversários em inimigos, conspira contra a liberdade e a democracia. Precisamos de um Presidente que nos una e reúna, não de quem nos divida.

Apoiamos Serra, porque repudiamos o dirigismo cultural, a censura explícita ou velada, as patrulhas ideológicas, as restrições à liberdade de imprensa, o compadrio, o aparelhamento do Estado em todas as suas esferas e a truculência dos que se pretendem donos do Brasil. Estamos com Serra porque não aceitamos que um partido tome o lugar da sociedade.

Índio da Costa reafirma compromisso com ex-trabalhadores da Varig

Na Caminhada com Serra, Copacabana, 24 de outubro de 2010. Foto: Dayse Mattos

Prezadas Cleia, Lucia e amigos:

Estou enviando esse e-mail por intermédio da Cleia para não parar de incomodar tantos. Desculpe Cleia e Lucia, mas vocês são as mensageiras.
Peço desculpas por demorar a responder os e-mails tão justos que recebo e leio de vocês. Leio pessoalmente, faço questão, com carinho e aperto no coração pois me lembro da comissão me procurando para ajudar no caso do AERUS/VARIG. Meus compromissos como candidato a Vice as vezes me impedem de ajudar ainda mais.
Eu gostaria de firmar um compromisso com todos que lutam para a solução desse problema que aflige e machuca pesssoas e familias. Caso nossa campanha seja vencedora (e depende de nós apenas por que a virada já começou) e o Presidente Serra for eleito, logo em Janeiro eu me comprometo (já como Vice-Presidente do país) a chamar para sentar na mesa especialistas do governo federal afim de acharmos uma solução para o caso de vocês. Esse é meu compromisso com vocês.
Estou vendo o esforço de vocês em ajudar a eleger o Presidente Serra e ele sabe disso. Portanto peço que encaminhe esse meu e-mail a todos seus colegas, interessados e envolvidos, por que o compromisso está firmado.
Só peço que de quarta feira dia 27 até o último minuto possível vocês foquem seus e-mails, cadernos de telefone, amigos, conhecidos e parentes numa corrente espetacular para levarmos a vitória numa virada sem precedentes. Peçam aos amigos e conhecidos que evitem viagens no feriado, e se forem viajar, que o façam depois do feriado. Vamos virar essa história e com a ajuda de vocês.
Essa campanha será decidida dessa forma, por diferença mínima e vocês tem um movimento coeso e eficiente. Vamos a vitória!

Por favor repassem esse e-mail para todo o grupo de vocês. Agora é a hora da tropa avançar.
Meu compromisso com vocês está sacramentado!

Atenciosamente
Indio da Costa
www.indiodacosta.com.br
siga-me no twitter @viceindio
SERRA PRESIDENTE 45

Serra e Cleia Carvalho, São Paulo, 26 de outubro de 2010
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Dilma, PT, Lula... e a Petrobras

Ex-diretor da Petrobras afirma que Dilma permitiu privatização da 'franja' do pré-sal


Leila Suwwan
Alçada ao centro do debate eleitoral, a ameaça de "privatização" do petroléo já é uma realidade, na opinião de Ildo Sauer, ex-diretor da estatal (2003-2007). Segundo ele, o modelo de concessões criado no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi ampliado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). E mais grave: os leilões ocorreram mesmo depois da descoberta do pré-sal - o chamado "filé mignon" das reservas brasileiras - e abrangeram blocos conhecidamente promissores, como o arco do Cabo Frio.

