quarta-feira, 11 de maio de 2016

Gregório Duvivier, o actor antifascista volta a atacar

Não, o título não é meu, encontrei-o no suplemento “gps” da revista Sábado, edição deste final de semana.

E copiei umas respostas dele para dividir com vocês, com a esperança que você, generoso leitor, consiga me acalmar e calar o meu “Vai te lixar, Gregório!”.

Vejamos o que disse Duvivier.

A sua ligação à política é anterior ao Porta dos Fundos. Militou em algum partido?
Nunca fui filiado, mas para mim a política é quase uma obrigação. Ser neutro é como estar do lado do congresso, que é fascista.

Fascista? Desde quando?
Vem de trás. Tivemos uma ditadura militar, que caíu mas ninguém foi investigado. A gente tem torturadores confessos, do tempo da ditadura, que nunca foram punidos e que volta e meia até dão nome a ruas. E ouvimos gente dizer que tem saudades da ditadura. Isso acontece porque ninguém fez o suficiente para melhorar o país. Ninguém foi responsabilizado, os torturadores estão à solta e as autoridades abusam do poder! Desde adolescente que me sinto revoltado com a corrupção, que sofri na pele.

Sofreu como?
A primeira vez que fumei maconha levei porrada da polícia. Era o meu primeiro baseado (charro), tinha 14 anos.

Que azar, ser apanhado.
Parece, não é? Mas a verdade é que é raro o brasileiro que nunca tenha tido algum tipo de problema com a polícia. E eu até sou um privilegiado homem e branco, classe média do Rio de Janeiro. Imagine o que fazem aos negros pobres do interior!

Fez queixa?
Não fiz nada. As pessoas de fora não entendem, mas a violência policial no Brasil é normal, faz parte do quotidiano. Não ocorre a ninguém denunciá-la, porque ninguém acredita que valha a pena.

O Brasil tem, então, uma democracia de fachada?
Sim, porque é governado por um congresso formado na maioria por homens brancos, velhos e conservadores, que não refletem a diversidade do povo brasileiro: não tem negros, nem gays, nem ateus… e tem muito poucas mulheres. É a essas minorias que tento dar voz com as minhas ideias.
(…)

Vamos lá!
O Congresso é fascista? Por quê? O que sabe ele sobre fascismo?

Este pobre homem nasceu em 1986! O que ele viveu de… ditadura? Ele tinha três anos de idade quando Fernando Collor de Mello foi eleito DEMOCRATICAMENTE (está na moda o advérbio).

E continua “Desde adolescente que me sinto revoltado com a corrupção, que sofri na pele”. Que corrupção? E ele responde que levou porrada da polícia quando tinha 14 anos. Isso foi em 2000. O que isso tem a ver com a corrupção?! Efeitos do fumacê?

Eu tenho 65 anos. Nunca tive ‘algum tipo de problema com a polícia’, fosse ela do Brasil, dos Estados Unidos, de Portugal...

E não, é mentira que a ‘violência policial no Brasil é normal’! O que é NORMAL no Brasil é a violência contra o cidadão: ele morre por uma bicicleta, ele morre por um telefone celular… e morre à porta ou no corredor de um hospital público!

E não, quem governa o Brasil (por enquanto) é o Partido dos Trabalhadores, desde janeiro de 2003. O Congresso (Câmara dos Deputados e Senado Federal) legisla, ó maluco! Aliás, tem aprovado muitas propostas do Governo! Tem sido mais subserviente do que independente.

E sim, as minorias estão representadas no Congresso Nacional. Estão representadas proporcionalmente ao que são: minorias!

Tem negros. A menos que o senador Paulo Paim seja azul.

Tem gays. Alguns, imagino, não representam com dignidade essa minoria. Pelo contrário, agem e se comportam como se estivessem em cima daquele carro carnavalesco…

Tem poucas mulheres?! Por que deveria ter mais? As que lá estão não são suficientes, quero dizer, não chegam para “representar” as mulheres?! Ó incompetentes! Ouviu, Gleisi Hoffmann? Escutou, Fátima Bezerra?... 

Não tem ateus? Como sabe disso este proverbial e providencial e abnegado brasileiro de gema? Está muito certo ele quando afirma que “é a essas minorias que tento dar voz com as minhas ideias.” Pois que continue…

Um comentário:

  1. Tem um programa "Cidade Alerta" na Record... assistindo agora... é uma pequena amostra da violência urbana, neste caso, no Rio de Janeiro.
    O cara que arrasta a policial municipal para a floresta da Tijuca... o taxista que, assaltado, bate em um poste da Light... A VIOLÊNCIA normal no Brasil para esfregar nas fuças de Duvivier...

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