terça-feira, 25 de junho de 2013

Rua brasileira e rua portuguesa

Curitiba, vista da Rua XV de Novembro entre as ruas Barão do Rio Branco e Monsenhor Celso, 29-08-1933. Foto: daqui
Joaquim Carlos
Há quem ache que em Portugal temos razões e mais que razões para sair à rua como os brasileiros. É esse aliás um dos mais recentes argumentos de uma Esquerda Fóssil e Raivosa que a nada mais aspira senão a piorar o que já nos é péssimo. Devo dizer, como luso-brasileiro, que tal significa laborar numa falácia monstruosa. Sim, a Corrupção de Estado em Portugal tem sido devastadora e tem gerado as bancarrotas socialistas que se conhecem bem, coisa com que o actual Governo e a actual Justiça contemporizam desabridamente. No Brasil, nem a mais retinta corrupção política e societária afrouxam um clima geral de expansão e crescimento. Apenas vincam a crassa injustiça no abismo entre rendimentos. Há, portanto, diferenças entre a incandescente Rua Brasileira e a Nula Rua Portuguesa. O Brasil tem uma tal pujança económica que, após os estádios, gerou um escândalo redobrado nos cidadãos confrontados com os seus precários e displicentes sistemas de saúde e de ensino públicos, escandalizando-os igualmente a corrupção associada à política, às obras de Regime, desde líderes estaduais a autarcas das principais cidades. Mas em Portugal, embora repletos de razões de fundo contra o Regime e a Corrupção que o caracteriza, não podemos encher só agora as ruas. Na presente situação de decrepitude financeira e ruína económica, numa situação sistémica europeia de risco do Euro, tal ideia só pode passar pela cabeça de oportunistas estúpidos, imbecis mediáticos e lunáticos anacrónicos de uma Esquerda-Razia-Económica que, após 1975, não volta nem pode voltar mais.
Título e Texto: Joaquim Carlos, no blogue “PALAVROSSAVRVS REX”, 25-06-2013

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