Sauer sustenta que a candidata Dilma Rousseff, ex-presidente do Conselho de Administração da Petrobras, tinha conhecimento do que ocorria e foi conivente com o favorecimento de pelo menos uma empresa privada, a OGX, do empresário Eike Batista, que recrutou executivos estratégicos da Petrobras meses antes do leilão de 2007 (9ª rodada).
Veja a seguir os principais trechos da entrevista.
O GLOBO: Por que o sr. afirma que foi feita uma privatização do petróleo, inclusive do pré-sal?
ILDO SAUER - Em 2006, a ANP e o governo - o presidente da República e a chefe da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobras - foram avisados de que a Petrobras, depois de muitos anos de estudo, resolveu furar o sal. Tínhamos feito um poço em Tupi que não encontrou petróleo até o sal, um fracasso. Mas era o lugar ideal para fazer o teste e saber se o pré-sal existe ou não existe. Em julho, furaram e encontraram o petróleo. Portanto, em julho, a especulação de mais de duas décadas estava confirmada. O governo foi avisado. E a ANP foi avisada, conforme manda a lei. O que faltava era dimensionar a reserva. O conselho de todos os técnicos da Petrobras e dirigentes que tinham acesso ao governo, sindicalistas e o grupo de engenharia do Rio de Janeiro pediram para suspender todos os leilões. No entanto, em 2006 o leilão não só foi mantido como limitava, na oitava rodada, a quantidade de blocos que a Petrobras poderia comprar. Dos 280 blocos que iam a leilão, a Petrobras poderia comprar menos de 60.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Alguns momentos de José Serra no debate do dia 25 de outubro

Aécio Neves e José Serra


[Aerus] A pensionista Cleia Carvalho encontra-se com José Serra.

Vejam o meu encontro com José Serra, hoje (26 de outubro) no Hotel Renaissance em São Paulo
Ele mandou dizer a todos do AERUS/VARIG que assume este compromisso no seu governo em solucionar o nosso grave problema. E que achou um absurdo o que fizeram conosco. Eu respondi: Se o Senhor não fizer o que está prometendo diante deste batalhão de jornalistas, eu vou a Brasília cobrá-lo.
Havia uma imensidão de jornalistas e fotógrafos que tiraram milhares de fotos.
Foi emocionante o nosso encontro, as fotos dizem tudo. Eu estou horrível em todas as fotos, pois acabo de sair de uma depressão de síndrome do pânico e engordei muito. Após uma semana tomando remédio voltei a ser a Cleia de antes.
Missão cumprida.
Beijos
Cleia Carvalho









Parabéns, Cleia!
Estas fotos valem por algumas missas, dezenas de medalhas, alguns opíparos jantares, centenas de salamaleques aos "senhores", etc, etc...
Obrigado!

Jim Pereira
Ex-Comissário de Vôo na Varig, Aposentado pelo INSS, Prejudicado pelo Aerus, Membro Fundador do Movimento ACORDO JÁ! 

Gerald Thomas chuta o balde!

Gerald Thomas [foto] estava afiado no evento Fronteiras do Pensamento que aconteceu em Porto Alegre e cujas conferências foram reunidas num livro que está saindo pela Civilização Brasileira.

Lá pelas tantas, ou mais precisamente à página 277 do livro, Thomas manda bala ao explicar o porquê de ter feito um gesto obsceno para Lula numa manifestação a favor da Varig anos atrás. Fala Thomas:

- Foi em defesa da Varig, que ele ajudou a afundar em virtude da maldita TAM, que tem o (…) do Dirceu como acionista.



VARIG: QUANDO A CULTURA PESA
Gerald Thomas 

Fiquei absolutamente horrorizado ao ler aqui neste site (do qual sou leitor assíduo) um artigo criticando a VARIG. Criticar é válido sempre. Mas, por favor: me venham com argumentos sérios. O que li foi trivial, ridículo e, se me permitirem, vou em defesa desse patrimônio nacional que é a VARIG. Se o passageiro experimentou atrasos, atropelos, decolagens que não aconteceram, turbinas que enguiçaram na última hora, fica aqui somente um lembrete: o mesmo, ou pior, já me aconteceu com todas, ou quase todas as companhias aéreas do mundo, desde a Lufhansa até a Delta, desde a Singapore Airlines até a Northwest ou a Jal.

Residente em Nova Iorque, mas trabalhando em – sei lá quantos países do mundo, eu me encontro sentado em uma poltrona de avião, pelo menos uma vez por semana. E não é raro esbarrar em atrasos, cancelamentos sem o menor aviso prévio, tratamento frio e descaso com passageiros. As companhias européias, então, ganham prêmios como o Oscar em Acting Badly, ou seja, atuação ruim: são péssimos atores, fingem mal. Não dão informação precisa, são dissimulados, desaparecem dos balcões e pronto: fica um passageiro perguntando pro outro. Todos com cara de tacho. Mesmo tendo pago a tarifa cara de business class (ainda bem que, no meu caso, a produção local ou casa de ópera paga e não sai do meu bolso), os passageiros, alguns furiosos, deitam no chão dos corredores, dos gates dos aeroportos mais desconfortáveis do mundo, como o de Frankfurt, ou o superhiperlotado Heathrow, onde não cabe nem mais uma mosca (islâmica ou cristã) e se resignam a algum próximo anúncio feito pelo sistema de alto-falantes.

Comissárias dançam na estreia de empresa filipina na bolsa de valores

Comissárias viraram sensação na web com dança durante voo.
As comissárias da companhia aérea "Cebu Pacific" mostraram nesta terça-feira durante o pregão de estreia da empresa na bolsa de valores das Filipinas, no distrito financeiro de Makati, a coreografia que fez sucesso em um voo da companhia no mês passado.

Aeromoças dançam na estreia da empresa na bolsa de valores de Filipinas.
Foto: Romeo Ranoco/Reuters

O vídeo publicado no YouTube já recebeu mais de 9 milhões de acessos. No vídeo, as comissárias de vôo mostram os procedimentos de segurança do voo enquanto dançam coreografias das cantoras pop Lady Gaga e Katy Perry.


Dilma perde debate, e seu marqueteiro tenta pautar jornalistas

Chega a ser divertido. João Santana, marqueteiro do PT, especialista em pautar jornalistas — e muitos se deixam pautar —, está espalhando que Serra foi muito agressivo no debate, “arrogante”. Aliás, Dilma chegou a dizer isso, seguindo a orientação do publicitário, claro! Durante o debate, ela afirmou que o adversário estava “dizendo mentiras”, que “estava enrolando” etc. Mas “agressivo” foi o outro. A verdade inquestionável é que Serra foi indubitavelmente melhor. E restou ao PT acusar o vencedor de arrogância.
O engraçado é que, em parte, Santana está sendo bem-sucedido. Já há um monte de textos por aí afirmando: “Serra parte para o ataque”. Ora, os dois atacaram. A questão é de outra natureza: qual deles assentou suas teses em mentiras? Ainda voltarei ao assunto.
Reinaldo Azevedo

Os cinco pontos

O instituto GPP deve divulgar hoje (26 de outubro) uma pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República. Índio da Costa, vice na chapa do tucano José Serra, registrou o levantamento no TSE, e o resultado pode, portanto, ser tornado público. A diferença deve ser de cinco pontos em favor da petista. Dada a margem de erro, é possível que estejam em empate técnico.
Coisa de democratas e tucanos que apóiam Serra? Pois é… Sabem o que é interessante - e já tratei desse assunto aqui? O trascking do PT, o de verdade (não aquele que eles propagandeiam por aí), também aponta uma vantagem de apenas cinco para Dilma. E isso, claro!, é muito pouco para tranqüilizar os petistas.
A histeria tem explicação. Ou vocês acham que os petistas estariam tão nervosos se estivessem certos dos 11 ou 12 pontos apontados em algumas pesquisas?
Reinaldo Azevedo

Criação: Gabriel

Ex-trabalhadores da Varig escrevem sobre a Caminhada com José Serra

© Graça Carrilho
Quando vejo alguns renomados intelectuais de "esquerda" falarem em retrocesso, me pergunto o que eles pensam da corrupção, dos escândalos envolvendo a alta cúpula do PT, do setor aéreo (se é que eles têm algum conhecimento disso), da distribuição  de bolsas… do estado de penúria moral e incentivo criminal que se tornou a Casa Civil.
Penso quanto $$$$$$$$$$ eles ganharam para fazer esta propaganda.  Retrocesso é achar que o crime compensa. Que um cargo ou partido podem tudo.
Nosso povo vai crescendo apesar  de todos estes absurdos e reage a duras penas.
Se acham que Tiririca está fora de moda, talvez os intelectuais devessem repensar melhor seu discurso surrado.
O Movimento ACORDO JÁ esteve lá para conferir.
Bem, ganhe quem  tiver mais votos.
Abraços
Dayse Mattos 

© Dayse Mattos

Sindicatos, Federações e Confederação a serviço de UM partido!

Senhor Alcides da Federação dos Aposentados de Mato Grosso do Sul:
De forma tácita e ainda sociável, peço-lhe retirar meu endereço (e-mail) de seu mailing e também dessa facção rotulada de Grupo de combate a boatos sobre a candidata Dilma Rousseff que retransmitem seus comunicados de apreço político pela guerrilheira comunista que concorre pela primeira vez na vida a um cargo eletivo.
Se ao senhor ela lhe agrada e conforta os seus valores; na minha moral e fundamentos éticos não; e ainda não me predisponho nem mesmo a receber mais qualquer e-mail do senhor e de sua entidade e que publicamente está a serviço da causa e ideologia dela e quiçá no futuro venha responder por isso.
Imaginaria estar a serviço da sociedade e de forma apolítica e não em pleno desserviço da mesma; mas usa-a como fachada e assim permanecerá. Tão apenas participo e louvo meu ponto de vista e esforço processando e repassando e-mails da causa acerca de aposentados e trabalhadores, e vou continuar, pois não vejo que sua entidade e nem mesmo a sua confederação (COBAP) participem de nada disso, esta última até promove reeleição de deputados que respondem a questionamentos por tráfico de influência no BNDES. Vergonhoso e banal ato de afins.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

"Falar no Rio, falar para o Rio de Janeiro, significa falar para o Brasil."



Discurso de José Serra na Caminhada pela Democracia:
"O Rio é a nossa identidade nacional. Nenhum outro lugar expressa, como o Rio de Janeiro para o mundo, aquilo que é o Brasil. E nenhum outro lugar neste momento tem a importância estratégica essencial do Rio de Janeiro. Esta manifestação mostra que nós podemos e que nós vamos dar a virada em direção a vitoria.
São sete dias, sete dias que mudarão a história do Brasil. Porque isso é o que está em jogo domingo que vem, se decide como será o Brasil nesta década e até nas próximas décadas. É muita coisa o que está em jogo.
Eu tenho falado por toda a parte, das idéias a respeito da saúde, da segurança, da educação, da política social, das obras. Não vou falar disso aqui agora, mas vou fazer uma referência a um outro componente fundamental da nossa campanha, que são os valores, as nossas convicções. Em 1º lugar nos precisamos no Brasil um governo que tenha caráter. Caráter que se traduza na verdade e na honestidade.

"Lula comprou os pobres do Brasil"

O escritor Ferreira Gullar vota José Serra. Vê Dilma como “uma marionete” e Lula como um “ignorante”, “mentiroso”, com “fome de poder”, que é “a vergonha do Brasil”.

"Ele [Lula] nunca leu um livro", diz Ferreira Gullar (Foto: DR
Aos 80 anos, Ferreira Gullar continua de cabeleira branca pelos ombros e mão enérgica a bater na mesa, quando sobe de tom, no seu apartamento cheio de livros e quadros, em Copacabana.
Parece tão em forma quanto está: “Não tenho nenhuma doença.”
Nascido em São Luís do Maranhão, Nordeste do Brasil, vive no Rio de Janeiro desde os 21 anos. Foi comunista filiado, lutou contra a ditadura, esteve preso. Tem uma longa e variada bibliografia, com destaque para a poesia. Recebeu este ano o Prémio Camões, o mais importante da língua portuguesa.
A conversa começou exaltada e terminou amena. Ferreira Gullar explicou depois que tivera umas conversas políticas que o tinham irritado. E mais para o fim da entrevista dirá, meditativo: “Possivelmente nós vamos perder a eleição.”
A campanha ferve.

Publicou um texto chamado “Vamos errar de novo?”, (aqui) a apelar ao voto em José Serra. Não faz parte de nenhum partido. Porque sentiu necessidade de intervir?
Como cidadão, não só tenho o direito como o dever. Sempre participei politicamente.
É uma eleição bastante importante. Pode significar uma mudança para o país e ter consequências sérias.
Há quem ache o contrário, que nada de essencial se vai alterar, seja quem for que ganhe.
[Batendo com a mão na mesa] A permanência do PT no poder é uma ameaça à democracia brasileira. Está vendo o que acabou de acontecer? Espancando o Serra!

Foi um rolo de papel [atirado à cabeça de Serra num passeio de campanha].
Ah, não, isso é o que o Lula diz. Não acredito no Lula, é um mentiroso.